Sempre

1 Sempre - Capítulo Único


Notas iniciais
Hey, trevozineos ♥ Já aviso que tô escrevendo isso chorando porque o Baran bo Odar destruiu o meu coração no momento em que decidiu não colocar o meu menino Boris Niewald sentado em uma cadeira ao lado da Regina que era O LUGAR DELE E ONDE ELE DEVERIA ESTAR. Escrevi essa one minúscula porque quis dar alguma importância a ele - já que o Boris foi esquecido no churrasco durante o final. Sempre fiquei imaginando como seriam as possíveis conversas da Claudia com ele sobre a Regina. Essa com certeza não vai ser a última coisa que eu irei escrever sobre esse casal porque aparentemente eu nunca vou superar KKKKKKK (cada K é uma chuva torrencial de lágrimas). Enfim, é isso. Espero que vocês gostem! Boa leitura!

“Sempre”

Seus olhos estavam molhados, talvez ainda um pouco assustados. Ele olhou para a senhora ao seu lado, aquela que dizia ser Claudia Tiedemann, a mesma que o contratou na usina há anos atrás e a mesma que gerou o amor que ele jamais pensou algum dia sentir e quem dirá receber. Só que muito mais de quando a conheceu.

— E o Bartosz? — foi a primeira coisa que ele disse depois que ela explicou como tudo de conectada, toda a história. Se ele iria fazer isso, apoiar-se no lado que não era nem da luz e nem das sombras, ele precisava saber sobre Bartosz. Seu filho era a única coisa boa em sua vida agora. E a única parte que restara dela. — Não posso fazer isso se ele se machucar como tod-

— Bartosz ficará bem — garantiu ela. — Lembra do que eu te disse antes? Toda uma linhagem depende dele. Ele já está bem.

— Mas-

— As coisas devem acontecer do mesmo jeito que antes para que tudo possa ser mudado.

Aleksander comprimiu os lábios e olhou para baixo.

— Tudo o que eu fiz e tudo o que eu estou fazendo é pela Regina — disse ela. Sua voz era sábia, calma, mas não o suficiente para acalmar os pensamentos de Aleksander. — Eu sei o quanto a ama.

Aleksander desviou o olhar, sentindo seus lábios tremerem. Só a imagem dela em sua cabeça, todos os momentos que passaram juntos até o seu último suspiro o faziam sentir doer cada parte de seu corpo. Quando ele a perdeu, foi como se uma parte dele tivesse morrido também, junto com ela.

— Ela também te amou muito — disse ela e foi necessário que ele limpasse as lágrimas com as costas das mãos. — Você e Bartosz foram as melhores coisas que poderiam acontecer na vida dela.

E ela foi a melhor coisa que aconteceu na minha, pensou ele.

Umedeceu os lábios, sentindo um arrepio percorrer seu corpo. Ele não era religioso. Mas se fosse, teria sérios problemas em retomar a sua fé, afinal, ele tinha seus pecados, seus erros. Regina não. Aleksander sentia que era ele quem deveria ter morrido.

Mesmo não sendo capaz de acreditar em nada, quase acreditou que aquele arrepio era ela.

— Esse mundo… — disse ele após um tempo — esse mundo que você diz… ela está bem?

Claudia assentiu com a cabeça e o modo como seus olhos marejaram fez com que ele acreditasse que ela estava falando a verdade.

— Ela vai viver.

Aleksander então suspirou. Várias cenas passaram pela sua cabeça enquanto ele tomava aquela decisão, apesar de ela já saber o que iria fazer. Aleksander não era idiota, mas não era preciso ser um gênio para saber quais eram as consequências de se mudar algo. E não era apenas uma coisa a ser mudada, era uma linhagem inteira. E, sendo assim, o seu futuro era completamente incerto.

O seu futuro com ela era completamente incerto.

Claudia não podia virar-se para ele e dizer que tudo ficaria bem. Que ele a conheceria, que eles se tornariam amigos antes de se apaixonarem perdidamente um pelo outro. Ela não poderia nem ao menos garantir que ele ouviria sua voz ou visse o seu sorriso novamente.

Mas, em uma das cenas em que se repetiam em sua cabeça, veio a lembrança de quando se conheceram. Aleksander fugia desesperado de uma das piores besteiras que poderia ter feito quando era jovem. Ele tinha que sumir do mapa e não poderia parar por motivo nenhum.

E então ele a viu e tudo mudou depois disso.

Ele poderia ter sido pego, Ulrich e Katharina poderiam ter denunciado ou falado para alguém que ele estava com uma arma, Aleksander poderia ser facilmente preso. Mesmo assim, ele a tinha escolhido.

Naquele dia e em todos os outros seguintes.

Sempre.

Regina iria ficar bem e iria viver de verdade dessa vez, mesmo que isso significasse que ele jamais a conhecesse.

— Tudo bem — concordou ele. — Quando eu começo?

Notas finais
Sua caixinha de lenços pode ser retirada aqui mesmo ♥ Me conta o que você achou!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!