Sem Mim...
1 Cap 1 - BadTrip
Notas iniciais
(Como sempre irei trazer curiosidades nas notas para complementar a obra, como de onde tirei tal fato ou de onde foi baseado. O título deste cap retrata um fator quando alguém se droga e não tem uma boa viagem ficando louco e passando mal. O que retrata bem como John se sente neste começo jogado em uma ilusão desconfortável. Bjs s2)
O seu mundo girava depois da última noite.
Não se lembrava do motivo, se era por conta de álcool em demasia ou um combate intenso; talvez fosse ambos.
Passou a mão sob os louros cabelos, grunhindo para se levantar, seja lá onde estivesse; percebendo ter algo sobre si. Uma manta quente e aconchegante.
— {Me dei bem. Ok.} — pensa ao perceber ainda com a vista embaçada estar se levantando de uma cama com cheiro agradável de limpeza e cuidados, com travesseiros macios em um quarto levemente arrumado.
Estranhou o fato de não estar nu, mas deu de ombros feliz por não despertar em um lugar ruim, se levantando a fim de se situar de onde havia ido parar desta vez. Estranhando a dificuldade de se lembrar como havia ido parar ali.
— Mas que por…! — exclama indignado ao perceber que estava usando pijamas, não se lembrando quando foi a última vez que usou tal coisa. Ou se algum dia já usou, estranhando o toque macio em sua pele calejada.
Logo tendo a visão completa de onde estava: um típico quarto de jovem com cartazes ornando as paredes brancas, um armário de madeira rústico e antigo, aquelas escrivaninhas de estudo com livros em cima e uma grande janela de madeira que abria para cima.
Assim voltando os olhos a cama onde nitidamente outra pessoa repousava.
Mais uma vez leva as mãos aos cabelos, pensando se aquele corpo estaria vivo, se era humano ou para o que deveria se preparar. Percebendo ser uma jovem de curtos cabelos em tons de roxo e azul bem escuros, pele extremamente clara quase acinzentada com o que parecia ser uma gema vermelha em sua testa em um formato muito específico.
Entretanto, ela não parecia ter mais de treze anos, coisa que o incomoda; fazendo rodopiar e bufar. — Eu não fiz isso. — passa a mão no rosto indignado, ao se julgar.
Já havia passado a noite com tudo que existia, mas haviam limites que acreditava jamais cruzar.
— Garota acorda. — ordena ao se aproximar da cama, dando leves tapinhas em seu braço a fim de sair dali o quanto antes.
E ela por sua vez, desperta assustada e agitada olhando em volta sem reconhecer onde estava.
— Você é humana? — pergunta seco e direto, e ela o encara desta forma inconsciente permite ver seus olhos em um tom de anil quase púrpura. — Não tem cara. — bufa ao procurar suas roupas não achando nada. — Mas que merda está havendo aqui?
Contudo, antes de conseguir terminar de se situar, ouve alguém bater à porta; tendo seus instintos de combate em alta, já levanta suas mãos conjurados seus marcantes escudos de runas dourados pronto para um evidente combate. Algo que prende o olhar da jovem de curtos cabelos coloridos.
[ — Vai dormir o dia todo? Ainda, tenho que sair.] — a voz soa desconhecida e logo ele imagina estar na casa da garota, contudo ela se levanta igualmente confusa. Fora que o lugar não tinha a menor cara de quarto de menina, muito menos do tipo de menina que ela demonstrava ser.
— Quem é você garota? — pergunta incomodado por não achar suas coisas em lugar algum. Onde estava seus cigarros?
— Rachel Royh. — responde incomodada recolhendo o corpo. Igualmente confusa de como havia ido para ali, já imaginando ser algum descontrole de seus poderes; se culpando por ainda não ter os dominado por completo.
— Eu te conheço? — franze o cenho, o nome soa extremamente familiar aos seus ouvidos. — Raven! — dá um grito pulando para trás. — Você é a Raven! O que tá fazendo aqui guria? Que cassete! — reclama depois de fazer força. Preferia manter uma saudável distância dos demais feiticeiros do universo. Sabia muito bem que os maiores não deveriam ficar juntos, como se fosse uma chamada do apocalipse os unir. — Cadê seus amiguinhos? — diz ao abrir os armários a fim de procurar algo melhor que um pijaminha.
— Amigos? — mas a pergunta e conduta do rapaz a sua frente a deixavam ainda mais confusa. — Me conhece?
— Claro, você e os pirralhos… — ele para de falar se virando e olhando para ela de cima a baixo estranhando estar sem seu marcante traje, percebendo que também parecia levemente mais jovem; não lembrando de fato a idade que ela deveria ter. — Que diacho de roupinha colegial é essa? — questiona tentando evitar soar como deboche, já que a garota tinha sua fama.
Mas ela se olha confusa e logo levanta olhando para ele, e com toda calma volta a perguntar a mesma coisa.
— De onde me conhece? Sabe por que estou aqui? — se levanta caminhando até a janela afim de se localizar se sentindo ainda mais perdida com o clima de “série de T.V.” que o bairro tinha. — Isso é real?
— Bom ponto gatinha. — murmura ao pegar algumas roupas. — Da pra… sabe. Me dar um tempo?
— Quer que eu saia sozinha?
— Quer que eu saia de pijamas ou prefere que eu me troque na sua frente?
Ela apenas bufa com o tom usado e caminha a passos fortes batendo a porta.
Lá fora ela se depara com um corredor curto de apenas três portas, que pareciam ser todas de quartos. Olhou os quadros que não eram de pessoas e sim de gatos, e sentiu um arrepio ruim como se estivesse dentro de uma casa de bonecas feita para ser fofa.
Desceu as escadas vendo as fotos da família feliz sorrindo de uma forma que soou bizarra para ela. Ninguém era tão feliz. Os rostos distorcidos em um sorriso mostrando os dentes até parte da gengiva a dava gastura.
[— Aaaaaaaaaahhhhhh! Cassete! Porra! MErrda!]
O grito grosso a fez virar o corpo para o andar de cima antes de terminar de descer, mas logo o grito atraiu a dona da voz que os havia chamado anteriormente.
Uma garota loira de rabo de cavalo mal feito por estar penteando quando ouviu o grito, surge pelo corredor subindo as escadas preocupada ignorando a existência de Raven ali no meio.
— O que ouve John? — diz ao abrir a porta, e ele para os olhos sobre a figura.
Não podia ser real.
Era sua falecida irmã.
Aquilo não era possível!
(Fiz muita pesquisa para criar essa obra, entre elas tem o fato de que muitas pessoas já fizeram muita coisa criando uma incoerência do que devo seguir. Por isso vou contando qual escolhi. \o Nesta eu peguei a realidade onde ele estava estudando magia em casa na inocência, e teou fogo na irmã e no pai sem querer; depois foi viver em um orfanato e não com a tia, pois ela ficou com muito medo dele. Ok? Bjs vou explicando aos poucos pra não saturar de informação.)
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