Sempre
48 Capítulo 48
Notas iniciais
CAPÍTULO 48
Gemidos podiam ser ouvidos em todo o quarto. A temperatura começou a subir quando Cecília sentiu o aumento de sua frequência cardíaca. Os toques suaves de Eduardo eram inebriantes. Um gemido passou por seus lábios enquanto suas paredes envolviam sua masculinidade. Ela montou nele, seus dedos seguraram firmemente seus ombros enquanto movia seus quadris em um movimento rítmico. Seu cabelo comprido estava travando uma verdadeira briga, caindo na frente de seu rosto quando ela se aproximou do rosto de Eduardo, a fim de obter o beijo apaixonado que tanto desejava.
O desejo desesperado de estar um com o outro era alto. Os toques de Eduardo foram se tornando mais necessitados e carnal, enquanto suas mãos moviam-se mais rápido batendo em sua pélvis. Sentindo suas curvas, ele murmurou uma maldição, enquanto uma de suas mãos lascivas segurava em um dos seios concurso dela.
Normalmente, Cecília passou a ter menos relações sexuais desde que ela estava fazendo malabarismos entre ser mãe, delegada e namorada. Tudo isso podia ser um pouco mais do que Cecília e Eduardo estavam acostumados, mas assim que Eduardo chegou em casa no início da manhã, ela ganhou uma surpresa muito prazerosa. Eduardo imediatamente caiu sobre os lábios dela com necessidade e sua mão habilidosa foi colocada lá embaixo.
O desejo de estar um com o outro era muito forte para ser ignorado.
– Oh meu Deus! — Ela choramingou, tirando algumas mechas molhadas de suor do rosto dele. Ela segurou na parte de trás de sua cabeça, equilibrando-se com uma mão, continuando a se mover para cima e para baixo. Sussurrando seu nome, seus olhos fechados para abraçar os sentimentos que chegavam como espiral em seu estômago.
Isto era além de incrível. Exatamente quando uma série de orgasmos estava perto de acontecer, um certo grito a acordou de seu êxtase. Com olhos bem abertos, ela moveu a cabeça em direção ao monitor, parando seus movimentos. O gemido de costume saiu de seus lábios. Isso também não era a primeira vez que sua experiência sexual era interrompida por Otávio. Um suspiro saiu de seus lábios enquanto ela tentava sair, mas Eduardo, com um aperto firme em seus quadris, proibiu-a de se mover para longe dele. Olhando para baixo, ela deu-lhe um olhar.
– Deixe-me ir, Eduardo.
– Ainda não. — Ele murmurou.
Cecília franziu os lábios e se mexeu para sair dele, mas isso apenas resultou em ele lançando-a. Um suspiro saiu de seus lábios quando sentiu suas costas caindo no piso frio. As ondas de prazer bateram nela novamente quando o sentiu ir mais fundo dentro dela, com a queda. Eduardo retomou juntando seus quadris nos dela. As unhas compridas dela faziam cortes nas costas dele. Os gritos de seu filho, de onze meses, ecoaram em torno deles, mas ambos sabiam que iriam parar por conta própria dali há alguns minutos.
Tão cruel quanto parecia, Cecília estava muito focada no momento que estava tendo com Eduardo até mesmo para cuidar de seu filho agora. Neste momento era ela e Eduardo. Ela sabia que no dia seguinte iria viajar e que levaria algumas semanas para eles estarem juntos novamente. Com esse pensamento, ela apertou os lábios sobre os dele, tecendo seus dedos em seu cabelo bagunçado e envolvendo suas pernas mais apertadas em torno de sua cintura. Eduardo mergulhou os quadris ainda mais, ganhando gemidos lascivos de sua namorada.
Seus corpos suados e moldados; Cecília sentia que estava atingindo o clímax. Murmurando palavras sensuais, Cecília e Eduardo gozaram. Cecília sentiu suas costas arqueadas, seu peito pressionado contra Eduardo, agarrando-o quando ambos atingiam os seus orgasmos.
A mãe sorriu quando ouviu os gemidos de Eduardo seguidos por uma sequência de palavrões. Quando eles tentavam recuperar o fôlego, ela deu um tapinha nas costas dele.
– Levante-se.
– Isso não é maneira de tratar o seu homem, especialmente depois de dar-lhe um orgasmo.
Cecília virou a cabeça:
– Eu deveria chutar suas bolas por me convencer a não ir cuidar do Otávio.
Logo depois que ela disse seu nome, ela notou algo diferente. Os gritos de atenção diminuíram. Estava tudo tranquilo. Levantando-se, ela foi pegar o roupão e Eduardo sorriu quando viu os padrões do piso marcado nas costas dela. Amarrando o roupão, Cecília correu para o quarto de seu filho, cheia de preocupação. Abrindo a porta, ela O viu em pé tentando pegar os macacos que estavam pendurados no berço.
Cecília suspirou de alívio.
(...)
Assistindo Cecília auxiliando o motorista da PF colocar suas coisas no carro, Eduardo cruzou os braços em pé a poucos metros de distância, enquanto Ezili estava de pé na garagem do prédio com Otávio em seu quadril. Ouvindo vozes de alguns moradores que passavam por perto, ele foi trazido de volta à realidade.
– É isso. — Cecília sorriu suavemente. – Eu tenho que ir.
Eduardo permaneceu em silêncio enquanto observava sua namorada caminhar para ele. Serpenteando seus braços em volta dele, ela esfregou a pele macia de seu rosto olhando em seus belos olhos verdes. Ela podia ver claramente a preocupação e tristeza emitidas de seus olhos, mesmo que ele não admitisse dizer isso em voz alta.
– Eu vou estar de volta antes que você perceba. — Ela tranquilizou-o.
– Quem disse que eu vou sentir muita falta de você? — Ele murmurou.
Cecília sorriu, bicando os lábios antes de mergulhar novamente e beijá-lo com confiança. Quando ela se afastou, sussurrou:
– Seus olhos dizem tudo, meu amor. Vou sentir sua falta muito mais.
Eduardo colocou os braços ao redor de seu corpo.
– Se você acha que eu vou jogar este jogo de quem vai sentir mais falta do outro, então você está redondamente enganada.
A mulher de olhos castanhos sorriu suavemente.
– Eu não gostaria de brigar por causa disso, até porque eu sei que eu vou ganhar.
Eduardo revirou os olhos antes que de segurar seu rosto, trazendo-a mais para perto de seus lábios. O silêncio entre eles era pacífico quando eles olharam um para o outro saboreando o momento. Era por momentos como estes que Eduardo sabia que tinha que se prepara por causa do trabalho de Cecília.
Ela iria viajar inúmeras vezes, seja para realizar treinamentos, cursos ou investigações, deixando-o para trás com seu filho. Ele sabia que era doloroso para ela perder todos os momentos que podia compartilhar com sua família. As semanas que ela vai estar longe da família vão ser difíceis e tediosas, mas ela amava o que fazia.
Sentindo Eduardo pressionar seus lábios contra os dela, mais uma vez, ela sorriu quando o ouviu dizer calmamente: "Eu te amo".
– Eu também te amo.
Dando-lhe um abraço, ela o soltou lentamente antes de pegar Otávio em seus braços, beijando-o na cabeça e na testa. Olhando para Ezili, ela disse:
– Tome conta deles enquanto eu estiver fora.
Ezili assentiu: — Pode deixar.
Cecília estava com os olhos marejados quando teve que forçar-se a tirar as mãos Otávio que seguravam sua jaqueta com força e entregá-lo nos braços de sua babá antes de voltar para o carro. Agarrando a mão de Eduardo, ela puxou-o para perto do carro dando-lhe outro abraço, esfregando suas costas suavemente.
– Eu vou te ligar assim que eu pousar.
Eduardo assentiu enquanto se afastava. Olhar ele tomar os passos para trás fez seu coração quebrar um pouco. Quem diria que seria tão difícil deixar seu namorado e seu filho? Ela já tinha feito isso, mas agora era diferente. Eles eram uma família agora. Ela sempre ouviu de outros colegas de trabalho que não estar lá para seus filhos era a parte mais difícil e ela podia ver claramente o porquê.
Sentada no banco de trás, ela fechou a porta, enquanto observava seu prédio desaparecer diante de seus olhos. Eduardo exalou profundamente observando o carro deixar a garagem do prédio e desaparecer de vista. Ele não esperava que isso fosse tão doloroso. Ele não era tão sensível, ele era mais independente do que isso e Cecília iria voltar em algumas semanas. No entanto, ele estava agindo como um rei do drama total sobre isso.
Ele puxou o celular do bolso para ver que recebera uma mensagem de Cecília.
[09:00] Ceci: Já sinto sua falta. Envie-me fotos e vídeos de Tavinho todos os dias.
Um sorriso se arrastou em seus lábios quando ele respondeu de volta.
[09:02] Edu: Eu prometo e já sinto sua falta também.
Colocando seu celular de volta no bolso, ele caminhou em direção ao elevador com Ezili e Otávio, torcendo para que essas semanas passem o mais rápido possível.
(...)
– Como está você e Marina? Eduardo pegou uma xícara de café quando sentou-se ao lado de Arthur vendo a chuva cair.
Os amigos pensaram que era o melhor momento para passar algum tempo de qualidade juntos desde que Otávio foi colocado para dormir e Cecília e Marina estavam fora à trabalho.
– Bem. — Arthur murmurou.
Ele começou a suspeitar que alguma coisa estava errada, Arthur estava visivelmente triste. Eduardo podia jurar, pois o primo sempre elaborou sobre o quão bom ele e Marina estavam indo no casamento. O tom doce e suave de sua voz ao falar sobre sua esposa não estava lá, e sim um tom foi um pouco frio.
– Não vai elaborar, Arthur?
Arthur franziu os lábios enquanto seus olhos cor de mel mantinham-se sobre a chuva que estava caindo sobre a cidade de São Luís.
– Eu prefiro não.
Este definitivamente não era o comportamento típico de Arthur. Onde estava o comportamento otimista? Essa atitude borbulhante que ele invejava? Nenhum desses comportamentos estava lá, mas sim um casco vazio de um homem. O que Eduardo via não era Arthur, parecia que ele estava vendo a si mesmo.
Colocando a xícara de café quente na pequena mesa na frente deles, ele girou o corpo para enfrentar Arthur em seu momento de crise.
– O que está acontecendo com você?
– Do que você está falando?
Eduardo franziu a testa quando viu que Arthur ainda se recusava a olhar para ele. O professor ainda estava olhando para a chuva como se nada mais importasse, exceto a aura solitária que estava em torno dele.
– Você sabe do que eu estou falando. Há algo de errado com você e Marina? Problemas no paraíso?
Eduardo chegou mais perto para ouvir qualquer tipo de indicação de que Arthur irá compartilhar algumas de suas confusões internas com ele. O professor torceu o tecido de sua camisa entre os dedos quando murmurou sob sua respiração. Quando Eduardo pediu-lhe para repetir o que havia dito, Arthur finalmente olhou para ele com tristeza e desespero.
– Por que você tem tudo, enquanto eu não?
– Do que é que você está falando? Arthur zombou de frustração, lágrimas de raiva brotaram de seus olhos.
– Você. Você tem tudo que você sempre quis em sua vida. Primeiro você fica Cecília e então você milagrosamente tem um filho, que por sua vez, tem agora uma família saudável. Você sabe que você tem sorte por ter Cecília e eu, Edu? Sou casado e sem filhos.
Eduardo não podia imaginar que Arthur estava tão frustrado, pois ele só falava coisas boas de seu casamento.
– Eu acho que você está esquecendo o fato de que, mesmo que as coisas estejam funcionando para mim até agora, eu tive que batalhar muito para chegar onde estou agora. Você se casou a pouco tempo, Arthur. E você não deveria falar com Marina sobre isso?
– Eu falei.
– E?
Ele nunca pensou que Arthur iria cair aos pedaços tão rapidamente. Ele sabia que seu melhor amigo era frágil, sensível e usava seu coração em todas suas ações, mas para quebrar quase que imediatamente, era porque precisava de atenção.
Rapidamente, Eduardo abraçou Arthur em seu momento de necessidade perguntando o que estava realmente acontecendo. A primeira coisa que lhe veio à mente foi que Marina não queria ter filhos com Arthur, e isso estava criando o problema.
– Será que Marina... — Eduardo lambeu os lábios quando forçou as palavras saírem de sua boca. — Não quer ter filhos com você?
– Não, não é isso. É apenas... — Arthur esfregou os olhos — É tão frustrante saber que Marina não pode ter filhos.
– Não pode ter filhos? – Eduardo franziu as sobrancelhas. – Marina tem...
– Problemas de ovulação? Sim. – Arthur suspirou — Eu só queria que Marina tivesse me dito isso antes. Nós apenas começamos a tentar ter um bebê e só depois de uma semana de tentativas, ela me disse. O pior é que essa omissão me fez ficar cheio de esperanças, sonhando com o dia que ela iria me contar que estava grávida.
Arthur continuou a vociferar:
– O que ela pensou que eu fosse fazer? Parar de amá-la? Ela está louca se pensar uma coisa dessas. Ela deve saber que eu a amo, não importa o que aconteça e há muitas outras maneiras de ter um bebê, mas Marina é inflexível e quer ter um bebê que seja parte de mim e dela. Edu... – ele olhou para o amigo — Você pode nos ajudar? Nós queremos o melhor médico de fertilidade que existe e eu sei que você conhece o melhor.
Eduardo olhou para o amigo.
– É claro que eu vou te ajudar. Tavinho precisa de um irmãozinho ou irmãzinha para brincar.
Um sorriso brotou nos lábios de Arthur que agradeceu. Esfregando suas costas, Eduardo disse a ele que isso não ia impedi-lo de dar um sermão em Marina por ser um idiota.
Arthur sorriu.
– Você não precisa fazer isso.
– Então você não está mais bravo com ela? Isso foi rápido. — Eduardo murmurou, observando Arthur voltar a ser o mesmo depois de aliviar o peso de seus ombros.
– Eu a amo demais para ficar zangado por muito tempo.
– Você é inacreditável.
Fale com o autor