Semideuses Em Hogwarts: a Câmara Secreta
10 O banheiro da Murta-que-geme
Notas iniciais
O banheiro da Murta-que-geme
Os próximos dias não deixaram que os alunos esquecessem o caso da Madame Nor-r-ra. Gina parecia muito incomodada com a petrificação da gata, mesmo que ela fosse a razão de muitos alunos pegarem detenção.
Harry não estava ligando muito para essa história até a quarta-feira seguinte, quando Hermione convenceu o professor Binns, o fantasma que leciona história da magia, a contar aos alunos da Corvinal e da Grifinória a história da Câmara Secreta.
– Eu já saia que Slytherin era meio maluco – Ron dizia no caminho para o salão principal. – Só não sabia que ele que tinha inventado esse negócio de sangue-puro. Se eu fosse colocado na Sonserina eu teria um treco.
Harry se manteve quieto. Nenhum de seus amigos sabia que o Chapéu Seletor pensara em colocá-lo na Sonserina, isso só não acontecera porque o garoto pedira.
– Harry, Harry! – era Collin Creevey no meio da multidão de alunos. – Meu colega disse que você é...
No entanto, não puderam ouvir o que ele tinha a dizer, o garoto foi levado pela maré de alunos.
– O que será que ele ia dizer? – Hermione questionou.
– Não sou eu que vou saber. – Annabeth negou com a cabeça.
– Mas voltando ao assunto, você acredita que a Câmara Secreta existe Mione? — Rony perguntou.
– Eu não sei... – ela parou repentinamente. – Vocês já viram algo parecido com aquilo?
A garota apontava para uma trilha de aranhas que seguia para a janela. Annabeth sufocou um grito, então deu dois passos para trás e saiu correndo.
– Que diabos...? – Harry perguntou.
– Trauma de aranhas. – Percy explicou. – Vou atrás dela.
– Parece que ela não é a única. – Hermione observou.
Ron estava paralisado, olhando fixamente para a trilha de aranhas. Custou algum tempo para que o convencessem a continuar.
– Vocês se lembram da água no chão? – Ronald tentou mudar de assunto. – De onde será que veio?
– Deve ter saído daqui. – Hermione apontou para o banheiro. – Vamos ver se descobrimos alguma coisa.
– Eu não vou entrar aí! – Harry exclamou. – É o banheiro das meninas.
– Parem de reclamar. – insistiu a garota. – É o banheiro da Murta-que-geme, ninguém entra aqui.
Então entrou, ignorando a placa que dizia: “INTERDITADO”. Os garotos não tiveram opção a não ser segui-la.
Hermione caminhou calmamente até o último boxe.
– Oi Murta, como vai? – cumprimentou.
A Murta-que-geme era a fantasma que assombrava o banheiro das meninas e aparentava ser pouco mais velha do que eles. Ainda usava suas vestes de Hogwarts e podia-se dizer que era um tanto bipolar.
– O que estão fazendo aqui? – perguntou irritada ao ver Harry e Rony. – Isso é um banheiro feminino e vocês não são garotas.
– Nós só queríamos saber se você tem visto coisas estranhas ultimamente. – o ruivo começou. – Acho que você sabe que a gata do Filch foi petrificada aqui na frente.
– Estava ocupada, tentei me matar porque Pirraça estava me incomodando muito. Mas aí percebi que já estou... – ela soluçou. – morta.
Murta saiu flutuando e mergulhou em uma das privadas. Os três escutaram o barulho da descarga.
– Ela parece bem animada hoje. – Hermione comentou saindo do banheiro.
Haviam recém saído quando Percy Weasley, o monitor da Grifinória , e irmão de Rony, chegou.
– Ronald, o que estão fazendo? – questionou.- Não deveriam estar jantando com os outros?
– Por que não poderíamos estar aqui? – retrucou o mais novo irritado. – Não estamos fazendo nada de errado.
Os dois começaram a discutir violentamente. Em determinado momento, Gina foi colocada no meio e Percy tirou cinco pontos da Grifinória para sair por cima.
– Aquele recalcado. – reclamou Rony enquanto seguiam para o grande salão. – Tirou cinco pontos da própria casa pra me fazer calar a boca. Vai ficar vigiando o tempo todo agora.
Já era tarde e a sala comunal estava quase vazia. Ainda assim Rony Hermione e Harry sussurravam.
– Como nós vamos impedir o Malfoy de petrificar mais gente.
– Tem certeza que o herdeiro de Slytherin é o Malfoy? – o amigo confirmou com a cabeça. – Certo, mas precisamos de provas. Hermione?
– Eu tenho uma ideia, mas nós vamos quebrar, no mínimo, umas cinquenta regras da escola. – eles não fizeram objeção. – Precisamos de poção polissuco, nos faz parecer outras pessoas. Poderíamos aparentar sermos da Sonserina e perguntamos a ele.
– Como vamos conseguir fazer? – Harry perguntou.
– Snape comentou que está no livro Poções Muy Potentes, provavelmente na seção restrita. – respondeu a garota. – O que significa que vamos precisar da autorização de um professor.
– Eu sei que seria estúpido o suficiente para assinar a autorização para nós. – Harry sorriu. – Falamos com Lockhart amanhã.
– Uma coisa importante, contamos aos outros? – o ruivo perguntou.
A autorização foi incrivelmente simples de conseguir. Não se sabe com um imbecil que não lê o que assina se tornou professor. Já os ingredientes não seriam to fáceis.
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