Sempre
33 Capítulo 33
Notas iniciais
Olha como eu sou uma autora boazinha! Postei bem rápido, não? ;)
Esse capítulo é bem especial para mim, eu particularmente gostei muito de escrevê-lo e sem dúvidas, foi um dos que mais gostei de escrever até agora. Ficou bem... Fofo? Não sei, me digam vcs!
Obrigada pelos lindos comentários do capítulo passado, vou responder todos!
Boa leitura!
CAPÍTULO 33
- Vejo você amanhã, então. – Cecília forçou um sorriso quando olhou para o homem que tinha estado ausente da sua vida por mais de um ano. Vendo a falta de jeito deles sem saber como se despedir, ele balançou a cabeça dando um pequeno sorriso antes de sair do apartamento.
Eduardo ficou parado no hall de entrada por alguns minutos, quando a porta fechou atrás dele, enquanto se inclinava em um choque.
- Eu tenho um filho... — ele sussurrou.
Esse sentimento estranho estava ganhando cada vez mais força; um sentimento de orgulho e felicidade, embora ele não tivesse sequer conhecido o seu filho ainda. Ele estava animado para dar a notícia para os seus pais o mais breve possível.
Cecília levantou-se e caminhou em direção ao quarto de Tavinho. Queria ter certeza que estava tudo bem com seu filho. Após a revelação, ela estava se sentindo mais leve e agora não tinha motivos para esconder de todos que tivera um filho com Eduardo. — Ele já foi?
- Sim. – Luís Gabriel fez sinal para que ela sentasse ao seu lado na cama babá — Na verdade, vou me encontrar com ele amanhã.
- Se você quiser eu posso ficar com você. — ele perguntou entrelaçando suas mãos na dela. Seus olhos escuros brilhando quando ele olhou nos olhos de Cecília. Ela não sabia como ele iria reagir depois da revelação que ela iria fazer para ele.
- Eu prefiro fazer isso sozinha, mas é por uma boa razão. — Ela rapidamente se defendeu quando viu seu rosto cabisbaixo – O Tavinho é... filho do Eduardo.
Luís Gabriel não parecia surpreso, quando balançou a cabeça.
- Eu já desconfiava disso, Cecília. Todos os comentários sorrateiros da sua mãe em torno da paternidade do seu filho, sua recusa em falar sobre o assunto. E tudo ficou mais claro no instante que abri aquela porta e dei de cara com o Eduardo. O Tavinho tem os olhos dele, não tem como negar que não seja seu filho. Então, o homem que você perseguia era...
- Eduardo. – Cecília balançou a cabeça em confirmação.
Ela pôde ver seu rosto em preocupação quando ele ficou parado como se estivesse tentando absorver toda a informação que acabara de receber. Ela sabia exatamente como se sentia, Cecília sentiu o mesmo quando Eduardo apareceu de repente em sua porta.
- Ele é o pai do seu filho e, infelizmente, não há nada que possa mudar isso. Eu só quero que, agora que ele está de volta à sua vida, nossa relação não mude. Quer dizer, vocês tem um elo para vida toda e com certeza vocês irão ficar cada vez mais próximos... Eu só não quero que você esqueça que eu também estou aqui por você, aconteça o que acontecer. — Amor. – Cecília riu, segurando no braço do homem triste quando ele se virou para ela. — Eu espero que você não se importe de eu encontrar com ele sozinha. Eu acho que esse é um momento importante para o Otávio.
Luís Gabriel deu um leve sorriso.
- Claro! Eu respeito isso. A felicidade do Otávio vem em primeiro lugar. E eu nem preciso te dizer que eu gostaria que o Tavinho fosse meu, né?
- Eu sei, amor, eu sei.
(...)
Enquanto isso, Eduardo estava pensativo sobre o encontro com seu filho e sobre o fato que provavelmente Luís Gabriel estaria lá. Uma carranca surgiu em seu rosto quando pensou no alegre moreno de cachinhos. Aquela homem não pertencia à Cecília. Eduardo não se importava se parecia que estava com inveja. Luís Gabriel era muito bom para estar em torno de Cecília 24h por dia. O que ele iria fazer ao descobrir que o pai do Otávio estava de volta? Porque ele iria reivindicar seus direitos de pai e tentar passar o maior tempo possível do seu filho, o que provavelmente esse Luís Gabriel já vinha fazendo. O que ele iria fazer?
Iria colocar a porra de um sorriso no rosto dizendo que há sempre um lado bom nas tragédias.
Bem, isso era o que ele assumiu que o jovem iria dizer. A julgar pela sua aparência, Luís Gabriel deveria ter uns 23 anos, não mais que 25 com certeza. Eduardo não achou que Cecília fosse namorar alguém tão jovem. Especialmente, porque Cecília tinha um filho e poucos são os caras que tem coragem de assumir uma relação com uma mulher com filho, ainda mais sendo esse cara tão jovem. Ele precisava parar de pensar nele. Luís Gabriel não valia a pena pensar, hoje era o seu dia com Otávio e ele esperava que ele não estivesse à espreita, supervisionando o encontro com seu filho.
Ambos os pais decidiram que seria melhor se eles se encontrassem na casa de Cecília, seria mais cômodo para o bebê. Ele pegou o seu celular e enviou uma mensagem para Cecília.
Eu mal posso esperar para conhecer meu filho. Até logo. Eduardo.
Isso não foi tão ruim. Quanto mais ele dizia, mais real estava se tornando. Eduardo era um pai, não, é um pai. Ele simplesmente nunca esteve ciente disso, até aquele dia. Cecília rapidamente enviou uma mensagem de volta, dizendo que também estava ansiosa e que esperava que tudo ocorresse bem.
Eduardo já estava parado na porta do apartamento de Cecília, pontualmente no horário combinado. Sim, ele estava ansioso e apreensivo sobre o que iria acontecer naquele dia. Quando a porta se abriu, ele pode ver o nervosismo nos olhos de Cecília quando ela o abraçou rapidamente, conduzindo-o para dentro.
Cecília tirou cuidadosamente a criança do carrinho de bebê antes de revelar o seu filho para ele.
- Eduardo, este é o seu filho, Otávio. — Ela gentilmente o pegou e o pequeno apertou suas pequenas mãos na blusa de Cecília. Seus olhos verdes olhando em volta antes de pousar no rosto de Eduardo. A mãe não sabia o que esperar quando estava lá balançando suavemente seu filho para frente e para trás, observando a reação de Eduardo ao ver seu filho pela primeira vez.
Primeiro, os olhos de Eduardo começaram encarar o pequeno quando um sorriso macio deixou seus lábios. Ele ficou parado como se estivesse com medo de assustar o bebê. Dando uma boa olhada na criança, ele suavemente disse:
- Ele se parece com você, Ceci... Tão bonito. — Ele murmurou no final. Eduardo chegou mais perto de Otávio enquanto o bebê cuidadosamente observava o estranho, agora centímetros mais perto dele.
- Ei cara!
- Tavinho, este é o seu pai.
O coração de Eduardo deu um salto quando ouviu aquelas palavras saindo da boca de Cecília. Tudo se tornou tão real em questão de segundos. A primeira vez que ele viu o rosto do pequeno bebê, ele sabia que Otávio era seu, sem nenhuma dúvida em sua mente. Eduardo podia apontar as características físicas que o pequeno herdou de Cecília e as que herdou dele.
Os olhos de Otávio destacavam-se a partir de sua pele clara, olhando de volta para ele. Os olhos característicos da família Guerra.
- Posso segurá-lo? – Eduardo estava um pouco nervoso para segurar o garoto, sem saber como ele iria reagir.
Uma vez que Cecília tirou as pequenas mãos de Otávio para longe de sua blusa, um pequeno choro saiu de seus lábios. Eduardo entrou em pânico:
- Não se preocupe. Ele sempre faz isso.
Isso não lhe forneceu muito conforto quando o bebê estava agora em seus próprios braços. Otávio olhou com aqueles grandes olhos verdes quando Eduardo sorriu para ele feliz que estava fazendo a coisa certa.
Então, de repente, os olhos de Otávio começaram a encher de lágrimas e antes delas rolarem por suas bochechas rechonchudas, ele começou a chorar. Eduardo não era tão experiente com bebês e, definitivamente, não com um que era seu. Normalmente, se uma criança começasse a chorar, ele iria dar-lhe de volta para o seu pai. Isso era um problema seu agora, porque ele era o pai de Otávio. Tentando dar o menino de volta para Cecília, ela recuou segurando suas mãos no ar.
- Bem-vindo ao mundo de ser um pai. Você precisa apenas balançá-lo para trás e para frente. Ele precisa começar a se acostumar com você.
Eduardo balançou a cabeça quando começou a balançar e, em seguida, saltar sobre seus pés enquanto ele silenciosamente murmurava para Otávio parar de chorar. Ele não suportava o choro dos bebês, não porque era irritante, mas porque quebrava seu coração. Ele não tinha ideia de por que ele estava chorando, além do fato de seu filho sentir que estava nos braços de um estranho.
Era verdade em alguns aspectos, mas ele era seu pai. Eduardo não queria uma relação distante entre ele e seu filho.
- E se tudo falhar, ele ama isso. — Pegando uma mãozinha azul de borracha e dando-a a Eduardo, Cecília instruiu-o como deveria fazer, pois iria aliviar a 'tensão' entre os dois.
Eduardo segurou seu filho em um braço quando levantou o brinquedo de borracha como uma oferta de paz.
- Aqui. Olhe para isto. Ooooo uma mãozinha de borracha! – Cecília mordeu o lábio inferior para abster-se de rir. Ele estava tentando fazer "as pazes" com seu filho, dando-lhe algo que ele já tem? Balançando a cabeça, ela viu interação dos dois.
Otávio ainda estava lamentando em seus pulmões quando Eduardo tentou descobrir maneiras de entreter seu filho. Ele olhou ao redor contente em ver que Luís Gabriel não estava aqui. Ele já sabia que, se esse estúpido moreno de cachinhos ouvisse o choro do pequeno, com certeza viria correndo para saber o que estava acontecendo.
Em seguida, o choro parou. Quando olhou para trás, Cecília viu Otávio mastigando o brinquedo azul enquanto Eduardo falava com uma voz mais profunda. Ele parecia ter hipnotizado seu filho, porque seus olhos se arregalaram mordendo seu brinquedo, enquanto Eduardo estava narrando uma história. Cecília sorriu contente de ver que Eduardo estava fazendo a coisa do jeito dele. Era apenas o primeiro dia e ainda haveria inúmeros dias em que seus truques não iriam funcionar, mas agora estava funcionando.
Cecília sentou-se no sofá, feliz vendo Eduardo interagir com Otávio assim como Luís Gabriel fazia. Otávio parece ter um traço violento, batendo bochechas de Eduardo sentindo a barba que estava grande.
- WOW!
Os olhos castanhos de Cecília pairaram sobre Eduardo, que imediatamente agarrou suas bochechas fazendo Otávio sorrir com o gesto.
- Eu odeio dizer isso, mas ele é assim como você. – Cecília murmurou.
Eduardo sorriu:
- Tal pai, tal filho. – ele respondeu e seus olhos continuaram a se concentrar em Otávio que tentava pegar seus óculos de grau.
- Você já sabe onde vai trabalhar? – Eduardo deu novamente a mãozinha de borracha para Otávio, na tentativa de fazê-lo ficar quieto.
Encolhendo os ombros, ele respondeu:
- Ainda não sei. Preciso encontrar um que se adapte às minhas novas necessidades.
- Por que você não volta para o seu antigo emprego?
- Isso será a minha última opção, mas sim, eu vou dar uma olhada lá também.
- Eu não sei por que você não fzz isso em primeiro lugar. É o melhor hospital de São Luís. – Eduardo revirou os olhos quando se sentou no sofá e esticou as compridas pernas.
- Oh, eu não sei, talvez porque eu queria algo diferente? Eu sei que meu antigo emprego é um dos poucos que tem creche, então não é como se eu tivesse um monte de opções, de qualquer maneira.
- Creche? – Os olhos de Cecília brilharam para Eduardo — Você nunca consultou-me sobre isso. E se eu não quiser que ele frequente uma creche de hospital?
- Pelo que parece, você não tem muitas opções, certo? Você tem o seu trabalho, Cecília. Além disso, ele não ficaria lá todos os dias. Eu poderia cuidar dele também quando não estiver trabalhando. Meu horários são mais alternativos e flexíveis do que o seu.
- Você? Cuidar do Otávio? – Cecília riu, ela não sabia por que, mas tinha dificuldade em acreditar que Eduardo podia realmente lidar com um bebê como Otávio. O médico perguntou o que era tão engraçado e se ela estava duvidando de suas habilidades de pai.
- Eu não estou duvidando de suas competências paternais, mas todos os bebês precisam de cuidados extremos e uma dose de paciência, pois se você acha que Otávio para de chorar na primeira hora, você está absolutamente enganado, meu caro amigo. Temos uma criança rebelde em nossas mãos.
- Ele é meu filho e eu quero ajudar. Eu posso dizer a partir daqui que você está prestes a cair de sono no sofá.
Cecília zombou:
- Eu não estou prestes a cair de sono. Eu estou bem.
- Claro. Por que você não tira um cochilo enquanto eu cuido do Otávio?-Cecília deu-lhe um olhar cético; Eduardo mal tinha experiência suficiente para cuidar de um bebê. Eles eram muito diferentes do que cuidar de uma criança maior e quando ela disse isso a Eduardo, ele deu-lhe um olhar.
- Eu sei o que é um bebê, Ceci. Eu posso lidar com isso. Eu preciso praticar, de qualquer maneira.
- Eu não vou sair.
- Pense em quanto dinheiro vamos poupar se nos unirmos para tomar conta do nosso filho, como devemos fazer. Agora vá. Tire uma soneca. Eu sei como alimentar um bebê. Eu cuidei de crianças durante a faculdade. É só você me falar onde está a mamadeira e eu vou ter certeza que ele não irá se matar. Eu prometo.
Cecília franziu os lábios.
- Tudo bem, mas você precisa ficar de olho nele. Eu tirei tudo o que pode ser potencialmente perigoso para ele. No entanto, nunca é demais ficar alerta.
Eduardo sorriu por conseguir finalmente ter algum tempo a sós com seu filho enquanto ele observava Cecília ir para o quarto. Voltando sua atenção para Otávio, a cabeça de Cecília apareceu de novo:
- Acorde-me se você precisar de alguma coisa.
- Eu farei isso. – Eduardo sorriu para seu filho, não havia nenhuma maneira dele acordar Cecília por qualquer motivo. Ele estava indo descobrir como ser o melhor pai que ele poderia ser. Falando em pais, ele precisava contar à sua família que havia uma nova adição à sua família.
Inclinando-se para baixo, mais perto de Otávio, ele murmurou:
- Otávio. — A criança olhou para cima — Você gostaria de conhecer seus avós? — Otávio grunhiu antes de deixar cair a mãozinha de borracha azul e pegar seu próprio pé para colocá-lo na boca.
- Eu acho que não. – Eduardo sorriu, bagunçando os cabelos de seu lindo filho.
Notas finais
Foi fofo? E o Edu? Ai, quero ele pra mim!!! hahahaha
Até o próximo capítulo!
Bjs, Nara.
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