Semanas Realmente Divinas
4 O Jogo
Notas iniciais
POV Thalia
Depois de esquematizar nosso jogo, ouvimos Quíron soar a corneta mostrando que o jogo havia começado, como fiquei no ataque, me escondi perto do riacho que marcava a fronteira do lado amigo e inimigo. Logo, alguns metros ao meu lado, uma cambada de filhos de Hermes passou, deveria ser uma distração aquilo é claro, o ataque forte deveria estar em um dos flancos. Não esperei pra ver o que aconteceria, avancei pelo lado esquerdo do campo inimigo seguida de mais 3 caçadoras, não achamos nada por um tempo, o que eu estranhei, mas Febe, minha tenente especialista em armadilhas e rastreamento, segurou meu pulso.
– Cuidado Thalia! Estou sentindo armadilhas espalhadas por aqui.
Febe era expert nesse tipo de coisa, acho q melhor que o chalé de Hefesto, então descobriu várias armadilhas e as desarmou.
Enquanto ela trabalhava, nós a observávamos trabalhar e ouvíamos as batalhas acontecendo em nossa direita e então, do nada, VUUUUUUP... fechamos os olhos e protegemos o rosto com os braços por causa da rajada de vento que nos tomou.
Abrimos os olhos devagar e, droga, Phoebe, uma das Caçadoras que me acompanhava, havia sumido.
– Má que por... – eu começei a falar, mas fui atrapalhada por mais uma rajada de vento e dessa vez mantive os olhos abertos. Acionei Aegis pra parar um pouco o vento que vinha em mim e vi um vulto. Nem pensei direito, só soquei Aegis naquela massa não identificada.
– Ai! Ei! – uma voz feminina gritou.
O vento parou de repente e enxerguei Febe caída, junto com outra menina que parecia filha de Afrodite.
Elas se levantaram na mesma hora e desembainharam as armas. Febe que quase fora sequestrada com uma faquinha e a menina com uma espada desajeitada em mãos. Ergui as sobrancelhas para ela.
– Acha mesmo que que consegue lutar contra nós?
– Ok, foi mal, não tive a inten... mas, foi tudo culpa do John! Ele que fez o vento, é novo, filho de Éolo, tudo culpa dele! – ela disse jogando toda a culpa pra alguém que devia estar no arbusto que ela apontava.
– Que merda Sasha! Cala a boca! – disse um menino zangado pisando pesadamente pra fora do seu arbusto – escoderijo-fail – Fica jogando a culpa em mim e depois me entrega e...
Ele não terminou a frase. pois um galho se quebrou a seus pés e seus braços foram amarrados por fibras de bronze que saíram da terra o puxando com tudo pra baixo, a cara dele foi de encontro com o chão ao mesmo tempo que mais fibras saíram de um galho de árvore prendendo seus tornozelos e o suspendendo o máximo.
Então, o que parecia, John estava plantando bananeira involuntariamente enquanto xingava em grego. Ouvi murmúrios e passos animados se aproximando, a armadilha devia ter um sensor avisando seus donos que haviam pego um...
– Retardado! John seu idiota! – Sasha começou a andar na direção de John ainda reclamando dele, mas passou perto de uma árvore e aos seus pés ouvi o mesmo barulho de galho se partindo.
– Quem é a retardada agora? – John bufou para Sasha igualmente presa ao seu lado.
– Eles usaram as últimas armadilhas que tinham de uma boa parte desse lado – Febe comentou – Só evitem a parte esquerda.
Essa foi nossa deixa, saímos correndo, deixando pra trás aqueles retardados discutindo kk Mas um grupo de Hefesto emergiu um pouco mais a frente e nos avistou. Apontaram e gritaram, alguns viram os dois presos lá atrás e ficaram confusos pra saber o que faziam.
Aproveitei da oportunidade e corri para derrubar um campista, acho que ele desmaiou, nem prestei atenção porque já tava correndo de novo, as Caçadoras me seguiram, mas uma delas ficou para atrasar os filhos de Hefesto que se dividiram para nos seguir.
Prosseguimos até o começo de uma clareira e nos escondemos. Analisei a área, alguns campistas estavam espalhados pelo perímetro da clareira, por pura sorte não tinha nenhum perto de nós, mas se dessemos um passo à frente, todos iriam nos ver.
Tinha alguns espalhados dentro da clareira também, pareciam irmãos da Annabeth, confirmei ao olhar do outro lado da clareira, onde ela observava tudo com seus olhos tempestade. Estava perto de Nico, que se encontrava na frente de uma pequena caverna que dentro havia a bandeira, na clareira também tinha uma mesa de madeira com três tronos... ESPERA, voltando um pouco... A BANDEIRA, estava bem ali na caverna. Então analisei novamente a área.
Os campistas estavam mais perto, tinha Annabeth mais atrás, Nico pálido segurando sua espada de ferro estígio e mandando ordens para, ãm, guerreiros esqueletos. Vários ao redor de seu "mestre". Eu teria que passar tudo isso, pegar bandeira, enfrentar toda a defesa de novo e cruzar o riacho. Troquei um olhar com as Caçadoras ao meu lado.
Seria moleza.
POV Percy
Hmm, verificando... pegar a bandeira? ok! Enfrentar vinte Caçadoras experientes e altamente treinadas? ok! Fazer alguma idiotice durante o jogo? ok! Salvar alguns campistas que ficaram presos lutando contra as Caçadoras experientes e altamente treinadas? é, talvez isso precise de um ajuste. Cruzar a fronteira e festejar a vitória com os campistas? Em processo.
A verdade é que logo que vi a bandeira, mantive um único objetivo: Pegar a bandeira e esfregar no nariz salpicado da Thalia que eu conseguia vencer e não estragar tudo como nosso último jogo de captura da bandeira, queria mostrar que eu não era tão inútil assim. Na ultima vez Thalia estava ao nosso lado e brigamos por não conseguir vencer, agora ela não estava ao nosso favor, era uma delas, o que me motivava mais ter em mãos sua bandeira no nosso campo.
Então lá estava eu, correndo tanto pela floresta que quando uma Caçadora aparecia para me impedir, eu me livrava dela tão rápido que nem lembrava como eu havia feito, acho que alguma das vezes eu dava rasteira com a haste de sua propria bandeira e continuava voando por entra as árvores.
Já estava avistando o território amigo quando a vi, então acelerei. Thalia vinha como um trovão, seguida de, tipo, ãm, mais ou menos toda a defesa do acampamento. Ela desviava de tudo que a pudesse atrasar, também, com Aegis do no seu pulso fica mais fácil, mas ela não ia vencer, eu não seria derrotado de novo por uma Caçadora do mesmo modo que tinha sido antes, os dois correndo para ver quem chegava primeiro, frente a frente.
Aumentei o velocidade e olhei nos olhos da filha de Zeus a desafiando, ela me olhou de volta sustentando meu olhar, eu estava mais perto do riacho, iria chegar mais rápido, mas então Thalia estreitou aqueles olhos azuis elétricos, parecia que toda aquela eletricidade que eles continham disparou por meu corpo. Perae... não parecia somente, aconteceu! Senti o corpo tremer e fui atirado pra trás pelo choque, caindo de costa.
Enquanto isso Thalia passava pelo riacho rindo. Eu continuei deitado lá entendo o que tinha acontecido, então Thalia apareceu do meu lado estendendo a mão:
– Não vai levantar perdedor? – ela perguntou rindo da minha expressão.
Bufei e me levantei sozinho resmungando enquanto Quíron anunciava a quinquagésima sétima vitória das Caçadoras.
– Isso não é justo Cara de Pinheiro! Não vale eletrecutar os campistas, devia ser proibido! Você não tem compaixão por mim não? – perguntei enquanto espreguiçava.
– Dá próxima vez use uma roupa de borracha, você já devia ter aprendido – ela riu de novo, mas então recebeu uma pequena bola de água na cara, que deu pra molhar só seu rosto, ela parou de rir e olhou pra mim, eu pensei que fosse morrer ali mesmo, mas ela recomeçou a rir e se afastou comemorando com as Caçadoras a vitória parecendo um urso panda pela sua maquiagem pesada manchada.
Annabeth se aproximou.
– Você está cheirando torresmo – comentou simplesmente.
– Se eu não estivesse era nós que estaríamos comemorando – falei fazendo um biquinho.
Ela riu da minha expressão e me deu um beijo.
– Relaxa Cabeça de Alga, elas sempre vencem mesmo, não é sua culpa – ela franziu a testa – mas pergunte para Sasha e John o que aconteceu.
– O que aconteceu?
– Ah! Esquece, elas venceriam do mesmo jeito.
Voltamos para o chalé, todos os campistas estavam meio desaminados, Annabeth se despediu com um selinho e foi para seu chalé e eu fui para o meu.
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