Semideuses
11 Capítulo 11- Meu olho da minha cor favorita
Tivemos que ir todos juntos porque os meninos acharam que seria arriscado demais irmos separados. Já havíamos escolhido os vestidos e já estavámos vestindo e nos arrumando juntas. Me olhei no espelho com o vestido longo e vermelho, tinha um decote em formato v bem decotado, era normal tirando pela cor que chamava atenção e pelo modelo ousado. Nos pés um sandália bem formal dourada e brilhante. Embaixo do vestido minha espada estava engachada no cinto, mas como ele era bem armado não dava para vê-la.
Sai do provador e me olhei no espelho, havia feito uma maquiagem preta bem forte nos olhos com delineador mais lápis e simplesmente isso. Não conseguia nem pensar direito, estavámos perto do endereço do baile só precisavámos dar a volta no quarteirão, mas estava totalmente nervosa. — Você esta linda. — Olhei para trás e vi Andresa encostada. Estava com um vestido um tanto quanto meigo cor de rosa, não era tão ousado como o meu, era tomara que caia cheio do bordados no seio de flores entre outras. — Obrigada. — Ela sorriu. — Só falta um sorriso nesse rostinho. — Eu me mexi desconfortável. — É ele não é ? Ollie ? Eu assenti. — Eu sinto tanta raiva dele e ao mesmo tempo eu gosto dele, não quero que ele descubra quero que continue acreditando que não estou nem ai, só assim ele para de agir como um idiota. — Ela assentiu. — Amores... É por isso que eu não gosto de Afrodite. — Eu dei risada. Juliane apareceu e deu uma cutuvelada nela junto de Tatiane. — Não importa, estamos em uma missão e é nisso que eu devo me concentrar. — Suspirei. — Não só você não é Andresa ? — Juliane a olhou e ela riu sem graça. — O que aconteceu com o Guilherme foi um acidente e não acontecerá mais , ok garotas ? — Todas nós rimos juntas. — Me sinto bem por não ser só eu a apaixonada. — Brinquei. — Mas agora assunto sério, Lana se não tivermos escolha teremos que... Matar Ollie. Eu realmente sinto muito... — Eu olhei para o chão decepcionada, nunca permitiria aquilo. — Tudo bem, mas só se não tivermos escolha alguma entenderam ? — Elas assentiram e pela porta veio os garotos. Os dois estavam com roupas idênticas, terno e gravata. Mas Ollie estava com gravata vermelha e Guilherme com gravata azul. Os dois olharam para nós todas da cabeças aos pés. Tatiane estava de preto um vestido mais justinho que destacava bastante as curvas de seu corpo, Juliane estava com um rosa pink bem forte tão longo que arrastava uma boa parte, mas acho que aquilo já era do modelo mesmo, os vestido das duas eram de alça normal, mas eram mais chiques do que o meu. Ollie me olhou mas eu só o olhei e desviei o olhar queria que ele notasse que estava com raiva dele, raiva demais para falar a verdade. — Lana, seu olho parece estar mais vermelho do que antes. — Eu olhei para Guilherme confusa e fui até o espelho conferir, ele tinha razão. Nunca havia visto olhos vermelhos mas o meu estava ficando quase que da cor de sangue. Voltei até eles e estava pensando em uma desculpa. — É o reflexo do vestido. — Guilherme soltou um breve riso, lógico que não havia caído. — Não, não é. — Contrariou Ollie e eu lancei a ele um olhar de raiva. — Nós dois sabemos que não é. — Ele sorriu torto, estava me provocando como no Acampamento. — Não, NÓS não sabemos de nada. Porque é que de repente você esta falando comigo ? Pensei que estivesse bravo. — O cutuquei e ele soltou um breve riso. — Eu sempre estou irritado. — Nossa que coincidência, eu também desde que te conheci. — Passei direto por ele e ele sorriu torto mas eu prossegui indo reto e antes que todos nós saíssemos da loja Guilherme me alcançou e estendeu o braço, sugerindo que eu o acompanhasse. — A dama gostaria de me acompanhar ? — Eu o olhei e sorri sem graça. — Pensei que o cavalheiro já tivesse companhia. — Ele balançou a cabeça o que compreendi significar mais ou menos. — A dama pediu que eu nunca mais chegasse perto dela, então estou atendendo seu pedido. — Eu sorri e passei meu braço dentro do seu. Saímos da loja na frente com um vislumbre de um Ollie um pouco irritado e um pouco chateado. Não deu trabalho para entrarmos, nossos nomes estavam na lista mas choquei quando notei o salão lá dentro era totalmente glamouroso e chique. Ollie engoliu em seco ao meu lado enquanto vários rostos que o viam sorriam. — Não estou nem um pouco a vontade sabiam ? — Ele comentou insatisfeito. — Porque ? — Perguntou Guilherme ainda de braço dado comigo. — Conheço algumas pessoas aqui, todas meio-sangue que estão do lado de Halastor. — Ele coçou o queixo envocado. — Temos que nos misturar por enquanto, com a conexão empática entre as meninas ficará fácil localizarmos uns aos outros. — Todos assentiram com a ideia de Guilherme. — Eu fico com Lana, Andresa fica com Ollie, Tatiane fica com Juliane. Qualquer coisa que acontecer mandem um aviso através da mente na conexão. — Todos assentiram e Andresa piscou para mim, como se me disesse: " Se quiser ele pode ficar " o que foi muito estranho de verdade.
— Preciso falar com você. — Ele me olhava como se me advertesse de algo então notei que era para que eu não deixasse as meninas ler nada do que ele queria falar. Eu assenti, era dificil bloquear a conexão mas as vezes eu conseguia. Ele me levou até a pista de dança e começamos a balançar como todos os casais apaixonados ali presentes, bem devagar. Andresa e Ollie estavam no bar fingindo ser um casal assim como eu e Guilherme, as meninas estavam perto do Dj dando um geral em tudo. — Eu também preciso falar com você. — Ele assentiu. — Esta bloqueado, não deixarei que elas saibam dessa nossa conversa. — Acontece que as meninas estão tramando nas nossas costas, elas te adoram e tudo mais mas as ouvi falando sobre a faca que mataria Ollie que esta com você. Elas a querem para fazerem da forma delas e não haver falha alguma. — Eu assenti. — Hoje eu concordei falsamente com uma proposta que elas me fizeram mas Guilherme... Não posso deixar Ollie morrer. — Ele assentiu concordando. — Eu também não, ele nem é meu amigo mas se nem tentar salva-lo vou carregar essa culpa pelo resto de minha vida. Precisamos achar outro caminho e outra forma, assim Halastor será o manipulado e não a gente. — Eu assenti. — É isso que estava pensando, primeiro temos que quebrar essa conexão deles dois. — Meu bloqueio falhou e eu tapei a boca de Guilherme antes que ele continuasse e ele me olhou confuso. Fiz um sinal com as mãos de depois e ele assentiu entendendo notei que as meninas olharam brevemente para mim e Guilherme, elas notaram que eu havia conversado com ele em bloqueio, isso não era nada bom. — Então... Como era sua vida antes de ser encontrada ? — Ele desviou o assunto e eu sorri assentindo. — Não era interessante. Eu queria agradecer pela espada, mesmo sem a bênção do meu pai, ela foi de grande serventia. — Ele sorriu. — Sou bom com essas coisas. Enquanto Ollie seduz as meninas e quebra o coração delas eu faço armas para conquista-las, não é muito interessante mas é a minha tática. — Eu dei risada. — Acho bem melhor que a do Ollie para ser sincera. — Ele sorriu. " Lana, Ollie achou alguma coisa. Vá para a porta ao lado do bar onde ela desce para o depósito. " — Falou Andresa em minha mente e percebi as meninas indo para lá onde ela tinha falado. — Vem, parece que temos alguma coisa. — Puxei Guilherme pela mão e então descemos as escadas de modo discreto. No pé delas estavam as três que colocaram o dedo indicador na frente da boca, pedindo silêncio. Eu me escondi atrás de uma caixa grande com Guilherme e olhei para a frente. Ollie estava com uma garota que parecia bastante punk mas era bonita. — Você desapareceu ! Não deu mais notícias algumas, por onde é que esteve ? — A garota passou a mão no peito de Ollie e ele a afastou. — Por aí... — Ela fez biquinho. — Halastor disse a mim que você tinha atravessado de lado, que estava do lado da meio sangue do mundo inferior, é verdade ? — Ela o pressionou e ele negou com a cabeça. — Acha mesmo ? Halastor é muito desconfiado, jurei lealdade fiz até a conexão com ele. Acha que eu o trairia ? — Ela negou mordendo o lábio inferior. — Mas você esta diferente. Não sentiu nadinha de falta daqueles nossos beijos e amassos super quentes ? — Ela se aproximou dele e dessa vez ele não se afastou. — Já disse que não tínhamos nada. — Ele deu de ombros. — Já sei, esta gostando de uma das garotas de Halastor não é ? Eu sabia ! Você já ficou com as 20 como é que nunca sentiria nada por uma delas ?! — Ela parecia que iria ter um ataque de TPM e eu também. Não gostava da proximidade que ela estava com Ollie, não gostava mesmo. — Não, não estou afim de nenhuma delas. E nem de você, tive um dia dificil só isso. — Ela sorriu e então antes que ele saísse ela o beijou. Eu esperava que ele afastasse ou fizesse qualquer coisa, mas não. Ele simplesmente a beijou também eu ia matar aquela garota mas Guilherme me segurou pelo braço negando com a cabeça e só então eu entendi. Ele apontou para a mão de Ollie que estava descendo pela cintura dela e notei uma chave em seu bolso, era isso. Ele estava se aproveitando da situação para poder pegar a chave em sua calça jeans. Mas mesmo assim eu queria matar aquela garota de qualquer forma. Ele pegou devagar a chave e ela nem percebeu mas ele também pegou algo, um potinho com um pó branco dentro e parou o beijo o mostrando para a garota. — Fiz uma coisa especial para você. — Ela ficou toda cheia, afinal ela pensava que ele havia se preucupado com ela. — Sério ?! — Ela pegou o potinho e o abriu cheirando o pó mas exatamente neste momento ela começou a ficar tonta deixando ele cair e percebi que ia desmaiar. — O que foi que você... O que você fez... ? — Perguntou ela antes de cair desmaiada. Ollie empurrou seu corpo para de baixo de um móvel e bateu as palmas das mãos uma na outra. — Eu só coloquei você para sonhar e ter o seu pior pesadelo. — Ele olhou para onde estavámos e todos nós nos levantamos. — O que é essa chave ? — Perguntou Tatiane antes de mim. Ele cuspiu do lado e voltou sua atenção a gente. — É a chave do cofre de Halastor, lá há arquivos com tudo sobre todas as suas magias é tudo que precisamos. Mas ele fica em São Francisco também. — Ele me olhou como se esperasse que eu avaliasse sua ação. Ouvimos a porta sendo aberta lá em cima e todos se esconderam atrás de uma caixa só Ollie ficou sem como se esconder então eu pensei o mais rápido que pude. Sai de trás da minha caixa e sentei em uma mesa que tinha ali puxando ele para perto, queria dar a aparência de que erámos só um casal bebâdo demais querendo fazer coisas erradas. — O que você esta fazendo ? — Ele murmurou confuso e eu desabotuei rápido seu terno. — O que é preciso. — Ele sorriu torto. — Seja lá o que for, sinta-se a vontade. — Eu não pude evitar a breve risada e então desarrumei sua gravata exatamente no momento que o guarda assoviou para chamar nossa atenção. Nós dois olhamos como se fóssemos inocentes e Ollie se aproveitou do momento me puxando mais para perto. — Vocês dois, não podem fazer coisas assim aqui. — O guarda era humano o que me deixou bastante aliviada. — Descupe-nos, será que você conhece alguma saída pelos fundos, porque nossos pais estão lá em cima e se formos pegos... — Inventei e o guarda assentiu. — É só seguirem depois daquela porta vermelha haverá um corredor comprido e depois uma saída dos fundos. — O guarda sorriu. — Não demorem. — Ollie assentiu e o guarda subiu as escadas novamente o pessoal saiu de trás das caixas e eu ia sair dali mas Ollie havia me prendido quando me puxou mais para perto. — Ollie, me solta ? — Ele sorriu e negou. — Não me ama é ... ? — Eu neguei com a cabeça. — Olha só quem fala, nega ter sentimentos por qualquer um mas esta aqui tentando me conquistar. Consigo sentir sua "sedução de Apolo " vindo em minha direção. — Ele pareceu surpreso. — Consegue sentir ? — Eu assenti. — Não vai funcionar, não comigo. — Dei de ombros e tentei me soltar novamente mas ele me manteve presa. — Não nego que te amo, não mesmo. — Eu o olhei surpresa e ele me soltou se juntando aos outros, ele tinha assumido algo que acreditava que nunca assumiria. Desci da mesa e fui até eles. — A porta esta trancada. — Lamentou Gui. — Eu acho que já cansei de vestidos longos por hoje. — As meninas me olharam e assentiram. Nós quatro rasgamos o vestido, a maioria deixou ele no joelho mas eu subi mais um pouquinho por conta da espada, seria dificil pega-la e também estava com short por baixo então não fez diferença. Tirei minha espada do cinto e então quebrei o cadeado colocando ela novamente ao cinto. — Uau ! Vocês realmente pensaram em tudo. — Brincou Gui e nós três apontamos para Andresa lhe dando os créditos. Entramos no corredor mas logo que entramos Ollie reprimiu um grito e ia cair mas eu lhe dei meu ombro para que ele se apoiasse. — Ollie o que foi ? — Perguntou Guilherme preucupado. — Halastor está fazendo algum tipo de feitiço, deve ter descoberto que estamos com a chave de seu cofre. — Explicou Andresa. Lá na frente do corredor a frente da porta que precisavámos para passar apareceu um sujeito alto de um olhar maligno e com um livro na mão. Ele o fechou e olhou diretamente para cada um de nós separadamente. — Bem vindos ao baile, sou Halastor. — Todos nós olhamos para ele com raiva mas ele dirigiu seu olhar para mim diretamente. — Olha só, seus olhos estão quase que no ciclo final. — Eu o olhei confusa e Ollie se debateu tentando levantar. — Não contou a ela não é Ollie ? Quis poupa-la, que meigo !
— Não... — Gemeu Ollie. — Você me envergonha mas infelizmente eu não posso te matar nem acabar com a conexão. Parece que terei que suporta-lo por um boooom tempo. Mas fique tranquilo torturarei você até onde puder tortura-lo. — Ele estralou os dedos e de repente Ollie estava de volta. — O que é ciclo final ? — Perguntei e logo depois me arrependi. — Deixe-a em paz ! Nós dois sabemos que possui raiva demais de mim e não dela. — Ollie me empurrou para trás dele e tomou a frente. — Qual é ? A garota nem te ama e você esta disposto a morrer por ela ? — Ele tirou o sarro. — Estou disposto a atravessar o inferno se for preciso por ela, mas o duelo de vocês não será hoje. — Eu admirava a coragem de Ollie admirava demais. — Ai... Você era poderoso demais para ser morto e agora olha só onde estamos. Devia ter te matado enquanto podia não sei porque fui confiar em você. Agora devolva a chave. — Ele estendeu a mão e Ollie negou com a cabeça. — Você acha que pegaria a chave com a MINHA garota e sairia ileso ? — Nunca te contei mais a sua garota não esta nem ai para você, na verdade ela me deseja e não a você. Se eu tivesse pedido ela me daria a chave só por um beijo. — Ele provocou e notei que Halastor estava começando a ficar vermelho de raiva. — Nunca saíra daqui ! — Ele urrou com raiva. — É o que veremos. — Ele apontou para Tati e uma espécie de escudo com raios por toda a parte dele se formou em volta da gente. Ollie revelou um controle e quando apertou... PUM ! Todo o corredor foi pelos ares. O baile ainda acontecia lá em cima, notei que o corredor era alguma parte meio que subterrânea do fundo do salão. Então saímos correndo juntos envoltos no campo e Ollie vacilou novamente mas Guilherme o ajudou apoiando-o em seus ombros. — Nunca abandonamos um amigo, foi muito bravo. — Elogiou Guilherme e ele conseguiu dar um breve sorriso. — Mas agora temos que sair daqui. — Eu assoviei e pela rua deserta surgiram os meus dois cães infernais, Totó e Mel. Juntos todos nós subimos nos cães com pressa e então começamos a andar neles direto para São Francisco. Fizemos diversos turnos para podermos dormir um pouco. Já estavámos no meio do caminho quando os cães pararam de correr e começaram a andar, eu estava exausta queria muito dormir mas todos os outros dormiam tirando Guilherme que estava no outro cão notei que era a minha oportunidade. — Não deixarei que matem Ollie. — Guilherme assentiu. — Depois de hoje ele só demonstrou que realmente merece nossa confiança. Ele realmente foi corajoso e engenhoso com seu plano. — Eu assenti. — Se for preciso me virarei contra as meninas mas eu o protegerei. — Guilherme sorriu. — Faremos isso juntos. Eu sorri e então de repente uma pedra gigante acertou Totó nos derrubando todos no chão. Eu bati forte a cabeça em uma pedra e só consegui ver um vislumbre de outra pedra atingindo Mel.
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