Sem Escolha.
21 Capitulo 21
Notas iniciais
Capitulo 21
Durante todo o trajeto pra casa ficamos em silêncio fecho os olhos e tento fingir dormir.
Assim que chegamos em casa eu passo direto pro quarto, assim que entro vejo a concha da cama ainda está no chão meu celular também,as sensações vividas aqui a pouco tempo me causam um arrepio, caminho recolhendo tudo. Quando estou terminado de arrumar a cama Christian entra no quarto.
— A gente precisa conversar- Fala fechando a porta. Eu olho pra ele sem vontade nenhuma de fala agora mais sei que é necessário.
— Sim, eu sei- Falo sentando na cama, Christian caminha e senta ao meu lado.
— Não podemos viver assim Ana- Ele não olha pra mim, mesmo assim assinto com a cabeça – Sei que tudo isso não é fácil pra você, sei como deve me odiar agora mais não faço nada pensando em machucá-la.
— Não odeio você Christian- Respiro fundo – Pelo contrario.
Ele se vira para mim seu olhar analisando o meu, espero que ele entenda o que estou falando, sustento seu olhar.
— Sabe que para mim não pode ser assim né?- Ele fala e para sua defesa seu olhar parece envergonhado.
— Não pode ou você não quer?- Pergunto a ele de forma direta.
Ele suspira desviando o olhar do meu.
— Isso é difícil sabe? Eu esperava outra coisa na minha vida... Eu esperava outra coisa se tratando de você.
— O que quer dizer com isso?- Pergunto.
Ele levanta começando a andar de um lado para outro.
— Sei lá, esperava uma garota mimada, egocêntrica e cheia de si que seria.... que me deixaria nervoso... alguém... alguém... fácil de odiar.
Meus olhos se abrem não sei ao certo o que pensar de tudo isso.
Christian caminha e se agacha na minha frente colocando as mãos em meu rosto seu olhar parece meio desesperado.
— Você é doce Ana, alguém tão inocente e pura que não se encaixar nesse nosso mundo, você é umas das principais vitimas nisso tudo.
— Uma das principais? Você se ver como uma vitima também?- Eu pergunto querendo entender o que Christian enxergar de tudo isso, feliz por ele está se abrindo comigo.
Ele tira as mãos do meu rosto mais se aproxima mais de mim.
— Sei que não vai gosta disso, mais sinto por Elena também – Tento me afasta mas ele não deixa – Me escuta, ela e eu fizemos planos, pertencíamos um ao outro a muito tempo, não vivíamos um conto de fadas pelo contrario nossos sentimentos estavam desgastados por briga e escolhas erradas, mas não podia fazer o que fiz com ela não podia te-la traído como fiz.
— Eu tento entender- Falo para ele sendo sincera- Eu no lugar dela estaria desesperada também- Eu o olho – Mas não entendo como os sentimentos de todo mundo importar menos os meus, como suas escolhas só a beneficiam e só me fazem mau, sendo que não sou culpada de tudo isso.
— Não tenho a intenção de machucá-la Ana, você é minha esposa quero que seja feliz.
— Mas não estou Christian, sempre quando penso que estamos progredindo você vai lá e me lembra que não me quer aqui.
— Não falei isso- Ele se levanta novamente, parece tão desconfortável com nossa conversa.
— Não precisou.
— Para ser sincero no começo não queria mesmo- Eu o olho esperando que continue sua palavra confirmando o que eu já sabia- Mas agora penso que é melhor que esteja aqui, que posso protegê-la de seu pai.
— Mas quem me protege de sua família aqui?- Pergunto diretamente.
— Eu sei que minha família é complicada, mais Elliot e Kate gostam de você, e José é claro.
Eu balanço minha cabeça.
— Não percebe que sempre estão me colocando em disputa com Elena, e se eles têm que escolher entre eu e ela, ela vai ganhar.
Falo isso lembrando automaticamente da cena de reunião das mulheres na sala.
— Não tem escolha nenhuma Ana, o período de escolha foi a muito tempo e foi minha e eu escolhi você.
— Não você não me escolheu você escolheu sua família como deixou claro para mim, eu sou só a conseqüência da escolha que você foi obrigado a tomar.
Christian me olha e toma meu rosto nas mãos, ele beija meus lábios delicadamente eu fico totalmente surpresa.
— Eu estou tentando, estou escolhendo você estou escolhendo fazer isso dar certo.
— Mas e Elena?- Pergunto.
— Ela ta grávida e não posso deixá-la agora.
— Você me disse que não queria filho- Lembro a ele.
— Mais isso não foi algo que pedi Ana, a ideia mal se fixou em minha cabeça ainda, mais sei que não posso deixá-la sozinha agora, isso seria demais.
— Mas trazê-la pra cá?
— Minha mãe que teve a ideia e depois não tive como reverter isso.
Eu o encaro querendo deixar tudo claro entre nós.
— Você não me contou e passou a noite com ela mais uma vez, tive que ouvir dela como vocês estavam contentes e realizados com tudo isso.
— Não passei a noite toda com ela, eu sair com Elliot precisava colocar a cabeça em ordem, pensei em contá-la quando voltasse do trabalho no dia seguinte.
— Eu gosto de você Christian, não consigo nem entender o porquê mais eu acho que te amo.
Ficamos em silencio ele baixa a cabeça, eu não espero que ele me corresponda mais quero que ele saiba e não tenha duvida do que eu sinto por ele.
— Meu pai, quer que eu repasse informações sua para ele.
Quando falo isso Christian levanta a cabeça rapidamente.
— Como?
Decido fala tudo diretamente solta isso que estar me mantendo presa e me sufocando.
— Ele e Taylor estavam me esperando no dia do almoço para me questionarem sobre minha lealdade a eles.
Christian se levanta balançando a cabeça.
— Eu sabia que algo estava errado naquele dia- Ele se volta para mim- O que respondeu a eles?
— Eu disse que minha lealdade estava onde meu pai estava- Christian levanta uma sobrancelha em questionamento.
— Então porque está me contando isso?
Eu levanto também.
— Porque mentir para eles, o que esperava que eu dissesse estando sozinha ali com os dois?
Christian me olha mais não fala nada, vejo em seu olhar certa desconfiança.
— Não acredita em mim não é?- Pergunto
— Por que não me contou antes.
— Porque sabia que isso podia fazê-lo desconfiar mais de mim do que demonstrar minha lealdade a você... Ainda mais teve toda a história de Elena temia que você desistisse do casamento comigo para ficar com ela.
— Então pensou em ajudar seu pai?- Ele caminha em minha direção seu olhar preso no meu.
— Eu não tenho ninguém por mim Christian, você protege sua família, meu pai não hesitaria em mim matar se soubesse que o trair, minhas escolhas podem me manter viva ou não.
— Não faria mal a você assim Ana.
— Como vou saber disso Christian- Eu vou mais profundamente e questiono diretamente – Se tivesse em uma situação em que tivesse que escolher entre mim e sua família o que escolheria?- Ele me olha mais não me responde, eu já sei a resposta – Percebe o que está exigindo, meu pai pode não ser bom, pode até não me amar mais é a única pessoa que sempre tive, e estou abrindo mão disso por você.
— Não estou pedindo ou exigindo isso- Ele fala.
Balanço a cabeça ele não entende o ponto da questão aqui.
— O ponto é que não precisa pedi Christian, se você quiser você me tem por inteira, e mesmo se não quiser estarei aqui o que muda é que estarei sozinha.
— Eu prometo ter mais cuidado com você ta legal?- Ele fala e me pega de surpresa quando me abraça.
Eu retribuo o abraço mais ainda estou inquieta.
— Eu não sei o que fazer com meu pai a partir daqui.
— Me fala tudo o que ele te contou.
Eu recuo e sento na cama novamente conto tudo a Christian passo a passo do que aconteceu no dia do almoço com meu pai, depois conto sobre o telefonema.
— Taylor tem alguém dentro, só pode ser isso- Christian fala já puxando o celular do bolso e clicando em alguma coisa.
— O que vai fazer?- Pergunto apreensiva.
— Vou chamar meu pai ele precisa saber disso.
Eu me levanto rápido.
— Espera. O que vocês iram fazer?
Christian olha pra mim enquanto coloca o celular no ouvido.
— Por isso estou chamando meu pai, precisamos pensar como agi.
— você entende que isso pode começar uma guerra não é?- pergunto demonstrando uns dos meus maiores medos.
Christian me ignora virando as costas e caminhando até a porta.
— Pai preciso fala com você agora, temos problemas- Fala ele ficando em silêncio logo depois- Estou indo- Assim ele encerra a ligação.
Christian abre a porta mais antes de sair se volta pra mim.
— Você fica aqui, eu já venho- Assim ele sai fechando a porta logo em seguida.
Eu fico apreensiva mais dentro de mim sustento a certeza de que fiz a coisa certa contando tudo a ele, talvez assim tudo isso possa se resolver antes mesmo que as coisas piorem.
...
Diferente do que esperava Christian não demora muito, se passam vinte minutos no Maximo e ele está de volta, sua cara parece pensativa. Eu continuo sentada na cama.
— Já tomou banho?- Pergunta Christian assim que entra no quarto já tirando a blusa pela cabeça.
— Não estava esperando você- Eu levanto- O que seu pai disse.
— Eu vou tomar um banho primeiro, depois conversamos.
Assim que ele sai do banheiro eu entro decida a um banho rápido preciso ir pra ele conversar e entender essa história toda.
Quando sai do banho coloco uma calçinha e pego uma camiseta do Christian ele está na cama em silêncio olhando para o telhado seu olhar se prende em mim assim que eu caminho em direção a cama.
— Você não tem pijamas?- Ele pergunta assim que me sento ao seu lado.
— Tenho, mas gosto de usar suas camisetas.
Christian vira o corpo na minha direção levanta uma mão e a coloca devagar na minha coxa arrastando para cima.
— Pensei que tínhamos o plano estabelecido de que você tem que dormir nua.
Eu sorrio.
— Eu não gosto muito dessa ideia.
—Eu gosto muito dessa ideia, acho que devemos pro ela em pratica.
Com isso sua mãos sobem a camiseta mais ainda expondo minha pequena calcinha azul.
—Bela calcinha- Christian fala sorrindo para mim.
—Pensei que íamos conversar- Eu falo mais sem tira suas mãos ou me afastar.
Christian levanta se sentando a minha frente me puxando em sua direção nosso rostos ficam a milímetros de distancia quando ele sussurra para mim com seu olhar presos em minha boca.
— Nós temos todo tem do mundo para conversar, mas agora o que eu quero mesmo e deitá-la nessa cama e me perder em você.
Como resposta a ele me lanço em sua direção fechando o espaço entre nós o beijando com extremo entusiasmo.
Christian não perde tempo me deitando na cama e me cobrindo com o seu corpo. Eu passo os braços em volta do seu pescoço enfiado a mãos em seus cabelos dando leves puxões em seus fios sedosos.
Christian se afasta de mim para poder tira a própria roupa, eu não perco tempo também já tirando a camiseta e a calcinha. Em tempo recorde Christian está em cima de mim de novo me beijando enquanto suas mãos passeiam por todo meu corpo.
Arranho suas costas enquanto seus beijos descem pelo meu pescoço, seios até o lugar do meu corpo que agora concerta as pulsações, quando ele beija o meio das minhas pernas eu não consigo me segurar meus gemidos
Christian sobe seus beijos sua barba despertando pequenos arrepios em todo meu corpo, eu sorriu. Ele para der repente eu o olho.
— O que?- pergunto recuperando o fôlego.
— Não é legal quando estou aqui tentando excitá-la e você fica ai rindo- Christian vem e me lança seu olhar pidão fazendo um beicinho com o lábio.
Eu não consigo evitar e doou uma gargalhada.
—Ei – Christian se deita ao meu lado descansando a mão em minha barriga.
— Desculpa- Eu me viro para ele- Isso foi engraçado. Sua barba estava fazendo cócegas em mim.
— Gosto de como você sorri- Ele fala acariciando meu rosto, eu abro pra ele meu melhor sorriso não consigo controlar.
Christian volta a me beijar e nos perdemos um num outro uma e outra vez.
...
Eu acordo pela manhã antes de Christian e sigo para cozinha com muita sede. Assim que bebo água decido preparar um pequeno café da manhã para Christian e eu.
Estou terminando de preparar umas panquecas quando Christian caminha em direção a cozinha sem camisa apenas de cueca com o cabelo todo desarrumado por conta do sono.
— Bom dia- Ele fala sentando-se na bancada em minha frente.
— Bom dia. Estou fazendo café da manhã pra gente.
Christian faz uma pequena careta de desconforto.
— O que? – Pergunto.
— Tenho que sair, vou me reunir com meu pai em um café da manhã com alguns amigos de negócio.
Na mesma hora eu deixo a tigela sobre a bancada com um pouco de decepção em mim.
— Tenho que tomar um banho meu pai está me esperando, mas antes preciso conversar com você.
— ok
Christian hesita um pouco me analisando com cuidado.
— Preciso que você ligue para o seu pai.
— Para que?- Pergunto mais meio que já sabendo a resposta.
— Preciso que ligue e diga a ele que estarei em uma reunião hoje daqui a trinta minutos no restaurante do hotel principal da minha família, diga que estarei com o informante.
— Como vou dizer isso a ele?
Christian pensa um pouco e diz.
— Diz que viu mensagens no meu celular ou uma conversa minha com meu pai- Ele levanta estendendo meu celular pra mim- Liga.
Eu olho pro meu celular, com a certeza de que vou de fato trair meu pai agora.
— Tá- Pego o celular de suas mãos com uma insegurança imensa.
Puxo nas chamadas o número de meu pai, quando vou levar o celular no ouvido Christian me interrompe.
— Coloca no viva voz- Eu o olho mais obedeço.
Meu pai atende no terceiro toque.
— Anastácia- Sua voz fria ressoa.
Eu olho para Christian antes de dizer oi para meu pai, seu olhar fica preso no meu celular.
— Oi pai.
— Por que está ligando para mim.
Eu respiro fundo.
— Tenho informações para você.
— Espere um pouco- Ouço o som de uma porta se abrindo e fechando antes do meu pai voltar a sua atenção para mim- Fale.
O resto da ligação falo abatendo sobre mim uma agonia enorme.
— Christian tem uma reunião hoje, daqui a pouco com o informante.
— Onde?- Pergunto.
— Acho que no hotel onde foi o jantar, na primeira vez que... vi Christian- Falo mais a insegurança na minha voz não passa despercebida.
— Acha? O que espera que eu faça com suposições sua garota?
— Não... Eu... Eu tenho certeza- Olho para Christian e ele acena com a cabeça pedindo para que continuasse – Eu vi algumas mensagens em seu celular ontem a noite, mas só estou podendo falar agora, ele está no banho.
Meu pai fica em silêncio mas por fim parece aceitar minha história.
— Ok Anastácia, se ele ainda está ai não vou segura-la nessa ligação- E assim ele desliga.
— Acha que ele comprou essa idéia?- Christian me pergunta.
— Eu não sei meu pai é...é meu pai- Christian olha para mim sem entender minha fala –Mas eu acho que ele acreditou sim.
— Pronto vou tomar um banho agora- Christian fala isso e pega meu celular da minha mão e caminha com ele em sua mão para o quarto.
— Por que está levando meu celular?- Pergunto não deixando isso passar despercebido.
Christian não responde, eu o sigo para o quarto mais ele caminha para o banheiro fechando a porta com meu celular na posse dele.
Eu caminho e me sento na cama para espera que ele saia.
Christian sai do banheiro e segue para se vestir sem mim dar nenhuma importância, é cansativo como ele é quente e frio em uma freqüência muito rápida.
Quando ele volta todo vestido de preto eu fico em silêncio esperando que ele fale alguma coisa.
— Eu vou sair para resolver isso, você vai ficar aqui. Peço que não saia, meu pai não vai gosta muito se você sair e alguma coisa der alguma coisa de errado ele vai culpá-la.
— E você também não é?- Pergunto diretamente sem olhar para ele.
Christian fica em silêncio por um tempo.
— Preciso que você entenda que confiança para mim é algo complicado.
— Então você não vai devolver meu celular agora? Vou ficar aqui presa e sem pode me comunicar com ninguém né isso?
— Você pode sair não estou prendendo-a aqui, só recomendo que será melhor para você se não sair, meu pai com certeza vai está de olho.
—Ok- Eu respondo cansada de tudo isso.
Christian caminha para porta do quarto mas antes que ele saia eu o questiono mesmo que isso levante mais suas suspeitas sobre mim.
— Não vai acontecer nada com meu pai, não é?
— Se ele reagi como o esperado não vai não- Eu solto a respiração devagar- Porque? isso a faria mudar de idéia?
— Não pode me culpar por me preocupar com meu.
Ele olhar para mim devagar e depois caminha para a saída e eu fico anestesiada em meu quarto sem interesse nenhum de chorar ou sentir raiva com tudo isso.
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