Sempre

41 Capítulo 41


Notas iniciais
Olá minha querida leitoras!

Eu não disse que seria rápida dessa vez? Então eis aqui mais um capítulo para todas vcs que estavam super ansiosas.
Ah, queria aproveitar para dizer que amanhã (24.08) é meu aniversário!! Sim, amanhã é meu niver, mas quem ganha o presente são vcs: um capítulo muito, muito especial! Espero que gostem.

Boa leitura! Vejo vcs lá embaixo...

CAPÍTULO 41

- Então, eu só preciso que você fique mais atento. Nada para se preocupar, é apenas uma medida protetiva.

Eduardo percebeu que Cecília estava claramente frustrada pela situação quando suspirou do outro lado da tela do computador. Ela pediu desculpas, pois agora seu filho precisava de uma atenção redobrada na segurança devido ao seu trabalho.

Cecília viu que Eduardo tinha um olhar de diversão no rosto.

- Ah, você não acha que está sendo um pouco dramática demais? Eu tenho certeza que não é algo que você deva se preocupar tanto. De qualquer maneira eu vou ficar mais atento em relação ao Otávio, mas não vou mudar nossa rotina por conta disso.

- Eu sinto muito... Eu nunca quis que você e o Tavinho ficassem no meio disso tudo. Por um segundo, eu pensei que eu poderia viver tranquilamente. Eu deveria ter imaginado que isso eventualmente aconteceria. — Ela murmurou. A culpa correu através de seu corpo quando ela viu Otávio brincar com o brinquedo em suas mãos. Nunca em um milhão de anos ela queria que algo acontecesse a ele.

- Nós vamos dar um jeito nisso... Vai ficar tudo bem. Na verdade, eu acho que você tem que redobrar sua própria segurança. Você deve começar a considerar a possibilidade de andar armada fora do trabalho. Eu sei que você não gosta muito da ideia, mas eu acho que é o mais sensato a se fazer no momento. Quanto a mim, não se preocupe.

Cecília quase engasgou com saliva e seus olhos se arregalaram.

- Claro que não, Eduardo! Você é o pai do meu filho e... — Ela realmente não sabia como dizer isso de maneira diferente para que não soasse estranho – Eu me importo muito com você.

Observando as emoções no rosto dele, ela estava prestes a pular e dizer que se preocupava como amigo, mas foi interrompida.

- Tudo bem.

Cecília piscou como se não estivesse acreditando na compressão na voz dele.

- Tudo bem? Então, você está bem com isso?

Eduardo deu de ombros:

- Qual é o problema? Você está bem com o Luís Gabriel, certo? Nada está acontecendo entre a gente e por isso não deve ser um problema você se preocupar comigo como um amigo.

Cecília assentiu rigidamente:

- Sim, você está certo. — Ela murmurou.

A mulher de olhos castanhos estava um pouco triste pela maneira que ele disse isso, parecia não se importar e também não havia qualquer emoção por trás de suas palavras. Ela não deveria ter uma reação exagerada à sua resposta. Ela deveria estar agradecida que Eduardo concordara em colaborar e ficar mais atento à sua própria segurança.

- Onde está você agora? – Eduardo mudou de assunto.

- Belém. Eu tenho que ficar aqui mais uns dias e então eu posso finalmente ir para casa. — Ela sorriu para Otávio que estava sorrindo de volta para ela e estendendo a mão em direção à tela como se dissesse que sentia falta dela. Cecília sempre lembrava a si mesma que faltavam poucos dias para voltar a São Luís e ter novamente Otávio em seus braços.

- Bem, eu vou colocar esse rebelde para dormir. Eu vejo você depois.

- Espere! – Cecília disparou antes que Eduardo desconectasse. Seu coração batia forte quando ela pronunciou as seguintes palavras:

- Eu ainda quero falar com você. Vou esperar até você colocar o Tavinho para dormir.

Ela observou a expressão confusa dele quando saltou Otávio no joelho, ponderando a ideia de falar com ela on-line sem a presença do filho. Concordando lentamente, ele saiu da cama para colocar o bebê para dormir, enquanto Cecília esperava pacientemente seu retorno. Foram 30 minutos angustiantes até que Eduardo voltou.

Tudo começou a fluir através de sua mente, pensando nas coisas que ela queria dizer. Batendo suas unhas no laptop, ela ouviu o ranger da cama quando Eduardo sentou-se novamente.

- O que você quer falar?

Ela viu que ele agora estava de pijama e observou o momento que colocava o óculo de grau no rosto enquanto sentava-se ao estilo indiano em sua cama.

- Certo. — Ela murmurou. Cecília limpou a garganta para dizer-lhe o que tinha em sua mente, mas ela estava hesitante em fazê-lo. Brincando com seus dedos, ela olhou para a parede atrás dele quando disparou:

- Eu realmente sinto falta de você. — Ela mordeu o interior de seu lábio — E eu sei que eu deveria estar vendo você apenas como um amigo e nada mais, mas... é difícil mudar o que meu coração quer. Uma parte de mim quer ficar com você, porque eu ainda tenho sentimentos por você e também o Otávio tem o direito de ter os seus pais juntos, mas por outro lado algo me diz que eu sou uma tola por pensar essas coisas e não é justo com o Gabriel eu ter esse tipo de pensamentos. É injusto com ele.

Seus olhos finalmente encontram com os dele.

- Eu quero que você saiba que...

Eduardo foi cortado quando Luís Gabriel inclinou-se sobre o ombro de Cecília:

- Eduardo é você? Onde está o Tavinho?

Cecília observou quando o rosto de Eduardo azedou quando olhou para Luís Gabriel.

- Ele está dormindo. O que você está fazendo aí? Eu pensei que você deveria estar de volta à faculdade.

O moreno de cachinhos deu de ombros:

- Eu tive uns dias de recesso. Vou voltar amanhã cedo. Então, como você tem passado? – Luís Gabriel ficou confortável ao lado de Cecília enquanto ouvia Eduardo responder quase monossilábico suas perguntas. Seja o que for que Eduardo ia dizer à Cecília teve que ser colocado em espera. Por que Eduardo sempre se esquivava quando ela queria dar um passo a mais?

Ele era o único que estava com medo dela. Parecia que Eduardo não queria qualquer parte dela, exceto seu corpo em favor de seu benefício próprio. Luís Gabriel era tudo o que ela sempre quis. Ele estava aberto aos sentimentos, era educado, doce, inteligente e carinhoso. Seu sorriso podia iluminar toda a sala e isso foi uma das coisas que a atraiu assim que se conheceram.

Cecília estava em um museu quando viu um rapaz olhando para um antigo retrato com um sorriso peculiar. Ela ficou observando-o e desviou o olhar quando ele a olhou de volta. Ela se perguntava por que ele estava sorrindo tanto e então se aproximou dele. A beleza e a inteligência de Luís Gabriel chocou Cecília e quando seus olhos se encontraram, seu sorriso ficou mais largo. Em poucos segundos, eles iniciaram uma conversa e uma coisa levou à outra. Pela primeira vez desde Eduardo, seu coração bateu mais forte; ela sorriu mais vezes e sentiu como se estivesse flutuando no ar.

Luís Gabriel era um pouco mais jovem do que ela; 8 anos para ser exato, mas ela sentiu como se eles combinassem em vários sentidos. Agora que Eduardo estava de volta e seus sentimentos reprimidos estavam vindo à tona, todos os sentimentos que sentia por Luís Gabriel estavam desaparecendo.

Quando ela foi trazida de volta ao mundo, a tela do computador já estava preta e ela pôde ouvir a decepção na voz de seu namorado:

- Eu não posso acreditar que ele apenas desconectou assim.

- Talvez ele estivesse apenas cansado. – Cecília tentou defender o amigo.

- Talvez... ou ele não gosta de mim. Talvez tenha ciúmes. — Luís Gabriel parecia profundamente magoado por Eduardo não gostar dele. Virando o corpo para Cecília, ele a olhou com uma cara confusa. — Eu realmente quero ser amigo do Eduardo por você, Cecília. Eu sei o quão importante é a sua amizade com ele por causa do Otávio, então eu não quero fazer as coisas ficarem estranhas se passar a ignorá-lo. Ele não deveria estar me ignorando, pois eu estou aqui para ficar. Por que ele me odeia?

- Ele não te odeia. – Cecília entrelaçou os dedos nos dele – Eduardo está apenas tentando se acostumar à vida de pai agora que ele sabe do Otávio. É um pouco estranho para ele admitir que meu namorado também faça parte da vida do Tavinho.

Luís Gabriel apertou os lábios:

- Você falou com ele sobre aumentar a segurança em torno do Otávio? -Ele rapidamente mudou de assunto. Cecília balançou a cabeça e disse-lhe parte da conversa que teve com o pai do seu filho.

- Sabe, no casamento do Arthur e da Marina eu ouvi os rumores de que você sempre gostou do Eduardo e que agora que ele está de volta seria uma questão de tempo para você me deixar. – Ele parecia magoado quando segurou o rosto dela e disse:

- Eu espero que você saiba que eu não acreditei em nenhuma palavra que ouvi. Até que eu ouça isso saindo de sua boca, eu não vou acreditar. Eu te amo demais.

Os nervos de Cecília estavam a corroendo quando finalmente ele disse aquelas palavras que ela temia. Forçando um sorriso, ela acenou com a cabeça antes de perguntar-lhe se ele não queria sair está noite.

- Isso vai seria maravilhoso.

- Sim, vai ser ótimo. — Ela murmurou.

Na manhã seguinte, Cecília finalmente se sentiu livre uma vez que Luís Gabriel tinha voltado para São Luís depois de passar alguns dias com ela. Quanto mais ele ficava ao seu redor, mais ela queria espaço. Todos em torno dela podiam ver isso.

Cecília telefonou para Marina a fim de desabafar e foi então que ela recomendou ter "a conversa" com Luís Gabriel.

- Eu não acho que posso.

- Por que não? Está claro que você não está feliz, Cecília. – Marina parecia totalmente confusa.

A delegada suspirou:

- Luís Gabriel é um cara muito legal e dizer a ele que está tudo acabado só iria magoá-lo.

- E se você deixar isso se prolongar também vai machucá-lo. De qualquer forma ele vai ficar mal. Você deve ser capaz de olhar para frente e aproveitar o seu tempo junto com o seu amor, não temê-lo.

Cecília tinha inveja do quão feliz Marina estava com Arthur. Ela conseguia sentir a emoção na voz de sua amiga ao falar do marido.

Ela desejava ter isso. Cecília sabia que Marina estava certa, mas ela não queria ter “a conversa” com Luís Gabriel por telefone. Ela tinha que esperar chegar em casa.

O restante dos dias foi cansativo. Otávio começou a mostrar mais emoções através de seu rosto e Cecília sorriu quando ele começou a bater palmas e jogar beijos como se estivesse dando tchau. Otávio era a única pessoa que ela podia dizer abertamente que estava animada para ver de novo. Havia outra pessoa que queria ver, mas ela preferia manter isso para si própria.

Cecília recebeu uma notícia que a deixou profundamente animada: ela voltaria mais cedo para casa. Dois dias antes do previsto para ser mais exato. O tempo passou rápido quando ela finalmente desembarcou em São Luís sem avisar ninguém.

Ela tomou um táxi e pegou seu celular quando viu que havia chegado uma mensagem de Luís Gabriel perguntando quando ela voltaria. Ignorando a sua mensagem, ela ligou para Eduardo para saber se ele estava em casa. Não houve resposta, entretanto ela decidiu ir até lá de qualquer maneira. Durante sua viagem, ela começou a se questionar sobre sua amizade com Eduardo. Isso realmente iria há lugar nenhum? Ela não sabia, mas queria dar o próximo passo e derrubar essa barreira que ele construiu em torno de si mesmo desde que a amizade deles foi estabelecida novamente.

Assim que chegou ao seu apartamento, ela tocou a campainha e esperou que ele respondesse. Demorou alguns minutos antes que a porta lentamente se abrisse para revelar um homem sonolento encostado no batente da porta.

- Cecília? O que você está fazendo...

Ele ficou em silêncio quando ela aproximou seus lábios aos dele. Cecília segurou seu rosto e massageava seus lábios nos dele. Afastando-se um pouco, ela sussurrou:

- Tudo que eu quero é você. Eu não quero mais ninguém. Só você.

Eduardo lambeu os lábios, agora mais acordado com o beijo que ela lhe deu. Seus dedos agarraram em sua jaqueta de couro preta, puxando-a para dentro e fechando a porta atrás deles. Seus lábios se chocaram com os dela e sua mente ficou em branco. Nada mais importava. Ele não pensou nas consequências; ele não pensou que poderia se machucar no processo deles estarem juntos. Eduardo queria Cecília e agora ele a tinha em suas mãos.

Tirando suas roupas, ela o empurrou para o chão deixando-o apenas de cueca antes dela ficar em cima dele com seu vestido longo. Os dedos gananciosos de Eduardo deslizaram por baixo do tecido do vestido para sentir a calcinha de renda que ela usava. Os lábios dela estavam grudados no pescoço dele enquanto suas mãos deslizaram até o seu peitoral.

Jogando sua jaqueta para longe e desprendendo o nó da parte superior do vestido, os seios dela ficaram expostos. Eduardo os segurou com firmeza e sorriu:

- Eles estão maiores.

Cecília mordeu o interior de seu lábio quando ele apertou seus seios concursos; um pequeno gemido escapou de seus lábios.

- Temos que ficar quietos. Otávio está dormindo. – ele avisou. Ela engasgou enquanto a língua de Eduardo girava em torno de seu mamilo, agora, enrijecido.

Os dedos de Cecília agarrando por entre seu cabelo enquanto as mãos dele seguravam firmemente sua bunda. Segundos depois, ele movimentou uma de suas mãos, que imediatamente foram de encontro ao clitóris dela ainda por cima do tecido da calcinha.

Olhando para ela, ele sorriu levemente enquanto ela furiosamente tentava tirar sua cueca. Não houve tempo para as preliminares, a ausência de sexo entre eles fez com que o desejo aumentasse cada vez mais. Então, ele afastou sua calcinha e lentamente começou a entrar dentro dela.

Seus lábios curvaram-se quando um gemido desconfortável deixou os lábios dele. Cecília o olhou docemente e perguntou se ele estava bem. Tomando algumas respirações, Eduardo assentiu.

- Sim. É que faz algum tempo...

Cecília estava realmente feliz que ela tinha sido a primeira mulher que ele fez sexo desde que voltou. Polegada por polegada, ele começou preenche-la antes de tirar seu membro de volta. Isso ela torturante para Cecília e ele sabia disso. Eduardo começou devagar, esperando Cecília ajustar-se ao seu tamanho e, lentamente, começou a brincar com seu clitóris para estimular seus desejos sexuais. Ele pode ver que Cecília estava lutando contra os gemidos que saiam, feito um vulcão em erupção, de sua boca. Ele estava ficando impaciente, enquanto seus olhos concupiscentes vislumbravam os seus seios dela saltarem com o movimento.

Ele nunca realmente se importou com seios maiores, mas realmente vê-los em Cecília o fez ficar mais excitado e as curvas extras em seu corpo a fez não parecer tão frágil como antes. Sentindo-se mais confiante, ele começou a pegar ritmo aumentando a velocidade. Foi então que ele a colocou para baixo, ficando por cima dela. Penetrando-a completamente, gemendo em sua boca enquanto a olhava nos olhos. Eduardo sentia falta do cheiro de sua pele, do gosto da sua boca e do som da sua voz quando gemia de prazer sobre seus domínios.

Cecília murmurou maldições sob sua respiração; ela estava no controle do volume de sua voz até Eduardo chocar seu corpo contra o dela e sua voz saiu do controle por um segundo.

- MERDA! – colocando uma mão sobre sua boca, ela gemeu quando suas paredes internas apertaram em torno de seu membro. Ela adorava tê-lo dentro dela; Eduardo continuou deslizando para dentro e para fora dela, e grunhidos saíram de sua boca quando sentiu o quão apertada era ela.

Mordendo através de seus dedos, ela gemeu:

- Rápido, mais rápido. Eu estou tão perto, Edu.

Sua pélvis começou a se levantar quando ela se aproximava do ápice. Aquele sentimento familiar de um orgasmo foi finalmente se consolidando quando Eduardo deu mais algumas estocadas e seu corpo ficou rígido. Seus olhos rolaram para parte de trás de sua cabeça; suas costas suadas encontraram o chão frio enquanto alguns gritos sufocados saiam de sua boca. Eduardo gozou segundos depois e caiu ao lado dela.

Enquanto eles tentavam recuperar o fôlego, Eduardo rolou para o lado, levantando o queixo de Cecília. O polegar dele suavemente acariciou sua bochecha quando ela ofegou. Sua mente se recuperando dos eventos que levaram ao sexo quando ele a olhou nos olhos e sussurrou as palavras que ela pensou que nunca iria ouvir.

- Eu te amo, Cecília.

- Eu também te amo.

Notas finais
Gostaram? Quero muitos comentários já que é meu aniversário!! (rsrsr)

Como eu disse antes, ia ser uma transição muito rápida para acontecer o que aconteceu! Edu e Ceci estão de volta, baby!
Cecília traiu Luís Gabriel. Sim, sim ela fez * _ *
Obrigada a todos pelo apoio. Leitoras fantasmas e leitoras que comentam. Adoraria ouvir a opinião de todas vcs!:D

Até o próximo capítulo!
Bjs, Nara.