Semideuses Em Hogwarts: a Câmara Secreta
27 Dobby, um elfo livre
Notas iniciais
Dobby, um elfo livre
Quando Dumbledore quis vê-lo logo após o incidente da Câmara Secreta, Harry devia ter imaginado que seria algo relacionado a Tom Riddle.
– Além do fato de ter se tornado o Lord Voldemort, houve alguma coisa nele que o incomodou? – questionou.
– Ele disse que somos muito parecidos, professor. – respondeu imediatamente.
– Entendo. – concordo pensativo. – Você ficou preocupado pois achou que pudesse ser vedade?
– Bem, eu estou na Grifinória e ele era da Sonserina. — argumentou. – Mas o chapéu seletor também pensou em me colocar lá e, eu falo a língua das cobras.
– Quero que saiba, Harry, que o motivo pelo qual fala a língua das cobras é que Voldemort, o último herdeiro de Slytherin, também fala. – o diretor disse seriamente. – Acredito que, quando perdeu seus poderes em tentar atacá-lo, passou alguns de seus poderes a você. Tal como a ofidioglossia.
– Então eu realmente devia estar na Sonserina, o chapéu Seletor viu isso em mim e...
– Mesmo assim, foi selecionado para a Grifinória.
– É mas, ele só me colocou na Grifinória porque eu pedi.
– Exatamente. Isso é algo que ele nunca faria. São nossas escolhas, mais do que nossas habilidades que mostram o que realmente somos. – Dumbledore disse. – Mas se ainda tiver dúvidas, por que não olha isso com mais atenção?
O diretor alcançou a espada retirada do chapéu seleor. Estava escrito, Godric Grifindor.
– Só um verdadeiro grifinório pegaria essa espada. – falou.
O professor se levantou.
– As aulas vão acabar em menos de uma semana e preciso ver se tudo está em ordem.
Harry também se levantou, seguindo Dumbledore até a porta. Parado de ante deles estava Lúcio Malfoy.
– Como vai, Lúcio? – cumprimentou alegremente.
O homem entrou na sala, quase derrubando o jovem grifinório. Dobby saiu correndo atrás do mestre, tentando terminar de engraxar seu sapatos, pois ele, obviamente, tinha saído de casa as pressas.
– Quase não acreditei quando me disseram que tinha voltado à escola, mesmo depois de o conselho tê-lo afastado.
– Ontem a noite, recebi corujas de todos os outros onze conselheiros pedindo o meu retorno. Imagino que, depois de descobriram que a filha de Arthur Weasley podia estar morta, pensaram que eu seria a melhor pessoa para lidar com a situação. Se não me engano, alguns acreditaram ter as famílias em risco se não assinassem a petição.
Malfoy pareceu ainda mais furioso.
– Então conseguiu apanhar o culpado? – perguntou desdenhoso. – Quem foi?
– O mesmo da última vez. – respondeu Dumbledore serenamente. – Lord Voldemort. Mas, dessa vez, agiu por intermédio de outra pessoa, usando este diário.
O diretor ergueu o livreto com o buraco feito pelo dente do basilísco. Dobby olhava para o mestre e então para Harry seguidas vezes.
– Foi muita sorte o jovem Harry Potter e seus amigos terem encontrado isso. – disse. – Se na, nada provaria que a pobre Srta. Weasley não agiu de livre e espontânea vontade. Creio que saiba como isso chegou às mãos dela.
– Não tenho motivo para saber o de porque a menina encontrar isto. – disse raivoso.
Harry olhou para Dumbledore e se segurou para não dizer que sabia que ele tinha posto o diário com os livros de Gina na Florios e Borrões.
– Bom, já que não tenho mais nada para fazer aqui... – Malfoy deu meia volta. – Vamos Dobby.
Vendo-os descer pela escada em caracol, o garoto teve uma ideia.
– Professor Dubledore, posso devolver o diário ao Sr. Malfoy?
– Como quiser, Harry. – o diretor sorriu.
O grifinório desceu os degraus o mais rápido que pode enquanto tirava uma meia e colocava o diário dentro dela. Encontrou o pai de Draco já no corredor.
– Sr. Malfoy. – chamou enquanto recuperava o fôlego.
Ele colocou a meia com irritação. Seu humor não melhorou ao ver o diário destruído. Moveu a mão em direção a varinha, mas desistiu no meio do caminho.
– Vai ter o mesmo fim sangrento que seus pais. É tão tolo e metido quanto eles. – disse perversamente antes de se virar as costas. – Venha Dobby.
Ele não se mexeu, fazendo o mestre chamá-lo uma segunda vez. Não sendo atendido novamente, o bruxo finalmente olhou para o elfo.
– Meu dono me deu uma meia. – disse encarando, admirado, a peça de roupa em suas mãos. – Dobby está livre!
– O que disse? – Lúcio engasgou.
Dobby repetiu, mostrando a meia outra vez. Desta vez, o bruxo não hesitou em pegar a varinha.
– Você me fez perder meu criado, seu moleque! – levantou a varinha.
– O senhor não fará mal a Harry Potter! – o elfo colocou-se entre eles. – O senhor irá embora e na tocará em Harry Potter.
Malfoy se limitou a puxar a capa para junto de si e sair pisando duro.
– Harry Potter libertou Dobby. – disse com adoração. – Harry Potter me deu a liberdade. Harry Potter é ainda maior do que pensei.
– Era o mínimo que podia fazer. – sorriu. – Só prometa que nunca mais vai tentar salvar minha vida.
O elfo concordou com a cabeça e, entre muitos agradecimentos, despedidas e elogios, desapareceu com um estalo.
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