Sempre

50 Capítulo 50


Notas iniciais
Olá minhas queridas, tudo bem?? Quero compartilhar com todas vocês a emoção de postar o 50º CAPÍTULO! Sim, já escrevi 50 capítulos e mal posso acreditar que cheguei tão longe, que escrevi tanto!!! Isso tudo graças a vocês que me apoiam de várias maneiras, seja deixando comentários, seja escrevendo MP e estreitando amizades super legais. Obrigada por tudo mesmo!!! Vamos ler e comentar como forma de comemoração, viu fofas do meu coração?! Boa leitura!!


CAPÍTULO 50

Otávio persistentemente se levantava sobre os seus pés e suas mãos minúsculas tentavam agarrar qualquer coisa que pudesse ajudá-lo a não cair. A concentração estava escrita em seu rosto, completamente adorável, e pela enésima vez ele tentava dominar a arte de caminhar.

Franzindo os lábios, ele deu um primeiro passo vacilante e então se deixou ir sem medo. Os primeiros passos foram rápidos, antes dele cair no tapete acolchoado que Eduardo colocou na sala para que ele pudesse praticar com segurança. Tentou uma e outra vez até que ele cambaleou em volta com seus dois pés apoiados no chão, batendo as mãos em sinal de vitória junto com uma risadinha pequena.

Cecília sorriu com vídeo. Mechas suaves do cabelo de seu filho saltaram quando ele tomou os primeiros passos e isso a fez lembrar que Otávio precisava de um corte de cabelo. As mechas estavam ficando um pouco selvagens e muito longas, quase atingindo seus ombros.

Enquanto observava o próximo vídeo de Otávio tentando subir as escadas com Eduardo atrás dele, ela não podia acreditar que não iria estar presente no primeiro aniversário de seu filho. Como ela poderia não estar lá? Isso estava matando-a por dentro. Não importa quantas vezes ela tentou fazer com que o diretor geral a liberasse, mas foi tudo em vão. Cecília era a representante da superintendência do Maranhão e não poderia ficar ausente do treinamento.

– Sinto muito amor. — Foram suas primeiras palavras quando viu seu namorado e filho pelo computador. — Se eu pudesse estaria aí.

– Oi — Cecília piscou para seu filho que estava no colo do pai.

"Oi". Ele repetiu.

– Ei meu amor. Como você está? – Ela disse em seguida e ganhou um enorme sorriso por parte de Otávio. Cecília lambeu os lábios quando viu a frustração no rosto de seu namorado.

– Eu sei. – Eduardo respondeu.

Em vez de brigar, ou mesmo dá-lhe um sermão por sua ausência, sua resposta foi simples como se Eduardo não se importasse se ela estaria lá ou não. Doeu um pouco que ele não demonstrou qualquer preocupação, mas ela começou a pensar que ele já estava se preparando para os aniversários perdidos, peças de teatro, e outras atividades que seu filho vai participar nos próximos anos e que ela não estará presente.

– Eu te amo.

– Eu também te amo.

Uma vez que Eduardo desligou o computador, ele colocou Otávio no quadril e saiu do quarto. Fechando a porta atrás dele, tomou o elevador e foi até a portaria onde as malas já estavam posicionadas. Eduardo já havia planejado viajar com Otávio para visitar Cecília, assim ela não perderia o primeiro aniversário de seu filho. Não havia nenhuma maneira de Cecília perder o primeiro aniversário de Otávio. Ele não deixaria isso acontecer.

– Você está pronto? — Ele murmurou baixinho enquanto arrastava a mala até o táxi. Otávio balbuciava enquanto o motorista de táxi colocava a mala no porta-malas.

Voar para a Buenos Aires era uma tarefa difícil com uma criança de quase um ano de idade a seu lado. Otávio ficava se mexendo o tempo todo e se levantou segurando a parte de trás da poltrona enquanto continuava dizendo a todos que passavam um lindo “Oi”.

– Não é uma gracinha? — Uma aeromoça falou. A mulher virou-se para Eduardo ofereceu-lhe algo para beber.

Sorrindo para a aeromoça, ele respondeu:

– Água e leite seria ótimo, obrigado.

Eduardo agarrou a parte de trás da camisa de Otávio quando ele saltou na poltrona. Ela estava contente que tinha pago um pouco mais para viajar de primeira classe, pois teria sido um pesadelo ter que controlar Otávio em um espaço tão pequeno.

Uma vez que eles chegaram ao seu destino e das saudações frequentes provenientes da boca de seu filho enquanto caminhavam em direção às bagagens, ele parou ao lado da multidão para esperar sua bagagem. Um bocejo escapou de seus lábios e lágrimas se formaram no canto dos olhos.

– Papa? — Seus brilhantes olhos verdes encararam seu pai, agora que ele estava de pé ao lado dele, segurando sua mão.

– Ainda não. — Ele resmungou.

Assim que reuniu toda a bagagem, Eduardo segurou na mão de Otávio com força e pegaram um táxi que os levou até o hotel em que Cecília estava hospedada.

Otávio aproveitava cada chance que tinha para caminhar e agora estava começando a andar mais sozinho agora. Ele era um aluno muito rápido e um falador também.

– Papa! — Otávio apontava para o elevador.

Eduardo assentiu com a cabeça e apertou o botão para levá-los para cima. Quem disse que ele não era inteligente o suficiente para ter toda a informação antes de sua namorada viajar? Ele sabia toda sua agenda de treinamentos, o hotel que ficaria e o mais importante, o número do quarto.

Otávio continuou a saltar enquanto estava dentro do elevador e quando o mesmo parou, ele saiu correndo.

– Otávio! — Ele gritou quando o bebê continuava a caminhar pelo corredor. Eduardo correu atrás dele com sua bagagem.

– Otávio Quentel Guerra! – O pequeno parou de correr e ele finalmente o alcançou. Bufando, ele verificou cada numero do quarto com seu filho pulando ao lado dele.

Uma vez que encontrou o quarto que estava procurando, ele bateu na porta rapidamente antes de tomar um passo para trás.

– Mama. Mama. Mama. – Otávio cantarolava enquanto saltava no mesmo lugar, na esperança de que sua mãe iria abrir a porta rapidamente. De repente, a porta se abriu para revelar uma Cecília fadigada que estava na porta em choque total.

– Edu?

– Mama! — Otávio passou os pequenos braços em torno das pernas de Cecília, que diante de seus olhos verdes cobriu-se de alegria. "Oi".

Cecília ficou lá por mais alguns minutos tentando reunir seus pensamentos, imaginando que talvez tudo aquilo não passasse de algum tipo de sonho. Inclinando-se para pegar seu filho, sentindo que ele era real, Cecília empurrou os cabelos do rosto de seu filho antes de abraçá-lo.

– Como-Quando você chegou aqui?

– Só agora, na verdade. Você não vai nos deixar entrar? – Eduardo levantou uma sobrancelha quando percebeu que ela tinha que sair da porta para que eles pudessem entrar.

Trazendo sua mala, ele olhou em volta do grande quarto que tinha muito espaço para uma pessoa.

– Você está dividindo o quarto com mais alguém?

– Não. Eu sou a única aqui. – Cecília respondeu enquanto Otávio fazia carinho em seu rosto.

Eles se estabeleceram na pequena sala de estar deixando Otávio brincar sozinho, andando de um lado para o outro sob o olhar atento de seus pais. Tempos depois, sob o efeito do jet lag, Otávio adormeceu e Cecília levou-o para o quarto e colocou-o carinhosamente na grande cama.

Quando se sentou no sofá, Eduardo passou o braço em torno de sua namorada.

– Você já tinha planejado isso o tempo todo?

Um sorriso malicioso penetrou em seus lábios quando ele disse que sim, que ele não queria que ela desconfiasse de absolutamente nada e queria que fosse uma surpresa.

– Nenhuma mãe deveria perder o primeiro aniversário de seu filho.

– Falando em aniversários... — Cecília olhou para o relógio à sua frente, uma vez que era quase uma da manhã. — Ele acabou de fazer um ano. Como o tempo passa rápido, hein? — Ela murmurou enquanto sua mão acaricia suavemente a pele de Eduardo.

Ele encolheu os ombros em resposta pensando que parece que foi ontem que ele viu seu filho pela primeira vez.

– Eu... — Eduardo lambeu os lábios antes que de entrelaçar os dedos com os dela. — Estou feliz por fazer parte da vida dele. — Seus olhos verdes lançou-se aos olhos castanhos dela, que brilhavam de felicidade.

– Eu também.

Trazendo a mais perto de sua alta estrutura, recostou-se no sofá levando-a com ele.

– Por que não vamos dormir, hm?

Ela não ouviu nenhuma resposta, mas sim a respiração lenta abaixo dela. Um sorriso apareceu em seus lábios quando ela fechou os olhos, sabendo que hoje iria ser um grande dia.

(...)

– Parabéns pra você! Nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. Hoje é dia de festa pra alegrar nossas almas. Tavinho faz ano muitas salvas de palma!

Palmas e assobios partiram do pequeno grupo reunido enquanto Cecília e Eduardo incentivavam Otávio a soprar a única vela.

O pequeno inclinou-se e soprou desajeitadamente, ganhando outro conjunto de aplausos que o pequeno Otávio apreciou. Antes que Cecília pudesse cortar o bolo, o pequeno avidamente mergulhou as mãos no bolo de chocolate macio e enfiou na boca, cheio de alegria. Cecília balançou a cabeça enquanto Eduardo tirou inúmeras fotos da ocasião especial.

Confeitos e chocolate espalharam-se pelo seu rosto e cabelo quando ele lambuzou seu cabelo na tentativa de limpar seu rosto.

Cecília sorriu em êxtase comemorando o fato dela estar presente para celebrar a vida de seu filho de um ano de idade. Ela teve a sorte de ter um dia de treinamento mais curto e Eduardo decidiu ficar uma semana em Buenos Aires, já que Cecília não via seu filho há algum tempo.

Um mês era muito tempo e dentro de mais uma ou duas semanas, eles vão encerrar o curso e ela vai para casa para passar mais tempo com sua família. Era difícil conciliar trabalho e família, mas ela estava tentando fazer isso funcionar e, felizmente, ela podia ver que Eduardo estava empenhado em ajudar também.

Baixinho, beijando a bochecha gordinha de seu filho, ela murmurou palavras amorosas para Otávio enquanto outra pessoa tirava uma foto dos três juntos. Ambos os pais olhando para seu filho em adoração enquanto ele empurrava mais bolo em sua boca.

O braço de Eduardo ao redor de sua namorada, acariciando o tecido do vestido.

– Eu te amo. — Ela confessou suavemente.

Eduardo mordeu o interior de seu lábio quando ouviu o tom suave que veio junto com as três palavras. Quando ele correspondia, se sentia feliz. Há muito tempo ele não se sentia dessa maneira.

Tudo estava finalmente funcionando.

Os lábios de sua namorada encontrou seu caminho para a bochecha e um premiado sorriso apareceu em seus lábios instintivamente. Ele percebeu que Cecília queria dizer outra coisa, mas conteve suas palavras com um sorriso adorável.

Ela deu a entender que queria dizer alguma coisa, mas que não poderia dizer agora. Ele sempre sabia o que ela tinha em sua mente ou sabia a essência do que ela queria dizer, mas desta vez Eduardo não tinha ideia. Com tudo o que aconteceu, nada tem sido de acordo com o plano. Agora que Marina tinha iniciado o tratamento e Arthur estava apoiando sua esposa, finalmente ele podia ter uma vida com seu melhor amigo.

Tudo parece tão esmagador, agora que ele olha para trás.

Eduardo não tem ideia de como foi capaz de lidar com todo o stress e lágrimas que foram recolhidas ao longo de sua vida. Uma vez que a festa acabou, os três decidiram dar um passeio para se livrar de toda a energia que Otávio tinha acumulado depois de comer tanto açúcar.

Eduardo e Cecília de cada lado, levantando Otávio e balançando-o no ar enquanto o pequeno chutava com seus pezinhos antes de fincá-los fortemente no chão.

– Mais uma vez! — ela gritou.

A ação se repetiu quase a cada minuto, seus braços ficando cansados da constante elevação do bebê de quase 15 quilos.

Pelo menos ela tinha a sua família com ela e isso era tudo que importava. Eles continuaram levantando Otávio do chão de novo, deixando-o voar pelo ar por alguns segundos antes de coloca-lo de volta no chão.

Notas finais
Gostaram? Como forma de comemoração e estímulo seria bom que vocês comentassem bastante. Que tal a ideia? Ah, sinto falta de muitas de vocês, sabiam? Várias pessoas estão acompanhando (116), mas poucas deixam suas mensagem e comentários. Buáá! Vamos mudar isso? rsrsrsrs Ah, já se foram 50 capítulos e a fic tá ficando muito longa. Por isso, pensei em começar a direcioná-la para o final. Então, vou começar a pensar nisso, claro, mas sem fugir de mais um certo drama em breve. Enfim, é isso. Obrigada pela atenção e até o próximo capítulo, amadasss!! Bjs, Nara.