Sem Dizer Adeus
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Dejame entrar
Dame um lugar em tu mundo
Y yo sigo esperando
Sueño y locura
Demasiadas mentiras oscuras...
- Ah.. Olá, Rebecca. – Julie diz entrando na sala, com um pouco do sorriso que lhe restou. – Oi, Daniel. – Ela complementa.
- Vem, conversa aqui com a gente! – Rebecca a convida.
- Huh .. eu vou tomar um banho, aí depois eu venho. – Julie diz simpática e se retira.
Depois de um longo banho bem gelado, Julie não queria ir conversar com Rebecca e Daniel, então ela foi se deitar, na cama de baixo mesmo. Ela não iria dormir, e também não entendia direito o porquê não queria ir conversar, mas achava que tinha algo a ver com Rebecca estando com Daniel.
- Não acredito que você disse isso, Daniel. – Rebecca diz rindo, conversando com Daniel na sala. – Mas por que fez isso?
- Você acha que eu iria usar um lençol num clipe? Nem morto.
- Por isso mesmo! A.. Bia.. É “Bia”, não é?
- É.
- Então, a Bia tava certa, se não só apareceria uma guitarra flutuando.
- Mas lençol não, não rola. E o Martim ainda disse que gostou.
- Ownt o Martim.. eu queria que ele e o Félix estivessem aqui também..
- Seria bom.
- Muito.. A Julie tá demorando, né?
- Verdade. Eu vou lá ver o que ela tá aprontando.
- Ela deve estar trocando de roupa, Daniel. Deixa ela...
Daniel atravessa a parede para o quarto. Ele vê Julie deitada. Decide abrir a porta de vidro e deixar um ar entrar, e então vai de volta para a sala.
- Ela está cansada, Rebecca. – Daniel diz, sentando-se no sofá.
- Primeiro dia de aula é assim mesmo.
- .. Bons tempos eram os meus “dias de aula” no último ano. A banda ia começar a ficar famosa.
- Não liga pra isso não.. – Rebecca segura carinhosamente uma mão de Daniel. – Você ainda tem sua banda, e chances de ter sucesso.
- .. É, né?
- É sim. – Rebecca dá um beijo na bochecha de Daniel. – Olha, eu vou deixar a Julie descansar em paz aí e--
- Não diz isso, mulher!! – Daniel brinca.
- Ahh que coisa horrível, Daniel. Nem vem, você me entendeu! – Eles riem. – Hein, depois a gente se vê.
- Tá.
- Tchau~tchau
- Até.
Rebecca sai. Daniel vai para o quarto de novo, ele se senta no chão a frente da cama. Julie estava de olhos fechados.
- Eu sei que você não tá dormindo. – Ele diz.
- Se vocês não falassem alto e me deixassem ‘descansar em paz’. – Julie diz, se virando para o outro lado.
- E quem te deu permissão de descansar em paz na minha cama? – Daniel tenta perturbar, mas Julie não responde. Ele prossegue. – Se você for mesmo descansar em paz, a gente pode voltar e ver o Félix e o Martim. – Daniel não queria que isso acontecesse, mas já que estavam nesse assunto. “E vai poder gostar de um fantasma...” Isso passou por sua mente.
- Daniel, não fala isso...!
- Você que começou.
- Vai conversar com sua amiga, vai..
- ..Você não vai muito com a cara dela, não é? – Daniel diz, deitando a cabeça nas pernas de Julie.
- Ela quer que eu morra.
- Você sabe que ela não quis dizer isso.
- ...Não interessa..
- .. Vai Julie, para com isso, você tá assim desde ontem. – Daniel suspira, antes de continuar. – O que você quer que eu faça pra você parar de bobeira? – Daniel pergunta, Julie se vira e olha para ele.
- Você quer fazer alguma coisa por mim..?
- Hm.
- Bem.. Eu estou com fome..
- Vem, eu vou fazer alguma coisa pra você comer. – Daniel atravessa as paredes, chegando à cozinha primeiro que Julie.
- Você sabe cozinhar? – Julie pergunta da sala.
- Sei cozinhar ovo, serve? – Daniel pergunta segurando uns ovos com a geladeira aberta. Julie chega e olha para a geladeira. Quase não tinha nada, pois já era semana de fazer compras.
- Frito. – Julie diz se sentando à mesa.
Era engraçado para Julie ver Daniel fazendo o que ela queria, e era bem interessante ter ele querendo fazer algo para ficarem de boa. Nesse instante, o pai de Julie chega.
- ..Oi, pai! – Julie corre para o lado de Daniel e segura junto a frigideira e a espátula que ele usava, para não parecer que as tais estavam flutuando.
- Oi, filha. Aqui, eu trouxe carne, só que tem que temperar.
- Então vamos temperar logo, eu tô morrendo aqui.. – Julie diz, Daniel deixa a frigideira por conta dela. – ..Valeu. – Julie diz baixinho para ele.
- Como que foi na escola? — Julie ficou conversando com seu pai e fazendo o almoço.
Nesse meio tempo, Rebecca andava pela rua, indo para casa. Ela passava por um prédio em construção, o qual no momento não tinha nenhum trabalhador, pois era hora do almoço. Um último construtor sai por uma abertura da parede de madeira que tem envolta da construção, a fecha e vai embora. Rebecca continua andando, mas de repente ela é agarrada por trás, tendo sua boca tampada e é puxada por alguém para dentro da construção.
- Você não me disse que ele fala com humanos.
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