Sempre ELE!

9 Extra final: "Onde estão os anjos de plantão"?


Notas iniciais
YOOOOO MINNA-SAN! Aqui está o último extra *rio de lagrimas*. Gomen May Black, mas não consegui imaginar com o Reiner... ‘-‘ sério, ele é do Be.. Be... (qual o nome do cara mesmo?), enfim, bel alguma coisa. Me desculpem se o cap tiver ficado meio depre, mas como sabem (se leram os comentários), fui pra casa da minha avó-sádica ontem (‘-‘ só pra terem uma ideia: Lavei a louça da janta, limpei um quarto, lavei o box de um banheiro e varri a garagem), depois fui pra casa da minha avó-de-açúcar (a por parte de pai que me mima loucamente, não é minha avó de sangue, mas isso já é outra historia). Lá tive uma discursão horrível com meus pais (família toda assistindo, detalhe), chorei rios de lagrimas mesmo... : ( tô mesmo triste, então desculpe o drama em algumas partes do cap. Sem mais da minha deprimente vida pessoal, let’s go LEMON! Obs: A música de chama: Anjos de plantão do artista Ivo Mozart

“Onde estão os anjos de plantão?

Sei como é difícil atender todos os pedidos

E que a minha prece

É mais uma na multidão”

On. Pov Marcoh

Suspirei pela centésima vez naquela noite e esfreguei uma mão na outra, estava frio. A lua, ironicamente, se mantinha invisível no céu coberto de nuvens cinza com tons alaranjados por causa das luzes da cidade.

As pequenas gotas de água começaram a gelar minha pele aonde tocavam e escorriam, mas não era como se eu me importasse.

Já devia ser madrugada, a praça estava vazia. Apenas eu e o velho balanço de madeira que começava a se desfazer lentamente com a água gélida. Enrosquei meus dedos nas correntes enferrujadas, vendo a fuligem sujar meus dedos para logo em seguida serem lavados pela chuva.

Pelo menos, eu podia chorar em paz.

Eu havia feito o certo, não é? Deixar Jean ir...

Desde o primeiro dia de aula havia me encantado com ele. Mesmo com o temperamento explosivo e o jeito arrogante, ele nunca havia deixado de defender algo que fosse injusto, nunca havia deixado de proteger aqueles que eram fracos demais para se defender.

Nunca o amei Jean como amei outra pessoa.

Apertei as correntes com força, baixando a cabeça e deixando minhas lagrimas fundirem-se a chuva, o gosto salgado e doce soprava em meus lábios a medida que o liquido escorria.

– Hm... Você está... Bem? – disse uma voz desconcertada.

“Será que Deus pode me ouvir?

quero agradecer tudo que um dia eu consegui”

Ergui o olhar, encontrando um rapaz que eu nunca havia visto.

Ele era um pouco alto, tinha olhos castanhos e cabelos loiros curtos, haviam algumas marcas embaixo dos olhos, sinal de que ele ria muito. A pele variava entre o branco e o pardo. Vestia uma calça jeans surrada junto a uma simples camiseta verde muito claro. Numa das mãos segurava um enorme guarda-chuva preto, e o pôs sobre minha cabeça.

– Quem é você? – perguntei curto e grosso, coisa que nunca fazia.

– Um amigo? – palpitou. – está muito frio, você vai pegar um resfriado.

– Nem te conheço, isso não é da sua conta.

– Thomas.

– An?

– Thomas Wagner, é o meu nome. – ergueu a mão. – agora não somos mais desconhecidos. E você é...?

Mordi o lábio, o que esse cara queria?

– Marcoh Bolt.

– É um prazer conhece-lo. – apertou minha mão.

Ao fazer isso, puxou-me, levantando-me do balanço. E eu teria caído ao escorregar numa poça de água se ele não tivesse me segurado, passando o braço ao redor se minha cintura.

– Seu corpo está muito frio. – falou com um sorriso torto. – deve amar muito essa pessoa.

Mantive-me calado, encarando aquelas orbitas castanha.

Será que finalmente meu anjo havia chegado?

“Acordei com saudade de você

Te procurei, te liguei,

mas não encontrei”

– Vem comigo. – ele continuava a segurar minha mão e me puxou para fora da praça.

Guiou-me por algumas ruas, até chegarmos a uma casa pintada de amarelo claro, as janelas e as grades eram brancas, enormes trepadeiras enroscavam-se no portão da frente, pequenas miosótis (n/a da autora: procure a flor no google T_T eu amo elas) decoravam os canteiros.

O loiro abriu o portão e entrei junto a ele na casa.

O lugar não era de um tamanho médio, confortável e discreto. A mobília em sua maior parte clara e os armários escuros.

– Toma. – ele me jogou uma toalha seca junto a um conjunto de roupas limpas. – tem um banheiro no final do corredor.

– Obrigado. – limitei-me a dizer e segui para o banheiro.

Não demorei muito no banho. A situação estava estranha demais, não é todo dia que um desconhecido te encontra chorando na chuva durante a madrugada e te leva para a casa dele.

Será que era um tarado?

Corei ao pensar nessa possibilidade.

Sem mais delongas, vesti-me e sai do banheiro, enxugando os cabelos com a toalha. Ele havia me emprestado uma calça de moletom branca junto a uma camisa cinza, mas estavam um pouco folgadas.

– Já terminou? – ele levantou as sobrancelhas e apontou para a mesa. – sente-se, já estou terminado aqui.

O loiro terminou o que fazia e colocou uma caneca de chocolate quente em minha frente.

Olhei para o liquido e escuro e sem nem pensar falei:

– Tem um “boa noite Cinderela” aqui, não tem?

Thomas engasgou com o que bebia e começou a rir. Não, rir é pouco, estava gargalhando tão alto que a vizinhança inteira poderia ouvir.

– Não sou nenhum tipo de tarado, se é o que está pensando! – disse se recuperando do riso. – não se preocupe, olhe. – pegou minha caneca e bebeu um gole. – viu só? Sem veneno.

Esse gesto arrancou-me uma risada tímida e peguei a caneca de volta.

Thomas corou levemente.

Ah, eu tô vendo coisas, só pode.

– Hm... Por que você estava chorando? – perguntou.

Parei de beber no mesmo instante, colocando a caneca na mesa e sentindo meus olhos perderem o foco.

Não tive tempo pra dizer o quanto amei

Nem tive tempo pra mudar o que errei"

– É uma historia engraçada. – falei depois de um breve silencio. – mas em resumo: Deixei o rapaz que eu amo ir já que ele ama outro e é correspondido. Vendo assim, não tenho direito de atrapalhar na felicidade dos dois, não é?

– Não sei. Estou passando pela mesma coisa.

Ergui meus olhos da caneca, tornando a olhar para seu rosto. O castanho alegre e acalorado de seus olhos havia se perdido um pouco.

– Como assim? – perguntei.

– Eu amo um cara. – ele é gay também? – O problema é que ele namora, e eu o ajudei com isso. Incentivei e juntei os dois. Estranho isso, né?

Concordei com a cabeça, o amor era um sentimento muito estranho.

Sei que o tempo passa e a saudade fica

Será que alguém me explica o sentido da vida

Me aponta uma saída ou me conta um segredo?

Me ensina a crescer e a olhar pra trás sem sentir medo"

– Agente faz o impossível por quem amamos. Mesmo que isso nos apunhale por dentro. – falei.

– Exato. – ele concordou. – mas mesmo que não seja conosco, só ver o sorriso daquela pessoa...

– É o suficiente. – completei-o.

Encaramo-nos por alguns segundos, como se cada um conseguisse ler a mente do outro.

– Isso é loucura. – falei, havia entendido o que seus olhos queriam me dizer.

– Eu sei. Nos conhecemos a menos de uma hora.

– Mas não custa tentar, né?

– Talvez... Não estamos fazendo nada de errado, não é?

– Acho que não.

Coloquei minha caneca ao lado da dele e me aproximei, inclinando o corpo para frente enquanto ele fazia o mesmo.

Foi estranho, mas foi bom quando senti seus lábios tocarem gentilmente os meus.

Eu tive sim, mas sei que não tô sozinho

Eu sinto que é você que ilumina o meu caminho"

– Estranho. –falei assim que ficamos sem folego e separamos os lábios, ainda tocando nossos narizes.

– Muito estranho. – concordou ele, selando nossos lábios novamente.

"Me olhando com carinho,

Me leva pra casa

Segura na minha mão e me abraça

Me cobre com suas asas

E me livra do mal"

– Aaah... – suspirei em meio ao beijo. – aqui não...

Thomas levantou-se e me pegou cuidadosamente no colo, como se eu fosse um bebê.

Continuou beijando-me até chegarmos a frente de uma porta feita de madeira clara, abriu-a com um empurrão e depois fechou. Deitou-me cuidadosamente na cama de solteiro que havia encostada a parede branca quarto.

Era muito estranho, diferente e novo.

Nunca alguém havia me tocado daquela forma, já havia sim ficado com algumas pessoas, mas nunca passamos de beijos, aquelas novas sensações eram totalmente enlouquecedoras.

– T-Thomas... Espera um... aah... um pouco...

– O que foi?

– Eu... É... Hm... Eu s-so v-vi-ir...

– Virgem?

Corei violentamente a palavra, tá, eu era! Mas não precisava falar em voz alta!

– Tudo bem. – ele sorriu de canto e me deu um selinho demorado. – eu também sou. Vamos descobrir isso juntos ok? – tornou a me beijar.

O futuro a Deus pertence,

Então nos vemos no final

À espera de um milagre,

à espera de um sinal

De um beijo do anjo imortal"

Concordei correspondendo ao beijo.

Ele era tão quente e acolhedor, isso me fazia querer agarra-lo ainda mais.

Suas mãos começaram a me tocar, muito suavemente enquanto subia minha blusa com delicadeza, como se um toque mais bruto fosse me quebrar.

Mas eu já estava quebrado.

Comecei a toca-lo também, acariciando suas costas por cima da camiseta que ele usava. Alguns gemidos baixos começaram a soar de ambos os lábios e foi como se o clima frio estivesse se tornando quente. Muito quente.

Finalmente minha camisa foi retirada.

Corei ao ver seu olhar devorador sobre meu corpo e ele retirou a própria camisa, não que eu também não o estivesse comendo com os olhos, mas ainda assim sentia-me constrangido.

– Você é tão fofo. – disse ele acariciando minhas bochechas vermelhas. – quem quer que seja o idiota que nunca percebeu seu amor, não sabe o que está perdendo.

– Digo o mesmo. – falei esboçando um sorriso, o que fez Thomas corar, agora de verdade.

– Marcoh... – sussurrou, em seguida, beijou minha clavícula. – seu cheiro é doce.

Onde estão os anjos de plantão?

Sei como é difícil atender todos os pedidos

E que a minha prece

É mais uma na multidão

Agarrei seus cabelos, sentindo sua boca explorar cada pedacinho de minha pele, até chegar aos mamilos. Beijou-os e chupou-os de maneira lenta e tortuosa. Sentir aquilo era algo tão incrível, não achei que fosse tão bom assim.

Tentei imaginar Jean fazendo aquilo, mas, por algum motivo, não consegui.

Só conseguia ver o Thomas.

Será que Deus pode me ouvir?

Só quero agradecer tudo o que um dia eu já consegui"

Segurei seus cabelos com mais força quando senti-o morder meus mamilos, puxando-os lentamente para cima enquanto uma das mãos descia até meu baixo ventre.

– Aah... – gemi jogando a cabeça para trás. – i-isso é bom...

– É? – ele chupou com mais força. – assim é melhor?

– Uhum. – concordei ainda gemendo despudoradamente.

Moveu as duas mãos até minha calça, tirando-a quando voltou a tomar meus lábios nos seus, agora num beijo mais necessitado.

– M-Me toque... Por favor... – sussurrou em meu ouvido, fazendo-me arrepiar.

Eu pedi mais um dia, pedi outra chance

Pra fazer tudo do começo melhor que antes

Por isso agradeço o dia de hoje

E faço tudo que estiver ao meu alcançe

Desci minhas mãos até seu membro coberto e o apertei por cima do tecido. Ele gemeu mais alto e terminou de tirar minha calça.

Tocamo-nos ainda de roupa por algum tempo, mas logo nos livramos delas com a necessidade de mais toque.

Mais. Mais e Mais.

Era só o que eu queria.

– T-Thomas... – gemi escondendo meu rosto na curva de seu ombro. — v-você poderia dizer que... Que me a-ama? P-Por favor?

Ele intensificou as caricias e sorriu de maneira carinhosa.

– Eu te amo Marcoh.

“Carrego nas costas o peso do mundo

Nessas horas a fé vale mais do que o tamanho

Vale mais do que aforça é maior do que o medo

Porque no fundo você é do tamanho dos seus sonhos"

– E-Eu também te amo, Thomas... – sussurrei envergonhado.

Ele corou ainda mais do que eu e me beijou.

Nesse aspecto nos entendíamos. Precisávamos de amor.

Mais amor.

É só isso que as pessoas precisam pra viver.

“Aqui nessa cidade faz tanto barulho

E eu sei que há tantos outros problemas nesse mundo

Pra eu pedir um minuto só pra mim

quero agradecer"

– Vou colocar dentro ok? – disse ele já se posicionando em minha entrada.

– Vá em frente. – falei dando-lhe um selinho um pouco demorado. – confio em você.

Thomas sorriu e me abraçou ao mesmo tempo em que entrava em mim.

Admito, doeu. E muito.

Lagrimas descontroladas escorreram por meu rosto, Marcoh, percebendo-as, começou a masturbar meu membro, aliviando um pouco a dor. Mas ainda assim doía demais.

– Calma... – sussurrou ele beijando minhas lagrimas. – já vai passar...

E de fato, a dor diminuiu, dando lugar a um prazer sobre humano.

Eu nem lembro do que aconteceu depois. Apenas do calor, da luxuria e da loucura me envolvendo no momento.

E sei, soumais um na multidão

Mas se eu pedir com o coração não será em vão

Minha oração, deixo nas suas mãos, anjos de plantão

Me respondam, onde estão?”

Acordei sentindo os raios solares esquentarem minhas costas, mas não era só isso que estava me esquentando.

Sorri ao ver aquele que estava deitado a minha frente.

É. Quem sabe o amor não seja um sentimento tão doloroso assim.

“Agradecer também faz parte da oração!”

Off. Pov Marcoh

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Ei, esse uke é meu!– 1º temporada — Kuroko no basket

Meu querido Onii-chan– Kuroko no basket — KiseKuro

Caído – Kuroko no basket — AoKaga

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Notas finais
Sentiram minha falta enquanto liam? Não? Ok...*------* GENTE, foi a PRIMEIRA VEZ DO MARCOH, por isso peguei meio leve no lemon, admito que ficou meio Lime, mas tudo bem. Afinal é todo dia que você encontra um cara numa praça a meia noite, vai pra casa dele, vocês olham um pra cara do outro e vai #partiu #boratransar... SÓ QUE NÃO. ‘-‘ Ficou meio depre o inicio né? Gomen, gomen, drama nem tá na categoria da fic... ENFIM. Beijos, abraços mordidas, e puxões a minhas lindíssimas leitoras. Até a próxima fic! Próximo projeto: YAOI DE KUROKO NO BASKET, pervertidas de plantão PREPAREM-SE! Essa fic vai ser beeeeeeeem interessante *open clube das pervas* Aí no fim do cap está o link dela, e de outras fics! Mordidinhas e nos vemos em outros projetos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!