Sem saída
1 Uma carta de entrada dolorosa
Notas iniciais
Espero que gostem, pois escrevo essa historia desde meus 14 anos, poucos amigos meus leram. Agora com 19 anos, tomei coragem para posta-la. Estou aberta para criticas e ideias :D Ela tem no total 23 capítulos escritos, ainda não terminada.
Subi as escadas, logo com Lúcia aos meus pés. Ela segurava um vestido meu branco revestido de seda. O vestido era novo e era feito para eu ir ao baile da corte. A caminho do meu quarto, passei pelo quarto dos meus pais. A porta estava aberta e nem havia sinal deles. Já tinha anoitecido, onde será que eles andavam? Entrei no meu quarto e Lúcia se juntou a mim, fechando a porta. Ela pousou o vestido na poltrona em frente a lareira. Sentei na cama e com um sorriso, a convidei para sentar-se comigo com um gesto.
– Lúcia, sabes onde meus pais se encontram? – Sinto muito senhorita Violet, mas a única coisa que sei é que eles foram visitar Lorde Vicent. — Lúcia me respondeu sentando-se ao meu lado.– Já disse que não precisa me chamar de senhorita quando estivessemos sozinhas. – Sim senhori... Quer dizer, Violet. – Só tenho 17 anos, me sinto até velha quando você me chama assim. — Abrimos um sorriso brincalhão. — Preciso tirar esse espartilho, está muito apertado.– Sinto muito por ter apertado, mas sua mãe que ordenou. Levantei-me e Lúcia soltou o espartilho, agora conseguia respirar direito. Depois de ter tomado um longo banho de água quente, me coloquei na janela, a procura da carruagem dos meus pais. Mas nada deles. Minha preocupação começava a crescer e Lúcia sempre observadora, notou. – Acalme-se Violet, a neve pode ter impedido a passagem de volta a eles. – Você deve estar certa. — Gostava de observar Lúcia, era uma moça bonita. Com a pele morena e seus olhos mel, conseguia chamar a atenção de qualquer rapaz. Seus cabelos enrolados iam até a cintura. Tinha 20 anos se era a pessoa que eu mais confiava. Seus parentes trabalham para minha família há uns 12 anos.– Violet deite-se, vai esquecer sua preocupação. — Agora era Lúcia que me convidava a sentar-se do seu lado. Sentei-me ao seu lado e ela me puxou para deitar em seu colo. Ficou afagando meus cabelos e meus olhos pesaram. Passaram-se alguns minutos e adormeci. Sonhei com um homem alto e bem loiro. Ele me olhava, só olhava. Cheguei mais perto, sentia minha visão embaçada. Ao ver seu rosto nitidamente, parei assustada. Seus olhos eram de um vermelho escarlate. Meu corpo recuou um passo instantaneamente. Parecia que ele sentia meu medo e com isso, me deu um sorriso malicioso. Seus caninos eram maiores que o normal. Olhei ao redor, estávamos em meu quarto. Ele estava bem vestido, seu terno preto impecável. Começou a andar em minha direção, seus passos eram longos e lentos. A cada centímetro que diminuía entre a gente, um calafrio corria por meu corpo. Eu sabia que ele era perigoso, mas não conseguia sair do lugar. Fui acordada por um grito fino e alto. Lúcia tinha se assustado com algo. Levantei-me rapidamente e me deparei com seu olhar espantado.– O houve Lúcia? — Perguntei preocupada. Lúcia tremia.– Alguém ou algo quebrou a janela. Como Lúcia estava paralisada pelo medo, tomei coragem e andei até a janela. Mas não havia mais uma janela, enorme e bastante trabalhada. Agora só havia cacos no chão. Peguei impulso e pulei para sacada me desviando dos cacos. Olhei em volta, mas não havia nada além da neve que caia tranquilamente, alguns flocos prendendo em meu cabelo. Desviei meu olhar para a floresta que ficava a frente da propriedade, mas só via a escuridão daquele lugar, e as árvores cobertas de neve. Fiquei um tempo ali fitando a floresta. Aquele lugar que a noite era medonha e assustador de dia era claro e convidativo. A floresta toda se encontrava aos arredores das propriedades e da cidade, uma parte sua chegando até o castelo. Dei mais uma olhada ao redor e não vi nada.– Encontrou algo Violet? — Lúcia ainda estava sentada na cama.– Não Lúcia, eu não sei o que quebrou o vidro. — Me abaixei e comecei a remexer os vidros, procurando o que havia quebrado. Afastei alguns vidros, mas não achei nada que pudesse ter quebrado. Nenhuma pedra ou madeira. Nada. Olhei o chão da sacada e percebi que estava repleto de neve. Ótimo, eu estava descalça. Com receio de me cortar, levantei-me e me afastei um pouco dos vidros. Assim que recuei um passo, a neve se tornou escorregadia e meus pés dançaram. Tentei me segurar em algo, mas não tinha onde me segurar. Com um pouco de reflexo, consegui colocar as mãos a frente do corpo. Mas infelizmente elas foram de encontro aos cacos de vidros no chão.
Notas finais
Se curtiram, deixe seu comentário, vou adorar saber do que acharam desse primeiro capitulo! Obrigada por ler!
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