Sempre
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Olha eu aqui de novo para postar mais um capítulo dessa amada fic. Espero que gostem.
Vou aproveitar para agradecer toda a torcida para que eu fizesse boas provas. Ainda bem que acabou, pelo menos por enquanto. Agora é esperar pelas notas. Eu espero que sejam todas boas, ou pelo menos, razoáveis! hahahaha
Obrigda tb pelos comentários maravilhosos! Vcs são nota 1000!
Bom, é isso. Tenham uma boa leitura!!
Capítulo 23
Eduardo segurava uma xícara de café enquanto sentava-se preguiçosamente no sofá, embrulhado com o cobertor desgastado azul com desenhos de estrelas brancas e luas espalhadas. Isso era a única coisa que realmente o mantinha aquecido, tudo bem que era uma mentira, pois isso era a única coisa que lhe trazia conforto quando ele não tinha ninguém ao seu lado.
O silêncio encheu o apartamento e ele estava grato por isso. Os últimos dias realmente tinham sido estressantes com as duas crianças gritando no topo de seus pulmões, enquanto Helena repreendia-os na tentava de fazê-los ficarem quietos. Felizmente, Eduardo tinha trabalhado turnos dobrados, porque quando chegavam as férias as pessoas teimavam em ficar feridas.
Engraçado como realmente isso tudo acontecia. Pessoas ficam mais propicias a se machucar quando estão se divertindo.
Quando ele entrou em casa, estava feliz de não lidar com sua sobrinha e sobrinho, uma vez que depois de um plantão cansativo no hospital e de não voltar para casa por dois dias, ele não queria lidar com toda a gritaria das crianças. Agora, ele pode aconchegar-se em seu cobertor como a pessoa patética que ele era enquanto sua mente era atormentada pelos pensamentos idiotas que sua irmã idiota tinha implantado no seu cérebro.
Ele estava frustrado, pois Helena trouxe à tona pontos positivos e válidos de seu comportamento em relação à Cecília. Depois que eles brigaram, Helena e Eduardo tiveram uma boa conversa enquanto Cecília estava colocando Caio para dormir. Caio insistiu para que ela lesse um livro para ele, pois segundo o garoto, ela era boa em representar os personagens.
Eduardo viu Cecília andar de mãos dadas com Caio pelo corredor com Malu à direita por trás deles. Uma vez que viu a porta fechar, ouviu Helena suavemente dizer seu nome, "Eduardo". Ele não se moveu de seu lugar e continuou a olhar para a parede, aborrecido.
– Eduardo... Puco, escute-me.
Eduardo estremeceu ao ouvir o apelido. Ele não gostava do apelido que o acompanhou durante toda sua infância e parte da adolescência quando ele ainda era o menino gordo e desengonçado. Batendo os dedos em sua coxa, ele lentamente inspirava e respirava tentando manter seu temperamento sob controle. Ele não queria correr o risco de seus sobrinhos vê-lo brigar com a mãe. Eles tinham visto o suficiente com seus pais discutindo o tempo todo quando eles estavam juntos.
– O que?- Ele quebrou o silêncio, recusando-se a virar para enfrentar sua irmã.
Helena franziu os lábios quando ela viu que o irmão ainda permanecia de costas, sabendo que ele não iria se virar até que sentisse necessidade de fazer isso.
– O que eu disse antes pode não ser a verdade absoluta. – Eduardo zombou da insinuação, isto não era um pedido de desculpas, aquilo tinha sido uma palestra do caralho — Mas eu estou certa. O que você está fazendo com Cecília, Puco? Esse não é você. Você costumava ser uma pessoa amorosa e carinhosa quando se tratava de suas conquistas e namoradinhas e agora isso? Parece que Vanessa...
– Pare de falar. Apenas pare de falar toda essa merda, ok? – Eduardo girou com raiva, estreitando os olhos para a irmã — Você não tem ideia do que se passou entre Vanessa e eu, então não comece a pensar que meus problemas surgiram de lá porque não foi. Eu tenho estado assim há muito tempo e eu aceito isso, então por que você não pode fazer o mesmo?
Aquilo parecia que iria virar uma batalha sem fim quando Helena olhou para seu belo irmão com ternura.
– Porque eu conheço o verdadeiro Eduardo. O verdadeiro Eduardo não teria dormido com Amanda infinitas vezes só por causa de sexo casual, não teria magoado Arthur da forma mais inimaginável, ou colocaria Cecília na mesma situação que Amanda colocou você.
– Este é o verdadeiro eu. O que você vê é o que você tem. — Ele resmungou.
Eduardo fechou as mãos em punho. Olhando para o relógio que Arthur lhe deu de presente anos atrás, ele murmurou:
– Não tente me mudar, ok? Eu sou assim porque quero ser assim e não existe maneira de mudar isso.
– Não, você escolheu ser assim porque você está protegendo-se do mundo exterior. Das mulheres, de Cecília... Porque no fundo você sabe que ela é a única mulher que poderia realmente feri-lo se quisesse. Ela pode quebrar você apenas com uma frase e você não pode lidar com isso, então você decide tomar as rédeas para estar no controle de qualquer situação que ambos estejam envolvidos. Você quer ser o destruidor de corações, não Cecília.
Ele fechou os olhos enquanto suas mãos estavam fechadas em punhos antes de liberar a tensão em suas mãos.
– Eu estou cansado. Vejo você pela manhã, Helena.
Levantando-se do sofá, ele deu alguns passos quando ouviu o murmúrio de sua irmã desejando-lhe boa noite. Caminhando no pequeno corredor em direção ao seu quarto, ele viu o momento em que Cecília saiu do quarto das crianças.
– Edu. — ela murmurou enquanto seus olhos castanhos brilhavam em confusão e preocupação quando viu a expressão sombria no rosto de seu melhor amigo — Há algo de errado?
A carranca que estava formada em seu rosto fez Eduardo parecer mais velho do que realmente era e as sobrancelhas franzidas fizeram o parecer agitado. Balançando a cabeça, ele deu o silêncio como resposta quando deu um passo para frente. Cecília não estava satisfeita e entrou no caminho de Eduardo. Ele fechou os olhos com irritação antes de encará-la.
– O que?
Ela ficou chocada com a força de sua voz. Era como se ele tivesse sido incendiado por alguma coisa que aconteceu quando ela estava lendo uma história para as crianças. Cecília ficou perplexa e ainda sim perguntou de novo o que estava acontecendo. Claramente, alguma coisa estava em sua mente, porque no curto espaço de tempo que Helena e seus filhos estavam lá, ela nunca tinha visto Eduardo assim... confuso e com olhar cheio de conflito.
Cecília raramente via Eduardo nesta situação e era novo para ela ver que era algo que ela não conhecia. Normalmente, ela sabia qual era sua preocupação e tentava consolá-lo da melhor maneira possível. Desta vez, ela não tinha ideia do que era.
– Nada está errado. Eu só estou... cansado. – Eduardo suspirou profundamente.
Cecília franziu os lábios e não se convenceu de que o cansaço era a fonte de seus problemas. Chegando mais perto dele, ela acariciou seu cabelo antes de segurar seu rosto pálido.
– Diga-me qual o problema. Sou todo ouvidos.
Eduardo lhe deu um sorriso amargo.
– Você não iria gostar de saber. — Ele lambeu seus lábios e colocou a mão sobre ela — Boa noite, Ceci.
O único momento de ternura foi quando ele acrescentou seu apelido no final, o que a fez suavizar seu domínio sobre ele. Naquele momento, Eduardo puxou a mão de Cecília longe de seu rosto antes de liberar sua mão e passar por ela rumo ao seu quarto enquanto sua mente estava indo a um milhão de pensamentos por minuto depois do que Helena disse a ele.
Ele estava verdadeiramente protegendo-se de Cecília porque sabia do que ela era capaz de fazer? Eduardo não era bobo, ele estava plenamente consciente de que a mulher que ele amava podia facilmente quebrar seu coração se quisesse e ele apenas estava com medo disso.
Inalando o cheiro do seu café, ele tomou outro gole, que o fez despertar de sua lembranças. Colocando a xícara vazia na mesa de centro, ele pegou o travesseiro que trouxe do quarto e colocou no tapete felpudo antes de deitar-se e fechar os olhos.
Notas finais
Opiniões, criticas, elogios serão bem vindos, tá?
Ah, fiquem à vontade para fazer recomendações, tá? Tow louca para postar mais e mais capítulos. E vcs sabem o que fazer, né? rsrsrsrs
Bjs, Nara
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