Sem medos

1 Capítulo único


Grissom queria muito se declarar a Sara, mas ele tinha medo. Medo da reação dela, mesmo sabendo que ela, pó ele, mantinha um amor. Medo da diferença de idade, mesmo sabendo que isso não era o que importava para ela. Medo de estragar suas carreiras, mesmo sabendo que isso era bobeira se eles mantivessem o relacionamento em segredo e não misturassem trabalho com romance. Mais o maior medo de todos os medos que ele tinha era de amar e depois ser deixado como no caso do Dr. Laurie e de Debbie.

Grissom pensava em como se declarar a ela quando recebe um telefonema de Brass.

JB: Hey Grissom! – disse.

GG: O que houve Jim?

JB: O suspeito do seu caso que estava foragido acaba de sair em disparada pela Strip! Estamos seguindo ele.

GG: Você e quem mais? – perguntou curioso com o “estamos seguindo ele”.

JB: Eu e a Sara. – disse.

Grissom ouviu tiros.

GG: O que foi isso Brass? – perguntou temendo por Sara.

JB: Troteio. – e ouviu Sara gritando, do outro lado da linha, para Brass desligar. – tenho que desligar Grissom.

GG: Eu estou a caminho. – e desligou.

Quando chegou na Strip, Sara havia sido baleada na perna, mas ainda estava revidando os tiros como se só estivesse se arranhado.

GG: Sara... O que houve? – perguntou.

SS: Me acertaram na perna. Mas eu estou bem. – disse atirando, para o outro lado da rua, nos bandidos.

GG: Sara! Você está sangrado... – disse preocupado abaixando-se atrás do carro de Brass que lhes dava proteção contra as balas.

SS: É eu sei... É isso que acontece quando a gente se fere não é Grissom.

Nessa hora o bandido sai de trás do carro em que lhe servia de barricada e entra numa loja de conveniências e pega uma criança, que estava com a mãe dentro da loja, de refém. Brass, Sara, Grissom e os policiais ficam à frente da porta de vidro da loja, apontando para o suspeito enquanto o mesmo aponta a arma para a cabeça da garotinha.

SS: Eu vou lá... – disse para Grissom.

GG: O quê? – seu queixo caiu.

SS: Se não percebeu Grissom ele fez uma criança de refém. É uma menina. E a vida dela, com certeza, importa para alguém...

GG: E a sua também... – disse ficando vermelho.

Sara sorri. Aquilo foi tudo para ela. E sem avisar a mais ninguém ela largou a arma e entrou na loja.

SS: Larga a menina – disse ao bandido.

B: O que é que você vai fazer se eu não largar? – provocou.

SS: Nada! Me pegue no lugar dela... – disse erguendo as mãos para mostrar que não estava armada.

B: Tudo bem! – disse. – Venha para cá. – ordenou a Sara.

Sara foi devagar e cautelosamente. Quando chegou perto dele, o mesmo empurrou a menina e pegou Sara.

Grissom sentiu um aperto no coração ao vê-la se entregar em troca da menina. Essa era uma das qualidades dela.

SS: O que você vai fazer? – perguntou enquanto o bandido apertava seu pescoço, com uma chave de braço, com uma das mãos e a outra estava com o revólver mirando em sua cabeça.

B: Quero fugir! – disse e foi saindo da loja com Sara de refém.

Grissom se sentia angustiado por nunca dizer a ela que a amava. Por nunca fazê-la feliz como ela merecia. E agora, a qualquer momento, ele poderia perdê-la para sempre.

O bandido fez com que Sara entrasse no carro e ele entrou atrás, sempre com a arma apontada para a cabeça dela. Sara na direção e ele no banco do passageiro.

B: Acelera! – ordenou e Sara assim o fez.

A policia foi atrás do carro. Até que eles entraram numa estrada pela montanha, cheia de barrancos e precipícios que davam no Lago Mead.

O Bandido estava nervoso e pegou o volante do carro e virou em direção a um barranco. O carro capotou ladeira a baixo e caiu na praia que circundava o lago.

Grissom gritou. Um grito de medo e angustia.

Sara foi tirada do carro antes do bandido... Ela ainda estava viva, ao contrário do bandido que morrera com o impacto.

Sara sofrera escoriações e lesões causadas pelo impacto, além do tiro que levara na perna. Estava inconsciente e perdendo muito sangue.

Foi levada ao hospital e Grissom foi atrás... Temendo por sua vida. Sara foi operada e a bala foi retirada... As lesões do impacto foram de médio grau. Ela estava bem.

Quando Sara acordou Grissom dormia na cadeira ao lado de sua cama e segurava sua mão.

SS: Hey Griss... – chamou. – Acorde Griss... – disse docemente.

GG: Hum? O que? – depois percebeu onde estava e o que havia acontecido. – Sara? Você acordou? Você está bem? – perguntou preocupado.

SS: Estou bem sim! – disse meio tonta por causa dos medicamentos.

GG: Tive medo... – disse.

SS: Medo de quê Griss?

GG: De te perder sem te dizer o que está entalado em minha garganta há anos.

SS: Então diz... – ela sorriu.

GG: Você sabe que eu tenho medo... Medo de sofrer, medo de estragar nossas carreiras, medo por conta da idade, medo de você me deixar... Por isso não te correspondi todo esse tempo. Mas essa noite... Vendo você de refém daquele maluco todos aqueles medos que eu tinha antes me pareceram infantis perante o que tenho agora... O medo de te perder pra sempre.

SS: ... – ficou sem palavras. – E isso quer dizer que...?

GG: Que eu te amo e sempre vou te amar... Que aqueles medos infantis não existem mais... Que você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida...

SS: Isso é um “EU TE AMO” em Grissomniano? – perguntou fazendo graça.

GG: Não! – Sara estranhou. – Quer dizer: — e se ajoelhou. – Quer dizer: Você aceita se casar comigo?

SS: ... – abriu a boca para falar, mas nada saiu. Ficou sem ar.

GG: Ãh... Sara! Diz alguma coisa... Por favor. – ficou preocupado com o silencio dela.

SS: Feliz do homem que sabe valorizar uma mulher. Este sim pode chamá-la de sua, não pelo sentimento de posse, mas por ela não querer ser de mais ninguém. – disse a ele.

GG: ... – silenciou. O que ela disse lhe dizia tudo.

SS: Griss você não sabe o quanto esperei por isso! – exclamou.

GG: Isso quer dizer “SIM” em Sidleniano? – perguntou sorrindo.

SS: Não! — o sorriso dele se desmanchou, mas logo reapareceu quando ela emendou. – Não quer dizer sim. Quer dizer: Pra sempre! – Grissom se aproximou e a beijou.

Esse sim era um final feliz para eles...

FIM

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