Notas iniciais
Espero que deixem suas opiniões
Não costumo postar mas essa eu achei realmente boa

Quarta-feira à noite, pouco mais de oito horas, Maria uma senhora religiosa caminhava pelas ruas a caminho de sua casa. Acabara de sair de sua igreja, seus pensamentos estavam atordoados pelo simples fato do assunto de sua palestra. O amor, especificamente o amor ao próximo. Com o discurso ouvido o pastor recebeu inúmeros elogios, não foi o caso dela. Não que ela fez pouco caso do que foi escutado na igreja, e sim, que ela não queria ser uma mulher hipócrita, não novamente. Ela sua infância inteira foi levada a igreja, e ouvira incansavelmente sobre ter empatia e amar a outros como a si mesma, o próprio Jesus Cristo disse isso “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Mas sempre se perguntava, “Quanto foi que eu ajudei meu próximo sem esperar nada em troca?”, “Quando foi que eu tive empatia por um desconhecido?”. Não queria ser tão hipócrita ao ponto de elogiar o pastor, e não por em pratica os ensinamentos dele. Com pensamentos corroendo sua mente como cupins na madeira, nem percebera que estava em uma rua completamente desconhecida para ela, mas não era uma rua deserta, não, havia várias pessoas nela. Desde pessoas com vestimentas comuns, a pessoas vestindo trapos e enroladas com lençóis de aparência suja, havia homens, mulheres e crianças, de todo tipo de raça, cor e tamanho. A única coisa que elas tinham em comum, era a severa pobreza. Receosa e até e pouco curiosa, Maria andava naquela rua incomum, queria se informar de que rua era aquela, por mais que ela não quisesse admitir que estivesse querendo bisbilhotar aquele fatídico lugar. Uma voz mansa chegou aos seus ouvidos, ao virar, encontrou uma mulher, parecia meio que uma cozinheira, “Olá senhora, está perdida?”. “Na verdade sim, mas, queria saber o que está acontecendo nesse local.” Soltou despretensiosamente. “Uma campanha para pessoas necessitadas”. Então continuou, “Muitas pessoas ficam preocupadas com oque vão comer ou vestir e onde vão dormir à noite, pensando nisso, várias instituições de caridade se uniram para a aplicação de um projeto que beneficiaria milhares de pessoas que passam necessidade nesse município, e aqui você pode ver vários voluntários distribuindo sopas”. Refletindo, viu que era um ato tão bondoso e humano. “Enquanto essas pessoas utilizam o seu tempo para fazer uma boa ação, o que uma mulher que se diz religiosa está fazendo em benefício ao seu próximo?” Passou pela sua cabeça. Com um bolo formado na sua garganta, e suas veias fervendo de excitação, perguntou “Onde eu assino para me voluntariar?”.

Sobre o amor, é ter empatia, ou seja, se colocar no lugar da outra pessoa, entender suas dificuldades e oferecer ajuda.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!