Semi - Hunters
3 Magnus Bane
Notas iniciais
Point Of View: Lily Trueblood
Tudo aconteceu muito rápido, eu havia ido ao quarto de Jay desabafar, chorar um pouco em seu colo, já que ele é meu melhor amigo desde sempre. Stephanie e Louis Trueblood eram meus pais, e eles morreram quando eu tinha apenas cinco anos de idade, mortos por demônios. Jay e eu nos conhecemos aos seis anos, quando eu fui encaminhada ao Instituto de Veneza, onde haviam mais garotos da minha idade, também sem pais, aprendendo a serem Caçadores de Sombras, foi aí que eu conheci também Naty, que sempre me entende, e os gêmeos. Carolline tinha apenas dezesseis anos de idade quando eu cheguei, e o Instituto era governado pelo seu avô, Elliot Fairchild, que era muito bom e justo. Jay poderia ter se tornado meu parabatai, mas ele não era tímido e se socializava muito bem, diferente de Naty. Ele me pediu, por amar uma garota a qual ela não o amava, para que eu me tornasse parabatai de Natasha, e assim foi feito. Eu não me arrependo... Mas, e agora ? O que houve ? Ele simplesmente me beijou, sem ao menos explicar nada !! Nos separamos rapidamente, pois eu tive a impressão de ter visto alguém na porta...Andrew. Corri atrás dele deixando para trás o meu melhor amigo completamente confuso, olhei para Andrew, e vi que seus lindos olhos pretos agora estavam marejados... Será ?? Ele gritou:
– Me solta !!! Já não basta aquela cena que você fez no quarto dele ?? – Aquilo me atingiu como facas, no fundo da alma. Respirei fundo para evitar responder algo muito rígido e tentei dizer:
– Mas eu... – Ele me cortou, perguntando – Por acaso você pensou em mim quando fez isso ? Será que não reparou que isso possa ser egoísta da sua parte ?? – Não consegui me segurar, e gritei o mais alto que consegui, já chorando:
– SE EU NÃO ME IMPORTASSE COM VOCÊ, NÃO TERIA CORRIDO ATRÁS !!!!! Não percebe que eu gosto de você ?? IDIOTA !!!! – E sai correndo e chorando, nem virei para trás para não ver ele me observando de forma estranha. Sim, eu havia quebrado meu coração mais uma vez.
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Estava fazendo frio, e a neve caía levemente pela minha janela. Carolli tinha batido na porta cinco vezes e eu não atendera, estava ali apenas chorando a pelo menos uma hora, e ninguém sabia onde Andrew estava... O que me preocupava cada vez mais e mais, Naty era a única que havia conseguido entrar, estava a meia hora tomando um copo de chocolate quente comigo, lemos alguns dos meus livros que ficam na prateleira antes de eu ouvir outro bater de porta, mais leve, quase como se fosse mágica. A porta se abriu sozinha, sem nenhum toque meu ou de Naty para abrir, e apareceu a cabeça de um homem alto, magro, com cabelos pretos espetados com algumas mechas verdes, terno preto listrado de branco e um sorriso simpático. Ele tinha olhos de gato, como em fendas, o que poderia ser sua marca de feiticeiro. Naty sorriu e o cumprimentou com um aperto de mão, ele sorriu e olhou para mim, estendendo a mão para um aperto enquanto dizia:
– Você deve ser Lily Trueblood, certo ? Conheci seus pais, eram boas pessoas. A propósito, sou Magnus Bane, o Alto Feiticeiro do Brooklyn. Contratado pelos serviços da Carolline para a investigação do... como vocês chamam mesmo, semideus ? Bom, eu não o achei em lugar nenhum !!! Nem sei exatamente como ele é !!! Suponho que você deve saber... – Enquanto apertava sua mão, senti algumas lágrimas brotarem e tentei me controlar, mas continuaram descendo. Magnus me olhava confuso enquanto Naty tentava me acalmar, ele pareceu entender, sentou ao meu lado e perguntou:
– Bom, se não for me intrometer muito mas... você sente algo pelo tal Andrew Evans ?? – Caí no choradeira novamente... Isso não era normal, eu era uma garota que não chorava por homem algum, era forte como ferro, fria como gelo, era uma Caçadora de Sombras, tinha uma missão e não desistiria disso por... um lindo par de olhos cor de abismo e cabelos escuros, um jeito sexy único que me tira do normal... me deixa nas nuvens e... cale a boca Lily. Se concentre em esquecer Andrew e seu sorriso que me faz sorrir também... Onde foi parar minha consciência ??? Pelo Anjo, ele me deixa maluca !!! Não nesse sentido... é que.... melhor deixar para lá. Magnus realmente entendeu o que eu sentia, e concordou guardar segredo.
Juntos, nós três saímos do quarto para procurar Andrew, que ninguém havia visto desde o jantar. Naty havia visto ele deitado na neve, então fomos lá fora, procurá-lo, continuamos a andar um pouco quando senti algo frio bater em minhas costas forte, era uma bola de neve. Vi que Andrew ria baixo atrás de uma árvore seca, Naty riu e Magnus se sentou na neve e começou a cantar algo alegremente, formei uma bola de neve e joguei em Andrew, que por um momento esquecemos o momento de chateação um com o outro e nos concentramos em nos divertir. Assim, demos início a uma guerra de bolas de neve, Andrew se escondeu por uns momentos, e eu estava com uma bola de neve separada, quando ele me puxou para baixo, fazendo meu cabelo se encher de neve. Ele se deitou ao meu lado e começou a fazer um anjo de neve, eu ia me levantar mas ele novamente me puxou para baixo, e assim quase fui obrigada a fazer um anjo de neve ao seu lado, começamos a rir, levantamos quando foi começar a escurecer. Paramos na porta do Instituto, ainda era dia vinte e seis de Dezembro, e os viscos continuavam pendurados embaixo de todas as portas, Jay se encontrou com Naty na porta e deu um beijo em sua bochecha, Magnus passou sozinho, portanto sem beijar ninguém, eu e Andrew acabamos passando juntos, eu virei a bochecha para ele dar um beijo, mas ele virou meu rosto e acabou sendo um beijo de verdade. Nossas línguas se interlaçavam como se fossem feitas uma a outra, num beijo incrivelmente delicioso, que me dominou e eu acabei esquecendo que estava brava ou chateada, e finalmente notei: Eu realmente estava apaixonada por esse grande bobo.
Entrei me sentando no sofá, ao lado de Magnus, Naty e Andrew foram buscar biscoitos e ele se virou para mim, afirmando:
– Ele parece ser um bom rapaz... vou pesquisar mais sobre esses “ semideuses “. – Sorri, ele concordou. Parecia meio cansado, mas bruxos haviam vivido muito tempo, portanto, talvez eles parecessem cansados o tempo todo... Eu perguntei:
– O que está te incomodando ?? – Ele riu um pouquinho e respondeu:
– Bom, fico feliz que você se preocupou, igualzinha a sua mãe. É uma perda recente... Meu namorado, Alec... – Ele baixou a cabeça, e eu entendi, o abracei. Naty voltou com os biscoitos, e Andrew foi obrigado a carregar a pilha de livros, seu cabelo preto estava caindo nos olhos, o deixando fofo... PARA !!!
“ Isso quer dizer que ela amou, viu gente ?? “
Espera... quem é você ??
“ Sua consciência, ou o que sobrou dela, já que você nem tinha uma antes de mim “
Pare de falar mal de mim !!!!
“ Isso seria falar mal de nós !!! “
Posso continuar ??
“ Fique a vontade, não vou interromper “
Bom mesmo...
O telefone começou a tocar, e Carolline entrou correndo para atender, ela tirou o telefone do gancho e...
“ Fez uma cara desesperada, que assustou a todos, ela pediu para que saíssemos, e... “
Você me cortou !!!
“ Desculpe “
Tudo bem...
Natascha resolveu que voltaria a biblioteca, Magnus ficou para conversar com Carolli, assim Andrew e eu fomos ao seu quarto, e reparei que na estante, ele havia deixado o Códex, e o Livro Gray também. Sentei na cama e coloquei em meu colo, abri na página marcada, ele realmente estava lendo sobre os parabatais. Ele se sentou ao meu lado, e eu fui explicando a maioria das coisas que haviam no Códex, foi bem quando alguém bateu na porta, era Tristan, com uma cara de espanto, e disse:
– Bom, estamos realmente encrencados... A Clave
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