Sem você
1 730 dias de solidão
Notas iniciais
Virei o copo de saquê enquanto observava o bar pelo canto dos olhos. Alguns ninjas conhecidos, outros não. Bêbados ou sóbrios, pegando mulheres e divertindo-se entre amigos. Eu como sempre, prefiro reclusão. Depositei mais uma vez o copo vazio no balcão para passar a mão pelo cabelo desgrenhado. Minha roupa amassada, olheiras profundas e modo desleixado não me motivava a se arrumar. Preferi ficar do jeito que estou, pois não tenho mais ninguém para me admirar.
Com um gesto pedi para encher o copo mais uma vez. A bebida virou um hábito para eu esquecer.
**
— Gaara, levante-se daí e vamos dançar! – exclamou Temari meio alta, sendo acudida por um Shikamaru sonolento. A música agitada era tão alta que tive que aumentar a voz para responder.
— Não. Fico aqui, obrigado. — falei ignorando sabiamente o bico infantil que fez. Virei a cabeça para a pista de dança.
— Vamos problemática, deixe seu irmão em paz. Lembre que teremos missão amanhã de manhã e já passamos tempo suficiente aqui. — disse o Nara, puxando Temari para a saída.
— Mas eu não queeeeero… — lamentou minha irmã. Mas não pude olhar para a cena. Minha atenção ficou presa nela.
Os cabelos loiros balançavam enquanto mexia a cabeça no ritmo da batida. Os olhos azuis flertavam com todos os rapazes, mas nunca os incentivando a se aproximar. Vestido preto curto, colado nas curvas obviamente de uma shinobi. Sensualidade transbordava por cada poro.
Ela deu mais um giro, seus olhos fecharam-se. Era como se quisesse sentir melhor a música em si. Então eles se abriram outra vez e seu olhar focou em mim. Duas safiras brilhantes. Com o mesmo flerte inocente… não tão inocente assim.
De frente, pude admirá-la melhor. Meu olhar subiu dos pés aos cabelos louros, sem disfarçar o interesse. Ela percebeu, pois deu um sorriso de lado, como se me desafiasse a ir lá. E eu adoro desafios.
Levantei vagarosamente, vendo seu olhar mudar para curiosidade, talvez hesitação. Sorri internamente, dando passos pequenos para a pequena multidão. Uma coisa que odeio. Mas fiz por ela.
Imediatamente um civil chegou ao lado dela, fazendo sua atenção desviar para o rapaz. Ele segurou em sua mão, tentando puxá-la. A loira franziu o cenho, tentando soltar o pulso sem fazer muita força. Obviamente era mais forte que ele, mas um ninja bater em um civil ainda era errado.
Aproximei-me mais e pigarreei, chamando a atenção deles.
— Posso cortar? – minha voz quebrou a tensão entre eles. O indivíduo me olhou dos pés à cabeça, como se me avaliasse em um combate para ganhar a atenção da loira. Ele com certeza possui senso, pois largou bruscamente a mão da kuinochi e se afastou esbarrando em quem estivesse no caminho. Ouvi um pequeno suspiro de alívio de sua parte.
— Você está bem?
— Sim… Obrigada. — ela sorriu em minha direção, enviando arrepios para minha coluna.
Ficamos nos fitando no meio da pista, sem ter o que dizer. A música agitada passou imediatamente para uma suave balada romântica. As luzes principais, antes apagadas, agora iluminavam o ambiente. E no claro era ainda mais bela. Suas safiras olhavam ora para os lados, ora para o chão, mostrando seu desconforto. Imediatamente estiquei minha mão em um convite.
Odeio dançar, porém seria melhor do que chamar atenção estando parados. Sua mão suave pousou na minha, hesitante, contradizendo seu comportamento solto que vi antes.
Puxei seu corpo para colar ao meu, sentindo mais uma vez aquele arrepio irritante. Observar era totalmente diferente de sentir como agora.
Nos movimentávamos devagar, um pouco fora do ritmo. Sou um péssimo condutor, entretanto ela não pareceu ligar, logo nem eu. Mesmo com a melodia do lugar o silêncio entre nós começava a ficar desconfortável. Então puxei assunto.
— Então… você é linda. — soltei sem querer. Agradeci por não olhar meu rosto, pois o senti esquentar ao ouvir sua risada. O que está acontecendo comigo?
— Bem, obrigada Gaara-sama. Não é todo dia que recebo elogio de um Kage. — ela cochichou.
Retesei o corpo, parando de dançar alguns segundos.
— Pensei que havia passado despercebido para os presentes, mas vejo que me enganei.
— Impossível não reconhecê-lo, você é famoso no mundo ninja. — falou a loira em um tom risonho, nos movimentando novamente.
— Entretanto você não…
— Não. Sou uma simples kuinochi do clã Yamanaka. — sua respiração aproximou-se do meu ouvido. Mais um arrepio irritante. — Meu nome é Ino.
**
Depois nunca fui o mesmo. O forte, independente e temível Gaara agora era fraco, protetor e dependente de uma mulher.
Minha cabeça começou a martelar de dor. Tenho ainda bom senso em saber que as várias doses que tomei começariam a fazer efeito. Porém não conseguia parar. Eu tinha que tirar o sabor que parecia recente dos meus lábios.
**
— ... E aqui fica o prédio de inteligência, onde fazemos as investigações e interrogatórios. Bem, Temari-san já o conhece. Shikamaru já o mostrou antes de trocar de cargo. Agora sou eu que acompanho os ninjas e kuinochi da Areia. – comentou Ino, terminando a escolta pela vila.
Tentei prestar atenção no que falava, mas seu lábio me distraía. Era sempre assim.
Dançamos, conversamos. E não- para minha frustração— conseguia vê-la todos os dias. Desviei o olhar para a paisagem.
— Gostaria de conhecer algo mais?
Sim, seu corpo.
—Não obrigado. Vou viajar amanhã para Suna. Preciso descansar por hoje. – comentei de olhos fechados.
— Ah... – ouvi seu suspiro baixo, tentando não me animar com o desapontamento de sua voz.
Abri os olhos para perceber seu desânimo. Peguei suas mãos nas minhas, sentindo um formigamento estranho onde nos tocávamos. Uma sensação que desejava não acabar.
Seus olhos azuis travaram nos meus, atenta e surpresa ao mesmo tempo. Não nos tocávamos desde... A dança. Puxei seu frágil corpo junto ao meu. Nunca permiti aproximação de ninguém para tal.
— Gaara...
Toquei seus lábios com os meus, sentindo meu corpo estremecer com o contato, logo notando que não era o único afetado. Seus braços rodearam meu pescoço, demonstrando que estava gostando da situação. Como se fosse possível apertei sua cintura ainda mais a mim, fazendo-a soltar um suspiro e nesse segundo aprofundei o beijo como queria. Enterrei uma das mãos naquele cabelo, como sempre desejei secretamente fazer, um gemido surgiu. E foi de ambos. Não importava onde estávamos só queria me perder neste corpo.
Sim, ela era quente e queria me queimar...
— Kazekage!
Separamo-nos bruscamente, olhando ao redor. Alto, imponente. Loiro. Olhos azuis que nesse momento me criticava. Merda.
Yamanaka Inoichi não possuía um olhar muito amigável...
**
Ri ao lembrar o vexame que me impus. Agíamos como um casal de adolescentes, sendo pegos pelo pai. O rubor no rosto de Ino foi encantador... O gosto amargo voltou, pois todas as lembranças causavam isto. Pedi outra bebida.
E mais outra...
E outra.
—Gaara? – alguém me chamou, mas ignorei. Não estava a fim de conversar, porém uma mão firme pousou no meu ombro. Olhei para o lado a tempo de ver um sorriso caloroso.
— Ah, Naruto...
— Não acha que devia maneirar um pouco? – o loiro perguntou seriamente.
— Não me diga o que fazer! Eu faço o que quero, entendeu? – falei rudemente.
— Não na minha vila. – ele continuou me encarando de modo insistente. Bruscamente larguei o copo no balcão.
— Ótimo! – exclamou o Hokage, sorrindo novamente. – Você devia parar com isso... Tem uma imagem a zelar, e a que está passando nesse momento é de fragilidade.
— Eu estou frágil. – confessei, colocando a cabeça entre as mãos. Respirei profundamente, tentando espantar a sensação do álcool que ingeri, sem sucesso. – Eu não aguento mais essa situação...
Naruto endireitou-se no assento, meio sem palavras. "Uma coisa rara", pensei ironicamente.
— Nenhum de nós recuperou essa perda. Ino era importante para todos nós. Não só como uma ninja excepcionalmente capaz, como também uma mulher generosa e bela. Além da personalidade forte que ambos somos familiares... – ele riu consigo. – O ponto é: ela nunca nos deixará de verdade. Eu sei que sofre e entendo o porquê. Se fosse Hinata e eu em sua situação, eu não me recuperaria nunca. Mas, Gaara... Você tem uma vila para governar. Esta fase precisa ser superada. – ele terminou seriamente.
— São dois anos de merda! Não me diga o que devo superar ou não! – exclamei, pedindo outro saquê. Isto se tornou hábito depois do acontecimento.
**
— A escolta deveria ter chegado há uma hora. – disse à Temari, pedindo explicações com o olhar. Andei de um lado a outro no escritório. Estava inquieto demais...
— Gaara, o país do Vento é imprevisível. Tempestades de areia ocorrem todo o tempo, provavelmente houve um desvio, um atraso – tentou apaziguar a situação, mas não adiantou.
Meu coração estava apertado, nunca senti tal reação. Sabia que Ino era capaz, porém não me impedia de preocupar-se. Suspirei – acho eu – pela décima vez antes de sentar em frente à escrivaninha.
— Quando chegarem, por favor, me avise. – Meio que exigi. – ainda tenho inimigos. Sempre há inimigos... – divaguei, vendo minha irmã sair da sala com uma cara fechada. Ela nunca entendeu meus sentimentos por Ino. Sabia que era ciúmes, mas sempre ignorei.
Mergulhei no trabalho tentando fazer com que a sensação passasse; mas só aumentou a cada minuto.
Uma hora depois ouço uma batida na porta. Rapidamente respondi, vendo meu irmão Kankuro entrar.
— E então? – perguntei ansioso. Kankuro baixou o olhar. – não... NÃO! – Gritei, me levantando e jogando a cadeira ara trás, tamanha a fúria e força.
— Gaara...
— Onde ela está? ONDE ELA ESTÁ?! – berrei, sem controle algum. Isso não pode estar acontecendo.
— No hospital, mas... – não me dei o trabalho de terminar de ouvi, corri porta afora com a cabaça em mãos.
"É um pesadelo... É um pesadelo e vou acordar... Por favor, Ino..."
'Porque você é um céu, você é céu um cheio de estrelas
Eu vou lhe dar meu coração
Você é céu um cheio de estrelas
Porque você ilumina o caminho'
Ignorei o chamado de Kankuro em meu encalço, esbarrando nas pessoas pelo caminho. Ouvi reclamações, mas não havia tempo para desculpas. Não posso acreditar que a única felicidade que consegui foi tirada de mim. Se querer, as lágrimas começaram a se formar.
Não...
'Vá em frente e me magoe
Eu não me importo se você o fizer
Porque em um céu, um céu cheio de estrelas
Eu acho que eu te vi'
Invadi o hospital abruptamente, chamando a atenção dos presentes. Eu tinha certeza de que nunca tinham me visto daquela maneira. Fui ate o balcão da recepção, passando as mãos no cabelo já bagunçado.
— Onde está o grupo de escolta que chegou? – perguntei rapidamente a recepcionista.
— Sinto muito Kazekage-sama, mas eles não poderão ser vistos até o laudo ser liberado.
"Laudo?" Engoli seco.
— Em qual andar? — perguntei rude
— Nesta andar mesmo, mas o senhor não...
Andei pelos corredores, procurando o quarto certo. Não me importava quanto me chamassem ou tentassem me impedir. Eu tinha que vê-la. Encontrei Baki em uma das portas fazendo segurança, sabendo imediatamente onde eles estavam.
— Baki...
— Kazekage... Gaara. – terminou, respirando fundo.
— Onde eles estão? Os ninjas? – perguntei, vendo-o apontar para o quarto do lado.
— Sabiam o que fazia, assim como também sabiam quem estava sendo escoltado e para onde. Foram encontrados nas fronteiras do país. Ocorreu há quase duas horas, a equipe de busca que o senhor mandou os encontrou. Três ninjas morreram. Um em estado grave. Foi um ataque limpo, sem armas, sem rastros.
— Como sabe que havia mais de um no ataque?- indaguei nervoso.
— Acredito que Yamanaka era forte o suficiente para lutar, Kazekage-sama. Eles lutaram bravamente, mediante os ferimentos que vi. Era um grupo maior que a escolta, acredite.
— E Ino? – Meu antigo sensei suspirou novamente. No fundo eu já sabia o que me diria. Mas tão difícil acreditar...
— Preferi esperar pelo senhor para entrarmos.
Minhas mãos tremiam ao tocar a maçaneta da porta. Empurrei, entrando e seguido por Baki. Uma medica escrevia algo em uma prancheta. Mas não prestei atenção nela. Estava focado no corpo inerte no leito.
Ante a visão, me senti tremer da cabeça aos pés.
Os cabelos loiros sujos de terra. Os olhos azuis que eu amava, fechados. Se não fosse a visão de suas roupas rasgadas a farrapos, os diversos ferimentos visíveis em sua fronte e braços poderia dizer que ela apenas dormia.
— Sinto muito por sua perda Kazekage-sama. Sou Myuuki, a médica de plantão. – a mulher disse, mas não desviei o olhar de Ino. – Ela lutou bravamente. Os ferimentos dos braços foram em defesa própria. Porém um golpe em seu peito foi fatal. Novamente sinto.
Com essas palavras, ela foi até a porta, entretanto parou.
— Acho que o senhor deveria saber... Ela estava grávida de dois meses. – com essa deixa, saiu da sala.
Minha respiração ficou na garganta. Grávida... grávida...
— Gaara...
— Saia. – cortei a fala de Baki. – apenas saia! – ouvi a porta bater um segundo depois.
Minha mente se perdeu. "Grávida..."
'Eu quero morrer em seus braços
Porque você se ilumina
Quanto mais fica escuro
Você é um céu cheio de estrelas
Uma bela visão celestial'
As lágrimas vieram com força. Pisquei as sentindo rolar pelo meu rosto, desejando não ser real. Dei dois passos e parei ao lado da cama. Permiti-me soluçar, sabendo estar sozinho sem ninguém ver a cena. Hesitei em colocar a mão em seu corpo, mas não resisti. Pousei-a em seu ventre, tentando sentir algo, tentando imaginar que um filho meu estava ali, porém era em vão. Me recordei dos desejos de Ino, que era se casar e ter um fruto do nosso amor.
"Queria a chance de te conhecer. Nós te amaríamos..."
Isso foi suficiente. Ajoelhei ao lado do leito com o rosto em mãos e me permiti chorar.
**
— Nunca vou me perdoar... Nunca. — Murmurei rancoroso. Naruto suspirou ao meu lado, se levantando.
— Abra os olhos antes que seja tarde. O ataque não foi culpa sua e Ino não gostaria de ver você se afundando desse jeito. Sabe que sou seu amigo e quero o seu bem. – começou a caminhar para a saída, quando parou de repente.
— Ah! – exclamou – Venha amanhã ao meu escritório antes de retornar a Suna. Tenho notícias que são do seu grande interesse. Com um sorriso, se afastou novamente.
Bufei em escárnio, não ligando para os conselhos e pedindo outra bebida. Simplesmente não conseguia parar.
— Gaara! – ouvi novamente.
— O que é agora?! – gritei, atraindo atenção dos demais no bar. Olhei de esguelha ao ver Yamanaka Inoichi de pé, a poucos metros do balcão.
— Ouviu o Hokage. Já passa de duas da manhã. E você precisa descansar. Acredite você precisará estar firme. – ele disse seriamente.
Refleti com suas palavras. Mas o que Naruto iria dizer de tamanha importância? Dei de ombros, largando o copo definitivamente.
Inoichi me respeitava como igual. No inicio ele me confrontou dizendo que não era bom o suficiente para sua filha. Em parte eu concordava, porém pus a prova de que eu era diferente. Era uma convivência difícil... Mas nos aproximamos mais e nos apoiamos quando Ino nos deixou. O que era uma pena ela não estar presente para ver. Ele tornou-se uma figura paterna, a mais próxima possível que eu nunca imaginaria. E sei que, mesmo me criticando e sendo firme com minha compostura atual, sei que é apenas para cuidar de mim, mesmo que eu não precise.
Levantei meio cambaleante, sentindo seu braço ao meu redor. Caminhamos devagar devido ao meu estado para a porta de saída.
— Vamos para casa. — murmurou ele cambaleando junto comigo, me levando para o seu próprio apartamento.
**
— Você me fez esperar quase uma hora. – reclamei, de pé em frente à mesa do Hokage, recuperado da ressaca anterior. Naruto estava sério, o que não era seu feitio. – o que tem a me dizer afinal?
— Demorei porque estava recolhendo informações. Sigilosas, então pense bem no que vai fazer com elas. – intrigado, fiquei calado. – pedi a um ninja rastreador de minha confiança atrás de pistas sobre o atentado de Ino. Foi um longo ano procurando pistas. Mas Kiba é bom no que faz.
Rapidamente encarei Inoichi, de pé ao lado de Naruto.
— Você já sabia. – meio que acusei. Ele apenas balançou a cabeça afirmando. – E o que descobriu?
— Gaara... Entenda, você é meu amigo. Eu tinha que fazer algo, tomar uma atitude. – com essas palavras, me estendeu um grosso pergaminho. Hesitante, peguei, desenrolando. As imagens me fez congelar.
Em uma delas era... Ino. Aparentemente viva, com uma gestação de três meses. A protuberância era impossível de não se ver. As mãos seguravam o ventre em proteção. E o que também era impossível, pois vira seu corpo no hospital. Morta.
A outra era novamente minha loira, com um bebê em seu colo. Um bebê ruivo. Fiquei sem palavras.
— Esta última foi tirada há quase duas semanas, antes da sua chegada. As imagens são da aldeia da Pedra. E só descobri porque chegou uma informação de um civil que uma ninja havia tomado "posse" de sua mente. E nós três sabemos que apenas o clã Yamanaka realiza este jutsu e todos os membros estão aqui na aldeia da Folha.
Ainda sem o que dizer, voltei a encará-lo. Suspirei.
— Houve um funeral... Eu vi o seu corpo. – tentei procurar explicações, sem querer acreditar.
— Que logicamente foram forjados, ou esta imagem não existiria. – replicou Naruto. – Acredito que alguém está prendendo-a, ou teria voltado para casa. Talvez a memória alterada. Mas seu filho está com ela. Aos meus cálculos, está com cinco meses. – à menção dele, meus olhos se fecharam. – não posso comprovar que realmente seja a Ino que conhecemos, ou se foi moldada para um propósito. Mas com essa informação em mãos você pode alcança-la novamente Gaara. O ponto é: o que vai fazer com o que te entreguei?
Depois da descoberta, meus pulmões parecem respirar melhor. Olhei novamente para a foto de Ino e meu filho. Tanto tempo sem eles... Apertei o punho que segurava. Quando eu os encontrar...
— Gaara. – a voz de Inoichi me despertou do transe. – você é o único que pode trazê-los. Sua aliança com o país da Terra pode ser abalada por isso. Entende o que quero dizer? Traidores aqui e em Suna. Contra minha filha!
— Eu entendi. E respondendo a você, Naruto, com essas informações vou trazer minha mulher de volta. Eu ia pedi-la em casamento. E depois do que vi e ouvi mais do que nunca vou fazer esse pedido. – Inoichi abriu um sorriso ao ouvir minhas palavras. – Mas antes preciso voltar a Suna e resolver um fato importante. – murmurei, me recordando. "Sinto muito por sua perda Kazekage-sama. Sou Myuuki, a médica de plantão."— Perguntas que não foram respondidas devidamente. Mas acredite. Mais do que nunca vou cumprir minha palavra. Vou trazer minha Ino para nunca mais deixá-la ir.
Notas finais
Em itálico, meio óbvio, foram as lembranças tristes do ruivo.
A música em negrito é da banda Coldplay. (A Sky Full the Stars)
Além de eu amar a banda, amo trilhas sonoras, então acostumem-se!
Obrigada e até o próximo!
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