Um beijo célere, levemente desordenado e desesperado, típico de uma mulher que raramente ia a encontros e um homem de vasta experiência em envolvimentos carnais, mas nenhuma em se apaixonar.

Uma dupla complexa, de incertezas diferentes e um mundo em comum, entretanto. Os corações palpitavam por motivos diversos e individuais, exceto por um: o novo sentimento que compartilhavam.

Tsunade deu-se conta do que fazia quando o empurrou contra a parede, desalinhando os fartos cabelos grisalhos. Então diminuiu o ritmo, finalizando o contato. Jiraiya a olhou, embevecido.

Estranhamente, estava se acostumando à mulher, enxergando melhor seus limites.

— Fiz espaguete. Aceita?

*

Relutante, ela riu, deixando-se levar pelo embalo da conversa e da comida agradáveis. Jiraiya sabia receber uma mulher, era inegável. "Por isso tantas caem no papo", pensou furtivamente. Ainda assim, com ela ele não dançou ou tentou nada a mais. Em vez disso, cuidou carinhosamente de Gamabunta, trocou curiosidades sobre terrários e fez uma marmita para ela.

Jiraiya mentiria se dissesse que não a queria em seus braços, após tê-la beijado. Sabia que passaria a noite em claro escrevendo para aplacar a euforia que sentia retumbar no peito.

*

Após a despedida, Tsunade fechou sua porta e respirou ofegante. Também estava se apaixonando.