Sem Compromissos
17 Capítulo 16 - Experiências de quase morte são excitantes
Notas iniciais
Capítulo 16 — Experiências de quase morte são excitantes
Após Lisa sair do hospital Dean não tinha muito mais o que fazer além de falar com Sam. Claro, ainda precisava encontrar Castiel, mas prioridades em primeiro lugar. Assim ele encontrou seu irmão. A luz vermelha da sala de emergência estava apagada, e no mesmo instante Dean viu de pé, ao lado de um quarto, Sam a observar a grande janela.
– Sam? – chamou-o um tanto quanto alarmado.
Ele se vira rapidamente. Os olhos vermelhos e com bolsas profundas e escuras debaixo deles. Engolindo seco, Sam pisca algumas vezes antes de passar a mão por seu rosto cansado e pálido.
– Ei. – responde – Jess saiu da cirurgia.
Parando ao seu lado, Dean põe a mão sobre seu ombro, e é quase como se o peso de Sam se apoiasse nele.
– O que eles disseram? Ela vai....
– Vai viver. – o suspiro de alívio sai ao final da frase, com Sam encostando uma mão no vidro.
– Que alívio.
– É.
– Já pode vê-la?
Sam balança devagar a cabeça, apertando os lábios:
– Ainda não. Acabaram de trazê-la, e os médicos estão rodando alguns pequenos exames, monitorando. Ela ainda está desacordada eu só...
– Calma Sam. – Dean aperta a mão sobre seu ombro – A Jess está viva, e é isso o que importa.
Ele balança a cabeça de novo:
– É, é sim. Eu uh, eu vou esperar aqui, até poder entrar. Você pode pegar um pouco de café, eu quero esperar....
– Claro, claro. Fique aqui e se sente, okay?
– Okay. Obrigado Dean.
– Cara.
Dean faz uma careta que diz: “sério isso?” E Sam entende, ele entende mesmo que não importa o que, seu irmão estaria ao seu lado.
Enquanto Dean se afastava ele caminhou até a cafeteria com a mente mais tranquila. Saber que Jess ficaria bem era uma notícia excelente. Só precisava agora resolver a outra parte da sua vida; a parte que era muito mais complicada do que essa, e que estava agora sentado numa mesa isolada na cafeteria com um copo descartável em mãos.
Dean respirou fundo, pondo as mãos nos bolsos antes de conseguir forças para se aproximar dele.
– Ei Cas.
– Ei. – o moreno responde, continuando a bebericar sua bebida.
– Se importa se eu me sentar?
Ele meneia que não com a cabeça, e Dean se ajeita próximo dele, esticando as pernas para frente e pondo as mãos entrelaçadas sobre a mesa.
– Acabei de falar com Sam. Jess saiu da cirurgia.
O moreno volta sua atenção a ele, abrindo bem os olhos em alerta:
– Como ela está?
– Fora de risco. Ainda a deixaram em coma induzido, só por precaução, mas fora isso, tudo está dentro do esperado.
– Isso é um alívio. – diz sincero — E Sam?
– Com ela, esperando. Ele disse que deve passar a noite aqui e, bem, quem sou eu para impedi-lo.
Concordando devagar, Castiel torna a desviar sua visão de Dean. Passam-se alguns minutos, nenhum deles sabe ao certo quanto, até que a pergunta coçando a língua de Cas escapa quando ele dá um longo suspiro.
– Onde está Lisa?
Ele tenta não soar aborrecido, mas a alteração no tom de voz é visível. Dean dá de ombros, bebendo do seu próprio café:
– Ela foi embora há um tempo.
– Ela é seu contato de emergência, não é?
– Fizemos isso por causa do Ben.- explica — Eu tenho que mudar depois.
Dean olha para Castiel dos pés à cabeça. Ele lhe parece um pouco chateado, então Dean esquece qualquer piada já pronta sobre colocar Castiel como sendo seu contato.
– Lisa foi ficar com o Allan, uh, o cara que ela tá saindo.
– Oh. – é tudo o que Castiel responde.
– Mas eu, uh, eu ‘tô legal com isso. Estou feliz por ela.
As palavras saem antes que Dean as processe no cérebro. É como se ele quisesse confirmar a Castiel que tudo estava no passado. De verdade, estavam, porém após a noite do jantar desastrosos em que nenhum deles se entendeu de fato, Dean não queria deixar nenhuma ponta solta.
– Isso é bom.
Ele parecia tenso, diferente de antes quando estavam quase enrolados um sobre o outro no corredor. Dean franze o cenho sem nada entender.
– Ei Cas, você ‘tá bem?
– Estou.
“Nope.” Dean pensa “Ele está puto ‘pra cacete.”
– Você não parece bem.
Castiel não está, e isso não se deve a Lisa exclusivamente, oh não, o que o incomoda vai muito além da visita da mulher.
Há menos de uma hora ele tinha Dean em seus braços, ele sentia o calor de seu corpo, ouvia os batimentos cardíacos e sobre seu cabelo ouvia a respiração dele. Agora sem poder tocá-lo, sem estar próximo dele.... Castiel só tem medo.
Medo de que seja uma miragem. De que se ele se aproximar de Dean novamente ele irá se transformar em cinzas sobre seus dedos, deixando apenas a poeira como lembrança. Castiel ainda enxerga o fogo consumindo a casa bem diante de seus olhos ainda sente o peito pinicando por todos os instantes que imaginou Dean preso no inferno de chamas.
– Cas, ei, você está me ouvindo?
Dean pergunta, mais de uma vez, pois o moreno havia parado de responde-lo, olhando fixamente para o nada:
– Olha eu, uh, vou pegar mais café, Okay?
Ele fala, vendo um leve acenar vindo de Castiel. Nada muda dali em diante. Cas continua tentando fugir das alucinações que sua mente cria como se tentasse o torturar. Ele tenta se esquecer do quase beijo com Dean, da presença de Lisa, do fogo, todo o resto.
“Isto é real, nós estamos aqui, Dean está aqui” ele canta a mesma música para si mesmo. “O incêndio não o pegou, ele—”
– Ouch! Quente!
Dean grita entre um palavrão e outro próximo a máquina de bebidas ao ter sua mão queimada pelo copo plástico do café. A face de Castiel muda subitamente, e em menos de três passos ele está na frente de Dean, segurando seu pulso, querendo analisar cada pedaço dele.
– Cas?
Confuso, Dean vê como o moreno segura firme cada uma das suas falanges, vendo a breve vermelhidão sobre a parte interna dos dígitos. Castiel parece absorto, começando a apertar firmemente o pulso de Dean – com seus olhos nunca deixando de encarar o risco vermelho:
– Ai, Cas, ei, você tem um aperto firme, dá pra me sol—
– Eu pensei que você estava na casa.
A boca de Dean para entreaberta. Seus olhos abertos e vivos mirando a Castiel enquanto as frases saem em murmúrios, emanando uma pontada de desespero.
– Cas, eu....
– Pensei que você estivesse no meio do fogo!
Grita, erguendo seus olhos e encarando Dean com toda sua força de vontade. No canto das órbitas há pequenas gotas salgadas se formando, e Dean mal consegue raciocinar, porque, céus! Tudo o que ele menos quer é ver Castiel chorando!
– Nós não conseguíamos falar com você! – berra o moreno, prendendo os soluços — Não te achávamos em lugar nenhum, e a casa só queimava e queimava, e eu pensei: ele está lá dentro! Ele está pegando fogo!
Pronto, Castiel estava tendo um colapso nervoso após o acidente. E Dean não tinha ideia do que fazer, ficando de pé como um idiota boquiaberto:
– E eu ainda estou tão zangado! – entre um suspiro molhado, Castiel encontra mais ar para continuar a pequena convulsão eufórica – Com tanta raiva pelo o que aconteceu entre nós, mas eu não quis saber; eu só queria que você estivesse bem! Que estivesse vivo! Deus! Você podia ter morrido! E eu, e-eu—
– Ei, ei, Cas, eu estou bem. Eu estou aqui. Olha.
Dean precisou pôr ambas as mãos nos ombros do menor, segurando-o firme no lugar ao perceber que ele tremia, que seu corpo inteiro sacudia como se fosse tombar a qualquer momento. Castiel respirava fundo, soltando o ar em longas baforadas, lutando contra um rio de lágrimas que queriam descer.
– Quando Sam me ligou e-eu não consegui nem pensar direito.... – ele fala, balançando a cabeça dum lado ao outro, levando uma mão até sua boca.
Envergando as sobrancelhas numa feição consternada, Dean só foi capaz de abraçar Castiel o mais forte que ele podia, assegurando a ele – aos dois – de que estavam mesmo ali.
Castiel apenas suspira, agarrando-se á Dean, escalando as mãos por suas costas e as embrenhando no casaco de couro, sentindo quando a palma de Dean sobe até sua nuca, segurando-a firme. Ele desiste de sentir qualquer outra coisa que não seja esse calor de agora, deixando seu peso cair contra o peito do maior. Ele escuta a respiração de Dean cada vez que as costelas se expandem e essa pequena confirmação de vida relaxa a Castiel.
A tremedeira abandona o seu corpo após longos minutos nos braços de Dean. Tocando devagar o peito do maior Castiel tenta se afastar um pouco, acabando por deparar-se com a íris esmeralda o encarando sem trégua.
A palma sobre sua nuca é arrastada até o maxilar, e Dean o envolve por completo. A boca se parte entreaberta e Castiel quer dizer algo, quer se afastar ou ao menos encontrar uma desculpa do porque aquilo não está certo. Mas não há nenhuma.
E Dean fecha os olhos devagar antes de continuar indo em frente, tendo um rápido vislumbre de Castiel fazendo o mesmo antes de cerrar as pálpebras e colar os lábios num suave toque.
Foi rápido e quase gentil a maneira que a pele macia da boca toca uma a outra. Os olhos de Castiel tremeluziram antes de se fecharem, segurando a respiração e enfim retribuindo o afeto.
Nem meio segundo depois separam-se, ainda letárgicos do pequeno beijo ao se afrontarem. E então veio a rápida troca de olhares que diziam tudo um ao outro. Bastou esse breve contemplar para que eles começassem a empurrar as pessoas pelo caminho, abrindo as portas da cafeteria e se embrenhando até um local privado.
Os corredores estavam vazios, em sua maioria. Era uma noite um tanto quanto calma no hospital. Haviam enfermeiras passando aqui e ali, pessoal da limpeza e tudo o mais, porém nada que pudesse atrapalhar os planos de Dean e Castiel.
Que nesse instante consistia em encontrar o quarto vazio mais próximo.
Eles pareciam dois adolescentes, olhando para os lados, trocando rápidos beijos por não aguentarem ficar tempo demais sem tocar um ao outro conforme olhavam sala após sala. Se o destino estava ao lado deles ninguém sabia, mas foi a terceira porta da sorte que os presenteou com um cômodo recém arrumado e vazio.
Mal a tranca estala e eles fixam as bocas numa voracidade descomedida.
Não há tempo para procurarem a cama. Eles só têm a consciência de sair da linha de visão do vidro da porta para, enfim, se prensarem contra a parede, cedendo a saudade, ao desespero e a mais pura e completa carência de se reafirmarem um ao outro.
Lambendo o interior da boca de Castiel, a parte de cima, sugando a sua língua e deleitando-se com os gemidos do menor, Dean o prende na parede: uma mão bagunçando o cabelo negro selvagem enquanto a outra segura o pulso do moreno na altura de sua cabeça.
Castiel agarra a gola do casaco de couro, puxando Dean a ele, afastando suas pernas e começando a roçar uma coxa entre as de Dean. O soluço abafado de ambos invade o ambiente, lacrado nas bocas no meio do ósculo, os obrigando a se mover mais rápido, a buscar mais um do outro, sabendo que nunca seria o bastante apenas se beijarem – precisavam de tudo, do toque das peles, desse calor por debaixo das roupas que os consumia a cada instante separados.
Deslizando as mãos pelo delicioso tórax de Castiel, Dean encontra a barra de sua camisa, a levantando até a altura de sua clavícula, sem perder tempo algum ao abocanhar um dos seus mamilos.
– Ngh!
O grunhido de Castiel só é abafado por causa de sua mão, que é levada até a boca, impedindo-o de soar alto demais e alertar alguém da presença deles naquele quarto. Não que Dean se importasse de ouvi-lo gemendo. Não, nem um pouco. Foda-se os outros.
– Tão macio.
Dean fala, sugando a rosada pele e sentindo o volume em sua calça aumentar cada vez que rodopia o mamilo em volta da língua.
Numa mesma situação está Castiel, subindo e descendo com sua perna sobre o tecido da calça jeans do maior, sua extensão reclamando da quantidade de tecido, buscando o alívio ao se emaranhar nos movimentos de sobe e desce da pélvis de Dean.
Os dedos livres tateiam o peito de Dean até chegar às suas costas, por debaixo do casaco, o abraçando e trazendo o tronco do loiro para se encostar ao seu. Largando o mamilo, Dean lambe num rastro de saliva até o pescoço de Castiel, parando em sua orelha e mordiscando o lóbulo, satisfeito com os pequenos pulos que o moreno dá ao sentir os dentes resvalarem na área sensível.
Castiel o puxou para um novo beijo, sentindo as mãos de Dean buscando pelo cós de sua calça, querendo a empurrar para baixo e se frustrando entre o ósculo com longas bufadas por não conseguir.
– Zíper, zíper.
Castiel murmura, estalando os lábios nos de Dean até que finalmente o loiro entende o recado, conseguindo abrir a roupa de Castiel. A calça cai abaixo das coxas dele, e isso é o bastante, é tudo o que precisam tamanha é seu afobamento.
Escorregando as mãos pelas coxas expostas de Cas, Dean as curvas atrás de seus joelhos e duma só vez o ergue do chão. Castiel arfa contra o rosto dele, envolvendo a cintura à sua frente no ato, segurando o rosto de Dean entre suas mãos.
Não havia mais tempo para provocações. Ambos mal conseguiam manter-se de pé, procurando livrar das camadas de roupas, ou ao menos até poderem tocar a maior quantidade de pele possível sem precisar remover toda a roupa.
Foi assim que Dean terminou com seu casaco pendurado em apenas um dos braços; que a blusa de Castiel ficou erguida até a altura dos ombros, e Dean só teve forças para abrir o zíper de sua calça e puxar seu membro inchado para fora enquanto mantinha Castiel erguido no ar. O moreno geme ao ver o volume vermelho e gordo de Dean, ficando ainda mais eufórico.
Eles não têm nada por perto que possa ser usado como lubrificante, então Castiel entende muito bem o que deve fazer quando os dedos de Dean massageiam sua boca. Partindo os lábios, ele abocanha dois de uma só vez, chupando as falanges e as cobrindo com o máximo de saliva que pode.
Deus, Dean vai gozar apenas com essa visão: os olhos fechados de Castiel, suas bochechas vermelhas ficando finas com a sucção, e os lábios carnudos envolvendo os dígitos e os sugando como se não houvesse outra razão na sua existência que não cobrir os dedos com saliva.
– Chega, chega. – Dean pede arfando, removendo devagar cada falange e as descendo depressa até o meio das pernas de Castiel.
– Ngh, rápido! – Cas fala, segurando firme na blusa do maior.
– Cacete....
Habilmente, Dean encontra o anel de nervos que fica abaixo do períneo de Castiel, caminho o qual ele tem gravado em cada parte de seu corpo, começando a circular a ponta dos dígitos ali. O moreno silva, jogando a cabeça para trás e se prendendo ainda mais em Dean, tentando empinar sua cintura o bastante até que ele consiga atravessar o músculo.
Esfregando a ponta de ambos os dedos, Dean sente a entrada vibrar algumas vezes em expectativa antes de conseguir atravessá-la. E quando o faz, Castiel sacode por inteiro, com Dean precisando apoiar as costas do menor ainda mais firme na parede.
– Calma. – ele pede, beijando o maxilar do outro, vendo Castiel balançar a cabeça depressa.
– Mais, mais! Preciso de você dentro de mim, preciso saber que está aqui!
– Estou aqui, estou com você.
– Você aqui... – balbucia, piscando os olhos azuis – Mais Dean.
Castiel suplica, mordiscando o lábio inferior do loiro e o puxando de leve, o coagindo a encaixar seus dedos até a última falange, afastando um do outro, alargando a abertura.
– Mmmm—mais, preciso de mais! D-Dean.
– Shh, estou aqui, não vou a lugar nenhum.
Envolvendo os braços ao redor dos ombros de Dean, Castiel desce a testa na dele, abrindo a boca e respirando o hálito quente contra as suas bochechas.
– N-não! Aqui; fique aqui—Mmf!
Castiel é calado com um beijo, rebolando devagar ao seguir a velocidade dos dígitos de Dean que saem e entram, se expandem para os lados, giram de leve dentro dele da melhor maneira que podem naquela posição – e Dean agradece ao trabalho pesado com as máquinas da oficina por ser capaz de erguer Castiel dessa forma.
Mas ele precisa; Deus, como Castiel precisa da sensação do volume de Dean dentro dele, queimando seu interior, abrindo passagem e se acomodando como uma parte sua; ele só precisa dessa certeza, dos seus corpos existindo no mesmo espaço, ao mesmo tempo, nos mesmos segundos!
Saber que não é um sonho, que ele está bem; que ele está vivo.
– Entre em mim.... Por favor, por favor. – Castiel pede de novo e de novo, remexendo os quadris e quase não se aguentando, apertando as pernas ainda mais em volta da cintura de Dean
– Porra. – o outro xinga, rangendo s dentes.
– Preciso te sentir... – apanhando o rosto de Dean, Castiel o beija, engolindo seco e sempre pedindo por Dean, para o sentir apenas.... Vivo.
– Cas....
Dean aperta seus olhos e retorna ávido os beijos que Castiel estala de uma maneira tão macia e querente sobre sua boca, empurrando seus dedos uma vez mais antes de removê-los. O menor silva, mas o seu vazio é logo substituído pela ponta da ereção de Dean, que segura a Castiel com uma mão o sustentando pelas ancas enquanto a outra envolve a ponta da glande forçando o apertado anel, até que ele se abre e o recebe.
O pequeno círculo de nervos se expande para os lados e abocanha a extensão de Dean aos poucos. Castiel apenas grunhe e bagunça o cabelo arrepiado de Dean ao subir e descer as mãos sobre ele, arranhando o couro cabeludo. A boca do moreno se cola na orelha do maior, arrastando os lábios sobre ela na medida em que arfa e geme com os centímetros da ereção o adentrando.
As calejadas mãos de Dean comprimem a pele das coxas de Castiel, as erguendo devagar enquanto ele move a cintura para os lados, mexendo sua extensão dum lado a outro até se encaixar por inteiro.
Em pequenos grunhidos, Dean se desfaz em deleite e carência uma vez que se enterra no moreno, não aguentando manter a cabeça firme no lugar, precisando a apoiar no ombro do menor.
A respiração entrecortada de Dean bate contra o pescoço de Castiel. Ele ouve os batimentos cardíacos do moreno no pulso da garganta enquanto as mãos dele agarram-se aos ombros do maior. Há o suor escorrendo dos poros de Dean, com Castiel quase podendo sentir o gosto salgado delas, ouvindo os gemidos, abraçando as moções de vai e vem do falo dentro de si.
É como um despertar. Como abrir os olhos pela primeira vez e ver Dean, em carne e osso, em todos os detalhes nas suas feições molengas de prazer tão perto dele, de volta; o querendo, o possuindo e oscilando junto de seu ser.
Batendo o topo da cabeça na parede, Castiel entorta um sorriso, arfando conforme tenta lutar contra a vontade de rir feito um alucinado:
– Você está aqui, está aqui!
Castiel treme as palavras a cada estocada de Dean, partindo os lábios e deixando apenas um breve sorriso escapar, descendo a visão até os olhos semicerrados do loiro. Eles estão ali, juntos; vivos!
– Cas, porra!
Dean xinga por entre os dentes só conseguindo arfar contra a garganta de Castiel, soltando pequenos gemidos na respiração falha, concentrando sua força nos braços e no bambolear para frente e para trás de sua cintura, entrando e saindo, entrando e saindo de Castiel.
Saudade....
Que saudade desse aperto quente do canal de Cas à sua volta que o faz ser parte de algo além dele. Que saudade do cheiro almíscar, que saudade do som do açoite das peles uma na outra, saudade; que saudade Dean sentia! E nem mesmo isso define a falta que Castiel faz.
Deus! Ele podia perder isso tudo. Se tivesse ficado em casa naquela noite, se não tivesse saído do bar mais cedo, Dean com certeza teria ido à casa de seu irmão e depois.... Não haveria depois. Não haveria mais ninguém. Não haveria mais Cas
Pensar que foi Castiel, a motivação de querer tê-lo de volta a razão pela qual Dean se afastou do perigo é surreal e tão, tão certa; porque mesmo longe, mesmo sem estar ao seu lado, Castiel sempre o salva.
– Cas! Tão-Mmmm!
Dean pressiona os lábios numa fina linha, já sem palavras, perdido no meio das pernas de Cas, sendo absorvido por ele. O anel constringindo e soltando seu falo junto do entra e sai como se conseguisse ler a mente de Dean e se adequar a cada uma das suas moções. O canal fica relaxado o bastante para o engolir ao mesmo tempo em que é tão, tão apertado e o prende lá dentro.
Não é surpresa que Dean fique sem palavras, que ele só consiga gemer com os olhos fechados quase revirando dentro das órbitas ao continuar estocando forte; um açoite a cada segundo.
“Senti sua falta”; “quero você”; “amo você”!
A garganta se fecha, apenas puxando o ar seco até os pulmões não permitindo que as palavras saiam. Dean tem de se concentrar para manter as coxas de Cas afastadas, suspensas no ar. O músculo dos braços começa a doer, mas basta vir a sucção da abertura do moreno em volta de seu membro que todo cansaço é esquecido.
Só falta a fricção; Castiel só precisa ter sua ereção bombeada algumas vezes e ele sabia que não duraria muito tempo.
– Dean m-me toque, por favor, por favor! – pede, suplica o moreno de maneira desregulada.
– Cas e-eu não posso te alcançar! – responde bufando, pois ambas as mãos estão ocupadas ao segurar Castiel.
– Ngh! D-Dean!
Castiel não fica nem um pouco frustrado. Ele deixa uma mão presa entre os cabelos loiros, os puxando vez ou outra, enquanto começa a oferecer sua mão direita à boca de Dean. Os olhos verdes ficam escuros em desejo, esticando a língua para fora e começando a lamber a palma de Cas, seus dedos, chupando e mordiscando, com a visão soberba da boca carnuda de Dean o sugando pairando sobre os olhos azuis. A língua gira por entre a junção dos dígitos, depois torna a escorregar macia e quente por entre o desenho das linhas em seu interior.
Quando ela está bem molhada – e Castiel já não mais consegue encarar Dean sem sentir sua cabeça tonta – ele a desce por seu abdômen e circula sua ereção, subindo e descendo.
É tudo do que ele precisava, o toque final para o levar até o êxtase. Castiel bombeia numa pressão moderada, apertando mais sua base e passando o dedão na ponta, bem no meio da fissura, enquanto o baixo ventre arde com o orgasmo sendo construído aos poucos junto das investidas sem trégua de Dean.
– Tão sexy.... Tão, tão sexy Cas! – Dean o elogia, vendo com olhos caídos a palma de Castiel brincando com o seu falo.
– Estou quase! – o moreno avisa, jogando a cabeça para trás.
– Só goze.... Goze então!
– Ngh—Dean!
O lábio inferior de Castiel vai parar no meio de seus dentes, fechando a boca com força e suprimindo os sons quebrados do seu clímax. Seu abdômen se comprime ao lançar as primeiras ondas de gozo sobre sua mão, e no mesmo momento que o faz seu canal fica ainda mais apertado. Dean precisa forçar a cintura com força para frente, rangendo os dentes num grunhido quando o faz.
Seu falo fica empalado dentro de Castiel, conseguindo apenas mover um pequeno pedaço da base para fora duas vezes mais antes de pressionar dentro outra vez, gozando; derramando o jorro no interior escaldante do moreno.
– Ah...Ah.... Cas.... – Dean arfa pesado contra a clavícula do menor, sentindo as pernas tremerem.
– Mmmmm.... – vibra a voz de Castiel, entreabrindo os lábios e deixando o cansaço apossar-se da sua voz.
“Wow... Isso foi intenso”. Dean pensa, lambendo os lábios inchados enquanto sente seu membro diminuir de tamanho, removendo-se aos poucos do moreno. Castiel silva, abraçando o pescoço do maior enquanto é auxiliado por suas mãos de volta ao chão. Ele cambaleia e permanece firme nos braços de Dean, recostando-se de volta à parede quando ele torna a beijá-lo.
Parece que fazia anos desde a última vez que estiveram juntos. Castiel ao menos se sente assim.
Saber que podia tocar, ter a sensação macia e firme da pele de Dean contra a sua acalmava o coração aflito do menor, que agradecia ao cosmos por ter sido apenas um susto; por Dean estar vivo e bem junto dele.
Porque quem sabe agora eles poderiam trabalhar todos os problemas que tinham. Dean parecia tão desesperado quanto ele, amável e querido, como se tivesse sentido a mesma quantidade de saudade que Castiel se permitiu ter essas últimas semanas afastados. Talvez.... Talvez haja mesmo, aquela segunda chance da qual ele havia cogitado.
Dean o beija devagar e lânguido, sentindo cada fibra de Castiel, que não o afasta, muito menos impede o beijo, entregando a Dean uma flama de esperança; de que talvez ele não tenha destruído tudo; que ainda é possível consertar seus erros e....E merda.
O que ele estava fazendo?!
Não era para acontecer desse jeito.... Ele não devia ter posto Castiel numa situação dessas de novo, não antes de se explicar a ele, não antes.... De mostrar o que havia lhe feito.
Porque parecia.... Céus! Parecia que ele tinha o usado de novo não é mesmo?! E Dean não queria isso, não queria ver Castiel machucado outra vez por uma má escolha sua, por ter sido egoísta de novo.
De que adiantava tudo o que estava fazendo para demonstrar a Cas o seu remorso? Para tentar pedir desculpas a ele? Deus, como ele conseguia ser tão errado na sua vida?
– Isso não devia ter acontecido….
Dean balbucia, porque é, ele tinha vontade, com todas as suas forças, de se enterrar em Castiel, de senti-lo de todas as maneiras possíveis, porém havia ainda a culpa batendo contra seu crânio. Ele olha para cima querendo se explicar ao moreno, mas ele xinga mentalmente ao notar as feições retorcidas de Castiel:
– O que?! – exclama o moreno num tom mais pesado.
“Merda” Dean pragueja, e antes que consiga abrir a boca, Castiel o empurra para longe, apanhando sua calça e a colocando de qualquer maneira enquanto sai atrapalhado do quarto. Dean o segue prontamente, ajeitando sua calça e casaco:
– Cas! Espera!
– Não! – ele grita, girando seus calcanhares e fitando Dean com os olhos sedentos de cólera – Não eu não vou esperar! Eu não acredito que eu me deixei levar; que eu por um segundo pensei que—URGH!
– Não, não, Cas, você entendeu errado!
– Já entendi tudo muito bem!
Uma onda de raiva se apossa de Castiel outra vez, e ele precisa lutar contra a vontade de socar Dean, escolhendo falar o mais alto possível – no meio do hospital:
– Você age como se não se importasse comigo, então você falou aquelas coisas no telefone.... Eu tentei te esquecer, então veio o incêndio e eu só—Não suportei a ideia de te perder, apesar de não querer falar com você! Agora você vem até mim, mas se afasta de novo, que droga você quer Dean?! Brincar com meus sentimentos?!
– Não, não, não! Cas! Você não entende!
– Claro que entendo! Você não quer ficar comigo, ótimo! Só tenha a coragem de dizer isso na minha cara!
Abrindo sua boca para despejar um amontoado de palavras em Castiel, Dean para no meio do caminho quando a voz do auto falante do hospital ressoa a música de aviso:
– Senhor Dean Winchester, por favor, comparecer à recepção do hospital.
“Merda, merda, merda!” Dean repete para si mesmo, esfregando uma mão sobre os cabelos.
-.... Estou indo embora.
Virando-se, Castiel procura pela saída mais próxima, cansado de tudo aquilo; de toda a esperança que é reacendida e quebrada.
Dean o alcança, pondo a mão sobre seu ombro antes que as portas automáticas se abram:
– Por favor, por favor Cas! Eu só—Eu não posso explicar agora!
– Eu não vou fazer mais isso Dean. – o menor fala, apertando seus olhos e tencionando a mandíbula – Não vou mais acreditar em você.
– Só, só venha até esse endereço depois de amanhã, Okay?!
Numa súplica visível, Dean segura um pedaço de papel e tenta colocá-lo na mão de Castiel. O moreno bufa, amassando a folha e a arremessando contra o peito de Dean, que nem ao menos se move, vendo a bolinha amarrotada cair próxima ao seu pé.
O loiro sente seus lábios tremerem no ato. Castiel se solta das suas mãos e avança para a saída, não se importando com mais nada a não ser ir embora, poupar-se de uma humilhação ainda maior. Porque aparentemente, quando o assunto é Dean Winchester, ele acaba sempre na pior situação possível.
– Merda!
Ele grita para o alto, permitindo-se o linguajar tão chulo, mas que resume com precisão as suas emoções.
Continua
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