Sem saída
4 Ela chama atenção?
Notas iniciais
Espero que gostem!
– James, acorda. Acorda! – Nick balançou a cama e logo depois pegou o travesseiro jogando em mim. – Vai se atrasar para aula. Cocei os olhos e sentei na cama. Droga, não tinha conseguido dormir direito e me sentia cansado.
– Levanta logo cara! – Nick pegou outro travesseiro novamente jogando.– Ai cara, pode ir sem mim.– Então ta. – Nick pegou sua mochila e saiu porta a fora. Depois de levantar, me joguei debaixo do chuveiro e depois de dez minutos, já estava pronto. Desci as escadas do dormitório com o rosto enfiando dentro da mochila de procurando por meu Ipod. Uma mão com as unhas bem feitas apareceu na minha frente segurando um fone branco com um Ipod vermelho.– Você esqueceu comigo. – Mary deu um sorriso brincalhão.– Ah, obrigado. – Peguei o ligando e coloquei um dos fones. Mary era simplesmente a melhor menina que eu já havia conhecido. Ela sempre cuidava de mim e de Nick. Já tínhamos até tentado namorar, mas não havia dado certo. Éramos como irmãos. Mary era baixinha, batia um pouco abaixo do meu ombro era albina. Seus cabelos eram bastante loiros quase brancos e seus olhos eram de um azul bastante claro.– Ei James, vamos logo, não estou a fim de me atrasar na aula do Sr. Carlos.– Aquele homem precisa de um psicólogo, isso sim. Mary abriu um sorriso e me puxou pelo casaco. O dia não estava nem quente nem frio. As nuvens estavam presentes, mas o sol insistia em brilhar. Saímos do dormitório e fomos para a lanchonete e pegamos umas maçãs. Fomos comemos, já estávamos atrasados. Passamos pelo auditório, pelo campo de esportes, pelo ginásio, piscinas, até chegar ao prédio onde ficavam as classes. O único problema naquele colégio era que a propriedade era enorme e eles tentaram aproveitar tudo, o que fez tudo ficar um pouco distante um do outro. Outro problema é que a escola ficava longe da cidade, mas fora isso era ótimo. Assim que corremos para dentro da sala, o sinal bateu e o Sr. Carlos fechou a porta. Sentei do lado de Nick e Mary foi para o final da sala sentar com uma de suas amigas. – Muito bem classe, eu quero que vocês calem a boca e comecem a ler o capitulo 17. – Sr. Carlos era um dos professores mais odiados entre os alunos. Depois que se sentou, murmurou um bom dia. Nick fez uma imitação ridícula dele e não pude deixar de rir. Ao ver que Sr. Carlos levantou a cabeça, Nick me deu uma cotovelada e tentei abafar o riso.– Sr. Blackfield, algum problema? – O professor Carlos pousou aquele quatro olhos em mim e me deu mais vontade de rir.– Nenhum. – Abaixei meu rosto sob o livro imitando Nick, que estava com a cara enfiada dentro do livro, parecendo tão sério, que a vontade súbita de rir voltou. Sr. Carlos levantou-se e quando abriu a boca para brigar comigo, alguém bateu na porta. Ele olhou ao redor e seus olhos pousaram em uma carteira vazia um pouco atrás de Mary. Aluno novo na metade do ano? Isso era novidade. – Não quero nenhum barulho. – Ele se direcionou até a porta. Para meu azar, assim que pousei os braços na carteira, o livro pousado ali, foi ao chão. Nick começou a rir alto e escandaloso. Juntei-me a risada dele. Sr. Carlos sem olhar para nós falou calmamente, como se estivesse até alegre a anunciar aquilo.– Detenção depois da aula, os dois. – Assim ele abriu a porta. Nick afundou o rosto na mochila e soltei um suspiro. Que droga, mais uma detenção. Sr. Carlos não tinha senso de humor? Fechei os olhos relaxando e aproveitando o pouco tempo que tinha.– Essa é a sala do Sr. Carmez ou Sr. Carlos? – Uma voz feminina perguntou. A voz nem era muito grossa e nem tão fina.– Sim, sou eu.– Desculpe me atrasar, mas como sou novata, passei a noite arrumando meu quarto e ainda me perdi no Campus. Abri os olhos, tinha que ver a dona daquela voz calma e chamativa. Não dava para vê-la com o Sr. Carlos na frente. Eu já suspeitava da resposta dele: “Você tem que ter mais responsabilidade e blá, blá, blá.” Mas não ouve resposta imediata. Ele ficou calado a observando e nem se mexia. Passei os olhos ao redor da sala, só eu prestava atenção neles. Meus olhos voltaram imediatamente a eles quando o silencio foi cortado.– Entre. Colocaram uma carteira a mais. Pegue seu livro e comece a ler o capítulo 17. – Ele falou calmamente. Nada de raiva ou frieza em sua voz. Assim que falou, voltou a sua mesa. A menina entrou silenciosamente na sala, nem seus passos eram audíveis. Ela sentou-se e puxou o livro de sua bolsa. Simplesmente não conseguia desviar meus olhos dela. Seu cabelo era um meio termo, nem muito liso e nem ondulado demais, mas não era isso que chamava a atenção em seu cabelo, mas sim o vermelho forte e brilhoso. Sua pele era tão branca que parecia frágil, quebrável ao toque. Mas não havia nenhuma marca ou imperfeição. Usava botas sem salto e uma calça jeans preta. Estava com uma blusa de lã marrom de gola alta. Mas havia um acessório inusitado. Ela usava luvas de renda preta o que a deixava mais delicada e sua blusa só ia ate os cotovelos.
– Perdeu alguma coisa lá trás Blackfield? – A voz do Sr. Carlos me fez desviar o olhar. Balancei a cabeça negando e ele voltou sua atenção para seu diário escolar. Passado algum tempo voltei a dar uma olhada rápida para trás. A garota continuava na mesma posição, agora seus dedos levemente entrelaçados nos cabelos avermelhados. Parecia concentrada. Só parecia, quando estava virando novamente, ela levantou seus olhos para mim. Não tive mais coragem de tornar a olhar, seus olhos pesavam sobre minhas costas
Notas finais
O que acharam? Preciso muito de opiniões!
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