Notas iniciais
Y me quedan tus cosas
Dejame entrar
Dame um lugar em tu mundo
Y yo sigo esperando
Sueño y locura
Demasiadas mentiras oscuras...

- Ah.. Olá, Rebecca. – Julie diz entrando na sala, com um pouco do sorriso que lhe restou. – Oi, Daniel. – Ela complementa.

- Vem, conversa aqui com a gente! – Rebecca a convida.

- Huh .. eu vou tomar um banho, aí depois eu venho. – Julie diz simpática e se retira.

Depois de um longo banho bem gelado, Julie não queria ir conversar com Rebecca e Daniel, então ela foi se deitar, na cama de baixo mesmo. Ela não iria dormir, e também não entendia direito o porquê não queria ir conversar, mas achava que tinha algo a ver com Rebecca estando com Daniel.

- Não acredito que você disse isso, Daniel. – Rebecca diz rindo, conversando com Daniel na sala. – Mas por que fez isso?

- Você acha que eu iria usar um lençol num clipe? Nem morto.

- Por isso mesmo! A.. Bia.. É “Bia”, não é?

- É.

- Então, a Bia tava certa, se não só apareceria uma guitarra flutuando.

- Mas lençol não, não rola. E o Martim ainda disse que gostou.

- Ownt o Martim.. eu queria que ele e o Félix estivessem aqui também..

- Seria bom.

- Muito.. A Julie tá demorando, né?

- Verdade. Eu vou lá ver o que ela tá aprontando.

- Ela deve estar trocando de roupa, Daniel. Deixa ela...

Daniel atravessa a parede para o quarto. Ele vê Julie deitada. Decide abrir a porta de vidro e deixar um ar entrar, e então vai de volta para a sala.

- Ela está cansada, Rebecca. – Daniel diz, sentando-se no sofá.

- Primeiro dia de aula é assim mesmo.

- .. Bons tempos eram os meus “dias de aula” no último ano. A banda ia começar a ficar famosa.

- Não liga pra isso não.. – Rebecca segura carinhosamente uma mão de Daniel. – Você ainda tem sua banda, e chances de ter sucesso.

- .. É, né?

- É sim. – Rebecca dá um beijo na bochecha de Daniel. – Olha, eu vou deixar a Julie descansar em paz aí e--

- Não diz isso, mulher!! – Daniel brinca.

- Ahh que coisa horrível, Daniel. Nem vem, você me entendeu! – Eles riem. – Hein, depois a gente se vê.

- Tá.

- Tchau~tchau

- Até.

Rebecca sai. Daniel vai para o quarto de novo, ele se senta no chão a frente da cama. Julie estava de olhos fechados.

- Eu sei que você não tá dormindo. – Ele diz.

- Se vocês não falassem alto e me deixassem ‘descansar em paz’. – Julie diz, se virando para o outro lado.

- E quem te deu permissão de descansar em paz na minha cama? – Daniel tenta perturbar, mas Julie não responde. Ele prossegue. – Se você for mesmo descansar em paz, a gente pode voltar e ver o Félix e o Martim. – Daniel não queria que isso acontecesse, mas já que estavam nesse assunto. “E vai poder gostar de um fantasma...” Isso passou por sua mente.

- Daniel, não fala isso...!

- Você que começou.

- Vai conversar com sua amiga, vai..

- ..Você não vai muito com a cara dela, não é? – Daniel diz, deitando a cabeça nas pernas de Julie.

- Ela quer que eu morra.

- Você sabe que ela não quis dizer isso.

- ...Não interessa..

- .. Vai Julie, para com isso, você tá assim desde ontem. – Daniel suspira, antes de continuar. – O que você quer que eu faça pra você parar de bobeira? – Daniel pergunta, Julie se vira e olha para ele.

- Você quer fazer alguma coisa por mim..?

- Hm.

- Bem.. Eu estou com fome..

- Vem, eu vou fazer alguma coisa pra você comer. – Daniel atravessa as paredes, chegando à cozinha primeiro que Julie.

- Você sabe cozinhar? – Julie pergunta da sala.

- Sei cozinhar ovo, serve? – Daniel pergunta segurando uns ovos com a geladeira aberta. Julie chega e olha para a geladeira. Quase não tinha nada, pois já era semana de fazer compras.

- Frito. – Julie diz se sentando à mesa.

Era engraçado para Julie ver Daniel fazendo o que ela queria, e era bem interessante ter ele querendo fazer algo para ficarem de boa. Nesse instante, o pai de Julie chega.

- ..Oi, pai! – Julie corre para o lado de Daniel e segura junto a frigideira e a espátula que ele usava, para não parecer que as tais estavam flutuando.

- Oi, filha. Aqui, eu trouxe carne, só que tem que temperar.

- Então vamos temperar logo, eu tô morrendo aqui.. – Julie diz, Daniel deixa a frigideira por conta dela. – ..Valeu. – Julie diz baixinho para ele.

- Como que foi na escola? — Julie ficou conversando com seu pai e fazendo o almoço.

Nesse meio tempo, Rebecca andava pela rua, indo para casa. Ela passava por um prédio em construção, o qual no momento não tinha nenhum trabalhador, pois era hora do almoço. Um último construtor sai por uma abertura da parede de madeira que tem envolta da construção, a fecha e vai embora. Rebecca continua andando, mas de repente ela é agarrada por trás, tendo sua boca tampada e é puxada por alguém para dentro da construção.

- Você não me disse que ele fala com humanos.

Notas finais
o.o ... Continua!