Sempre Estarei Aqui Por Você
14 Capítulo 14 - Ligações (Quase) Inocentes
Notas iniciais
Enfim chegou a sexta-feira, e com ela, um novo capítulo da fic!
Só eu que acho que telefonemas podem gerar situações engraçadas? Care e Bella provarão que é possível... hehehe
Duas semanas haviam se passado desde a noite do jantar na casa dos pais de Jasper. Nesse tempo, tanto o rapaz quanto Caroline já haviam voltado ao trabalho na delegacia e no laboratório de análises, respectivamente.
Outros que também já estavam em serviço desde a noite posterior ao jantar eram Demetri, Félix, Chauncey e Rixon, os seguranças indicados por Elijah e que fariam a proteção de Caroline e Marie até que Damon não representasse mais perigo.
Falando em Damon, desde que deixara a velha mansão dos Salvatore ele pulava de pensão em pensão, não passando mais de dois dias hospedado no mesmo lugar. Queria manter-se em constante movimento para não dar chance de ser encontrado antes de alcançar seu objetivo. Afinal, sabia que estava sob investigação pois o Sr. Langeais, síndico do prédio em que o rapaz vivia, ligara para ele informando que a polícia estivera por lá fazendo perguntas e querendo vistoriar o apartamento. Perguntas essas que foram respondidas de maneira bastante vaga graças a uma generosa gratificação prometida por Damon. Era nesses raros momentos que ele agradecia por seu pai, que mesmo não sendo o melhor sujeito do mundo, ter-lhe deixado com o futuro garantido e estável, graças à renda proveniente de algumas propriedades alugadas.
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Jasper acabara de deixar Caroline em frente ao prédio onde ficava o laboratório, despedindo-se dela com um beijinho e um animado “bom dia!”, seguindo em direção à delegacia em seguida. A garota ficou na calçada por mais um tempinho, observando o carro dele se misturar ao trânsito até que não podia mais vê-lo.
Estava para guardar a bolsa em seu armarinho quando ouviu o celular tocar. Rapidamente, caçou o aparelhinho em meio às muitas coisas que havia dentro da bolsa e o resgatou de lá. O nome de Bella piscava no visor, e foi com um sorriso que Caroline atendeu a chamada.
– Bom dia Bella!
– Caroline, graças aos céus você atendeu! – a morena responde, suspirando aliviada.
– E por que motivo eu não te atenderia, cunhadinha? – Caroline pergunta, arrependendo-se no segundo seguinte. Sabia que não poderia esperar por uma resposta inocente vinda de Isabella.
– Bom, nunca se sabe por quanto tempo você e meu adorado irmão caçula, também conhecido como “o tarado das algemas”, vão ficar de amasso dentro do carro, não é? – Bella responde séria, para total incredulidade da loira.
– Você tem exata noção de quão absurda consegue ser? – e nesse momento, a garota não conseguia mais conter os risos, o que acabou chamando a atenção de uma das meninas da limpeza que passava pelo vestiário naquele momento.
– Sou apenas realista, baby! Conheço bem o furor do início do relacionamento.
– Lembre-me de perguntar ao Edward se você é tão louca entre quatro paredes qualquer dia desses, ok? – diz Caroline, tentando manter o tom de voz o mais neutro possível. Queria testar a reação da cunhada àquela pequena “ameaça”.
– Você não ousaria. Ousaria? – e nesse momento, ela parecia mesmo atenta e séria.
– Quem consegue controlar a boquinha depois de algumas taças de vinho, não é Bellinha? Fiquei realmente curiosa pra saber qual das fantasias seu marido mais gostou... A de aeromoça ou de coelhinha?
– Tudo bem Care, você venceu! Não direi mais uma palavra sequer sobre você e meu irmão de amasso no banco do carro, ok? – a morena responde, suspirando vencida. – Deletarei o assunto “momentos calientes de Jasper e Caroline” da minha mente, certo?
– Obrigada! – e agora a garota não conseguia mais controlar os risos. Foi necessário algum tempo para que conseguisse respirar normalmente outra vez. – Mas diga-me Bella, por que ligou?
– Ah, claro! Eu já ia me esquecendo com todo esse seu papinho sobre fantasias... Não tenho culpa se você e meu irmão brincam de paciente e enfermeira toda noite sabe?
– Hey! Não fazemos nada disso! – Caroline responde, fazendo um biquinho.
– Vou fingir que acredito, lindinha! – diz Bella, aos risos.
– Vai me dizer logo o que te fez ligar pra mim ou posso desligar?
– Não, espere! É mesmo importante, poxa! Gostaria de saber se pode buscar o Benjamin na escolinha pra mim em seu horário de almoço. Ficarei presa em uma audiência no fórum e Edward tem um almoço de negócios com alguns clientes.
– É claro que posso buscá-lo Bella. Jasper vai adorar almoçar com o sobrinho, e eu também, lógico! – diz a loira, animada. – Mas já deixou avisado na direção que irei buscá-lo?
– Farei isso assim que encerrarmos a ligação, ok? E muito obrigada pela ajuda Care.
– Disponha. Será um prazer passar a tarde com meu sobrinho predileto.
– Ele é seu único sobrinho garota. – a advogada responde, e Caroline poderia jurar que ela girava os olhos naquele momento.
– Duvido que o status permaneça assim se a “coelhinha” continuar atacando!
– Você não presta Caroline! Até mais... – e dizendo isso, Bella encerrou a ligação.
A enfermeira continuou rindo sozinha por mais alguns minutos, até se dar conta de que já deveria estar na recepção para atender os pacientes. Jogou o celular dentro da bolsa e a largou dentro de seu armário, vestindo seu jaleco em seguida e encaminhando-se para a recepção enquanto prendia os cabelos num coque frouxo.
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Não muito longe dali, Damon observava a movimentação próxima ao laboratório. Vira perfeitamente o momento em que Caroline deixara o carro do investigadorzinho, sorridente e feliz. Aquilo bastou para fazer o monstro dentro dele rosnar em fúria.
Queria poder sair de onde se encontrava e acabar de uma vez com tudo aquilo, tomar de volta o que lhe pertencia e colocar Jasper em seu devido lugar. Mas isso teria de esperar. Não poderia arriscar tudo e agir de cabeça quente como da última vez, quando jogara o carro para cima do rapaz. Fora idiotice, e não ousaria repetir tal coisa.
Ao longe, pode ver um homem alto e de cabelos escuros deixar um carro e ir em direção à confeitaria. Depois de alguns dias de silenciosa observação, Damon podia afirmar que aquele homem não estava ali todos os dias por acaso. Ele parecia guardar algo, pois fazia o máximo para não chamar a atenção para si.
Numa luz de compreensão, Damon finalmente entendeu o que ele guardava. Ele estava ali por Caroline, do mesmo modo que sempre parecia haver alguém próximo da casa de Marie, o que o brigava a manter-se afastado e sem muitas opções de como agir. Desse modo, ele seria obrigado a improvisar...
De onde estava, deu mais uma espiada na direção da confeitaria, onde pode ver que o provável segurança da enfermeira permanecia com os olhos colados no balcão de doces.
Com agilidade e o máximo de cautela possível, o rapaz saiu de seu esconderijo e correu em direção ao carro do homem, abaixando-se ao seu lado. Após constatar que não estava sendo observado, desatarraxou um a um os pinos das válvulas das câmeras de ar, jogando os quatro no bueiro mais próximo. Como sabia que Caroline só sairia do laboratório ao meio dia, havia tempo suficiente para a gravidade fazer seu trabalho e esvaziar os pneus, o que acabaria atrasado o segurança, de um modo ou de outro.
Tudo o que restava a Damon agora era esperar, e de preferência, bem escondido.
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Na delegacia, Jasper continuava se esquivando das indiretas de Elena. Aparentemente, ela ainda não entendera que ele estava comprometido com Caroline e que nenhum sorrisinho afetado vindo dela, ou mexer nos longos cabelos castanhos enquanto ele estava por perto, faria essa situação mudar.
O rapaz chegou até mesmo a cogitar a hipótese de pedir a transferência, sua ou da própria secretária, para outro departamento de polícia. Mas ele era crescido o bastante para lidar com aquela situação e encontraria um modo de fazer a colega entender que estava sendo uma total inconveniente.
– Hey Jasper... – e lá estava Elena mais uma vez, com um de seus melhores sorrisos, trazendo uma caixinha branca nas mãos. – Passei na padaria mais cedo e trouxe alguns donuts. Quer me acompanhar até a cozinha e experimentar alguns?
– Obrigado Elena, mas já tomei café da manhã com a minha namorada. Ela fez um bolo de laranja magnífico, sabe? – diz ele, tentando ser o mais educado possível. – Aliás, você deve se lembrar de Caroline, não? Loirinha, baixinha e de olhos claros...
– Ah, claro. – a secretária responde, sem graça. – Como esquecê-la, não é?
– É mesmo difícil, certo? Tente não fazer mais isso, por favor... – o rapaz pede, dando-lhe as costas e dirigindo-se a sua sala.
Algum tempo depois, pode ouvir seu celular tocando em meio ao mar de papéis que havia sobre sua mesa, e levou algum tempo até conseguir localizá-lo. Ao olhar para o nome que piscava no visor do aparelho, um sorriso iluminou seu rosto.
– Já com saudades? – ele pergunta ao atender.
– Olá para senhor também, Sr. Whitlock! – diz Caroline, e ele podia apostar que ela sorria.
– Olá Srta. Forbes. Já está com saudades de mim?
– Não, nenhuma... – uma curta pausa. – Ok, talvez um pouquinho só. Mas estou ligando pra lhe avisar que teremos companhia na hora do almoço.
– E de quem seria? – Jasper questiona, curioso. – Por acaso você convidou aquela sua amiga meio maluca, como é mesmo o nome dela? A enfermeira do County General... Angela! Você a convidou para almoçar conosco?
– Não, mas seria uma ótima ideia, não acha? Soube que ela está de caso com um dos residentes... – a garota comenta, despreocupadamente. — Mas isso não vem ao caso agora. Sua irmã me ligou mais cedo e pediu para que eu pegasse o Benjamin na escolinha na hora do almoço. Parece que Edward tem um almoço de negócios e Bella ficará presa no fórum.
– Nosso pequeno campeão nos fará companhia então? Ótima notícia! Tentarei não ficar preso aqui além do horário, ok?
– Tudo bem amor, não se preocupe. Aliás, o que acha de nos apanhar na escolinha do Ben? Assim não precisaria vir até aqui me buscar para depois voltar até lá.
– Acha que é uma boa ideia andar sozinha por aí? – o rapaz pergunta, e Caroline podia sentir as notas de preocupação em sua voz.
– Bom, posso falar com o segurança para me levar até lá, que tal? Assim você não teria com o que se preocupar.
– Hmm... pode deixar que eu mesmo ligo para o Rixon, ok?
– Isso que pude sentir na sua voz é ciúme, Sr. Whitlock? – a garota indaga, tentando não rir.
– O quê? Não, não... Não é nada disso. É apenas cuidado, nada de mais. – diz ele, tentando desconversar.
– Sei, sei... Bem, tenho de desligar. Até mais Jazz. Amo você!
– Também amo você Care. Até mais...
*********
Horas depois...
Caroline acabara de apanhar sua bolsa, logo após tirar o jaleco e colocá-lo penduradinho em um cabide. Alcançou o celular no fundo e discou para o namorado. Após alguns toques, a ligação foi transferida para a caixa de mensagens, o que significava que Jasper estava extremamente ocupado e provavelmente iria acabar se atrasando.
Voltou a guardar o aparelho e seguiu em direção à porta da frente, onde muito provavelmente Rixon a estaria esperando. E como ela esperava, lá estava o segurança, mas sua fisionomia não parecia das mais animadas.
– Aconteceu alguma coisa, Sr. Rixon? – a garota pergunta, preocupada. – Algo errado com Jasper?
– Não senhorita, o Sr. Whitlock está perfeitamente bem, pelo que eu saiba. – o homem responde, com um sotaque irlandês carregado e inconfundível. – É que acabei de notar que os pneus do carro estão vazios. Provavelmente, algum pivete achou que seria divertido tirar os pininhos e deixar que os pneus esvaziassem. Me perdoe, mas não poderei levá-la. Mas se quiser esperar, peço para o rapaz do reboque deixá-la na escola de seu sobrinho Benjamin.
– Bom... – ela começa, totalmente indecisa. – Acho que posso ir andando, sem problema algum. Chegarei lá em uns dez minutos, assim Ben não ficará esperando por muito tempo.
– Tem mesmo certeza Srta. Forbes?
– Estamos no horário de pico Rixon, o reboque pode demorar não é? Não quero deixar o menininho esperando. Além do mais, caminhar faz bem!
– Quer que eu a acompanhe? Não acho que o Sr. Whitlock vá gostar de saber que a senhorita está andando sozinha por aí. – o segurança tenta persuadi-la, pois ganhara ordens expressas para não perder a loira de vista.
– E quanto ao seu carro? – Caroline questiona, olhando dele para o automóvel estacionado a alguns metros dali. – Ouça Rixon... Prometo que te ligo no mesmo instante se eu notar algo suspeito, ok? A escola é pertinho, e Jasper vai nos buscar lá. Vai dar tudo certo! – completa, sem esperar por uma resposta dele e dando-lhe as costas após um aceno de mão.
Minutos mais tarde, ela já podia avistar o prédio azul com a cerquinha colorida e simpática, com várias criancinhas pulando de um lado para o outro animadamente. Precisou de um pouquinho de tempo para reconhecer os cabelinhos castanhos e rebeldes de Benjamin em meio àquele mar de cabecinhas e bracinhos agitados.
Após conversar rapidamente com a coordenadora, que era a pessoa a cargo de liberar a saída das crianças, Caroline dirigiu-se até onde estava o sobrinho, surpreendendo-o.
– E aí campeão! Pronto pra ir almoçar?
– Tia Caroline! – o garotinho exclama, envolvendo o pescoço da garota com os bracinhos assim que ela se agachou a sua frente. – Cadê meu tio? Ele vai vir também, né?
– Vai sim, meu lindinho. Jasper só está um pouquinho atrasado, acho que ficou enrolado na delegacia. – ela responde, afagando o rostinho do menino. – Aliás, já mandei um SMS pra ele, então ele logo deve aparecer por aqui.
– Vamos comer batata frita? E tomar suco de abacaxi? Posso pedir um milkshake de sobremesa?
– Hey, calma mocinho! Uma coisa de cada vez, ok? Vamos lá pra fora esperar seu tio. E se por acaso ele deixar você comer tudo isso, por favorzinho, não conte nada pra sua mãe, certo? Ou ela é capaz de nos colocar de castigo. Nós três!
– Pode deixar tia, não vou falar nada pra mamãe. – Benjamin responde, beijando os pequenos dedinhos indicadores num sinal de promessa.
Deixaram a escola de mãos dadas, caminhando até a pracinha que ficava do outro lado da rua, sentando lado a lado em um dos bancos. Ansiosa, Caroline pegou a celular e voltou a discar para Jasper. Foram necessários alguns toques para que pudesse enfim ouvir a voz do namorado ecoando pela linha, mas foi outra voz, mais fria, controlada e extremamente próxima, que lhe chamou a atenção.
– Enfim nos reencontramos, loirinha!
Notas finais
Ah, notinha curiosa: Todos os seguranças têm nomes de carinhas de caráter um tanto duvidoso em suas respectivas sagas. Chauncey é um nefilim nada legal e Rixon um anjo caído em Hush Hush, enquanto Demetri e Félix são capachinhos do Aro... O que por si só já explica muita coisa, né? rsrsrsrs
Até mais...
xoxo
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