Notas iniciais
Olá meninas, minha primeira fanfic aqui. Espero que gostem e boa leitura.

Ana desceu do ônibus e limpou a saia do seu vestido, que ficou amassado por conta do ônibus lotado.

Ela estava feliz, depois de dois meses sem ver seu namorado, finalmente o veria. Caminhou até sua casa, cada vez que ela se aproximava, sua ansiedade aumentava ainda mais. Ela ficou se perguntando como aguentou ficar longe dele por todo esse tempo, desde que começaram a namorar, há um ano, eles não haviam ficado mais de uma semana longe, conversando apenas por mensagens. O lado bom dessa viagem foi que ela pode matar a saudades que sentia de seu pai, ela havia aproveitado cada momento com ele, já sentia saudades dele.

Assim que ela chegou à casa do Christian, ela tocou a campainha.

— Oi Sra. Jones, como vai? — Ana perguntou, assim que a porta se abriu.

— Oi Ana, estou bem. — respondeu, com um sorriso. Desde que Ana começou a namorar Christian, e visitar sua casa com mais frequência, acabou descobrindo que Gail era uma pessoa legal. — Como foi sua viagem?

— Foi ótima, obrigada. O Christian está em casa?

— Acho que está sim, eu não o vi sair de casa hoje, na verdade não o vejo desde ontem. — respondeu.

— Tudo bem, irei ver se ele está no quarto dele. — Ana falou.

Ela deu espaço para que Ana entrasse, fechando a porta assim que ela entrou. Subiu a escada ansiosa, mas também com um aperto no coração, novamente, mas não entendia o porquê do aperto. Quando chegou perto do quarto do Christian, pode ouvir alguém gritando do quarto de dele.

Aproximou-se da porta. — Mas você tem que contar para ela!

— Não, Mia. Não quero que mais ninguém saiba! — gritou a outra pessoa, que ela reconheceu imediatamente sendo a de Christian. — Pelo menos não agora — falou um pouco mais baixo, porém ela conseguiu ouvir.

— Eu entendo que você não queira que ninguém saiba. — ela falou, com uma falsa calma, porém sua voz aumentou novamente. — Mas Christian, ela é sua namorada! Ela tem que saber, se você não contar conto eu. — Mia contestou.

Ana sabia que era totalmente errado ficar ouvindo conversas atrás da porta, mas era inevitável. Para ela, ela tinha motivos para ouvir a conversar deles. Um, eles estavam falando alto de mais, da escada ela já dava para ouvir os gritos da Mia, que não era diferente de Christian, porém não se entendia o que falavam. Dois, eles estavam falando sobre ela. E três, ela sabia que Christian não contaria para ela, e, como ela era curiosa, ela não deixaria passar uma oportunidade dessas? “O pior é ele não querer me contar! Ele não confia em mim?” pensou ela, e voltou a encostar-se a porta.

— Você não vai fazer nada Mia Grey, entendeu? É um assunto meu e não seu! — ele gritou, bem mais alto que antes. Fazendo com que ela se assustasse. Com o tom de voz dos dois, eles só faltavam sair no tapa!

— Então conte para ela, ela merece saber. — ela contrapôs. Com isso, resolvi dar meia volta.

Se Christian não queria lhe contar, então era uma coisa realmente séria. Mas o que poderia ser tão sério para ele não contaria a ela? Por que não contaria a ela? Namorados eram para isso, né? Está ao lado a qualquer estante, até que superem os problemas, isso não era o certo? Eram essas as perguntas que faziam a si mesma.

Então, ela chegou a uma conclusão, que doeu muito, ele não confiava nela. Entretanto as coisas seriam diferentes até ele se abrir com ela. Talvez, ele jamais saberia qual é o problema. Mas se ele não confiava nela, ele jamais iria lhe contar. Ela tomou uma decisão, iria ouvir a conversa até o fim.

— Então você acha que eu devo fazer como você quer? — perguntou ele. — Que eu chegarei para Anastasia, quando ela voltar de viajem, e, ao em vez de eu dar boas vindas, eu direi a Ana que ela perderá o namorado dela, que eu morrerei! — ele disse. Ana empalideceu ao ouvir a última parte. — Você deve achar que está sendo fácil aceitar isso, né?

Ana sentiu as lágrimas caírem. Em um impulso ela abriu a porta, com força.

Tanto Mia quanto Christian olharam para ela, com os olhos arregalados, não esperavam ver a Ana, pelo menos não naquele dia. Seus vermelhos e inchados, por conta do choro. E então o silencio reinou no quarto, porém, Ana só olhava para Christian, que naquele momento, ambos não sabiam o que dizer.

— Ana? — Mia a chamou, quebrando o silêncio, Ana a olhou.

— Quando voltou de viagem? — Christian perguntou e ela voltou sua atenção para ele.

— Isso não é importante, Christian! Eu só quero saber direito dessa história!

— Ana, eu...

— Você não confia em mim? É isso? Por isso não queria me contar? — perguntou, limpando as lágrimas que caiam. — Por que você iria esconder esse segredo de mim? Christian, eu me sinto traída.

— Ana, me desculpa. Eu juro que iria te contar. — Ele falou. E tentou se aproximar dela.

— Não! — ela gritou, dando uns passos para trás, fazendo-o parar. — Será mesmo que iria me contar? Quando? Pois o que eu ouvi aqui, foi o suficiente para saber que você não confia em mim. Que tipo de namorado é você que não confia na sua namorada? E olha, esse não é o primeiro segredo que você esconde de mim! — ela desabafou, sem se importar se Mia estava no quarto ou não. — Pra mim já deu, Christian. Só me procure quando confiar em mim. — deu sua sentença.

Ela saiu correndo da casa dele as pressas. Ignorando os chamado de Mia e de Christian. Ela deu sorte quando viu que havia um ônibus parado. Corri antes que a última pessoa subisse nele.

(...)

Saber que a pessoa a qual ela amava, iria morrer, era uma dor enorme. O pior é saber como ela soube. Que ele não iria lhe contar. Mas por quê?

Ele não confiava em mim? Ou então, não me amava o suficiente para se abrir comigo? Perguntou-se.

Ela sempre confiou nele, sempre mesmo. Nunca fez nada para ele esconder algo dele, nem faria. Principalmente se fosse algo como aquilo. E essa não seria a primeira vez que ele escondia algo.

Depois que ela chegou em casa, teve sorte da mãe não estar em casa, isso era bom, mesmo que Ana precisasse de um concelho de mãe, ela não veria o estado que ela chegou. Ela saiu toda radiante e voltara totalmente devastava, não estava a fim de dá explicações para ninguém, sabia que enquanto não falasse sua mãe não a deixaria em paz.

Ela não conseguia entender o que estava sentindo, estava confusa!

Estava frustrada e com raiva de Christian, muita raiva, pois ele esconderia um segredo como aquele dela. Também estava com raiva de si própria, não deveria ter fugido e sim ficado lá, para que ele pudesse se explicar, deveria haver um ótimo motivo para que ele não quisesse contar a ela algo tão importante, também tinha a curiosidade de saber qual era a doença. Sobre tudo, estava triste, bastante triste com a informação que recebeu. Não estava sendo fácil aceitar que ele poderia morrer. Mas com a tecnologia avançada, com tratamentos, ele não iria sobreviver? Ela realmente deveria ter ficado lá.

Droga. Tudo estava indo tão bem. Pelo menos era o que ela achava. Não notou nada de diferente nele.

Pensou em algo que estivesse de errado, talvez seu esquecimento constante. Por exemplo, no dia que ele havia esquecido as chaves de seu carro, não conseguia se lembrar de jeito nenhum e ele não lembrou, achou por a caso. Mas quem não esquece as chaves? Também passou a se esquecer dos nomes de alguns professores, mas isso, já tinha acontecido com ela e com certeza, com diversos alunos. E outras coisas, que até uns dias atrás eram inúteis, mas agora, pensando bem, tudo isso eram indícios. Também tinha vezes, em alguns momentos em que ele corria, ele se sentia cansado logo depois, ou até mesmo antes de chegar ao destino, ela lembra-se de ter brincado com ele, chamando-o de velho.

Seus pensamentos foram interrompidos, por uma leve batida na porta e logo a voz suave de sua mãe:

— Filha, Christian está aqui, ele quer conversar com você.

Não respondeu, apenas ficou encarando a porta. E passos foram ouvidos e foram ficando mais longe, então a maçaneta se mexeu um pouco, uma tentativa falha de abrir a porta, pois a mesma estava fechada. Logo depois Christian falou:

— Ana... Abra por favor, nós precisamos conversar. — pediu.

Não conseguia se mover. Tinha curiosidade de saber o que ele queria. Também queria abrir aquela porta só para soca-lo. Não sabia ao certo o que deveria fazer.

Lembranças vieram, lembranças de quando se conheceram, de quanto se divertiam, do primeiro beijo, do primeiro encontro, de quando ele pediu-a em namoro e de tudo que passaram até aquele momento.

Notas finais
Bom meninas, comentem o que acharam. Quero deixar claro que essa parte da história é um pouco mais para frente!