Sempre

60 Capítulo 60


Notas iniciais
Oi!! Espero que gostem! Boa leitura!! Novos personagens! =*

60

Eduardo nunca se sentiu tão confuso em sua vida. Lidar com seu profissional junto com seu pessoal nunca foi seu forte. Ele nunca teve uma vida tão pessoal até que ele e Cecília começaram a se contorcer sob lençóis da cama, na cozinha, no banheiro, no escritório...

A pequena linha definida entre amigos e amigos com benefícios foi destruída durante a primeira troca. O médico suspirou profundamente enquanto esfregava as mãos furiosamente.

O sangue endurecido em sua pele, que ficou irritada e vermelha devido à limpeza profunda que ele fazia.

— Está tudo bem aí, doutor?

Eduardo virou a cabeça para ver uma das enfermeiras olhando para ele com rosto cheio de preocupação. Quando ele parou no meio da esfregação das mãos, apenas sorriu para a enfermeira de fala suave.

— Estou bem. Apenas mais um dia de merda no trauma.

A enfermeira, a qual ele não recordava o nome, assentiu em acordo; foi a quarta morte do trauma naquela semana. Cada caso foi pior que o outro e cada um deles teve danos irreparáveis. Eduardo fez tudo o que pôde, mas sabia que não havia como derrotar a morte.

Certamente as pessoas estavam rindo de suas pobres tentativas de ajudar em cirurgias. Ainda não conseguindo voltar à rotina com sua agenda, ele se sentia inútil e à margem, basicamente segurando o instrumento que fornecia sucção para remover o sangue dos órgãos vitais para que o colega de trabalho pudesse ver o que eles estavam fazendo.

Ninguém o levaria a sério por causa da carga de trabalho leve que ele carregava. Sentia-se estranho que os cirurgiões habituais que rapidamente o procuravam em socorro girassem em outra direção, para um médico certinho, chamado Yan Sun, que por sua vez corrigiu Eduardo quando pronunciou o nome como o brilhante planeta amarelo que ilumina a Terra mais da metade do dia, em inglês.

Yan deu-lhe um sorriso sombrio antes de lhe dar a pronúncia correta, em breve; ele lembrava como os lábios do cirurgião formavam a palavra como se ele fosse uma criança. Seja como for, ele poderia se importar menos se o doutor SOON apenas trabalhasse ao lado dele, mas conquistar e pegar todos os seus colegas de confiança dentro dos meses que ele tinha ficado ausente? Isso era demais.

Eduardo se sentiu substituído, mas ele não queria expressar sua preocupação;

Observando o pequeno descendente de chineses que passeava pelo corredor, Eduardo franziu o cenho quando Yan o reconheceu com uma leve reverência. Erguendo uma sobrancelha à saudação formal, foi a primeira de uma dúzia de vezes que ele o fez. Agora, a maioria dos funcionários se curvava para cumprimentar um ao outro; talvez o homem estivesse tentando assumir seu lugar.

Eduardo tem lutado com unhas e dentes pela posição da cabeça da unidade de trauma por algum tempo agora. Infelizmente, o chefe recusou cada vez que ele se propôs para isso. Ele dizia que ele era muito inexperiente ou que o chefe do centro de trauma atual ainda era viável para o hospital e não seria substituído tão cedo.

Isso não impediu Eduardo de cair nas graças de todo mundo. Ajudando o máximo que podia e fazendo de tudo para provar que ele era de fato um ótimo cirurgião-chefe.

Mas como ele pode fazer isso quando estava aqui a partir das oito e ficava até as três da tarde? Não era plausível que ele recuperasse realmente a atenção pela qual tanto trabalhou. Os anos que levou para entrar nas graças de todos, levou apnas alguns meses com o doutor Yan.

Todo mundo o adorava e ele odiava isso.

Até o último pedaço disso.

Eles não apenas o adoravam, mas evitavam Eduardo tanto quanto possível e, se tivessem que entrar em contato com ele, tratavam-no como se fosse uma espécie de “boneca de porcelana”.

A última coisa que ele queria que as pessoas soubessem era que ele era instável. As inúmeras histórias que os funcionários do hospital espalhavam pelos corredores o deixavam louco. Especialmente a parte de que ele estava à beira de uma separação de sua atual namorada Cecília. Quando ele pensou nessa última fofoca, sentiu um pedaço do seu coração quebrar.

Nunca em um milhão de anos ele imaginou a ideia potencial deles realmente se separarem. Pela primeira vez em sua vida, ele se sentiu confortável. Muito confortável de fato; foi ao ponto em que ele inegavelmente abusou de seu poder e levou um tapa no rosto naquela noite quando Cecília rebateu suas acusações de volta.

Foi então que sentiu a mão direita tremendo, enquanto amaldiçoava silenciosamente a si mesmo que estava contente por ninguém ter visto o pequeno contratempo. Cerrando o punho, ele pressionou-o contra o quadril, esperando que parasse logo.

Quanto tempo ele deve suportar isso?

Claramente ele estava ficando sem força. Não só o corpo dele estava mostrando a fadiga, mas a alma dele. As brigas repetitivas que ele teve com Cecília estavam ficando massantes. Eles eram infantis mesmo. O que Ezili disse a ele demorou um tempo para realmente fazer sentindo e, quando ele se inclinou na parede do corredor vazio, deslizou a mão pelo bolso para pegar o celular.

Olhando para o aparelho, ele sentiu como se tivesse todas as respostas. Um botão pressionado e isso pode resolver todos os problemas que ele tinha. Se ele começasse a conversa, talvez ela ouvisse. Talvez ela realmente considere o que ela disse.

Ela se arrependeu do que disse?

Ainda havia aquele profundo ressentimento engarrafado dentro dela?

Não deveria tê-lo chocado ao ver a frustração se soltar e queimar dentro de seus olhos castanhos gelados. O fogo violento se derramava enquanto queimava tudo em seu caminho; Suas palavras profundamente marcadas dentro dele e com a batida da porta, só as selaram dentro de seu coração.

Eduardo rangeu os dentes; ela não era o única que estava chateada. Ela não ligou uma vez sequer! No entanto, ele tentou manter seu temperamento ao mínimo. Para resolver o problema, ele precisava ter uma mente clara ou era isso que Ezili recomendava para ele.

Pressionando o contato casa em seu celular, seu coração desgraçava os rostos sorridentes que o provocavam. Cecilia estava bem empoleirada no colo de Eduardo que olhava para a câmera com um pequeno sorriso tímido, enquanto Cecília olhava para ele com aqueles olhos castanhos que brilhavam de adoração.

Ele se lembrou daquele dia. Ficou claro em sua mente; certo quando as coisas estavam ficando boas entre eles, Eduardo decidiu levar Cecília para sair e mimar um ao outro sem o seu filho por perto. O dia estava perfeito, era simples e sereno. Tudo o que ele queria: sem os gritos ou o som estridente de algo quebrando.

Seu dedo permaneceu sobre a foto antes de descer até o nome de Cecília e pressioná-lo antes que ele mudasse de ideia. O telefone contra o ouvido dele, ele bateu o pé quando o feixe de nervos começou a se instalar.

O bipe incessante tocou em seus ouvidos antes de ouvir o som de alguém procurando o telefone. "Oi?" Sem pensar, Eduardo terminou a ligação. Foi estúpido fazer isso desde que Cecília saberia que era ele.

Mordendo o lábio inferior, ele bateu o celular contra a testa algumas vezes antes de enfiar o celular de volta no bolso e continuar as rondas de rotina.

Durante o resto do dia, ele olhou para o telefone para ver se não tinha qualquer ligação depois que discou silenciosamente o número de Cecília. Milhares de desculpas obscureceram sua mente apenas no caso de Cecília ter chamado de volta para perguntar por que ele ligou para ela. A desculpa mais recente foi que a bunda discou por ele, sem querer, é claro.

Sim, isso era patético.

Rapidamente, ele se afivelou enquanto voltava para casa em seu horário indecente das três da tarde. Uma parte dele esperava que o carro de Cecília estivesse lá quando ele chegasse, enquanto outra parte desejava que ela estivesse ausente.

Eduardo estreitou os olhos, desconfiado, para o carro enquanto estacionava o carro ao lado de um carro vermelho. Quando ele saiu de seu veículo, ele circulou em torno para observar o carro elegante. Era de Cecília? Ela comprou um carro novo para dizer que queria algo novo em sua vida? Ou pior, encontrou algo novo?

Olhe para ele, ele estava sendo ridículo! Pare de ser um imbecil e entre na casa! Ele se repreendeu.

Ele caminhou lentamente em direção à porta da frente para já ouvir a divagação de seu filho. Logo seguiu um estrondo alto. Eduardo entrou em pânico, ele acelerou o passo quando destrancou a porta e entrou em casa para ver Otávio preguiçosamente parado ao lado do vaso quebrado que estava sob seus pés.

Otávio lhe deu um sorriso cheio de dentes antes de berrar com os braços estendidos: "PAPAI!"

A pequena criança percorreu distraidamente o vidro quebrado enquanto ele corria em sua direção, Eduardo pegou seu filho em preocupação. Otávio apenas abraçou o pai em adoração enquanto ele divagava o quanto sentia falta dele, ele mal ouvia enquanto examinava os pés do pequeno. Os pequenos pedaços em seus pés passaram despercebidos quando Otávio puxou o cabelo de seu pai querendo a atenção dele.

— Papai! Olhe!- Ele finalmente olhou para o rosto levemente bronzeado para ver o caminhão de bombeiros vermelho brilhante colocado em seu colo. "Presente!" Ele sorriu animadamente antes de tentar se contorcer para agarrar seu caminhão recém descoberto.

— Onde você conseguiu isso? — Eduardo questionou.

Ele não se lembrava de ter lhe comprado um caminhão de bombeiros e a última vez que checou, nem Cecília nem Ezili. Mantendo um aperto firme na criança, ele lutou para mantê-lo em seus braços, enquanto lhe dizia que precisava limpar seu “pé pé”.

Quando ele entrou na cozinha com nova determinação, correu para pegar o Neosporin para limpar o ferimento. Aplicando a pomada depois de passá-la com um lenço de bebê, ele colocou o novo par de meias nos pés do pequeno antes de soltá-lo novamente.

Uma risada profunda o fez congelar:

— Eu vejo que seu filho ainda é tão problemático como sempre, Edu.

Eduardo girou lentamente para ver o rosto reconhecível. As mechas marrons que se enrolavam no final de sua testa, o nariz proeminente que sobressaía como um polegar machucado, o sorriso infame apertado colocado em seus lábios em forma de arco e brilho familiar em seus olhos escuros tinham sua boca aberta.

— D-Drica? — Ele sufocou, inclinando a cabeça em descrença. — Isso é você?

Os lábios de Drica finalmente se esticaram para um sorriso caloroso e acolhedor:

— Sou eu, sua melhor e mais leal amiga, Adriana Bertolini, ao seu dispor.

— Ainda atrevida como sempre, Drica. — Eduardo ofereceu um sorriso forçado sorriso quando ele congratulou-se com o abraço amoroso da mulher alta.

— E você não mudou muito. Quanto tempo faz? Quase uma década desde que o vi pela última vez?

Eduardo revirou os olhos: — São apenas sete meses.

— Certo. Sete meses ainda é muito tempo. Otávio cresceu um pouco desde a última vez que o vi. De uma criança rastejante para uma criança aterrorizante dentro da minha ausência de sete meses, o que você está alimentando o pobre rapaz? Esteroides?

Ele tinha que admitir que, embora ainda considerasse Otávio minúsculo, todo mundo implorava para ser diferente. Ele cresceu substancialmente e facilmente se elevou sobre a maioria das crianças de sua idade.

— Eu tenho que dizer que ele está tomando algumas das minhas características. A família Guerra é conhecida por surtos crescidos em tenra idade.

— Ok, se você diz. — Drica deu-lhe um olhar, brincando em suas costas antes que seus olhos ficassem quentes e macios. — Como você tem passado? — A ternura em sua voz atingiu seus ouvidos, o movimento suave de sua mão esfregando sua parte superior das costas.

Ele ficou rígida, olhando fixamente para a cozinha.

— Eu estou bem. E quanto a você? Você está mais ocupada do que nunca? Como estava o trabalho? Ele rapidamente mudou de assunto. Drica era uma das únicas pessoas que acertavam a fonte nos primeiros minutos conversando com alguém. Ela sabia do que aconteceu com ele e, infelizmente, não estava aqui durante a sua recuperação, mas enviou-lhe lindas flores e mensagens a cada mês para lembrá-lo de seu apoio.

— Edu, não mude de assunto. Eu sou uma leitora de mentes, lembra? — Ela pressionou o dedo indicador na têmpora antes de viajar para o dele, um símbolo de sua conexão. Ele tinha que admitir, Drica era a amiga do sexo feminino mais próxima que ele tinha. Ele tinha Amanda e Cecília, mas eles estavam sempre na garganta uma da outra quando um era mencionada para o outro, enquanto Drica era mútua.

Drica sempre viu a coisa maior quando ele via cegamente somente um lado. Ela sempre iluminava os lugares escuros de seus pontos de vista e ele não poderia ser mais grato, mas ainda assim... Ele não queria discutir isso. Agora não.

Sentindo seu desconforto, Drica recuou como se estivesse lhe dando algum espaço mental. Tomando algumas respirações sutis, ela facilitou a entrada:

— Falei com Cecília mais cedo. Ela parece uma merda completa. Ela certamente é uma tola por dizer essas coisas para você. Que idiota!

Observando o pequeno sorriso em seus lábios o fez se sentir melhor; ele sabia que ela não achava de verdade todas aquelas coisas que disse sobre Cecília. Ela só queria ver a reação dele e dizer coisas que ele queria ouvir para prepará-lo para fazê-lo ouvir as coisas que ele preferia não ouvir. O silêncio profundo atravessou o ar quando ele percebeu que as conversas de Otávio pararam e Ezili não estava em lugar nenhum.

Ele assumiu que Ezili levou Otavio para que os dois pudessem conversar em paz.

— Isso é lixo absoluto. Pare de dizer isso. — Eduardo falou suavemente.

— Tudo bem então, eu ouvi o que você e Cecília estão passando. Me contou a história toda e eu tenho que dizer Edu, estou um pouco desapontada com você...

Eduardo virou a cabeça, envergonhado, sentindo-se como uma criança sendo repreendida por roubar um biscoito. "Eu sei." Ele murmurou.

— E o que ela disse e fez com você... Embora eu a parabenizasse por se expressar, ainda não era o caminho a seguir. Ela deveria ter controlado esse temperamento dela. — Drica se conformou.

— Eu mereci isso. — Sua língua varreu o lábio inferior. — Cada palavra, eu merecia ouvir.

Ele podia ver Drica balançando a cabeça em desaprovação.

— Ainda assim, essa não era a maneira de abordar algo tão delicado como essa situação. Vocês dois tiveram uma briga e não uma conversa. Vocês não agiam como adultos, agiam como crianças, atacavam e dizia coisas com o único propósito de machucar o outro. Isso não é maneira de se comportar.

— Eu sei, eu sei. — Ele sentiu como se estivesse andando em círculos; ele sabia o que fazia de errado e era fácil admitir para Drica, mas para Cecília? Era muito mais difícil do que ele pensava. Toda vez que ele pensava sobre isso, sua garganta se contraía como se seu orgulho apertasse seus pulmões, recusando-se a desistir das palavras apologéticas que estavam morrendo para infiltrar-se em seus lábios.

— E vocês dois precisam resolver as coisas. — Seus olhos escuros assentaram nos dele com autoridade. Ela estendeu a mão. — Agora.

— Agora?

Drica rapidamente balançou a cabeça com a mão estendida esperando por ele. Eduardo olhou para a mão com hesitação antes que ele olhasse para ela com medo. E se Cecília não quisesse falar com ele? E se ela ainda quisesse seu espaço?

— Ela quer falar com você, Edu. Acredite em mim, ela quer. — Drica persuadiu-o suavemente a pegar sua mão.

Quando ela finalmente enfiou a mão na dela, ele seguiu atrás dela quando eles começaram a ir para outra sala. Caminhando pelo corredor, ele se arrastou atrás dela em confusão. Drica abriu a porta silenciosamente para revelar mãe e filho batendo carros de brinquedo, emitindo um ruído estridente dos lábios de Cecília antes que seus olhos se voltassem para a porta aberta.

Seus olhos se recusam a encontrar o olhar dela enquanto ele olhava ao redor da sala para encontrar algo mais interessante do que o olhar de repreensão que provavelmente estava recebendo de Cecília.

— Eu vou deixar vocês dois as sós.

Balançando Otávio em seus pés, Drica levou a criança para fora do quarto com uma pequena promessa de comprar-lhe sorvete se ele cooperasse.

Dispensando a ideia de repreender Drica por estragar seu filho, sua mente se concentrou na tarefa em mãos. Mudando de pé, ele olhou para o canto do cabelo dela.

— Ei. — Ele falou suavemente.

— Ei.

A conversa desapareceu rapidamente deixando-o ansioso. Torcendo o cinto em seu jeans, ele bufou:

— Você ainda está brava comigo? Eu deveria ser o único aqui a ficar chateado, Ceci, não você.

Seus olhos finalmente encontraram os dele, marrom e verde se chocaram quando ela estreitou os olhos.

— Você? Chateado? O que lhe dá o direito de ficar chateado, Eduardo? Eu estive aqui desde o começo, te apoiando, amando você, cuidando de você e você ficava cuspindo no meu rosto toda vez que eu mostrava algum tipo de afeição por você. Então poupe-me a história triste, Eduardo, porque eu não quero ouvir isso.

Ele deveria saber. Cecília não queria vir. Drica fez ela vir. Balançando a cabeça para se livrar das emoções que moravam dentro dele, ele falou:

— Pelo menos eu não desapareci, me deixando preocupado. EU...

— Não use essa desculpa, Eduardo. Como sobre o tempo que você me deixou para trás e se mudou para o Haiti sem aviso prévio? Eu fiquei quase dois anos sem ver você! Você não tentou uma vez sequer entrar em contato comigo.

— De onde vem isso? Eu pensei que nós tivéssemos superado isso! — A frustração ferveu dentro dele, puxando o cabelo dele, ele rangeu os dentes.

— Você me coloca no inferno e volta, Edu e eu estou apenas... cansada. Cansada de tudo que está acontecendo e sinto que não fizemos nenhum progresso desde que nos tornamos um casal. Eu tenho tentado tanto nos levar adiante, mas você continua nos puxando de volta para este estado sedado. Onde você está confortável em estar.

Ela não podia acreditar no que estava ouvindo. Depois de tudo o que eles passaram, ela soou como... Não, ele não iria pensar assim. Eduardo se recusou a deixar tais pensamentos chegarem até ele. A represa que ele construiu em torno de seu coração começou a se quebrar quando lhe fez uma pergunta que ele queria que ela respondesse.

— Você me ama?

— Claro que te amo, Edu. — Cecília suspirou — Por que fazes uma pergunta dessas?

— Não, você está apaixonada por mim porque se você não está... Então talvez, talvez isso não seja, se você está tentando poupar meus sentimentos... — Ele parou em um sussurro baixo. Apressadamente, limpou as lágrimas. Ele tentou, impotente, reconstruir o escudo de novo, mas lembrou-se das palavras que Ezili lhe disse.

— Eu sinto que estou me afogando, Ceci. — Ele confessou humildemente. — Estou me afogando e sinto que você me abandonou quando você foi embora. Você prometeu nunca ir e ainda assim... você fez. Você fez e eu... — os dentes dela seguraram duramente o tecido da bochecha. — Não deixe que eu me afogue, Ceci, porque se você deixar... — Ele não conseguiu terminar a frase. Suas palavras apertaram sua garganta enquanto olhava para o alto para compensação. Eduardo sabia que ia quebrar se olhasse nos olhos dela, aqueles lindos olhos castanhos que guardam tanta esperança e amor.

Seu corpo reagiu rapidamente quando sentiu o caloroso abraço de sua namorada. Dando um passo para trás, ele parou seus movimentos.

Não. Ele disse a si mesmo.

Colocando o pé de volta no lugar, ele deixou Cecília abraça-lo pela primeira vez em meses e, embora ele estivesse tenso, se sentiu um pouco satisfeito com a conexão. Pressionando sua testa contra o peito dele, ele inalou o familiar aroma adocicado dos cabelos dela.

— Você me deixa completamente mental, Edu. Mas eu nunca iria embora. Nunca. – Cecília não podia ficar bravo com Eduardo por muito tempo, especialmente por estar na mesma vizinhança que ele. Ele trancou seu coração com força toda vez que olha em seus olhos e tão rapidamente quanto seus olhos se encontraram, ela o perdoou. Ela queria prolongar o processo evitando-o, mas Drica sendo a amiga excepcional que era, iria dar um jeito de juntar os dois o mais cedo do que ela esperava.

Cecília queria que Eduardo percebesse o que estava perdendo e o que poderia acontecer com o relacionamento deles se continuasse do jeito que estava se comportando. Foi cruel, mas tudo o mais que ela fez não funcionou e vendo que Drica falou com ele antes que eles se encontrassem, quebrou as paredes danificadas que estavam se formando desesperadamente dentro das questões que tentavam esconder.

Enquanto ela o abraçava, ela sentiu seu coração quebrar. Ela não queria que ele estivesse se sentindo machucado assim. Isso a lembrou de vários meses atrás com ele coberto por hematomas. Ele não tinha paredes, escudos, barreiras, nada. Era só ele... e ela.

Ele estava finalmente se apoiando nela, dependendo dela para se sentir melhor e ela esperava que fosse capaz de levar pra longe todos os seus problemas.

E isso era apenas o começo.

Notas finais
O que acharam? Até o próximo!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.