Semideuses Em Hogwarts: a Câmara Secreta
24 Contracorrente
Notas iniciais
Contracorrente
(narradora)
Quando Frank entrou na sala, uma música estranha começou. Fawkes desceu voando do teto, carregando alguma coisa no bico e assoviando aquela melodia.
A ave pousou no ombro de Harry e deixou o que carregava cair aos seus pés. Ao mesmo tempo, Frank/doninha chegou perto deles, que agora já podiam vê-lo, mesmo que não fizessem a menor ideia de que não era um animal qualquer.
– Uma fênix, uma doninha e isso... – Riddle se abaixou para pegar o objeto no chão. – Não seria o velho chapéu seletor? Então é isso que Dumbledore manda ao seu defensor? Deve estar se sentido mais seguro agora, Potter.
Ele começou a rir e sua risada ecoava pela Câmara, ele voltou-se para Harry sorrindo abertamente.
– Então, vamos aos negócios. Como você sobreviveu as duas vezes que eu tentei matá-lo? – Tom parecia realmente interessado. – Quanto mais falar, mais vai viver.
O cérebro do garoto começou a trabalhar intensamente. Riddle tinha uma varinha, ele tinha uma fênix, o chapéu seletor, uma doninha e Percy escondido em algum lugar, também com uma varinha.Quanto mais falasse, menos tempo teria para salvar Gina.
– Ninguém sabe como você perdeu seus poderes, mas sei porque não morri, minha mãe se sacrificou por mim. – Riddle deixou escapar uma risada.
– Então sua mãe morreu por você? – riu mais uma vez. – É um contra-feitiço poderoso. Sabe, fiquei um tempo pensando se havia algo especial em você, não sei se percebeu mas, somos bem parecidos. Órfãos, mestiços, criados por trouxas, provavelmente os únicos ofidioglotas desde Slytherin e –olhou para Harry atentamente. — temos até alguma semelhança física. No entanto o que o salvou foi a sua mãe, interessante. O que acha de fazermos um simples teste? Confrontar os poderes de Voldemort com os de Harry Potter.
Ele voltou-se para a parede e ergueu os braços.
– Slytherin, o maior dos quatro, fale comigo! – falou.
A boca do imenso bruxo de pedra começou a se abrir, rangendo quase tão alto quanto a água batendo nas paredes. Algo se movia ali dentro, porém Harry não ficou olhando.
Assim que a cobra gigantesca saiu de seu covil Fawkes voou na direção de sua cabeça. Frank também correu para lá, mantendo os olhos fixos no chão e se orientando pelas sombras.
Foi então que a parede explodiu.
(Percy)
Quando o basilísco saiu da boca da estátua, eu fiquei momentaneamente paralisado de terror. Só voltei a me mexer no momento em que Fawkes cegou-o com suas garras.
O fato de ele ter um modo a menos de me matar me deu mais motivos pra me revelar, por isso, comecei a colocar meu plano em prática. Durante todo o tempo em que fiquei escondido enfraquecendo um ponto específico da parede, fazendo a água se chocar contra ela.
Foi muito fácil distrair Riddle inundando a Câmara. Fiz com que a corrente me levasse até Harry e o tirei da frente do basilísco.
– Então você tinha um amigo escondido esse tempo todo? – ele parecia realmente impressionado. – Não importa! Mesmo cego, meu basilísco pode matar os dois.
Tom sibilou e o monstro começou a se mover tentando nos rastrear de alguma forma. Eu não precisava falar a língua das cobras para saber que ordenara que nos matasse.
Levei-nos até a parede aposta e podia escutar o monstro farejando. A cobra movia-se rapidamente com o rabo chicoteando. Foi então que ele varre algo na nossa direção, era o chapéu seletor.
Quando aquela maldita criatura estava a apenas três metros de distância, Harry tirou uma espada prateada do chapéu e, imediatamente, senti algo pesar no bolso das minhas vestes.
Coloquei a mão no bolso e peguei uma esferográfica e, mesmo que não soubesse de onde ela surgira, instintivamente a destampei. A caneta cresceu até se tornar uma espada de noventa centímetros. Agora, se ao invés de Harry, o monstro me atacasse, também estaria preparado.
Mas não foi isso que aconteceu.
(narradora)
Na primeira vez que atacou, o basilísco acertou a parede entre os dois garotos. Enquanto o monstro voltava a sua posição de ataque, Percy investiu contra ele. No entanto a espada retiniu em sua pele grossa sem causar dano algum.
Sabendo agora onde um de seus alvos estava, a criatura se voltou para o filho de Poseidon. Mas, a criatura começou a se contorcer. Frank, ainda sob a forma de doninha, corria sobre seu corpo causando-lhe dores terríveis.
Riddle, que até então não interferira na batalha, emitiu uma série de sibilos. A cobra, em seu último esforço, virou-se para Harry e atacou.
O grifinório levantou a espada e perfurou o céu da boca do monstro e quando recolheu o braço, a criatura tombou para o lado. O jovem Lorde das Trevas urrava de raiva até ver um dos dentes do seu criado fincado no braço de Harry.
– Não sei se você sabe, Potter, o veneno de basilísco é terrivelmente letal. – riu. – É uma pena que não vá testemunhar meu grande triunfo, estará morto muito antes da garota.
Fale com o autor