Notas iniciais
Olá pessoas...

Status depois de escrever esse capítulo: querendo loucamente um Jasper na minha vida! ♥

PS: O Royce investigador foi inspirado no Royce da fic "Amor à toda prova" (link aqui: http://fanfiction.com.br/historia/232465/Amor_A_Toda_Prova/ ),já que por lá ele é um cara mega bacaninha! E com a devida autorização da Alice, que é uma das autoras,ok? :)

Jasper acabara de deixar a delegacia e dirigia-se ao carro quando ouviu o celular tocar em seu bolso. O apanhou o mais rápido que pode, já que estava meio enrolado com o molho de chaves que trazia nas mãos, e não pode conter um sorriso ao ver de quem era a ligação.

– Juro que estarei aí em alguns minutos querida! – ele se apressa a responder, temendo ser repreendido pelo atraso.

Mas a voz que ecoou do outro lado da linha não foi a que ele esperava ouvir, e fez com que um calafrio percorresse seu corpo antes do medo e da fúria se misturarem em seu peito.

– Caroline? – ele ainda chama, angustiado, mas tudo que pode ouvir foi o “tut-tut-tut” indicando o fim da ligação.

Antes mesmo de entrar no carro, discou para Royce King, o detetive responsável pelas investigações acerca de Damon. Assim que conseguiu explicar o que se passava, isso tudo enquanto arrancava do estacionamento e se embrenhava no trânsito um tanto caótico do horário de almoço, largou o celular sobre o assento ao lado, rumando em direção à escola do sobrinho.

Naquele momento, agradecia pela mensagem de Caroline avisando que eles o esperariam lá. Desse modo ele poupava tempo ao procurá-los. E em meio ao caos de pensamentos e imagens que saltavam aos seus olhos, ele pedia imensamente para que conseguisse chegar a tempo de evitar algo de pior que pudesse acontecer à namorada e a Benjamin. Não se perdoaria nunca se algo de mal acontecesse a algum dos dois...

*******

Logo após suas “boas vindas”, Damon arrancou o celular das mãos de Caroline, atirando-o para longe. Enquanto ela se colocava protetoramente em frente ao garotinho que a acompanhava, o rapaz a encarava com um misto de raiva injustificada e alegria.

Raiva por ter de recorrer àqueles meios para aproximar-se dela, com um deliquente qualquer, sempre à sombra, temendo dar algum passo em falso e perdê-la outra vez. E alegria por finalmente tê-la novamente a sua frente. E para seu espanto, ela parecia ainda mais radiante do que conseguia se lembrar. E ele que jurava que aquilo não era nem remotamente possível, pois para Damon, ela sempre seria a garota preocupada, atenciosa e generosa que o ajudara no dia do acidente.

Mas para sua total decepção, Caroline parecia não compreender o sentimento que ele nutria por ela, todo aquele amor e devoção. Não entendia que o ciúme era apenas o medo sufocante de perdê-la vindo à tona.

– E então meu amor, não vai me dizer sequer um oi? – ele pergunta, dando um passo calculado na direção dela. – Achei que Marie havia lhe dado alguma educação, sabe?

– Não me chame assim... – ela murmura, encarando-o com uma expressão séria. – Você não tem esse direito.

– E quem é esse menininho lindo com você? – Damon questiona, ignorando completamente o que a garota havia dito. – E aí parceiro, tudo bem? – continua, acenando para Benjamin. – Sabe, deveríamos encomendar um moleque qualquer dia desses, o que me diz? Quero alguém a quem ensinar baseball!

– Você não pode estar falando sério, não é? – diz Caroline totalmente incrédula, dando mais um sutil passo para trás e levando Ben consigo. Seu cérebro tentava encontrar um modo de ganhar tempo, e por mais que quisesse correr para longe dali, a intuição lhe dizia que deveria manter Damon exatamente onde estava. Ela teria de improvisar, então disse a primeira coisa em que conseguiu pensar. – Nós já tivemos essa chance Damon, mas você fez questão de jogá-la fora. – completa, tentando manter a voz o mais estabilizada possível.

– Como? Do que está falando? – e ele parecia realmente confuso com as palavras dela, o que a fez sorrir internamente.

– Lembra-se das nossas últimas horas juntos, em que fomos àquele restaurante que eu tanto gosto?

– E o que tem ele? – Damon a corta, visivelmente frustrado por estar sem entender onde ela queria chegar.

– Você implicou com a garçonete. Colocou na cabeça que eu havia dito algo sobre o que você fazia comigo... Consegue lembrar agora?

– Mas é claro que você abriu o bico pra aquelazinha! Aposto que explicou em detalhes a origem das marcas arroxeadas em seus pulsos, não é? – ele a desafia a confirmar, encarando-a com os olhos semicerrados. — Ela me olhava como se eu fosse um tipo de monstro, e duvido que ela faria isso de modo gratuito, afinal, eu sou deveras encantador...

– Encantador apenas quando lhe convém, não é? – Caroline responde, de maneira sarcástica.

– Não, apenas quando fazem por merecer... Mas o que isso tem a ver com o fato de termos “perdido a chance”? — Damon resmunga, fazendo aspas com os dedos para destacar as últimas palavras.

– Terei mesmo de desenhar pra você? Pensei que fosse mais esperto querido!

– Não estou com paciência para joguinhos, Caroline! – diz ele, cobrindo a pouca distância que os separava rapidamente e agarrando o braço da garota com força.

– Tia Care... – Benjamin choraminga, ainda encolhido atrás dela.

– Corra Ben, agora! – ela grita, dando um tapa no rosto de Damon para que o garotinho tivesse uma chance de fugir.

– Mas como estamos corajosos, não? – e a voz dele agora parecia um rosnado calculado e ameaçador. – Não gosto muito quando você não se comporta, bonitinha. – continua, agora segurando-a pelos dois braços e a atirando no chão em seguida. – Agora será que poderia fazer o favor de me explicar toda essa história? – completa, agachando-se à frente dela e levando uma das mãos ao queixo dela, fazendo com olhasse diretamente para ele.

– Foi isso que você fez naquele fim de tarde Damon. Você me atirou no chão como uma boneca de pano, e horas depois eu sofri aborto. – Caroline responde, tentando conter o pânico que ameaçava dominá-la. – Você matou o filho que diz tanto querer!

– Não... Isso não é possível. – o rapaz murmura, completamente confuso. – Eu não... Eu nunca... Você está mentindo, Caroline! – e ao final ele já estava gritando, colocando-se de pé no segundo seguinte e erguendo a garota junto com ele.

– Não, eu não estou! Você o matou, a culpa é toda sua! Você tirou dele a chance de conhecer o mundo aqui fora Damon, não eu...

– Mentirosa! – ele volta a gritar, acertando um tapa no rosto dela, ato que a fez ir ao chão novamente.

Naquele mesmo instante, Damon pode ouvir um carro freando bruscamente ali perto, e ao voltar-se para a estrada, pode ver Jasper deixando o automóvel e correndo até onde eles estavam.

– Ora, ora, ora... Vejam só quem resolveu aparecer. – o moreno diz, em tom de deboche. – Prazer em revê-lo investigadorzinho.

– Jazz, não! — a garota grita, tentando colocar-se de pé, mas foi empurrada novamente

– Eu mandei ficar longe dela, seu desgraçado!

E mesmo que Jasper tenha conseguido derrubá-lo no chão, o moreno conseguiu se desvencilhar, acertando um soco no rapaz e colocando-se de pé rapidamente.

– Não me pegou de surpresa dessa vez, amigo. Enfim poderei ensiná-lo como se bate em um imbecil intrometido.

– Isso é o que nós vamos ver... – Jasper murmura, impedindo um pontapé antes de ser atingido, fazendo com que Damon se desequilibrasse e fosse parar novamente na grama. – Quem é o imbecil mesmo? – ele pergunta ironicamente, acertando um soco no rosto de Damon. – Parece que sua última lição não foi bem absorvida, certo? Parece que terei de refrescar sua memória... – completa, desferindo mais dois golpes.

No minuto seguinte, com o rapaz já imobilizado, três viaturas policias estacionaram próximas ao carro de Jasper, e de uma delas desembarcou Royce, seguido por Cora Whitlock e mais um rapaz.

– Assumimos daqui, amigo. – diz Royce, tocando o ombro de Jasper. – Vá ficar com a garota, ok?

Jasper apenas acenou afirmativamente e pôs-se de pé, deixando que os colegas fizessem seu trabalho. Enquanto agachava-se em frente à Caroline, puxando-a delicadamente para um abraço, pode ouvir a voz do amigo soando enérgica:

– Damon Salvatore, o senhor está preso!

E depois daquelas palavras, ele voltou toda a sua atenção para a namorada, que chorava baixinho agarrada a ele. Nada mais importava naquele momento. Tudo em que ele conseguia pensar é que estivera perto demais de perdê-la, e jamais permitiria que algo assim voltasse a acontecer.

– Me des.. desculpe Jas.. Jasper. – Caroline murmura, envergonhada demais para encará-lo.

– Não é culpa sua, ok? – o rapaz responde, beijando a testa dela carinhosamente. – Damon é que passou dos limites, é ele o culpado por tudo isso estar acontecendo, minha querida...

– Não Jazz... Fui eu quem o trouxe para a sua vida, para a vida da sua família. Bella nunca mais vai confiar a guarda de Benjamin a mim, e com razão. – diz ela, baixinho. – Aliás, onde está o Ben?

E como se tivesse ouvido ser chamado, o garotinho gritou um “Tio Jasper”, correndo em direção a eles. Aparentemente, se escondera atrás de algum dos arbustos que ladeavam a pracinha.

– E aí campeão? Tudo bem com você? – o rapaz pergunta, acolhendo-o em seus braços também.

– Por que aquele homem queria machucar a tia Care? – o menino questiona, sem nem mesmo responder ao tio. – Ela é boazinha demais para que briguem com ela, tio! Não se machuca as meninas, mamãe diz que é muito errado.

– Sua mãe está coberta de razão, Ben. Nunca se machuca uma garota, ok? – Jasper responde, bagunçando os cabelos do sobrinho. – E aquele homem é um tanto obcecado por sua tia, quer que ela volte a morar com ele de qualquer jeito, entende?

– Mas por que ele não pede direito, como se deve? Machucar as pessoas não é nada bonito! Além do mais, tia Care é minha tia, sua namorada, e deve ficar com a gente né? Ninguém da nossa família iria apertar o braço dela nem jogá-la com força no chão. A gente ama ela e não quer que ela chore, como está fazendo agora.

– Tem razão campeão. Mas logo, logo tudo vai voltar ao seu lugar, ok? O que acha de levarmos sua tia pra casa agora, hein?

– Mas ela nem foi almoçar tio. A gente tava te esperando!

– Bom... O que acha de pegarmos uns hambúrgueres, batata frita e refrigerante no caminho?

– Tia... Você se importa da gente comer essas coisas? – Benjamin pergunta, afagando o rosto dela com cuidado. – Podemos pegar outra coisa mais saudável pra você, né tio?

– Tudo bem amorzinho. Estou sem fome. – Caroline responde, com um sorriso fraco.

– Mas você vai ficar doente se não comer, sabia? Mamãe sempre diz que a gente precisa se alimentar direito!

– Fica tranquilo campeão, farei sua tia comer, ok? – diz Jasper, comovido com a preocupação do menino. – Você vai indo pro carro enquanto levo a Care?

– Tudo bem tio! Já vou até prender o cinto de segurança, tá?

Enquanto o menino disparava em direção ao automóvel, Jasper tomou a namorada nos braços com cuidado, vendo-a fazer uma careta. Naquele momento, sentiu ainda mais raiva de Damon por ele tê-la machucado outra vez.

– Quer que eu te leve ao hospital, amor? – ele pergunta, visivelmente preocupado.

– Não, não precisa... Vou ficar bem.

– Care?

– Só quero ir pra casa Jazz. Não quero deixar Benjamin ainda mais assustado e impressionado. – a garota responde, olhando para um ponto qualquer adiante.

– Hey... – diz Jasper, fazendo com que ela finalmente olhasse para ele. – Não foi culpa sua, ok? E nem pense em usar o que aconteceu hoje como desculpa para fugir de mim. Eu não vou aceitar e muito menos te deixarei partir. Nem que para isso eu tenha de virar a noite acordado cuidando de você. E acredite Caroline, eu seria capaz disso!

– Não seria uma desculpa... – um suspiro pesaroso. – Sua vida virou de ponta cabeça desde o primeiro momento em que nos vimos. Transformei sua vida num louco e perigoso jogo de gato e rato.

– Está enganada! Você me trouxe de volta Caroline, me deu novos motivos para acordar todas as manhãs. Não me arrependo nem por uma fração de segundo por tê-la encontrado naquele beco.

– Mas Jasper...

– O que mais eu preciso dizer para que acredite que não posso mais ficar sem você? Eu amo você Caroline, e nada nem ninguém vai mudar isso. – diz ele, com o rosto a poucos centímetros do rosto dela.

– Eu também amo você, mais do que sequer imaginei um dia que fosse possível! E me desculpe por... – e nesse momento, Jasper uniu seus lábios aos dela, fazendo suas desculpas se perderem em meio ao beijo. Ele não precisava de desculpas, precisava dela. E faria de tudo para que a garota entendesse isso de uma vez por todas...

************

Como prometido, Jasper passou pelo Mc Donald’s mais próximo de sua casa, onde pegou o almoço improvisado deles, além de três milkshakes para a sobremesa. Em pouco mais de trinta minutos, já estavam todos acomodados na cozinha.

Por mais que Benjamin tenha tentado animar a tia, Caroline parecia absorta demais para rir das brincadeiras do menino. Após mal tocar em sua comida, ela pediu licença e se retirou, seguindo para o quarto.

Jasper queria ir atrás dela, mas sabia que não era o momento mais apropriado. Além de Benjamin estar sob seus cuidados, a garota parecia realmente querer ficar sozinha por algum tempo. E a ele só cabia respeitar sua vontade.

Assim que o sobrinho terminou de almoçar, o rapaz levou-o até a sala de estar, onde procurou um canal de TV onde estivesse passando algum desenho. Após zapear por alguns canais, encontrou um onde passava uma animação com uma zebra, um leão, um hipopótamo e uma girafa. Aparentemente, eles comemoravam o aniversário do leão, que ele descobriu se chamar Alex, e logo após o felino apagar as velas, dois lêmures saltaram para fora do bolo, espalhando cobertura pra todo lado.

Como Benjamin sequer piscava, Jasper achou seguro deixá-lo ali sozinho por alguns instantes enquanto ele lavava a pouca louça que haviam sujado.

Levou apenas alguns minutos para deixar a cozinha em ordem, então aproveitou para ligar para a irmã, explicando meio por cima o que havia acontecido e avisando que poderia passar e pegar Ben à noitinha, já que ele passaria o resto da tarde em casa com Caroline. Jasper ainda ligou para o laboratório onde a garota trabalhava, avisando que ela não iria mais para lá naquele dia.

Com isso feito, ele voltou para a sala, mas para sua surpresa, o sobrinho não estava mais ali. Percorreu todo o andar térreo, chamando por Benjamin, deu uma volta pelo jardim e não o encontrou em lugar nenhum.

Preocupado, subiu até os quartos e acabou encontrando o garotinho deitado junto a Caroline, dormindo abraçados. A cena era tão perfeita que ele não se conteve, aproximando-se da cama e sentando-se com cuidado na beirada. Olhava de um para outro encantado, e não resistiu em afagar os cabelos de ambos, fazendo um sorriso preguiçoso despontar no rosto de Benjamin.

– Hey... tudo bem? – uma Caroline sonolenta pergunta, voltando-se para ele.

– Estava apenas vendo-os dormir. – ele responde, dando-lhe um selinho e fazendo menção de se levantar em seguida,mas sendo impedido pelo toque suave da garota.

– Pode ficar aqui, amor?

– Claro minha querida. Sempre estarei aqui por você.



Notas finais
Será que merece comentários? Por favorzinho???

Até mais...

xoxo