Sem mais desculpas. Sem arrependimentos.
23 Capítulo vinte e três - Sem arrependimentos
Notas iniciais
Os dois amigos estavam entrelaçados em um abraço, na cama; Yuri e Ben estavam sentados como índios, as pernas do menino de olhos verdes se dobravam em torno da cintura do amigo, enquanto seu quadril se encaixava perfeitamente entre as pernas arqueadas do japa.
Os seus peitos e suas barrigas, mesmo vestidos, estavam em pleno contato, um com o outro. A cabeça de Benjamin estava apoiada sobre o ombro do amigo, e a cabeça de Yuri apoiada sobre o ombro do outro. Eles já estavam naquela posição há alguns minutos.
As mãos dos jovens afagavam a nuca, o pescoço e as costas um do outro. O mais importante naquele momento era acreditar que realmente estavam ali e que não se tratava de uma projeção errônea dos seus pensamentos mais secretos.
— Tu já se perguntou por que nunca nos sentimos atraídos um pelo outro antes? – perguntou Benjamin, sem parar suas carícias na pele lisa do amigo.
— Acho que meio que sempre nos sentimos atraídos um pelo outro, mas não tivemos a maturidade suficiente para discernir isso de uma forte amizade. Eu sempre quis passar mais tempo contigo do que com minhas namoradas ou outros amigos. Adorava quando tu fazia insinuações mascaradas, mas isso nunca passava apenas de insinuações.
— Eu nunca fui homofóbico, porém, antes disso acontecer conosco, eu sempre achei que as pessoas escolhiam se relacionar com outras pessoas do mesmo sexo. Porra, estava totalmente errado. Não escolhi me apaixonar por ti...
— Sei... Sei... Simplesmente aconteceu. Eu comecei a ter certeza que estava amando você a partir do momento que assumi um namoro com a Bruna. Percebia que quando ela me beijava ou fazia qualquer outra coisa comigo, o primeiro rosto que vinha na minha mente era o seu. Achava aquilo um absurdo.
Benjamin sorriu sem notar, totalmente involuntário.
— E o que faremos quanto ao que sentimos?
Yuri não sabia o que responder, por este motivo ficou em silêncio por alguns segundos.
— Vamos ficar juntos, ué... Não vejo a gente lidando com isso de outra forma. Precisamos um do outro, nunca mais quero perdê-lo.
Benjamin começou a chorar novamente e afastou alguns centímetros os seus troncos para contemplar o rosto do japonês. Yuri expressou uma feição de assustado, que se perdeu segundos após receber um beijo molhado do menino de olhos verdes.
O beijo começou a ficar mais intenso e forte. Benjamin começou a arranhar as costas do outro de baixo para cima, arrastando a camiseta dele junto com suas mãos. As mãos do Yuri se fecharam em torno dos glúteos macios do amigo, que estava um pouco arrebitado.
O menino de olhos verdes fez o outro tirar a camiseta ao mesmo tempo em que propunha:
— Japa, eu quero fazer sexo com você. Quero transar contigo aqui mesmo e sem camisinha, por favor.
Yuri se apavorou. Não sabia bem o motivo, já que tinha transado com muitas meninas até o momento. Talvez, porque nunca esperou ouvir aquilo saindo da boca mais gostosa e carnuda que já beijara. O rubor dos seus lábios logo desapareceu, e a tremedeira nos seus membros superiores se dissipou.
— Tu tem certeza que quer fazer isso tão de repente?
Benjamin sorriu maliciosamente quando retirava sua própria camiseta suada.
— Não me diga que está amarelando aqui e agora? – Ele riu para provocá-lo.
— É... Hum… Não, mas…
— Mas...? Eu quero transar com você hoje e sem camisinha. Venha e não tenha medo. Vamos descobrir juntos como é a sensação de fazer isso com outro homem – instruiu Ben, puxando o tronco do seu amigo contra o seu, e ambos caindo na cama: o japonês ficou por cima, todo nervoso.
Benjamin começou a abrir e a descer sutilmente o calção do japa, deixando a cueca superdesnivelada pelo pênis do menino por último. Yuri contemplou a situação, tentando manter a calma e analisando o que faria em seguida. Logo, o oriental começou a beijar o pescoço do companheiro a partir da região entre os seus peitos e desceu a língua lentamente até o umbigo. Ele chegou a dar uma chupada ali antes de prosseguir.
Abocanhou a ponta da cueca e da calça moletom do menino com os dentes, e, num ato acompanhado por suas mãos, desceu aquelas peças de roupa até os joelhos do amigo. Enquanto fazia aquilo sentiu o pau alheio se chocar contra seu lábio superior e nariz, devido à pressão que estava submetido lá dentro e devido a estar ereto igual a uma madeira.
Depois tirou aquelas peças de roupas somente com as mãos. Benjamin espalmou uma mão no abdômen do oriental, empurrando-o para trás, que caiu sobre suas próprias pernas.
Yuri se deitou abrindo as pernas assim que Ben as forçou para os lados, e o japa esparramou seus braços e suas mãos transversalmente ao resto do corpo para ficar mais à vontade. O menino de olhos verdes, mordendo os lábios, agarrou as laterais da sua própria cueca tão adjacentes a sua pele e puxou-as para baixo tão depressa que o japa gemeu ao assistir a isso.
— Que tu vai fazer, Ben? – indagou Yuri, nervoso, quando viu seu amigo se aproximando do seu pênis ereto.
— Sexo não é sexo sem uma oral – respondeu com timidez. – Nunca tinha feito isso num homem, mas acho que deve ser igual a fazer numa mulher.
Depois, se calou, colocando com timidez aquele grande volume dentro da sua mucosa oral. Ao tocar a glande do amigo com a língua, sentiu asco, no início, só que não parou. Estava decidido a se entregar por inteiro ao outro. Conseguiu sentir as pequenas veias do membro enquanto tentava colocar todo aquele pênis dentro da boca. De repente, quando se sentiu menos tímido, partiu para os movimentos mais rápidos, que tanto davam prazer ao companheiro.
Yuri sentiu seu peito tremer quando os delicados lábios rosados do Benjamin começaram a tocar a sua glande. Caralho, como aquilo lhe tirou o fôlego. No momento em que sentiu seu pau deslizando naquela mucosa quente, não resistiu ao impulso de liberar gemidos com excitação. Porra, não acreditava que seu melhor amigo estava chupando o seu membro. Cadê a timidez de Yuri quando Benjamin começou a subir e a descer os seus lábios ao longo do seu pênis?
O japonês apertava as fronhas dos travesseiros com a ponta dos dedos, ao passo que seus olhos se reviravam para cima e sua garganta se dilatava, permitindo que longos gemidos lhe escapassem na passagem do ar pela laringe.
O menino de olhos verdes pressionava com força a cintura do outro, sem tirar aquele pênis grande e grosso da sua mucosa oral. Não acreditava que estava fazendo sexo oral em outro homem.
Há um ano, se imaginar naquela posição era como se imaginar pulando de um avião sem paraquedas.
— Tu gostou, Yuri? – Benjamin limpou os cantos dos lábios com o dorso da mão, tentando não tirar os olhos do amigo.
Yuri procurou recuperar o fôlego antes de abrir a boca.
— Foi a melhor coisa que alguém já fez em mim. Céus, isso foi muito gostoso... – O japa apalpava as coxas grossas do companheiro. Logo, levantou seu tronco e começou a beijá-lo na boca, sem se importar com a situação anterior daqueles lábios.
Yuri virou o tronco do Ben, deixando-o de quatro para ele. Abrindo suas pernas e massageando os glúteos do amigo, que ficaram na altura do seu rosto, lambeu seu indicador, molhando-o ao extremo, e começou a passá-lo em torno do esfíncter alheio com muita delicadeza.
Benjamin sentiu algo novo percorrer o seu corpo todo e se depositar naquela região. Algo delicioso aconteceu quando aquele indicador invadiu um pouco o seu ânus. Um gemido misturado com uma estranha pressão lhe tomou conta. O oriental beijava a polpa da superfície dos glúteos do amigo, girando lentamente seu dedo naquela pequena profundidade anal.
O menino de olhos verdes não conseguia controlar seu corpo, que tremia de um lado para o outro. Já não tinha forças suficientes para continuar apoiando seu tronco sobre suas mãos no colchão, tamanho ao tremor que aquilo propiciava a sua musculatura.
Então Yuri tirou seu dedo do esfíncter do amigo e começou a lamber aquele ânus rosado com a língua. Caralho, se antes Benjamin se tremia todo, agora começava a se contorcer e a gemer ainda mais alto.
O oriental se empolgou, aprofundando um pouco a língua naquela região. Sua mão direita agarrou o pênis do outro, flexionando-o um pouco para trás e começou a lamber as bolas um pouco peludas do Ben. Voltando em alguns momentos ao ânus do amigo.
Ben adorou quando Yuri se deitou de costas para a cama e colocou sua cabeça entre sua virilha, e começou a chupar o seu pênis ainda ereto e com total tesão. O japa tentou imitar os mesmos movimentos que o outro fez ao chupá-lo anteriormente, já que não tinha nenhuma experiência com aquilo.
— Aghr...! Caralho! Tu tem uma boquinha muito quente e deliciosa, japa... – Ele foi interrompido por um gemido alto e indesejado quando o oriental pressionou a glande do menino contra sua língua e céu da boca.
Benjamin não saberia como descrever a sensação que estava comandando as suas sinapses químicas e elétricas. Só conseguia desejar para que toda aquela estimulação não fosse interrompida por ninguém naquele momento.
Yuri voltou a ficar por detrás de Benjamin. Agora, seu pênis roçava as polpas inferiores das nádegas do menino enquanto que com uma mão prendia obliquamente o tronco do outro contra seu peito e tórax, e com a outra girava o maxilar do amigo para a direita, conduzindo-o ao encontro dos seus lábios. Benjamin se masturbava com os olhos fechados, sentindo o corpo quente do amigo lhe dando um prazer natural.
O japonês deitou aquele corpo másculo de bruços na cama e começou a roçar seu pênis no pequeno espaço que separava as duas nádegas brancas do Ben. Ele projetava seu corpo para frente e para trás – simulando uma penetração. Aquilo fez o menino de olhos verdes ficar com medo do que estava por vir.
— Não tenho nenhum gel lubrificante em casa, vou pegar um hidratante a base de água da minha mãe – afirmou Yuri ao pé do ouvido do outro, depois, dando uma mordiscada de leve na região com seus dentes. – Não saia desta posição, Benzinho.
Ben engoliu sua saliva nervosamente ao ver seu amigo sair pela porta do quarto completamente nu e desaparecendo no corredor logo em seguida. O rapaz conseguia sentir a sua respiração ofegante ficando mais nervosa.
Era melhor o amigo não perguntar se ele tinha certeza de fazer aquilo naquele momento, porque agora já não tinha mais tanta certeza. Começava a se arrepender de ter sugerido a penetração. Só que esse arrependimento caiu por terra quando o menino viu o olhar e o sorriso apaixonado do Yuri ao voltar para o quarto.
Yuri empinou um pouco da pelve do menino de olhos verdes para conseguir dilatar alguns milímetros do esfíncter virgem do companheiro, e Benjamin uivou de prazer ao sentir o dedo do japa, umedecido pelo hidratante, forçar seu ânus, lubrificando e dilatando a região.
— Posso começar a tentar?
Benjamin engoliu em seco, suspirou lentamente e assentiu com a cabeça, mesmo não convencido a permitir a penetração.
— Só vai devagar, porra — pediu, mordendo os lábios assim que começou a sentir a cabeça do pau do amigo começando a forçar o seu esfíncter.
— A partir deste momento, poderei te conhecer de uma forma ainda mais íntima, Benzinho... Relaxa, eu prometo ir o mais devagar possível. Se doer demais, pode me pedir para parar.
Aquelas palavras fizeram Ben ficar rosado de vergonha. Ao terminar de ouvir aquilo, o menino de olhos verdes sentiu não apenas a cabeça do pênis do outro forçando aquela região, como também o resto dele.
Benjamin se afastou num impulso, gritando desesperadamente. As mãos carinhosas de Yuri seguraram a pelve e o ombro do garoto.
— Calma, tudo vai ficar bem. Tenta relaxar mais um pouquinho, Benzinho... assim vai se machucar todo.
O menino tentou seguir a recomendação enquanto aproximava o seu esfíncter apertado do pênis do melhor amigo. Yuri encheu os dedos de hidratante e passou em seu pau e no ânus do outro.
— Vou tentar mais uma vez, Benzinho...
— OK – concordou, nervoso.
Dessa vez, o pênis grosso do japonês entrou com mais facilidade. Benjamin foi do extremo da dor ao do prazer. Caralho, o que podia explicar aquela sensação arrebatadora que tomou conta do seu sistema nervoso?
Yuri não acreditava que a metade do seu pênis estava sendo aquecido pelo calor do reto de Ben. Aquilo era fantástico para o menino.
— Porra, estou dentro de você.
O japa tornou a aprofundar a penetração, fazendo com que Ben gemesse de prazer e tremulasse seu tronco com o estímulo. Benjamin se derreteu todo, abrindo os lábios úmidos, quando o pênis do amigo estava totalmente dentro do seu reto.
Yuri puxou o tronco de Ben com as mãos para conseguir beijar a sua nuca e mordiscar a sua orelha ao mesmo tempo em que começou a entrar e sair daquela bunda gostosa e carnuda. O menino de olhos verdes gemia baixinho e tentava controlar sua respiração bastante ofegante e menos nervosa.
Benjamin não acreditava que estava dando a bunda. Não sabia o motivo, mas pensou no que seus pais, no Miguel, na Yumi e na Bárbara. O que eles achariam daquilo caso lhes pegassem transando naquele minuto?
— Está gostoso, Benzinho? Me diga se está doendo.
— Aghr! Cala a boca, japa – respondeu Ben, sendo um pouco grosso. – E não, não está doendo horrores. Está um pouco dolorido, eu acho.
O japonês começou a aumentar a força e velocidade assim que os gemidos doloridos do menino de olhos verdes diminuiu e deu lugar a gemidos deliciosos como aqueles que as peguetes do oriental davam quando estavam quase gozando.
Yuri teve que conter o impulso de perguntar se Benjamin estava gostando, porém a julgar pela ajuda que o menino dava ao empurrar sua pelve contra a dele para que a penetração fosse ainda mais profunda, ele devia estar adorando sentir aquele pau duro forçando as paredes do seu reto virgem.
Benjamin girou um pouco do seu tronco para direita a fim de dar um abraço forçado no outro e beijá-lo, só que isso fez o pênis do amigo escapar do seu esfíncter dolorido.
Yuri ficou de frente para o único homem que amava demais da conta a ponto de experimentar aquela nova sensação e começou a beijá-lo deliciosamente, masturbando-o e apalpando os glúteos avermelhados do menino.
— Deite com as costas para o colchão e levante as pernas – ordenou o japa, se aproximando da beira da cama.
Ben sacou a posição que o oriental queria comê-lo, ele mesmo já comera muitas meninas naquela posição. Mas agora o menino se sentia como a presa e a fêmea.
— Isso mesmo, Benzinho... – balbuciou Yuri, se colocando entre as pernas empinadas do descendente de italiano e guiando o seu pênis para dentro do ânus do companheiro.
Novamente, encontrou resistência na região delicada e teve o máximo cuidado para não machucá-lo. Cuspiu sobre a cabeça do seu pau e forçou-o contra aquele esfíncter apertadinho. Benjamin deu um grito incontrolável assim que o membro do amigo atingiu seu objetivo, tamanho ao prazer misturado com uma dorzinha que lhe tirou os demais sentidos.
Agora, Benjamin e Yuri podiam se encarar nos olhos enquanto transavam iguais a duas moças virgens, envergonhadas e apaixonadas, mas determinadas a perderem aquele status logo, logo.
— Eu te amo, Yuri. Eu te amo...
— Caralho, que momento perfeito para ouvir esta declaração, Benzinho... já te disse: eu te amo como o Romeu amava a Julieta.
— Vá se foder, só porque estou dando a minha bunda tenho que ser a Julieta? Vá se foder, japa do caralho.
Yuri riu por saber que nem em um ato tão íntimo e particular como aquele era capaz de acabar com o clima de cumplicidade dos dois amigos. O oriental se deitou sobre o tronco de Ben a fim de beijá-lo enquanto metia fundo, isso elevou ainda mais as pernas másculas do outro, empinando ainda mais aquelas nádegas e consequentemente dilatando o esfíncter forçado.
Após aquele beijo longo, Benjamin arqueou seus antebraços sobre a nuca do amigo, acariciando seus curtos cabelinhos lisos. Em troca, recebia beijos e mordiscadas na orelha e no pescoço. Isso tudo sem perder a penetração que continuava profunda e intensa.
Benjamin começava a se preocupar, afinal estava começando a curtir aquela transa. Nunca pensou que ser a mulher da relação tinha lá os seus benefícios. Se soubesse que dar a bunda era tão... tão gostoso, já tinha feito! Porra, que merda o garoto estava pensando? Até ontem, nunca quis transar com um homem e agora já estava todo animadinho? Ele mesmo se repreendeu, mas sem prender um sorrisinho provocante.
O japonês comia o melhor amigo com os olhos fechados, mal podendo acreditar que aquilo estava acontecendo e que era realmente Benjamin sobre sua pegada forte.
Após mais alguns minutos, Yuri caiu exausto do lado do menino de olhos verdes, que encaixou sua cabeça entre a axila direita do amigo, beijando o peito desprotegido dele.
— E aí, me diga o que achou disso tudo? Doeu muito? Tu gostou? Eu mandei bem?
Benjamin caiu na gargalhada, alisando os gomos do abdômen daquele belo oriental ao seu alcance.
— Cara, foi muito louco tudo isso. Porém tenho que confessar que foi melhor do que eu podia imaginar. Acho que das próximas vezes será ainda melhor, afinal a dor diminui com o tempo, pelo menos é o que lemos por aí.
Sério que ouvi ele dizer isso? Próximas vezes? Meu caralho, ele deve ter gostado. A gente vai repetir esta maravilha por mais vezes...? Se acalme, Yuri Takashi Neto... Se acalme, rapaz!
— Ué, por que tu ficou meio aéreo agora? – perguntou Ben, puxando o rosto do outro pelo maxilar.
Yuri riu e deu um selinho naqueles lábios rosados e carnudos.
— Só estou assim porque é muito difícil para eu assimilar tudo isso de uma vez só. Primeiro, vem na minha casa e me pega de surpresa. Depois, diz todas aquelas palavras gostosas. E por fim, me propõe para transarmos. Algo que nunca tínhamos feito com outro homem. Este dia não podia ficar mais perfeito.
O menino de olhos verdes contemplou o próprio corpo projetando seu tronco para cima e disse:
— Eu sei, sou muito gostoso. – E riu, fazendo o amigo apertar sua nuca, empurrando aquela cabeça sobre seu abdômen. – Mas as novidades não acabaram... Eu quero comer a sua bunda também.
Yuri se assustou e se levantou em um solavanco, Ben já tinha entendido tudo: ele não tinha curtido a ideia.
— O quê? Quer... quer comer a minha bunda?
— Sim, por um acaso tu ficou surto, foi?
O japa engoliu em seco e apoiou uma mão sobre a mão do companheiro, sem olhar direto em seus olhos verdes.
— Não sei... Nunca tinha me visto nesta situação antes.
— E eu sim? Eu já tinha tido sonhos eróticos com outro homem e inclusive era a mulherzinha da relação, né? Vá se foder, japonês do caralho. Cale a boca e se deite aqui na cama. A gente está aqui para experimentar coisas novas, caso contrário, esta relação não vai funcionar, meu caro.
Yuri franziu a testa nervoso, pondo uma mão sobre as suas próprias nádegas.
— Porra. Tudo bem, mas vai ter que ir com calma, também nunca tinha dado a minha bunda antes. Por que tive que me apaixonar por outro homem mesmo?
Benjamin sorriu, se levantando para beijar a boca alheia. O rapaz sentia a musculatura do companheiro totalmente enrijecida, e, por conta disso, começou a beijar os músculos das costas do outro, levando sua língua até a linha entre as nádegas do japonês.
— Prometo que serei um cavalheiro assim como tu foi, japa. Então... Relaxa e pode gozar à vontade. – Terminado aquilo, começou a lamber o esfíncter apertadinho do outro.
Aquilo levou o oriental a gemer alto e a apertar, com as duas mãos, a colcha macia da cama. Ben se esqueceu do hidratante e começou a forçar seu pênis superduro naquele orifício à base de muito cuspe.
— Calma! Aghr! Aghr! Dói pra caralho, velho... pra caralho!
Ben riu exageradamente.
— E lembre-se que seu pau deve ter uns três centímetros a mais do que o meu e ainda é mais grosso, então, quem sofreu na real fui eu. – Yuri ficou tentado a mandar o amigo à merda e interromper o ato. – Como tu mesmo me disse: relaxa, relaxa, gatão!
— Da próxima vez, me lembre de sairmos para comprar bastante lubrificante. Beleza?
Benjamin riu novamente e voltou a forçar a entrada. Conseguiu colocar a cabeça e a metade do pênis dentro do outro sem ouvir qualquer reclamação. Por isso o retirou novamente do reto virgem bem lentamente e começou a girá-lo, quase que massageando o esfíncter de Yuri, a fim de dilatá-lo e propiciar uma penetração mais confortável.
O japonês não resistiu àquela ação e já se contorcia de prazer, gemendo como jamais imaginou que poderia gemer. Quando Benjamin se deu conta, já tinha colocado todo o seu membro no interior do amigo. Aquilo evoluiu ligeiramente para uma penetração mais forte. Pelo jeito o menino tinha se esquecido do pedido do outro: o de ir devagar.
O menino de olhos verdes se sentia como se montasse num cavalo largo; segurava as mãos nos ombros do outro para conseguir pegar impulso para se lançar para frente, aprofundando a penetração enquanto empinava os glúteos do japa.
— Fique de quatro, Yurizinho – falou ele, beijando o meio das costas do amigo. – Abra mais as pernas, quiridú. – Ele obedeceu. – Abra mais um pouco, japonês gostoso – disse, apertando um glúteo do outro.
O pênis do menino entrou facilmente no esfíncter de Yuri, que fez uma careta ao sentir um pouco de dor no início da penetração. Ben não esperou muito para colocar tudo para dentro bem rápido e forte – fazia questão de que cada socada fosse acompanhada por um empurrão nas coxas e nos membros superiores do japa.
— Caralho, Benjamin, tu acha que está socando em um arrombado, é isso mesmo
Ben riu, mas não desviou sua atenção, beijando, volta e meia, as costas do amigo. Ele estava sentindo muito tesão por estar comendo o melhor amigo, a sensação de culpa e do que os outros iriam pensar já tinha se perdido.
O japa não conseguia segurar os gemidos e não queria confessar, mas dar a bunda não era tão horrível quanto todos os héteros pensavam. Tinha que concordar consigo mesmo que o melhor amigo sabia bem como penetrar alguém. Agora, podia entender o motivo para tanto sucesso entre as garotas.
— Vou gozar... – confessou Benjamin, já se aliviando e gemendo. – Caralho, eu gozei dentro do seu cuzinho... Foi mal, japa... Foi mal...
Yuri se virou ainda sobre a cama e levando um dedo na região do seu ânus para sentir a viscosidade do esperma do companheiro. Ele começou a rir sozinho e, depois, tentou limpar seus dedos melecados com aquilo no peitoral do menino de olhos verdes.
Benjamin tentou se desviar, mas já era tarde, foi melecado com seu próprio esperma. De repente, caiu sobre o corpo do amigo, e Yuri sentiu todo o peso do amigo sobre o seu peitoral e o seu abdômen. Enquanto Ben permanecia naquela posição, alisou as coxas malhadas do oriental.
— Cara, não sei bem o motivo pelo qual nunca percebi o quanto tu é gostoso, japinha lindo. Eu te amo de verdade, não tem noção do quanto. Tu foi o meu primeiro homem e já estou xonadinho. Me sinto igual àquela virgem que se apaixona por aquele que lhe tira o cabaço.
— Só que tu já era apaixonado por mim bem antes de tirar a virgindade do seu cu. Aliás, que absurdo, como assim seu primeiro homem? Eu serei o único, tu me entendeu, Benjamin Belucce Furlanetto? Tu me entendeu, né?
Ben adorou vê-lo com ciúmes tão explícitos. Claro que aquilo foi uma tática para deixar o menino oriental com superciúmes.
— Cara, eu quero que tu seja o meu único homem. Não sinto atrações por outros carinhas, só por você, e olha que temos vários amigos até apresentáveis.
Yuri deu um tapa na nuca de Benjamin. O Furlanetto começou a rir, procurando os lábios finos do seu amor.
— Confesso, Ben, que devíamos ter esperado um momento mais romântico para transarmos, porém este foi maravilhoso. Céus, foi muito bom...
— Quê? Mais romântico do que eu me declarar para ti? Tenho certeza de que se estivéssemos sendo monitorados por vários desconhecidos naquele momento, vários deles já estariam com o coração nas mãos.
— Sim, sim. Tu tens razão, a propósito não me atrevo contrariá-lo após fazer tudo o que fizemos aqui nesta manhã. Tu foste realmente perfeito! Porra, Benjamin... Eu te amo demais.
Benjamin sorriu sobre o peito do outro, levantando um pouco da cabeça para mirar os olhos negros do oriental, sem contudo, sair da mesma posição. Yuri sorria de volta, um pouco constrangido, mas por quê? Era o que se perguntava enquanto olhava aqueles perfeitos traços no rosto do seu melhor amigo.
— Porra, tu é muito lindo, Benzinho... por que é tão lindo?
— Ah, para com isso, pelo um amor... – O menino já achava demais aquela meiguice toda.
— Tava pensando aqui comigo que já está chegando o dia de se mudar para Blumenau. Não sei como suportarei sua ausência, ainda mais depois do que fizemos hoje. Tens mesmo que ir, Benzinho?
— Infelizmente, eu preciso mesmo ir. Meus pais contam muito com isso. Vou morrer de saudades suas e da Báh todos os dias. Disso não tenho dúvida, e sim, o que aconteceu aqui entre a gente marca um novo início, mas que em breve será interrompido.
Yuri sentiu que estava prestes a chorar, mas se conteve para não quebrar o clima.
— É foda, entretanto tenho certeza que isso é mesmo necessário e que está acontecendo no momento exato na sua vida. Tu conseguiu uma puta conquista e estarei sempre te apoiando aqui.
— Tu é um fofo, sabia?
— E é claro que viverei naquela cidade para visitá-lo. Vou ir à Blumenau toda hora que tiver aulas superchatas ou em dias com janelas como as de hoje.
— Rá, rá, rá...! O japa matando aulas? Isso eu aposto que não vai acontecer jamais.
O japonês franziu a testa e cerrou um pouco os olhos.
— Para ver a pessoa que mais amo nesta vida, eu mato todas as aulas. Inclusive as minhas provas – confessou, rindo e beijando os lábios do garoto.
— Eu estou com fome, japinha. Que tal cozinhar algo bem gostoso para o seu gostosão aqui? – pediu ele, se levantando após apoiar suas mãos no peitoral do oriental.
Yuri sorriu, fazendo a cara de alguém que emite algum julgamento.
— Que horas são? Tenho aula agora de tarde?
— Quê? Disse que não iria matar aulas para me visitar a quilômetros daqui?
— Estou brincando, gatão – emendou o japa, agarrando os glúteos do amigo. – Está pronto para outra rodada?
— Nem fodendo antes de cozinhar alguma coisa para gente e de descansarmos um pouco. Deixa de ser tão guloso, este rabinho aqui não vai ficar de molho por alguns dias por sua culpa, não.
Os dois riram escandalosamente. Estavam muito felizes para mentir isso com ações ou palavras. Sonhavam com aquele momento desde o primeiro beijo na ducha do banheiro – naquela mesma casa, inclusive.
— Caralho, são mais de uma e meia da tarde. Estamos aqui desde as nove da manhã. Estamos de parabéns, hein? – confessou Benjamin após sair de cima do amigo e caminhar na direção do relógio digital sobre a mesinha do computador. – Por isso estou com muita fome. Não vai cozinhar para mim, garoto?
— Seu puto do caralho, deixa eu contemplar a visão perfeita do seu corpo nu sem cobranças – retrucou ele, sorrindo e se esforçando para ficar de pé. – Primeiro, vou tomar uma ducha e lavar o cu que certo alguém de olhos verdes e extremamente ousado deixou cheio de porra.
— Quer que tomemos banho juntos? – provocou Ben, convencido do contrário.
— Só se for pra já, Benzinho...
— Eu estou brincando. Vamos tomar banho separados, seu japa tarado.
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