Semideuses
2 Primos?
Notas iniciais
P.O.V Taisa
Acordei com aquela animação de sempre (sentiram a ironia?) . me arrastei da cama até a banheiro, liguei o chuveiro e tomei banho. Saí e coloquei aquele uniforme (que mais parecia roupas de mendingo) e desci para o andar de baixo.
Meu pai, como havia feito todas as manhãs desde que mudamos pra cá, estava olhando o mar. Foi ele quem escolheu morar aqui, na Califórnia, e eu achei um boa escolha, assim, estaria mais perto de seu pai, e meu avô, Poseidon.
—Bom dia Taisa.—disse minha mãe ao me ver.
—Bom dia.—respondi, tentando ignorar o fato de que ODEIO ser chamada de Taisa.
Terminei meu café da manhã tão devagar, que até uma tartaruga comeria mais rapido que eu. Mais mesmo assim, Lance ainda não havia descido.
—Mãe, cadê o Lance?
—Aposto que dormindo.—disse meu pai entrando na cozinha.
—Ele foi dormir tarde estudando, queria estar preparado para as aulas.—completou minha mãe, afirmando a ideia de meu pai.
—Hum...—sabe aquele momento que uma ideia fantastica passa pela sua cabeça? Estou exatamente nesse momento.
Subi as escadas correndo e entrei no quarto do meu irmão de fininho, para que ele não acordasse. Fui até o banheiro do quarto e me concentrei. Consegui pegar a agua do vazo e a fazer flutuar. Levei ela pro quarto e sem pensar a deixei cair em cima de Lance.
—O que foi isso? Quem morreu? A Tai aprontou denovo?—comecei a rir descontroladamente da sua cara de desespero. Mais o mais engraçado foi o pulo que ele deu, quase alcançou o teto.—Taisa?
—Tai, por favor.—já disse que o odeio ser chamada de Taisa?
—O que você fez?
—Te dei um banho, assim você não precisa tomar mais.
—Taisa...—ele desceu da cama e veio andando até mim. Percebi um copo d'gua do lado de sua cama, que ainda estava cheio. Tirei a agua de lá e espirrei em sua cara.
—Te espero lá em baixo.—e assim desci.
***
pós longos 10 minutos o vi descer as escadas. Peguei minha mochila e o esperei na porta.
—É impressionante como você não muda.
—O que?
—Mesmo tendo 17 anos, age como se tivesse 9.
—Eu não!
—Certeza? Por que é o que uma pessoa assim diria.—Lance sempre foi aquele cara observador, que sabe de tudo. O "inteligente da família". Minha mãe também é assim. Ela não fala muito, ela pensa mais. Acho que isso não foi uma característica que eu herdei. Claro que tenho sangue de Atena correndo nas Veias, mais isso não mudava o fato de que eu não era tão inteligente. E provava que eu sou mais como meu pai, e Lance como minha mãe.—Vamos?—disse e eu assenti, por que não tinha o que responder.
***
Chegamos na escola em 20 minutos, sem dizer nehuma palavra.São poucas as vezes que isso acontece, por que geralmente, eu começo a zoar com ele.
—Só não arranje confusão.—disse e entrou, me deixando sozinha.
—Que belo irmão eu tenho! Me deixa aqui fora sozinha!
—Err... Não queria incomodar mais... Parece que precisa de ajuda.
—Oh... Ahmm... Meio que sim.—disse vendo a garota que estava na minha frente. Loira e de olhos azuis.—Bom, meu nome Taisa Chase Jackson, mais me chame só de Tai. Por favor.
—Mue nome é Angelli Castellan, mais pode me chamar só de Angie.—asssenti e ela sorriu.—Você tem seus horários?
—Sim!—disse e peguei do meu bolso, um papelzinho que haviam me entregado um dia anterior.—Aqui está.
—Hum.... Temos algumas aulas juntas, pelo menos você não ficará sozinha.—mais antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, a vi cair no chão. A principio não entendi nada, mais logo vi um cara no Skate.
Ele a derrubou.
—Não vai pedir desculpas?
—Ta falando comigo?—disse parando o Skate.
—Tem mais algum idiota aqui?
—Você me chamou de que?
—Idiota.—disse devagar, pra ele entender bem.
—Olha.—disse e se aproximou.—Não vou fazer nada com você por que você é novata, mais vou avisar. Eu posso ser perigoso quando eu quero.
—Eu também posso.—respondi. Se ele soubesse o que eu sou, não estaria dizendo isso.
—Bom, está avisado.—e assim foi escola adentro.
***
Os professores não são tão chatos como eu achei que seriam, até que são legais. Sabem ensinar bem.
O sinal pra aula antes do recreio já havia tocado, e eu e Angie estavamos indo ao refeitório.
—Não acredito que disse aquilo.—falou Angie ao meu lado.
—Ele mereceu.—disse olhando pra frente.
—Mais ele não é qualquer um.
—Acredite, eu também não sou qualquer uma.—e assim, o assunto acabou.
Pegamos nosso lanche e sentamos na mesa mais próxima, logo começamos a conversar.
—Você gostava de Londres?—perguntou ela, se referindo a minha cidade natal.
—Sim, e muito.—respondi. O que era verdade.
—Então por que se mudou de lá?—eu não poderia contar o verdadeiro motivo pelo qual eu havia saído de Londres. Ela não merece se envolver nesse mundo.
—Coisas de trabalho.
Senti algo molhado na minha calça, quando vejo, alguém derramou suco em mim.
—Você?—perguntei surpresa.
—Você...—ele disse baixo.
Levantei.
—Você viu o que você fez?
—Vi.—disse como se isso fosse nada.
—Essa calça é nova! Comprei ela semana passada!—isso era verdade.
—Para de reclamar, foi só um incidente.
—Vai levar dias pra sair!—isso era mentira. Er asó drama mesmo.
—Quer que eu lave?—disse me encarando.
—Adoraria.
—O que está acontecendo aqui?—disse uma voz e eu virei pra trás. Vendo uma mulher velha e de coque. Também vi uma roda em volta.
—Diretora.—disse o garoto de incríveis cabelos pretos, com quem há segundos atrás eu estava discutindo.
—Senhor Grace pode me dizer o que é isso?—levou um segundos até que eu me tocasse o que aquilo queria dizer.
—Espera, seu sobrenome é Grace?
—Sim.
—Você é filho de Thalia Grace?
—Sou, o que você tem haver com isso?
—Eu acho que tudo. Prazer, Taisa, acho que somos primos.
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