Notas iniciais
desculpe pela demora, mas como recompensa o capítulo é grande.

Lesmas são nojentas

Harry e Percy foram acordados com Peeta chamando seus nomes. Ele vestia o uniforme de quadribol da Grifinória.

– Quero os dois no campo em vinte minutos. – falou sem enrolações.

– Que horas são? – Percy perguntou esfregando os olhos, os colegas de quarto dormiam.

– Seis e quarenta. – o capitão do time percebeu o olhar atônito dos amigos. – Faz parte do nosso novo programa de treinamentos.

– Ainda falta um mês pro início da temporada. – Harry protestou.

– Exatamente. – exclamou animado. – Vamos ser a equipe mais preparada. Agora vistam-se.

Então Peeta saiu. Em dez minutos os dois vestiam as vestes vermelhas do time. Tinham quase passado pelo buraco do retrato que Colin Creevey os encontrou.

O garoto já estava vestido, trazia um pedaço de papel em uma mão sua máquina e na outra. O ano de Harry estava se tornando um suplício por causa daquela máquina.

– Harry, você está aí. – exclamou contente. – Escutei alguém chamando você. Quero te mostrar uma coisa.

O pedaço de papel era, na verdade, uma foto. Mais precisamente uma das que Colin tirara na semana anterior. Lockhart também estava na foto, ele aparecera depois de escutar os primeiros flashes.

O Harry da foto também não parecia muito contente com a situação. Tentava escapar a todo custo de um Lockhart que sorria. Ele se lembro do sermão que recebera depois da pequena “sessão de fotos”. Como se ele tivesse a intenção de ser fotografado ou buscasse fama que não tinha, como dissera o professor.

– Mandei revelar. – disse o garoto orgulhoso.

– Que legal Colin, mas tenho mesmo que ir ao treino de quadribol. – tentou parecer chateado. – Percy até já foi.

– Eu vou também. Nunca assisti a uma partida de quadribol. Como se joga? – o garoto parecia ainda mais animado.

– Acho que você não vai gostar. – tentou se livrar dele mais uma vez.

No entanto, teve que explicar as regras, tentando deixar o mais sem graça possível. Infelizmente, não obteve sucesso.

– Me disseram que você é o jogador mais jovem do século. – disse correndo um pouco para alcançar Harry.

– Na verdade, Percy também é. – tentou mudar o assunto.

– Vou pegar um bom lugar. – Colin correu para as arquibancadas.

Harry ficou feliz em ir para o lado oposto, onde ficava o vestiário.

– Finalmente Harry. Por que demorou? – Perguntou Peeta.

– Nada importante. – respondeu rapidamente.

– Ótimo quero explicar as novas estratégias. –

Os outros soltaram um gemido de frustração. Peeta explicou quatro estratégias diferentes.

– Alguma pergunta? – questionou ao final da explicação.

– Só uma. – foi Jorge que disse. – Por que não explicou ontem, quando estávamos todos acordados.

– Muito engraçado. – Peeta falou com ironia. – Agora vamos para a parte prática.

Juntos eles caminharam até o gramado. O Sol já tinha saído por completo.

– Que clique-clique estranho é esse? – Fred questionou.

Todos olharam para cima procurando o som. Colin tirava fotos sem parar da última fila.

– Quem é aquele. – perguntou Peeta desconfiado. – Pode ser um espião da Sonserina.

– É o Colin Creevey, o fã número um do Harry. – respondeu Percy caindo na gargalhada, o amigo fuzilava-o com os olhos. – Além disso, ele é Grifinório.

– Mesmo assim, a Sonserina não precisa de espiões. – Fred disse.

– Por que não? – o goleiro quis saber.

– Eles vieram pessoalmente. – Jorge respondeu seguindo o olhar do irmão gêmeo.

O time se virou para onde olhavam. Sete alunos em vestes verdes vinham na direção deles.

– Não acredito. Eu reservei o campo. Vou resolver isso! – Peeta falou com irritação.

Saiu em direção deles e foi seguido pelos amigos. Estranhamente, era Marcus Flint que liderava os sonserinos. Nico di Ângelo estava, mais ou menos, afastados dos colegas de casa.

– O campo é meu agora. Eu reservei. – ele falava com di Ângelo.

– Infelizmente, não é comigo que você tem que negociar. – respondeu o monitor. — Eu fui obrigado a renunciar, fale com Flint.

– Certo. – ele virou-se para o novo capitão. – Como eu já disse, o campo é meu.

– Sabemos disso. – o outro sorriu com os dentes tortos. – Temos autorização para usá-lo.

Ele mostrou um pedaço de pergaminho. Dizia: “Eu, professor Snape, autorizo o time da Sonserina a usar o campo hoje, face a necessidade de treinarem com seu novo apanhador.” Abaixo havia a assinatura dele.

– Tem um novo apanhador? – Peeta questionou com curiosidade.

De trás dos alunos da Sonserina surgiu um garoto loiro, de nariz empinado e sorriso maldoso.

– Malfoy. – Harry rosnou com os dentes cerrados.

– O pai de Draco é um grande fã de esporte e nos presenteou com novas vassouras. – falou Flint que, assim como os outros, mostrava sua vassoura.

– São Nimbus 2001. Muito melhor que a 2000, é claro. – ele olhou para as vassouras dos gêmeos Weasley. – Quanto às velhas Cleansweep, deviam usá-las para varrer o placar.

Foi quando Rony e Hermione chegaram.

– Não terminaram ainda? – questionou o ruivo.

– Nem vamos começar. – Harry respondeu.

– Weasley, você está aí! – exclamou Malfoy ao ver o garoto. – Estamos apreciando as novas vassouras que meu pai comprou para o time da Sonserina. Caso não saiba, sou o novo apanhador.

O loiro achava que Rony ia se sentir mal ao esfregar isso na cara dele. Não aconteceu o que ele esperava, Hermione se pronunciou.

– Pelo menos no time d Grifinória só entra quem tem talento. Não da para comprar uma vaga. – falou.

– Ninguém pediu sua opinião sua sangue-ruim. – ele falou, raivoso.

Os alunos da Grifinória estavam divididos entre surpresa e indignação, Harry, Percy e Hermione não sabiam o que aquilo significava, apesar de a garota ter percebido ser um terrível insulto.

– Como você se atreve? – questionou Katie Bell com indignação.

Rony puxou a varinha das vestes e apontou-a para a cara de Draco. Um estrondo muito forte foi seguido por uma luz verde que sai da ponta oposta da varinha. O garoto foi atingido na barriga.

– Ron! – Hermione correu até ele que estava estatelado de costas na grama. – Você está bem?

Ela não recebeu resposta. Em vez disso Rony vomitou duas lesmas no colo.

– O treino é amanhã no mesmo horário. – ele olhou para Ronald. – Meninos, levem Weasley para a enfermaria.

– A casa de Hagrid é mais próxima. – observou Percy.

– Certo. – o outro assentiu. – façam o que acharem melhor.

Eles arrastaram Rony até a casa de Hagrid. No entanto havia um obstáculo, o professor Lockhart rondava a cabana.

– Eu vou tirar ele de lá. – Percy disse. – Me encontrem quando ele estiver melhor.

O garoto se levantou e falou alguma coisa ao professor. Logo ele começou a falar se para o aluno enquanto rumavam em direção ao castelo.

Notas finais
O que acharam?? Comentem aí. Até a semana que vem. Twitter: @MariMarsiaj