Notas iniciais
Hello Minna-san! Sei que demorei horrores para voltar a reescrever a fic, mas agora que terminei o ensino médio espero ter mais tempo para escrever para vocês! Esperem que gostem! Boa Leitura! P.S.: Ficou beeem grandinho e com bastante diálogo entre os personagens, tenho sérios problemas com escrever capítulos grandes e com muitos diálogo, sorry hehe. Espero que gostem

Os mortos-vivos caminhavam pela terra. Dia e noite, o tempo todo, a morte estava ao lado de cada sobrevivente existente.

Lutar era algo que já havia se tornado comum para aqueles que sabiam que qualquer deslize poderia resultar em algo terrível.

O Mundo estava sem leis, sem regras. Todos poderiam fazer aquilo que bem entendessem... mas, do que adiantaria? Não havia mais polícia para pegar o ladrão e juiz para julgar o mesmo pelos seus crimes...

Ou seja, o Mundo não era mais o mesmo lugar de antes.

As pessoas haviam se tornado monstros... Monstros incontroláveis e incontáveis que tinham uma força enorme nos braços, pois se você fosse pego seria um sacrifício se livrar de um deles... E esses monstros foram chamados de Zumbis.

Os zumbis eram nada mais nada menos, que o inverso do ser humano, a forma dele que estava estabelecida entre a vida e a morte; que tinham sede de sangue e fome de carne humana. Que não tinham consciência e sequer sentimentos e nem um coração batendo. Um desses zumbis poderia ser um conhecido, um amigo, um pai ou mãe, um irmão... não importava quem seria, mas ele sequer, jamais o reconheceria.

Sem sentimentos, sem memória, sem vida, sem senso de humanidade... o que teria acontecido com as pessoas para que elas se transformassem em tal coisa abominável? Uma explosão? Um vírus? Radiação? Drogas? Aparentemente ninguém tinha a resposta... e talvez a pessoa que tivesse tal resposta já estivesse morta, então a única coisa que restava fazer era... SOBREVIVER.

¬¬¬***¬¬¬

~ Alguns dias antes do fatídico dia em que tudo começou... ~

—- Enfim férias!

Um grupo de amigos estava reunido no pequeno monte perto de suas casas para observarem o por do sol. Comemoravam as desejadas férias de verão.

—- E então gente, o que vamos fazer nessas férias? – perguntou Alstin, o segundo mais velho do grupo.

—- “Vamos”? – falou Samantha, com sarcasmo.

—- Sim, sempre fazemos alguma coisa juntos nas férias de verão.

—- Ah, não sei não... – disse Pablo – meus pais estão querendo ir para o México, para visitar os meus avós.

—- Nossa, agora que você falou – disse Katherine – ouvi meus pais falando esses dias de irmos ver o pessoal da minha família na minha cidade natal...

—- Eu vou para a casa do meu avô para dar continuidade as minhas aulas de tiro – informou Samantha.

—- Minha família por parte de pai mora aqui, mas por parte de mãe mora no Brasil... e até agora não sei se eles vão querer ir pra lá nesses férias, normalmente vamos nas férias de inverno daqui, já que lá é verão.

Todos se direcionaram para Alstin. Ele não tinha nenhum parente, nem perto, nem longe, a não ser seu pai e sua mãe... todos se sentiram culpados.

—- Você pode ficar lá em casa! – exclamou Ricardo, sendo o primeiro a quebrar o gelo.

—- Ou você pode ir viajar pro México comigo! – concluiu Pablo.

—- Ou pode ir comigo na minha cidade natal, lá tem muuuuito mato, mas acho que tem a possibilidade de você gostar um pouco de lá.

Todos olharam para Samantha, esperando que ela dissesse algo do tipo.

—- Aaaaah nem me olhem assim, não quero ninguém no meu pé.

—- Poxa, só por que você ia dar continuidade às suas aulas de tiro com seu avô, -- resmungou Alstin – ele é super gente boa, não ia se importar se eu fosse!

—- Nem vem que não tem, garoto! Se você fosse, minha avó e todos da minha família iam ficar em cima de nós perguntando se somos namorados, e não quero que isso aconteça, nem que eu morra.

—- Obrigado pela parte que me toca. – murmurou Alstin, que acabara de perder todas as esperanças de passas as férias fora assim como seus amigos.

Assim que o Sol se pôs por completo, Ricardo levou os amigos todos para suas casas, deixando, como sempre, Alstin por ultimo para bater um papo com ele.

—- Cara... – arriscou Ricardo – Eu sei que somos importantes pra você, mas tu sabe que nem sempre estaremos todos juntos né?

—- Eu sei... – murmurou Alstin, olhando para seus pés – Mas é que eu queria aproveitar enquanto dura, ainda mis que estamos no ultimo ano do ensino médio, logo logo vamos nos separar...

—- Não vamos nos separar, só não ficaremos mais juntos como ficávamos antes, entende...

—- Entendo, mas quem eu vou perturbar que não seja a Kath e a Sam?

—- Relaxa, até lá você arranja uma namorada!

Alstin revirou os olhos. Ele só pensava em uma pessoa, mas ela parecia tão distante, mesmo estando tão perto...

Quando chegaram Alstin agradeceu, desceu do carro e despediu-se do amigo. Quando entrou em casa percebeu que estava tudo apagado. Ele suspirou. Mais uma noite sozinho.

Jogou a mochila e as chaves de casa no sofá da sala e foi logo pra cozinha, ver se tinha algo para comer. A geladeira estava cheia de legumes, verduras, carnes, mas nada que ele estivesse realmente com vontade de comer. Olhou no armário, o pão tinha acabado.

—- Que maravilha.

Caminhou até a sala e se deitou no sofá. Lembrou que ainda tinha um pouco de dinheiro sobrando da sua mesada e resolveu pedir uma pizza. Enquanto esperava por sua refeição ligou a televisão e o videogame. Menos de meia hora depois a campainha tocou. Levantou num pulo e foi até a porta, abrindo-a rapidamente, já com o dinheiro na mão quanto foi surpreendido.

—- Passa tudo!

Alstin ficou parado, encarando aquelas pessoas, com uma enorme vontade de... abraçá-las.

—- Quê?

—- Olá! – sorriu Katherine, logo atrás de Ricardo e ao lado de Samantha e Pablo.

Alstin piscou duas vezes. O que seus amigos estavam fazendo ali... e com mochilas nas costas.

—- Vamos passar a noite aqui – disse Ricardo, logo entrando na casa, os outros fizeram o mesmo.

Alstin suspirou aliviado, não iria passar a noite sozinho. Quando ele ia fechar a porta, o motoboy chegou com sua pizza. Ele pagou o mesmo e assim fechou a porta.

—- Pizza! – exclamou Pablo, pegando a pequena caixa da mão do amigo. – Só tem quatro pedaços! – falou ele, indignado.

—- Eu não sabia que vocês vinham – falou ele, pegando a caixa devolta e logo comendo um pedaço.

—- Mal agradecido – murmurou Samantha.

—- O que disse?

—- Nada que te interessa.

—- Gente, sem brigas agora – falou Ricardo entrando no meio da roda, vou pedir mais pizza. Todos trouxeram dinheiro? Porque acho que o meu não vai dar pra pagar tudo.

—- Sim – disseram Katherine, Pablo e Samantha em uníssono.

—- Enquanto isso vou fazer brigadeiro pra gente comer de sobremesa! – exclamou Katherine, jogando a sua mochila no sofá, ao lado da de Alstin e indo para a cozinha.

—- Então vou preparar as bebidas. – falou Samantha, indo atrás da amiga.

O tempo passou. Os jovens se divertiam enquanto comiam, bebiam, jogavam e conversavam. Estava tudo indo muito bem, até que...

BOOOOM!!! O chão chegou até a tremer um bocado.

Todos se assustaram e se entreolharam. Katherine deixou um pouco do seu brigadeiro cair na roupa, Alstin e Ricardo perderam o jogo, Pablo mordeu a boca ao invés do pedaço de pizza e Samantha derrubou toda a bebida no tapete da sala.

—- Mas o que...

Alstin se levantou e foi até a janela. Ele não estava acreditando no que estava vendo. Ricardo também se levantou e foi correndo ver o que estava rolando lá fora.

—- Ai meu Deus – seu queixo caiu – Meus pais vão me matar...

Samantha nem pensou duas vezes, foi logo se levantando e indo até a porta, pronta para fazer barraco.

—- Mas que droga é essa aqui! – gritou ela.

Bom, a cena era a seguinte. O carro de Ricardo, ou melhor, o carro dos pais de Ricardo, estava estacionado na frente do portão da garagem da casa de Alstin, quando um outro carro estava praticamente sobre o carro dos pais de Ricardo... e o cercado da casa estava todo destruído.

—- Meu carrooooooo!!! – gritou Ricardo, correndo para o quintal.

Os outros fizeram o mesmo.

Samantha, que estava toda molhada de sua bebida, abriu a porta do passageiro e arrancou a pessoa de dentro do carro e a mesma caiu desmaiada em seus pés. Já o motorista gritava freneticamente, e aproveitou que todos estavam distraídos, deu a ré no carro e saiu de lá feito um foguete.

Por sorte, Pablo havia conseguido tirar foto do ocorrido e da placa do carro do cara que fugiu, deixando uma mulher inconsciente e toda ensanguentada e também o prejuízo para Ricardo.

Katherine correu para verificar o pulso da mulher, com ajuda de Alstin.

—- Parece que ela perdeu muito sangue... – murmurou Katherine, observando a mulher – Mas da onde vem os ferimentos dela?

Alstin ergueu a blusa da mulher e encontrou diversas marcas de... mordidas?

Katherine levou as mãos a boca. Alstin verificou o pulso dela novamente.

—- Ela está morrendo! Sam, liga pra ambulância! Kath, pega o kit de primeiros socorros no banheiro do corredor!

E fizeram o que lhe foram pedido imediatamente. A ajuda chegou uns minutos depois, juntamente com a polícia.

Ricardo fez o boletim de ocorrência, com a ajuda de Pablo, que mostrou as fotos para os policias, enquanto Alstin, Katherine explicaram aos paramédicos o que fizeram para tentar ajudar a mulher e Samantha entrou correndo na casa para esconder as bebidas alcoólicas que estava bebendo com os amigos, afinal, eles eram todos de menor.

—- E onde estão seus pais, garoto? – perguntou um dos policiais para Ricardo.

—- Ah, não, essa casa não é minha, é do meu amigo ali.

—- Ei, garoto, onde estão seus pais? – exclamou o policial para Alstin.

—- Hã... eles foram resolver uns problemas de família na casa da minha avó, mas eu já liguei para eles e os mesmos estão a caminho...!

—- Hum... – o policial serrou os olhos e depois virou-se para Ricardo – Quando tivermos notícia sobre seu carro entraremos em contato.

—- Sim, senhor, obrigado.

A ambulância já havia ido embora há tempos, e depois de darem mais uma olhadinha na cena do crime os policiais foram embora.

—- Cara, isso foi intenso – sussurrou Pablo.

Agora já estavam todos dentro da casa novamente. Ainda estavam um pouco assustados, mas bem.

Porém, Alstin não parava de pensar naquela mulher cheia de marcas que se pareciam mordidas na barriga. Katherine tocou em seu ombro e ele levou um leve susto.

—- Você está bem? – perguntou ela, um tanto preocupada.

—- Hã... sim.

—- Não está não, fala logo o que está te incomodando.

Ele suspirou, mas percebeu que a amiga não o deixaria quieto até ele falar.

—- Estou tentando entender o que eram aquelas marcas na mulher...

—- Marcas? – perguntou Ricardo, parando de olhar para o carro pela janela – Estava tão preocupado com o carro que nem me lembrei da mulher... como ela estava?

—- Muito mal – respondeu Katherine – tipo, ela ainda estava viva, mas parecia que já estava morta...

—- Aham, ela estava toda ensanguentada – arrepiou-se Samantha.

—- Mas Alstin, que tipo de marcas eram? – perguntou Pablo, que também não estava prestando muita atenção na mulher naquela hora.

—- Mordidas...

—- Mordidas? – falaram Ricardo e Pablo ao mesmo tempo.

—- Que tipo de mordidas? – quis saber Ricardo.

—- Eu posso estar errado, mas... acho que era mordida de humano.

—- Humano? – exclamaram todos os outros um uníssono.

—- É... sei que pode parecer estranho, mas eu sei o que vi, as mordidas não tinham outra forma que não fosse de humano.

—- Será que foi algum canibal? – choramingou Katherine.

—- Se for o tipo de canibal que eu estou pensando... espero que não...

—- Ta falando de zumbis? – falou Samantha – Cara, como isso seria possível?

—- Não sei... mas tudo pode ser possível, Sam.

Agora eles se entreolhavam um tanto nervosos.

—- Quer saber – disse Katherine batendo uma palma – Vamos arrumar essa bagunça e ir dormir, acho que já foi adrenalina demais para uma noite só.

E assim fizeram. Fizeram uma limpeza geral na sala e cozinha.

Depois Alstin colocou Kath e Sam para dormirem no quarto de hospedes e colocou os meninos para dormir em seu quarto.

Antes de dormir os garotos ainda discutiram um pouco sobre zumbis e quais seriam as possíveis causas para rolar um apocalipse zumbi e o que eles poderiam fazer a respeito daquilo. Já as meninas, com o propósito de esquecer os acontecimentos daquela noite conversaram sobre os preparativos de suas viagens.

O dia amanheceu. Samantha foi a primeira a acordar e foi logo preparando do café para seus amigos. Logo em seguida Ricardo desceu. Depois Alstin, Pablo e por fim Katherine.

Depois de tomarem café da manhã, limparam a casa para que os pais de Alstin não ficassem nervosos ao chegarem de viagem. Então se prepararam para ir embora.

—- Gente, só posso levar uma pessoa comigo desta vez – suspirou Ricardo – A traseira do meu carro ficou toda destruída...

—- Sem problemas Rick – falou Samantha – Leva o Pablo, ai quando os meus pais chegarem eu peço para eles levarem a Kath pra casa dela.

—- Jura? Obrigada – sorriu Katherine, sentando-se no sofá, ao lado de Alstin.

—- Ok, então... Pablo, vamos logo cara, por que tenho que resolver essa parada do carro com os meus pais.

—- Ah, claro!

Pablo e Ricardo despediram-se dos amigos e foram embora.

Samantha e Alstin resolveram jogar no vídeo-game até que os pais da garota chegassem. Já Katherine deitou no sofá e continuou a ler um livro. Porém, depois de uns minutos Katherine percebeu uma movimentação estranha na rua. Ela se levantou e foi até a janela; abriu uma brecha na cortina e estranhou ao ver os diversos vizinhos colocando malas e pertences em seus carros, além de entrarem nos veículos correndo e saírem feito foguetes.

—- Hã... gente, venham ver uma coisinha...

Alstin se levantou e puxou toda a cortina. Sam veio logo atrás.

—- Mas o que...

O garoto nem pensou duas vezes e correu para a rua, para tentar se informar com os vizinhos que ainda não tinham partido.

Enquanto isso, Ricardo e Pablo foram parados na saída do bairro por vários policiais armados.

—- Voltem! Voltem agora! – berrou um dos policiais.

Ricardo colocou a cabeça pra fora e perguntou o que estava acontecendo. Porém os polícias apontaram as armas, e eles não tiveram outra escolha senão dar meia volta.

Porém tentaram a outra saída, mas também foram impedidos de passar. Pablo colocou a cabeça para fora ao ver pessoas familiares.

—- Os pais da Sam!

—- Onde? – perguntou Ricardo colocando a cabeça para fora novamente. – Puts, e agora?

Os pais da garota também os viram e começaram a falar uns com os outros aos berros e com os policias gritando para se afastarem dos portões.

—- Como a Sam está? – berrou o pai dela, do lado de fora.

—- Estava bem desde a ultima vez que a vimos! – respondeu Ricardo.

—- E os outros? Katherine e Alstin? – perguntou a mãe.

—- Estão bem também – respondeu Pablo.

—- Ae, ta difícil dar meia volta ou vocês preferem levar bala? – gritou um dos policiais.

—- Cuidem-se – disse a mãe de Sam – Vocês tem que se manter unidos, não sabemos o que está acontecendo, mas mantenham-se juntos!

—- Não se preocupe, vamos nos cuidar.

Ricardo entrou em seu carro novamente e deu meia volta. Quando chegou na casa de Alstin viu que ele e as garotas estavam no quintal, conversando com um vizinho.

—- Ué, por que voltaram? – estranhou Katherine – O povo está fugindo e vocês voltando?!

—- Não conseguimos sair – falou Ricardo – Eles fecharam todas as saídas do bairro.

—- Eles quem? – perguntou o vizinho, parecendo nervoso.

—- Os policiais.

—- Policiais? – estranhou Samantha.

—- Ah, vimos seus pais – disse Pablo, -- Os policiais não deixam nem sair nem entrar.

—- Meus pais estão lá fora? – exclamou Samantha – E agora?

—- Não sei – suspirou Ricardo, olhando – Só sei que estamos presos aqui.

Notas finais
Olha eu aqui de novo! o/ E ai? O que acharam? Espero que tenham gostado, de verdade! Logo logo trarei o próximo capítulo! Me aguardem! Obrigada e até logo! o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.