Notas iniciais
Oi, gente? Será que ainda tem gente me acompanhando? LEIAM ESSA NOTA INICIAL. Quase um ano sem atualizar, nem sei por onde começar a me desculpar! Mas é que aconteceu uma maldita coisa chamada: BLOQUEIO CRIATIVO, gente, eu juro, não consegui escrever um "oi", então o que eu fiz? Eu pedi capa nova, sinopse nova também. Mas nada disso fez com que eu conseguisse escrever nada, fiz de tudo, mas nada saia. E então resolvi reescrever a fanfic (e de agora em diante será narrada em terceira pessoa), se não quiserem ler novamente, não precisam, mas houve algumas mudanças e irei deixar duas coisas claras: Christian terminou o que tinha com a Elena dias antes de Mia levar a Ana para casa dela e, eles se conheceram alguns meses antes das férias. Anteriormente, eles se conheceram alguns dias antes. Eu quero agradecer a Carlinha Targino que recomendou a fanfic (e eu amei cada palavra, muito obrigada, isso me deixou MUITO feliz) e me deu apoio a continuar, também teve a Maria Geovane e outras meninas que vieram me procurar (no entanto, não consigo mais ver as mensagens, já que o site apaga depois de alguns meses), então, Carlinha Targino, Maria Geovane e as outras meninas que me deram apoio, esse capítulo é dedicado a vocês! Espero que me perdoem e curtem esse capítulo, boa leitura!

Ana levou um susto ao ser acordada por uma música alta e animada. Animada até de mais. Com um esforço sobrenatural, ela retirou o travesseiro do seu rosto e sentou na cama, olhou ao seu redor e notou vinha à música irritante, era seu celular. Se não fosse o celular dela e ela precisasse dele, ele já teria tido um encontro com a parede, principalmente por ter lhe acordado na melhor parte do sonho.

Pegou o celular em cima da mesinha, que ficava ao lado de sua cama, e quando olhou o visor do celular, a mensagem que havia em baixo da imagem do despertador, era desanimador: Hora de ir para escola.

Já havia quase dois meses que Ana tinha voltado de viagem. Assim que chegou em casa, mal pode descansar. A surpresa que ela teve ao entrar em seu quarto, foi encontrar sua mesa de estudo cheia de livros e anotações, que foram feitas pela sua antiga explicadora. Sua mãe, fez com que ela estudasse pelo resto de suas preciosas férias, e sem deixar com que ela visse algum de seus amigos, a isolando do resto do mundo. Ana se sentia uma presidiria, vivia dentro do quarto e só saia quando necessário. E no final de agosto, ela fez as provas. Mas todo aquele esforço valeu a pena, pois ela conseguiu a bolsa de estudo. E naquele momento, ela pensava seriamente se deveria ou não sair daquela cama quentinha.

A única coisa que a fazia querer ir para o seu primeiro dia de aula e não ficar deitada na sua amada cama: eram seus amigos e Christian. Não que ele fosse mais que amigo, porque ele não é.

Quando Christian a pediu em namoro, e fez aquela declaração, pois sim, aquilo fora uma declaração. Ana não sabia o que falar, as palavras fugiram de sua mete, era como se ela não soubesse falar, ela queria dizer sim, mas ao mesmo tempo, ela queria dizer não, pois tudo acontecera de uma maneira tão rápida, rápida até de mais, ela estava claramente confusa com tudo aquilo. Ana já tinha notado que não o via somente como amigo, já o olhou com outros olhos, no entanto, ela ignorou esse sentimento, não sabia como e nem porque se apaixonou por ele, mas na hora do pedido, ela não sabia o que dizer.

“Christian, nem sei o que dizer, sabe sobre tudo isso. Mas é que tudo aconteceu tão rápido, em menos de dois meses você já faz um pedido desses? Mas eu não estou reclamando, e muito menos, dizendo um ‘não’, mas Christian, eu só quero um tempo para que eu poça pensar um pouco. Isso não é um ‘sim’, mas também não é um ‘não’, só estou confusa. Você me entende?”

Foi o que ela disse naquela noite. O que mais a incomodou, foi ver aquele brilho em seu olhar se apagar. Mesmo concordando com o que ela dissera, dizendo que iria esperar por sua resposta, ela pode notar a tristeza em suas palavras.

Porém, esse tempo em que ela viveu em “isolamento”, ela percebeu que ele era mais importante do que Ana imaginava ser, sentia falta dele, bem mais do que imaginava sentir. Esse era o problema de Ana, se apegava muito rápido às pessoas. Foi só pensar que as aulas iriam voltar que aquela sensação de ansiedade apareceu.

Ficava imaginando como ela iria dizer sua resposta, e como ele iria reagir. Já tinha decidido que iria dizer o “sim” para ele, decidiu arriscar, ele não parecia ser como o Bryan, seu ex-namorado, que a traiu no dia em que eles completaram três meses de namoro. Não seria uma decepção do passado e o medo de embarcar em um relacionamento novo que iriam a impedir de ser feliz, como ele mesmo dissera, esse relacionamento poderia dar certo. No entanto, ele disse isso com tanta convicção, que Ana se pegava imaginando se o último relacionamento dele tivesse terminado de uma forma desastrosa ou ele apenas sentia isso. Durante o tempo em que eles conversaram por mensagem, ela não tocou no assunto, mas não passaria daquele dia, ela iria aceitar o pedido!

E com essa iniciativa ela levantou da cama, tendo o contato com o chão frio, se perguntava o porquê de não deixar o chinelo perto da cama. Caminhou preguiçosamente para o seu banheiro, ignorando a minha enorme vontade de voltar para de baixo do cobertor.

Depois de um banho de água gelada, para ver se despertasse, vestiu a roupa que separou: uma calça legging, uma blusinha branca, sem estampa, e um colete jeans. Trocou seu coque por um rabo de cavalo e desceu as escadas que davam acesso para o primeiro andar e foi direto para a cozinha.

Encontrou com sua mãe, que colocava café em sua xícara, ela parecia animada. Quem é que fica feliz às segundas-feiras?

— Bom dia, flor do dia — disse Carla.

— Bom dia, mãe — ela respondeu. — o que aconteceu para você está tão animada assim, em Dona Carla?

— Nada de mais, filha — a respondeu, ela se sentou de frente a Ana.

Ana pensou um pouco o que poderia ter acontecido para ela ficar tão alegre, já que não iria lhe contar. As possibilidades eram muitas... Uma boa noticia, uma promoção no trabalho, derrota de algum inimigo, uma noite... Oh, não. Ana não queria mais saber. Fez uma careta de desgosto e forçou a tirar aqueles pensamentos da cabeça.

— Por que dessa cara? — perguntou Carla, enquanto pegava uma torrada.

— Nada não, mãe — foi à única coisa que respondeu, também pegou uma torrada.

— Animada para o seu primeiro dia de aula?

Ana apontou para si mesma. — Olha bem para o meu rosto, eu tenho cara de que está animada?

— Se no primeiro dia já está assim, quero nem ver no decorrer do ano! — ela comentou e riram. — Deve ter algo no colégio que te interessa. Não quer conhecer gente nova?

— É você tem razão, na escola tem algo, ou melhor, alguém — disse, e então Carla se lembrou de Christian.

— Você vai aceitar?

— Cheguei a conclusão que sim, mas agora vou pegar minha mochila, não quero chegar atrasada no meu primeiro dia de aula, não é mesmo?

— Tudo bem, mocinho. Mais tarde conversa conversarmos melhor sobre isso, não fugirá de novo! — intimou, tentando parecer severa, o que não funcionou.

Ana apenas sorriu e retornou para seu quarto. Depois de arrumar a cama, pegou o celular, sua mochila, e claro, ter calçado seu tênis, voltou para a sala, Ana lembrou-se de alguém, sem ele ela não iria para escola. Bob. Como poderia esquecer-se de seu motorista particular? Ela riu, se ele ouvisse umas coisas dessas, a deixaria ir andando todos os dias. Desde que Ana passou a morar com sua mãe, Bob sempre a levava para escola antes de ir ao trabalho, como poderia esquecer-se dele?

— Mãe, cadê o Bob? — perguntou a ela, assim que a viu passar por ela, indo em direção à escada, provavelmente para poder se arrumar para o trabalho.

— Ah, desculpe-me filha. Esqueci-me de te avisar, o Bob teve que ir cedo hoje para o trabalho, e bom, você vai ter que ir de ônibus, venha comigo e eu irei te dar o dinheiro. — Ana assentiu e a seguiu.

Foram poucas as vezes que Bob teve que sair cedo para o trabalho, e todas às vezes Carla esquecia-se de lhe avisar, e por causa disso, ela chegava atrasada na escola, pois o ônibus demorava um ano para chegar. E algumas vezes, ela ia andando para escola.

Despediu-se de sua mãe, e foi em direção à porta de entrada. Quando saiu de casa, percebeu que havia um carro parado em frente a sua casa. Revirou os olhos, eles não sabiam ler, era proibido estacionar ali, ela até tentou ver se tinha alguém, mas os vidros eram escuros. Então apenas ignorou e começou a caminhar em direção ao ponto de ônibus, que ficava há duas esquinas, conforme ia andando, ela percebia que o carro que estava parado enfrente a sua casa, estava indo na mesma direção, e assim que chegou perto da Ana, diminuiu a velocidade.

Já estava ficando com medo, afinal, ainda iria dar sete e meia da manhã, a rua não estava muito movimentada, olhou para os lados e constatou: a única pessoa que estava na rua, ia em direção ao contraria dela. Ana olhou para trás, percebeu que o carro havia parado novamente, ela não estava muito longe de sua casa, talvez tivesse como ela correr e não sair nunca mais. Hoje não é um dia bom para ser sequestrada!

Não havia notado que já estava tão perto do ponto de ônibus e que o ônibus estava parado esperando mais três passageiros, sem pensar duas vezes, corri sem olhar para trás, quando foi atravessar a rua, o carro suspeito parar em sua frente.

— Entra no carro agora! — o motorista disse.

Ana sentiu o sangue fugir, ficou paralisada. A porta de trás foi aberta, mas ela ainda não via quem era. Mas ela já tinha ouvido aquela voz. Não demorou muito e ela ouviu risadas vindas.

— Oi Aninha, preparada para o primeiro dia de aula? — perguntou, vermelha de tanto rir. Logo Kate apareceu atrás dela. Anastasia não sabia o que dizer, ainda em choque.

— Vamos Ana, entra logo no carro — Kate ordenou.

— Não temos o dia todo — Ethan disse.

Eles falavam como se nada tivesse acontecido, Ana os olhava com raiva, belos amigos ela tinha, deixaram parecer que um maníaco lhe seguia.

— Como é que é? Vocês só podem estar de brincadeira! Vocês beberam, é?

— Do que está falando, Aninha? — Mia perguntou, sorrindo inocentemente.

— Você ainda pergunta? Achei que iria morrer hoje! Que ódio.

— Ah, qual é. Ethan achou que seria engraçado te dar um susto — respondeu Mia. — E pelo visto conseguiu, você tinha que ver sua cara! — terminou de falar e voltou a ri.

Ana percebeu que Ethan ainda ria no banco da frente, infelizes.

— Porque o Ethan queria por medo em você — respondeu Kate. — E pelo visto conseguiu. Você tinha que ver sua cara. — ela falou, e começou a rir. Percebeu que Ethan ainda estava se acabando de rir no banco da frente, mas eles eram uns infelizes.

— Isso não foi legal, eu disse que não seria. Agora vamos, entra ou nós vamos nos atrasar. — Kate disse.

— Não precisa. Eu vou de ônibus.

— Ônibus? Que ônibus? — Kate perguntou, olhando para o outro lado do carro, e Ana olhou para frente, e percebeu que não havia mais nenhum ônibus.

— Desiste Ana, entra logo que vamos poupar tempo — Ethan disse.

— Idiotas. — murmurou, e entrou no carro se sentindo contrariada e afim de dar um tiro nos três, mas não queria chegar na escola atrasada.

— Esta animada para o primeiro dia de aula, Aninha? — Ethan perguntou, deu uma rápida olhada no retrovisor e voltou a olhar para a estrada.

— Sinceramente, não estou muito animada, principalmente depois dessa brincadeira de muito mau gosto. Mas tenho que ir...

— Ah, Ana! Você não está animada para conhecer gente nova, ver você sabe que... — Mia falou, ela segurou o riso quando Ana a olhou arqueando a sobrancelha. — Você já sabe o que vai dizer? Ainda não acredito que você não disse sim na hora!

— Sim, já sei o que irei falar.

— Conte para gente! — Kate pediu.

— Não, vocês só vão saber na hora — respondeu rindo. — isso é por concordarem com a brincadeira.

◦◦◦

Depois de estacionar o carro, Os quatro olharam para o prédio da escola Franklin High School. A escola era bem grande, até mais do que sua antiga escola. Viram vários alunos na frente da escola, alguns se abraçavam ou acenavam para outros alunos, alguns sentados na grama conversando, ou lendo. Eles entraram na escola, tinham que guardar seus livros. Tiram o papelzinho, onde dizia qual era o armário de cada um, a senha e o horário de suas aulas.

— Meu armário é 125, e o de vocês? — Ana perguntou.

— 128 — respondeu Kate.

Mia fez uma careta. — O meu é o 239.

— E o meu é o 214, no segundo andar, vamos Mia, sei onde fica o seu.

Mia e Ethan foram para o segundo andar e Kate e Ana ficaram no primeiro anda a procura dos seus, enquanto procuravam, iam conversando, depois de alguns minutos, encontram o armário, Ana guardou os livros, deixando apenas o de física e o de química. Depois de trancar o armário, trocou algumas palavras com Kate, descobrindo que Kate teria aula de biologia.

Elas se despediram assim que o sinal tocou e Ana procurou por sua sala, a encontrando em poucos minutos. Quando entrou, tinham poucos alunos, estavam tão dispersos mexendo em seus celulares ou conversando entre si, que nem notaram a chegada de Ana. Apenas Mia, que acenou para ela.

— Cadê a Kate? — Mia perguntou, assim que Ana sentou-se ao seu lado.

— Ela vai ter aula de biologia! — Ana respondeu. — E o Christian? Eu não o vi ele aqui, não vai vir?

— Na verdade, ele foi para escola junto com Elliot antes de mim. — Ela explicou. — Só o vi quando entrei para a aula, a sala dele ficava perto da minha.

Antes que Ana pudesse responder, o professor entrou na sala de aula. Ele se apresentou, e fez com que todos se apresentassem. Na segunda aula, Ana ficou sozinha e logo o recreio chegou.

Ana chegou ao refeitório com Kate e Mia, havia encontrado com elas quando saia da sala de aula. Depois de pegarem seus lanches, elas se direcionaram a uma das mesas vazias que encontraram.

— Você está vendo o Christian, Mia? — Ana perguntou, olhando em sua volta. O refeitório já estava cheio e, a mesa que há poucos minutos estava vazia, se encontrava cheia.

— Não Ana — ela respondeu, olhando em volta também.

Mia fez a mesma pergunta a Kate, que também fez não com a cabeça. — Olhe, estou vendo o Elliot e o Ethan! — Katherine disse, apontando para onde eles estavam. Os dois estavam sentados em uma mesa próximos à delas.

— Olhe o Christian ali! — Mia gritou.

Ana olhou na direção que ela apontava. Christian estava a duas mesas antes da dela, parecia procurar por algo, ou melhor, alguém. E, de fato estava. Quando seus olhos encontraram o de Ana, ele sorriu. O sorriso foi retribuído e logo seguido por um aceno, Ana virou para sua bolsa, buscando pelo celular. Logo o celular de Christian vibrou no bolso de trás.

“Quero falar com você, me encontre na praça aqui perto depois da aula!”

Christian sorriu ao ler a mensagem e só respondeu um “OK”.

◦◦◦

Ana caminhava apressadamente na rua, ela ia em direção à praça. Ela não queria admitir, mas estava nervosa e nem saberia o que dizer. A aula já tinha acabado há uns dez minutos, mas ficou discutindo com Mia e Kate sobre o que falaria e, no final, não se resolvera de fato o que diria. Não poderia chegar dizendo: “Aceito o seu pedido de namoro, ok?”. Mas também não queria falar algo muito extenso.

Quando menos notou, já estava na praça e podia ver Christian sentado batendo o pé, com certeza estava impaciente. Quando ele a viu, se levantou.

— Achei que não iria vir mais! — ele comentou, quando ela se aproximou. — Estava com saudades.

— Eu também! — disse, retribuindo ao abraço.

— Então, o que queria falar comigo? — perguntou, se sentando novamente e ela fez o mesmo. Christian tinha uma pequena noção do que seria o assunto.

— Olha... Eu nem sei por onde começar — ela riu de nervoso. — Mas nesse tempo em que eu vivi aprisionada me casa — eles riram. —, eu pensei sobre o seu pedido. Cheguei a conclusão que também gosto de você, está bem que não descobri isso sozinha, mas não vem ao caso — ela respirou fundo. Christian assistia tudo em silencio, com um sorriso no rosto. — Eu aceito ser sua namorada.

Notas finais
O que acharam, meninas?