Sempre Ao Seu Lado - Parte 2

15 Capítulo 15 - À procura


-O que você está fazendo com o celular de Elena?! — Tento manter a calma. Por enquanto. — Onde ela está?!

-Calma aí, ela está bem... Eu acho. — Ele solta uma risada irônica.

-Se você tocar em um dos dois, você está morto!

-Quem é? – perguntou Jenna nervosa, mas eu a ignoro.

-Relaxa. Eles vão ficar bem... Eu acho.

-Como você pode achar tanto?! Você está com eles, não consegue saber se estão bem?!

-Não estou com eles, não mais. Ninguém está.

Paralisei.

-Quem é?! – repetiu Jenna mais nervosa, mas novamente a ignoro.

-O que você fez com eles?! – fechei os olhos, torcendo para a resposta não ser a que imaginava.

-Ah, eu queria usá-los para arrecadar uma recompensa, mas eles foram muito mal educados, e então não tiveram mais utilidade...

-Eu vou acabar com você!

-Pode vim, eu estou no parque. Mas você escolhe. Salvar os dois ou vir me matar.

-Onde eles estão?!

-Diria que em uma das pontes.

-Qual delas?!

-Vai ter que descobrir. – E ele desliga.

-Filho da puta! – ataquei o celular no banco de trás, assustando Jenna.

-Quem era?!

-Kevin, o seu queridinho.

-E onde eles estão? O que ele queria? Somos uma dupla, esqueceu? Você tem que...

-Para de falar, temos pontes pra visitar vovozinha.

-Vovó é a tua mãe. – resmungou.

-Coitada, ela nem pode se defender sobre isso, deixa ela descansar em paz.

Saí da garagem em alta velocidade, pisando fundo. Infelizmente Jenna permaneceu no carro e teve que vir junto comigo. Então fomos. Eu pisando fundo e Jenna brigando comigo pela velocidade. Eu ligo o rádio na estação das melhores músicas e ela troca para as músicas dos anos 70. Eu ligo o ar condicionado e ela desliga. É uma querida essa minha sogra, não tem melhor. Se eu tivesse que escolhe entre ela e uma maçã, a maçã com certeza seria de maior utilidade. Pelo menos frutas não falam, e não me enchendo o saco somente a barriga.

-Quantas pontes têm por aqui? – pergunto.

-Você mora aqui e não sabe?

-Você morou mais tempo. Bem mais...

-Não fala assim, eu só tenho meus 60 anos...

-60 vezes quanto?

-Damon, diminui a velocidade! Pelo amor de Deus! Tirou a carteira pelo telefone?

-Não dá vovozinha, eu quero resgatar eles ainda com vida.

-Para de me chamar assim seu babaca!

-Olha só, aprendeu palavras novas. – Ri. — Até o final do dia, seu dicionário será utilizado modernamente.

Parei na sinaleira. Dei um soco no volante.

-Avança! Fura o sinal! É caso de vida ou morte! – gritava Jenna agora com raiva.

-Não dá! Mais uma furada... E eu perco a minha carteira de motorista. — ironizo.

-Anda logo! – Jenna meteu o pé em cima do meu, apertando o acelerador até o fundo.

-HEI! Eu estava brincando com a sua cara! – manobrei o volante, dirigindo até a ponte principal.

-Pare de brincar! Isso aqui é sério garoto!

-E acha que eu não sei?

Estacionei o carro num terreno baldio e corri até a ponte, me debruçando sobre ela, olhando para baixo, procurando duas pessoas. Mas só há água, pedras e uma pequena vegetação. Claro, seria muito óbvio ele os deixar na ponte principal. Atravessei a ponte e olhei o outro lado e nada. Dei um soco na cerca de proteção e voltei para o carro.

-Nada? – perguntou.

-Nada. – suspirei. Dando a volta e voltando pra estrada.