Sem Querer, Juntos!

9 Capítulo 9 - Bônus


Sem querer, juntos.

Capítulo 9 — Bônus

— O que? — Naruto perguntou novamente, fingindo fazer um esforço para ouvir ao colocar a mão atrás da orelha direita, como se fosse um cone.

Tranquilamente e mais uma vez Sasuke refez a exigência.

— Eu exijo uma explicação.

O loiro sorriu, passou as duas mãos nos cabelos, depois depositou-as na cintura e balançou a cabeça negativamente, não acreditando naquilo que ouvia.

— Sasuke, vamos fingir que eu não estava bebendo desde as seis da tarde — Naruto sugeriu, gesticulando com uma das mãos que apontara para o bar agora fechado e depois para ele próprio. — E que estou aqui sóbrio e que sou capaz de entender o que você ‘tá querendo que eu explique. Aliás, porquê, diabo, eu te devo alguma explicação da minha vida?

Após aquele questionamento o silêncio se amplificou parecendo tomar toda a rua, não havia nem mesmo o barulho de carros passando ao longe, gente tossindo ou cachorros latindo. Para não dizer que não tinha ruído algum, havia sim um zunido irritante da lâmpada da luminária acima deles onde alguns insetos teimosos insistiam em investir contra ela fazendo-a piscar e emitir um chiado estático.

Sasuke também não queria ter bebido tanto e estar com seu poder de raciocínio e argumentativo mais afilado naquele momento, no entanto o nervosismo que sentira ao ver Naruto tagarelando animadamente com outro cara naquele bar só foi apaziguado após ingerir várias canecas de cerveja, uma atrás da outra. Só se deu conta da quantia que havia ingerido quando se levantou e tudo girou ao seu redor, tornando difícil até mesmo o ato de caminhar em linha reta e chegar ao balcão, onde teve outra tarefa árdua: lembrar da senha do cartão de débito para pagar a conta.

Mas voltando ao loiro, Sasuke percebeu que Naruto não parecia tão mal quanto alegava estar, apesar do rosto muito corado devido ao álcool, sua fala parecia sóbria, pelo menos, mais que a sua.

— Você me ouviu, m- merda... — gaguejou, mesmo se empenhando para que as palavras saíssem inteiras. — Eu... quero uma expi...licação ­— sentiu raiva ao perceber que sua língua estava embolando, mas respirou fundo e tentou novamente. — Tsc! Quero saber por que você está... você está... me traindo com aquele merdinha, aqui... nessa merda desse bar...?

— Eu? Te traindo? — Naruto gargalhou alto e sua risada se propagou pela viela vazia aonde se localizava o bar, reavivando a rua morta, que começou a emitir sinais de vida como latidos de cachorro e o barulho que parecia de gatos pulando assustados sobre as lixeiras.

Sasuke pensou que ouviria de Naruto a seguir algo como: “Você tá maluco? Eu não sou gay, não temos nada pra você alegar essa idiotice”. Estava até preparado para aqueles argumentos, só não estava preparado para ouvir o que ouviu.

— Quem estava na farra no meio da semana com “os amigos” era você!

Os olhos negros de Sasuke se arregalaram e de repente a sobriedade o atingiu. Aquilo soou tão dona de casa cobrando o marido que chegou cheirando a álcool depois do Happy Hour com os amigos que Sasuke não conseguiu evitar a vontade de rir. Ao tentar segurar a risada emitiu um som ainda mais estranho com a boca e em seguida deixou a gargalhada romper, aumentando também os latidos de cachorros pelas redondezas.

Sasuke até segurou a barriga e se desdobrava de tanto rir, o que deixou Naruto possesso.

— Qual é a graça? — perguntou o loiro, muito sério, fazendo um grande bico com os lábios juntos.

Mas para maior irritação de Naruto, o moreno só continuou gargalhando, ele não conseguia parar para poder se explicar. Naruto contou mentalmente até três, cerrou os dentes e os punhos ao mesmo tempo, e se aproximou de Sasuke, segurando-o pelo colarinho e o golpeando na face.

Ao sentir o soco arder na sua face esquerda, Sasuke cambaleou pra trás e caiu sentado de bunda no chão. Sua risada cessou no mesmo instante. Ele massageou o rosto no lado atingido e cuspiu um bolo de saliva no chão. Seus olhos fumegaram ao ver sangue misturado a saliva. Sua ira cresceu tanto que sentiu a bebedeira desaparecer de vez.

— Por que fez isso, idiota?

— Porque você não me responde direito, seu... bixinha de merda!

Ao ser xingado, depois de ser agredido daquela forma, Sasuke ficou cego. Ele não aceitava de forma nenhuma apanhar e havia aprendido artes marciais exatamente para poder se defender das ogrocidades de caras machistas ou homofóbicos.

Sem pensar duas vezes levantou-se no impulso, já com o punho fechado e partiu para cima de Naruto. O loiro tentou se proteger cruzando as mãos na frente do rosto, mas Sasuke o golpeou na lateral esquerda, perto do ouvido, e quando a guarda de Naruto baixou devido a dor, golpeou a direita e enquanto ele estava cambaleando, tonto por causa dos golpes e ameaçando cair, foi a vez de Sasuke segurá-lo pelo colarinho e empurrá-lo contra a parede do bar, fazendo-o chocar as costas contra ela.

Os olhos negros de Sasuke estavam arregalados, ele respirava depressa em cima de Naruto, sentia a adrenalina tomando cada fibra do seu corpo. Viu os olhos azuis do loiro se recobrar e um filete grosso de sangue escapar do nariz dele e morrer na margem da boca que exibiu um sorriso recatado.

Naruto sorria por notar Sasuke impondo força no agarre da gola da sua camisa, tanta, que dava para ver as veias nos punhos dele saltadas, da mesma forma que as veias no pescoço. Ele estava firme. Era capaz de senti-lo o asfixiando somente com olhar.

— Agora sou eu quem pergunto: do que está rindo, babaca? — Sasuke quis saber, o semblante todo enrijecido.

— Nada — Naruto passou as costas do punho fechado na boca e fungou. — Só achei irônico perceber que você é mesmo homem, forte e de sangue quente.

Sasuke não conseguiu entender aquela estranha justificativa, mas algo dentro de si revirou e se deixou guiar por esse algo que o impulsionou a puxar Naruto pela gola da camisa e sobrepor a boca dele com a sua, enquanto seu coração martelava dolorido dentro do peito.

Não soube também em que momento pararam o beijo e nem como levou Naruto para o Motel que ficava na esquina daquela mesma rua. Deu-se conta quando já estavam dentro do cômodo modesto e se despiam com a ansiedade de adolescentes.

A aflição de Sasuke era tamanha que depois de despir Naruto afoitamente o encurralou de novo, agora contra a parede do quarto, passando trilhar um caminho de beijos húmidos pela lateral do pescoço dele. Foi descendo até se ajoelhar diante do ventre dele e observar o membro ainda frígido. Disposto a reverter aquela situação, o colocou todo dentro da boca.

Por mais que Naruto estivesse confuso o calor do momento não o permitia pensar ou reagir em contrariedade, principalmente quando sentiu seu pênis ser engolido e sugado daquele jeito. O sexo oral que recebia era algo tão único, que achou que iria enlouquecer. Nunca ninguém havia feito com ele daquele jeito e admirou a determinação do homem moreno em saber como propiciar ao seu parceiro tanto prazer usando somente a boca.

Utilizando a língua, Sasuke se esforçava para estimular Naruto ao limite, comemorou mentalmente quando sentiu o pênis dele crescendo e enrijecendo dentro da sua boca.

Naruto não foi capaz de manter o nexo por mais tempo e apoiou as mãos na parede, passando a movimentar o quadril de forma a ir de encontro as investidas da boca de Sasuke. Passou a gemer descontroladamente e mesmo quando o orgasmo o atingiu com força, Sasuke não recuou, ele continuou engolfando seu sexo, enquanto as mãos dele apertavam firmemente suas nádegas. Notou Sasuke sorvendo cada gota do gozo que despejara na boca dele e, quando não havia mais nada para ser tomado, ele finalmente o largou, voltando a ficar de pé e encarando-o com um olhar lascivo.

Se Naruto não estivesse encostado na parede, o loiro imaginou que certamente não teria forças para continuar de pé. Ainda respirava com dificuldade quando Sasuke o beijou novamente fazendo questão de que ele experimentasse o gosto do próprio orgasmo.

Naruto espalmou a mão no peito dele e o afastou. Apesar de achar aquilo estranho, o gesto lhe causou um efeito contraditório: um ardor intenso na virilha.

— Você é mesmo pervertido — o loiro comentou.

— Tem nojo do seu próprio gosto?

— Cale-se.

— Olha — Sasuke pediu, apontando para o membro do loiro, que havia enrijecido novamente. — Essas coisas pervertidas, funcionam. Está duro de novo.

— Como consegue fazer isso?

Sasuke o encarou.

— Vamos para cama.

Naruto não se moveu.

— Eu não sei se quero fazer isso, vai ser estranho, nojento — alegou.

— Seu corpo quer, é a única coisa que precisa saber.

— Mas você vai enfiar seu pau na minha bunda?

— Pode ser ao contrário.

Naruto arregalou os olhos diante daquela possibilidade, mas seu olhar não demorou ficar mortiço de novo, estava com vergonha.

— Eu nem saberia como fazer — resmungou. — Nunca... fiz sexo anal com ninguém antes.

— Mas do que está com receio, afinal? De sentir dor? Acabou de levar dois socos na cara e riu. Com certeza fazer sexo é menos dolorido que uma briga de rua com porrada.

— Vai ser nojento.

— Não vai ser nojento. Eu não vou chegar ao final já que é sua primeira vez, também vou usar preservativo.

Houve um suspiro resignado da parte de Naruto.

— Tá — acabou por concordar. — Eu vou ser sua garota, então. Conduza.

Sasuke encarou Naruto com o ar endurecido, então apanhou um dos punhos dele e o ergueu até ficar diante do seu rosto.

— O que é?

— Abra mão.

Naruto o fez, e Sasuke a colocou sobre seu tórax.

— Primeiro: você sabe o que fazer. Segundo: tem que querer fazer, querer tocar a pessoa com quem quer fazer. Você já foi casado, é experiente o suficiente. Não precisa que eu te “conduza” como se fosse uma menininha virgem. Eu imagino muito bem que você não agia sozinho na hora do sexo, porque ambos sabemos que não é assim que o ato funciona. Os dois precisam agir para proporcionar prazer para o corpo do outro.

Após concluir, Sasuke largou o punho de Naruto e apenas esperou, o assistindo tomar a iniciativa.

Aos poucos, sentiu seu coração acelerando, conforme os dedos dele ganhavam movimentos lentos e acariciavam sua pele.

Naruto sabia que aquele corpo era bem diferente de um feminino, mas o qual conhecia melhor que o feminino por ser homem também. O peito de Sasuke era quase reto, se não fosse pela musculatura elevada devido aos exercícios físicos, os mamilos eram pequenos, róseos e estavam endurecidos. Os ombros eram largos. Mas a pele dele era branca, macia e exalava um perfume gostoso que adentrou em suas narinas como um convite a se aproximar. Aproximou-se. Tocou com a sua boca um dos mamilos eriçados. Sasuke se demonstrou bem sensível, pois o sentiu sobressaltar só com aquele toque. Passou a língua húmida com cuidado em cima do mamilo e ao senti-lo ainda mais enrijecido em sua boca, foi motivado a aumentar o estimulo e sugar, mordiscar. Realmente estava gostando daquela sensação.

Aos poucos seus toques começaram a ser retribuídos. Naruto entendeu finalmente o que Sasuke quis lhe dizer. Sabia mesmo o que fazer, bastava querer. Ainda que fosse realmente inexperiente no sexo homossexual, a maioria dos seres humanos aprendem o que precisam quando se deixam guiar pelos desejos e instintos.

E foi assim, “deixando-se guiar pelos instintos”, que os dois homens chegaram à cama. Naruto foi se posicionando de costa, imaginando que era assim que todos os gays passivos eram tomados, e se assustou quando Sasuke o repreendeu.

— Não. De frente. Quero fazer olhando pra você.

— Hã? — ele se assustou. — Como você vai conseguir colocar se eu estiver de frente?

— Vai ter que abrir as pernas.

— Prefiro ficar de costas! — Naruto esbravejou, o rosto ganhando uma bonita cor rubra, a expressão começando a mudar para tenso.

— Mas...

— Ainda não quero abrir as pernas para outro cara. Isso vai ser muito constrangedor.

Sasuke suspirou fundo, invocando sua paciência. Ainda não tinha gozado nenhuma vez aquela noite e mesmo procurando ser comedido devido aos medos de Naruto, começava a se perceber no extremo do que podia segurar. Não queria agir de forma agressiva e tornar a primeira noite deles juntos um estupro. Entendia que Naruto ainda precisava vencer a barreira do que ele próprio costumava denominar como “orgulho macho” e sabia que se insistisse ele ficaria cada vez mais tenso e toda a evolução que tiveram até aquele momento iria por água abaixo.

— Certo, certo. Você quem manda. Só relaxa. De costas também vai ser bom. Vou fazer algo que vai te deixar mais louco que o sexo oral.

— Como assim?

— Não dá para explicar. Deite-se e confie.

Naruto obedeceu já se sentindo ansioso. Virou de costas e deitou a cabeça no travesseiro, o qual abraçou com força. Notou que havia espelho naquela região da cabeceira da cama e se quisesse poderia assistir as expressões de Sasuke enquanto o tomava. Saber daquilo o fez fechar os olhos com mais força.

Como prometera, Sasuke iniciou uma pequena sessão de tortura. Ele apanhou um dos produtos que estavam dispostos sobre a cômoda, ao lado da cama, e despejou seu conteúdo viscoso iniciando pela nuca de Naruto, seguindo pelo meio das costas e findando o restante da quantidade entre as nádegas dele.

Naruto sentiu um arrepio com o líquido gelado que era despejado sobre sua pele abrasada, mas o gelo se apossou mesmo foi do seu estômago, quando sentiu a língua de Sasuke trabalhando novamente. Ele trilhou o mesmo caminho que o líquido viscoso até chegar em suas nádegas, onde passou a apartá-las e a introduzir a língua em seu orifício fazendo movimentos de entrada e saída. Em seguida ele substituiu a língua por um dos dedos, enquanto continuava descendo as lambidas para as bolas escrotais, a parte externa do seu pênis e interna das coxas.

Quando se deu conta, Naruto estava friccionando o corpo contra o colchão, enquanto contraía o dedo introduzido em sua parte traseira. Tentando abafar os gemidos enfiando mais a cabeça no travesseiro, denunciando o quanto estava entregue.

Sasuke parou de repente, deixando Naruto ansioso. Mas o moreno só parou para se debruçar sobre o corpo do loiro, alcançar seu ouvido e pedir em um sussurro:

— Já está preparado, erga um pouco o quadril.

Naruto obedeceu, trêmulo, sentindo seu corpo gritando a necessidade de alívio. Sentiu perfeitamente quando Sasuke se encaixou em seu orifício anal. Percebera a textura da camisinha deslizando com dificuldade pela região que fora bem lubrificada. Ele roçou sua entrada com paciência por um tempo, quase delicadeza, e passou a se introduzir devagar, sempre pedindo que ele mantivesse a calma, respirasse fundo e relaxasse.

— E- espera, Naruto. Não se contraia, vai dificultar a entrada. Nós dois podemos nos machucar. Falta mais um pouco.

— N- não consigo e- evitar, droga, Sasuke. É involuntário.

— Tá doendo?

— U- um pouco...

— Sua voz está embargada, está chorando?

— C- cale a boca — Naruto pediu, abafando mais a voz no travesseiro.

Não iria confessar à Sasuke nunca que estava enlouquecendo com aquela transa. Ter o sexo de um homem sendo introduzido dentro de si parecia algo tão errado, tão ilegal, tão imoral, tão imprudente, que não conseguiu evitar a adrenalina que o atingia por estar quebrando as regras. Era constrangedor e fascinante ao mesmo tempo. Seu rosto estava todo abrasado e o coração batia forte e acelerado, denunciando que a qualquer momento seria presenteado com um êxtase tão intenso que o faria se arrepender por não ter experimentado o sexo daquela forma bem antes.

Sasuke sabia que não teria como ser melhor. Era a primeira vez de Naruto. Mesmo lubrificando bastante a região ainda sentia o canal onde seu membro se confinava muito apertado. O loiro ainda não tinha controle dos seus movimentos e não conseguia evitar se contrair por mais que pedisse. Não teria como se mexer dentro estando daquele jeito, então fez um movimento rápido e se afundou completamente, para no segundo seguinte ouvi-lo gritar enquanto seu sexo era exprimido com força pelas contrações violentas que atingiam o interior de Naruto.

Quando ouviu os gemidos descontrolados de Naruto, Sasuke sentiu o calor de ter seu sexo compresso pela força do orgasmo dele. Achou que não iria suportar, mas se esforçou. Viu seu rosto contraído e vermelho através do reflexo do espelho na cabeceira da cama, mas esperou. Esperou que as contrações de Naruto diminuíssem e só então conseguiu se movimentar. Passou a entrar e sair de dentro dele lentamente, enquanto que massageava o membro ainda rijo dele com uma das mãos. Naruto continuou gemendo entrecortado na mesma velocidade que suas estocadas.

Atingiu o limite dele mais uma vez e finalmente seu orgasmo veio, enquanto sentia que o membro de Naruto espirrava jatos irregulares de sêmen para a cama.

Sasuke saiu de Naruto e se levantou rapidamente, entrou no banheiro anexo ao quarto, retirou a camisinha, a embrulhou no papel higiênico, lavou as mãos e retornou para cama, desabando ao lado de um Naruto exaurido.

Ficaram assim por um bom tempo, apenas buscando regularizar a respiração.

Sasuke observava-os através do espelho em cima da cama. Naruto continuava de bruços, ainda trêmulo, ainda respirando com dificuldade.

— Quer tomar banho? — Sasuke perguntou.

Naruto negou com um balançar de cabeça.

— Está doendo muito?

Naruto negou.

— Está arrependido?

Naruto negou.

— Confuso?

Demorou um pouco mais, logo Naruto também negou aquela informação, abrindo os olhos azuis claros e virando o rosto para encarar o outro ao seu lado.

— Está me deixando angustiado, sabia?

Naruto se aproximou do corpo de Sasuke, o suficiente para abraçá-lo e encostar a cabeça no peito dele, só então confessou.

— Foi tão intenso que chegou a ser estranho. Mas eu me sinto confortável. Confortável suficiente para sentir medo, Sasuke.

— Medo de ser gay?

— Medo de perder novamente.

Um engasgo apertou a garganta de Sasuke. Naruto se aninhava mais em seu peito, e Sasuke correspondeu ao abraço aconchegando-o, notando que a sonolência o abatera rapidamente. Sasuke emitiu um suspiro trêmulo e se permitiu chorar. Lágrimas discretas. Estava sendo invadido novamente por aqueles sentimentos controversos que fazem dos humanos tão humanos: alegria e tristeza. Alegria em ter Naruto, e tristeza por, no fim das contas, ter perdido Sakura para poder tê-lo.

Beijou o topo da cabeça loira e em meio ao silêncio daquele quarto humilde de hotel, quebrado somente pela respiração pesada do homem que jazia exausto em seus braços, Sasuke prometeu que faria de tudo para fazer Naruto feliz enquanto vivessem, pois se havia algo que nem mesmo uma promessa poderia evitar era: “o até que a morte nos separe”.

Fim.

Notas finais
Como prometido, lemonada para azedar, ou, melhor, adoçar, (no caso do paladar fujoshi) nossa ansiedade fujoshi. Não vou fazer mais comentários, porque tem o epílogo, corram lá e se divirtam! /o