Notas iniciais
Olá pessoal! :)

Teremos alguns personagens novos nesse capítulo, e uma básica dose de momentos fofos, que é pra não perder o costume, ok?

Caroline abriu os olhos meio relutante ao ouvir o som do despertador tocando, seguido por um “Não, só mais um pouquinho...” resmungado por um Jasper ainda adormecido. Aliás, foi o som da voz dele que a fez despertar de vez, apenas para se certificar de que o rapaz estava mesmo ali.

Não resistiu em acariciar levemente os cabelos dele, vendo-o sorrir em resposta em seguida. Até cogitou a hipótese de se aconchegar mais a Jasper e voltar a dormir, mas se fizesse isso, acabaria se atrasando para o compromisso da manhã.

Por fim, sem outra opção, ergueu-se do sofá com cuidado para não acordá-lo e, após pegar as roupas que iria vestir, dirigiu-se ao banheiro, relembrando o motivo que a fizera sair da cama no meio da noite e correr para o lado do namorado, que dormia no sofá: o pesadelo que tivera com Damon. Recordar da raiva que transpassava aqueles olhos azuis ainda a fazia tremer involuntariamente... Respirou fundo uma vez, sacudindo a cabeça levemente na tentativa de afastar aquela visão perturbadora de sua mente, antes de enfim ligar o chuveiro.

Voltou ao quarto cerca de quinze minutos depois, encontrando Jasper sentado na beirada da cama, acompanhado por uma bandeja com o café da manhã deles. A garota aproximou-se devagar, vendo-o sorrir em sua direção e levantar-se rapidamente, diminuindo a distância que os separava em poucos segundos, envolvendo-a num abraço logo após beijar seu rosto.

– O que lhe afligiu no meio da noite, Care? – ele pergunta, afagando os cabelos dela – Desculpe, mas não consigo recordar o motivo que lhe fez sair da cama. Acho que meu cérebro não estava em pleno funcionamento. – ele tenta brincar, mas estava realmente sentido por não lembrar o que a deixara assustada.

– Eu é que lhe devo desculpas, não? Afinal, fui eu que invadi seu precioso sofá. – um suspiro — E bem... foi só um sonho ruim, nada de mais.

– Ei... – Jasper começa, erguendo o rosto dela delicadamente para que pudesse olhar em seus olhos – Não menospreze o que sente. Se te abalou de alguma maneira, é claro que importa. E bem... deveria ter me acordado, sabe? Eu teria te abraçado, do jeito que estou fazendo agora, teria dito que tudo ficaria bem e teria te ninado até que você voltasse a dormir.

– Às vezes acho que você não é real. – Caroline responde encabulada, sem coragem de encará-lo — Quer dizer, eu posso te ver e tocar, mas é... não sei nem explicar. – uma curta pausa – É que você parece um daqueles príncipes de contos de fada, sabe? Tão carinhoso e gentil que eu poderia dizer que é invenção da minha mente, se ela ao menos fosse capaz de imaginar algo tão perfeito... – completa, a voz não passando de um sussurro.

– Olha pra mim, meu bem! – diz ele, libertando-a do abraço por alguns instantes e fazendo-a ficar bem à sua frente – Não está sonhando. E se estiver, devemos estar sonhando juntos então! Consegue sentir isso? – o rapaz pergunta, tomando um das mãos dela e levando-a até seu peito, onde ela poderia sentir seu coração pulsando – É real, Caroline! Acredite querida, estamos mesmo vivendo isso. Juntos! – e ao dizendo isso, puxou-a novamente para seus braços, unindo seus lábios aos dela delicadamente.

– Ainda parece bom demais para não ser um só um sonho... – diz ela, instantes depois, enquanto desenhava o contorno do rosto dele com as pontas dos dedos – Mas acho que devemos voltar para a realidade, certo? Aquela em que nossos problemas nos fazem lembrar de que nem tudo são rosas...

– Mas eles não vão nos impedir de tentar, não é? – Jasper comenta, com um sorriso – Bem, deixe-me ir tomar um banho, ou chegaremos atrasados para o seu depoimento. Volto em alguns minutos, ok? – completa, pegando suas roupas na mala e encaminhando-se ao banheiro em seguida.

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Chegaram à delegacia cerca de uma hora depois, com minutos de sobra até o horário marcado para o depoimento de Caroline. Enquanto a garota recebia algumas instruções de Isabella, que chegara poucos minutos antes deles, Jasper foi cumprimentar alguns de seus colegas, mas para seu espanto, um deles, ou melhor, uma delas, o recebeu com um entusiasmo um pouco além do normal.

– Jasper, quanto tempo! – era Elena Gilbert, uma das secretárias da delegacia, que deixava sua mesa e ia de encontro a ele, abraçando-o sem pudor algum e pegando-o completamente desprevenido – Diga que finalmente dona Cora o tirou do castigo e o deixou voltar prá cá! Afinal, esse lugar não é o mesmo sem você... – diz ela ao afrouxar um pouco o abraço, fazendo um biquinho.

– Elena... será que poderia... me soltar agora? – ele pede, constrangido, sem sequer se mexer.

– Ah, claro, que gafe a minha! Me desculpe. – ela responde, afastando-se dele com um sorriso amarelo. Aparentemente, não ficara muito feliz com o pedido.

– Bem melhor, certo? – diz Jasper, respirando aliviado – Agora... o que foi mesmo que me perguntou? – e completando mentalmente: “Eu estava desconfortável demais para prestar atenção!”

– Ah, quis saber se estava voltando de vez pra delegacia. Afinal, Cora já te deixou de castigo tempo suficiente, não acha? Você parece bem melhor, a meu ver. – diz ela, mexendo descaradamente nos longos e escuros cabelos lisos.

– Na verdade, vim acompanhando minha...

– Aí está você Sr. Whitlock! – era Caroline, que caminhava sorridente até ele, postando-se ao seu lado e encarando a secretária em seguida – Olá! Sou Caroline, namorada do Jasper! – completa, estendendo a mão para cumprimentá-la.

– Namorada? – pergunta Elena, pasma, olhando de um para outro em busca de uma confirmação de que havia ouvido direito. Como Jasper limitou-se a apenas acenar positivamente, ela obrigou-se a voltar a falar – Ah... bem... prazer em conhecê-la, Caroline. Sou Elena. – responde, cumprimentando a garota à sua frente – E desculpe minha surpresa, eu só não esperava que Jasper já tivesse um novo interesse amoroso.

– Tudo bem! Afinal, é mesmo recente, certo querido? – a loira responde, olhando para Jasper com um sorriso ainda mais luminoso.

– Certo meu bem! – agora era a vez dele sorrir. Estava realmente se divertindo com a cena armada pela namorada – Agora, onde está a Bella? Gostaria de falar com ela antes de entrarem para o depoimento.

– Venha, levo você até ela! – diz ela, pegando na mão dele e puxando-o consigo – Até mais, Elena.

Quando estavam distantes o suficiente para não serem mais vistos nem ouvidos pela secretária, Jasper fez Caroline parar, puxando-a com cuidado pela cintura para que ficasse à sua frente.

– Poderia me explicar o que foi aquilo? – ele pergunta, tentando manter-se sério.

– Aquilo o que? – ela desconversa, olhando em volta para se certificar de que ninguém os observava.

– Estava com ciúmes, Srta Forbes?

– O que? Não, é claro que não! – diz ela, indignada. Mas como ele continuava a encarando com aquele sorriso desconcertante, ela teve de dar o braço a torcer – Talvez... Ok, ok, confesso! Fiquei com ciúmes sim, pronto, falei.

– Você é absurda, Care! – agora Jasper não conseguia mais conter os risos, mesmo que tenha tentado ao notar a expressão emburrada dela.

– Seu...seu... Affs, não tenho nem palavras pra te descrever agora. – ela resmunga, cruzando os braços.

– Meu bem, não entenda mal! – diz ele, tentando fazê-la desmanchar o biquinho – Só quis dizer que você é absurda por cogitar sentir ciúmes da Elena. O que te faz imaginar que eu olharia para ela, se tenho você ao meu lado?

– Eu vi muito bem o jeito que ela olhou pra você! Ela estava quase desabotoando sua camisa com os olhos, sabia?

– Juro que não notei! Estava deslumbrado demais observando a garota mais bonita dessa delegacia desfilando até mim.

– Me desculpe! – Caroline responde, após um longo suspiro – Fui uma boboca, não é? Deve estar me achando paranóica agora. — ela murmura, encarando o chão.

– Não acho nada disso, acredite! Agora, acho que devemos mesmo ir até minha irmã. Já está quase na hora do seu depoimento. Nervosa? — ele pergunta, vendo-a acenar afirmativamente – Vai dar tudo certo, confie em mim. Além do mais, estarei esperando por você do lado de fora da porta assim que sair de lá, pronto pra te segurar se precisar, ok?

– Obrigada, meu menino perfeito! – diz ela, depositando um selinho nos lábios dele, puxando-o consigo em seguida até onde Bella os estava aguardando.

********

Pouco mais de uma hora depois, o escrivão finalizava o documento em que Caroline enfim denunciava as ameaças e maus tratos vindos de Damon. Além disso, Isabella aproveitou e anexou ao depoimento o recado que o rapaz havia mandado no dia anterior para constar com prova, colaborando para que a denúncia fosse aceita o mais rápido possível.

– Bem Caroline, estará liberada assim que assinar o documento com o seu depoimento, está bem? – diz Cora Whitlock, a delegada que havia ouvido tudo que a garota tinha a contar sobre Damon

– Assine aqui Srta. Forbes. – diz o escrivão, entregando-lhe as folhas.

– Obrigada. – a garota responde, com um meio sorriso, ao lhe devolver os papéis – Isso quer dizer que já posso ir? – ela pergunta, cansada por ter de relembrar todas aquelas coisas.

– Será que poderia me dar mais um minutinho, querida? – Cora pergunta, acenando discretamente para que o escrivão saísse da sala. Ao vê-la acenar afirmativamente, a delegada deu a volta em sua mesa, aproximando-se da garota e abaixando-se à sua frente, de modo que ficassem na mesma altura – Bella me contou por alto de seu envolvimento com meu filho, e ... – ela começa, vendo o rosto de Caroline assumir uma coloração mais rosada à medida que as palavras saiam de sua boca – Ei, acalme-se! Não vou julgá-los, muito pelo contrário... Só quero que saiba que, se estar ao seu lado deixa Jasper feliz, darei meu total e completo apoio a vocês, ok?

– Obrigada Sra. Whitlock! – diz Caroline, voltando a respirar normalmente.

– Agora... acho que tem alguém te esperando lá fora, certo? – Cora comenta, com um sorriso, olhando da garota para a filha em seguida, vendo-a confirmar suas suspeitas – Melhor ir até lá, não é? Só peça para Jasper vir falar comigo antes de irem embora, sim? – completa, colocando-se novamente de pé e dando espaço para que a garota pudesse fazer o mesmo.

– Eu vou avisá-lo, pode deixar! Até mais. – ela responde com um aceno, dirigindo-se para a porta em seguida.

Caroline mal encostara a porta ao sair e Jasper já estava ao seu lado, pronto para acolhê-la em seus braços, coisa que ele fez assim que seu olhar encontrou o dela e pode perceber o quão fragilizada ela estava.

– Ei, estou aqui meu bem. Sempre estarei aqui... – ele sussurra, ao sentir os braços dela envolvendo-o num abraço apertado – O pior já passou, ok? Logo estará se sentindo melhor, eu prometo. Nem que para isso, tenhamos de sair daqui direto para o parque em busca de um vendedor de algodão-doce! Afinal, quem não fica feliz com algodão-doce, não é? – ele completa, com um sorriso.

– Já me sinto melhor... Acho que os benefícios de ter você tão pertinho são melhores do que os proporcionados pelo algodão-doce, mesmo que aquela coisinha rosada e grudenta seja mesmo animadora!

E ali estava o que Jasper tanto queria ouvir: o apaixonante som do riso daquela garota. Era surpreendente constatar o quanto aquele som o deixava feliz, o quanto o fazia se sentir vivo... E o melhor, saber que era ele o real motivo para que os risos surgissem deixava-o em êxtase e ainda mais apaixonado por ela.

– Jasper? Está tudo bem? – Caroline pergunta, ao notar que ele ficara em silêncio de repente, afastando-se alguns centímetros para poder olhá-lo – Por acaso... o gato comeu sua língua?

– Não, não! Estava só dizendo a mim mesmo o quanto sou sortudo por ter a chance de te fazer sorrir!

E agora era a vez dela ficar ser fala. Encarou-o em silêncio por vários segundos, fascinada demais com as palavras de Jasper e com o sorriso em seu rosto para esboçar qualquer reação. Só quando o rapaz tocou seu rosto é que Caroline pareceu voltar a si.

– Você... – ela começa, envolvendo o rosto dele com suas mãos – Que surgiu na minha vida como um raio de Sol... quente, acolhedor, e trazendo a promessa de que o céu nublado pode dar lugar a um dia lindo, meu real e mais perfeito motivo pra sorrir... – continua, um sorriso iluminando seu rosto – Eu amo você, Jasper Whitlock! Obrigada por estar ao meu lado. – completa, com os olhos marejados, vendo um sorriso brotar nos lábios dele.

– E eu amo você, Caroline Forbes! Nunca duvide disso. – ele responde, enlaçando a cintura dela e fazendo a distância entre eles ser reduzida a zero, tomando os lábios dela nos seus em seguida, demonstrando a verdade de suas palavras e esquecendo-se completamente de onde estavam, presos em seu próprio mundinho particular por um tempo que não poderiam precisar.

– Gente, o amor é lindo, eu sei e até apóio, mas esse é um ambiente sério! – era Bella, que abrira a porta naquele momento e já aproveitara para fazer uma graça com os dois – Deixem as demonstrações de afeto mais calientes para um ambiente mais apropriado, sim?

– Bella! – Jasper resmunga, sem sequer olhar para ela – Pode, por favor, parar de nos constranger? Não é educado, sabia?

– Saber eu até sei... Mas quem disse que eu ligo? – diz ela, aos risos – Brincadeirinha crianças! Bem, agora vamos falar sério, ok? Mamãe que falar com você por uns minutos irmãozinho, aliás, ela estava começando a achar que vocês tinham ido embora!

– Ah, desculpe por isso! Eu ainda não havia passado o recado ao Jazz. – Caroline responde, encabulada.

– Mas vocês ainda estão aqui, certo? Então sem problemas!

– Então é melhor não deixar D. Cora esperando, não é? – o rapaz responde – Volto logo, prometo! – completa, beijando a testa da namorada e entrando na sala em seguida.

– Venha cunhadinha, vamos nos sentar! – diz Bella, após ver o irmão passar pela porta, puxando a loira pelo pulso e encaminhando-se ao sofá simples que havia ali – E enquanto Jasper não volta, podemos conversar sobre o exame de corpo de delito que você precisa fazer, certo?

– Tudo bem. – a loira responde, após um suspiro.

**********

Jasper entrou na sala de sua mãe e logo pode perceber que nada havia mudado por ali, mesmo que já fizesse algum tempo que não visitava o local: a mesa continuava repleta de pilhas de papéis, os vasos de plantas ornamentais permaneciam ladeando a mesa e o porta-retrato com a foto dele e da irmã quando tinham 6 e 9 anos, respectivamente, com sorrisos com janelinhas pela perda dos dentes de leite, ainda decorava o ambiente, posicionado estrategicamente ao lado do monitor do computador.

– Oi mãe! – diz ele, ao vê-la olhar em sua direção.

– Jasper... meu querido! – Cora responde, levantando-se e indo de encontro a ele, puxando-o para um abraço em seguida – Como está? Está feliz?

– Estou bem, e sim, estou feliz, mesmo com todos os problemas que têm surgido. – Jasper responde, com um sorriso — Eu a amo mãe!

– Eu sei querido, posso ver em seus olhos! – diz ela, afagando o rosto dele – E nos dela também, se me permite dizer. Estou tão feliz por você! Estava com saudades de te ver sorrir, sabia?

– Acho que eu mesmo também estava.

– Tenho uma coisa pra te entregar. – ela comenta animada, afastando-se e indo até sua mesa. Voltou instantes depois com uma chave nas mãos – Bella me disse que você e Caroline passaram a noite em um hotel, por questões de segurança, certo? Acho que isso pode ajudá-los! – completa, entregando o objeto a ele.

– E como exatamente essa chave pode nos ajudar? — ele pergunta, desconfiado.

– Lembra-se da casa que pertenceu aos seus avós maternos?

– A casa com jardim de rosas que visitávamos na infância? – um brilho de fascinação transpassando seu olhar – E o que tem ela? É o que estou pensando?

– Creio que sim, querido! Matilda já está arrumando tudo pra vocês, poderão se instalar na casa hoje mesmo. Mas se não for pedir muito, será que poderiam aparecer em nossa casa para o jantar? – Cora pergunta, ansiosa.

– Nem sei como agradecer! – diz ele, voltando a abraçá-la – Muito obrigado mãe. E bem, falarei com a Care. Se ela estiver se sentindo bem, estaremos na casa da senhora à noite.


Notas finais
Comentários, por favorzinho????

Até a próxima semana.

xoxo