Sem Compromissos

25 Capítulo 25 - Vantagens de ser um bom menino (parte 02)


Notas iniciais
yep, eu voltei atrasada de novo! hahahaha sorry mais uma vez por deixar v6 na mão! to tentando me adequar ainda! não me matem! Boa leitura p v6 amores! Aproveitem o smut smut!

Cas mentiu a ele, mentiu de uma maneira descarada. Procurar um smoking não era uma tarefa rápida, não demoraria apenas uma hora, e a paciência de Dean fumegava por sua cabeça quando ele viu o moreno ir conversar com a atendente pela terceira vez.

Okay, talvez Dean estivesse exagerando. Ao chegar na loja tudo que ele fez foi apanhar o primeiro modelo que viu e o levar ao caixa.

— Ao menos experimente. – pediu Cas, e Dean a contragosto se enfiou no provador.

Certo, a calça ficou curta e as mangas machucavam os braços, mas seria só por uma noite, ninguém ia perceber. Bem, Castiel percebeu, e lá foi ele pela loja a procura do smoking que coubesse perfeitamente em Dean, sem contar nos ajustes dos quais já discutia com o alfaiate da loja. Sério que ainda existem lugares com alfaiates?

Suspirando, Dean pensou melhor sobre perder a compostura e tentou se manter distraído. A mancada que dera ontem a noite lhe garantiu isso.

Ainda assim ele não conseguia deixar de se sentir um tanto quanto envergonhado. Comprar roupas sempre foi algo simples: pegue a mais barata do estoque e vá pagar, como diria seu pai. Sam e Dean nunca tiveram roupas de marca, escolhidas a dedo, nem com alfaiates. Cas sim estava acostumado com esse tipo de ambiente, afinal sua família nunca foi de poupar esforços para dar do bom e do melhor que o dinheiro pode comprar.

Cara... Eles eram mesmo de mundos diferentes.

— O senhor vai experimentar?

A atendente loira e com sorriso falso de simpatia perguntou a Dean lhe estendendo o novo set de roupas.

— Ah, sim, sim.

— Sabe, desculpe ser intrometida, mas.... Preciso dizer: seu amigo é uma graça!

— Uh? – Dean a encarou sem nada responder. Dois homens vasculhando roupas numa loja e a atendente não tinha sacado que eles estavam juntos, do tipo, juntos, mesmo?

— Espero que este sirva! Qualquer coisa me chame!

Ela diz saindo mais alegre que antes, colocando os parafusos de Dean para funcionar.

Conforme ele tirava sua blusa e abotoava a camisa social ele se perguntava qual era seu problema. A resistência em querer vir aqui com Cas, as desculpas esfarrapadas sobre ir a festa, o que as pessoas poderiam dizer... Ele tinha tanta insegurança assim mesmo? E a atendente, ela nem ao menos desconfiou de nada. Aquilo foi quase como um balde de água fria na cara. “O mundo não roda em torno de você, Winchester, e sua atitude estúpida só consegue chatear o Cas”.

Bufando exasperado, Dean sai do provador com o smoking alinhado perfeitamente ao seu corpo. Castiel estava lá do lado de fora, e o moreno não conseguiu deixar de mostrar um meio sorriso frente a vitória:

— Ficou muito bom em você. – ele diz e, okay, a pequena alegria na voz de Cas remexia com a boca do estômago de Dean o suficiente para o fazer engolir o orgulho. Hora de levantar a bandeira colorida e ir em frente com toda a questão de “aceitar a si mesmo”.

— Hm, valeu. – responde o maior, sem perder tempo ao colocar a mão sobre a cintura do moreno. A boca caminhou até o pulso no pescoço de Castiel e, vibrando as cordas vocais Dean ronrona no ouvido dele – Vou ganhar algum prêmio em casa por ter sido um bom menino?

Foi uma reação imediata: o frio gostoso subindo pela espinha de Castiel ao ter as palavras registradas em sua mente, acelerando o coração em desregulares pulsos e, enfim, enchendo as bochechas do moreno com a cor vermelha. Se Castiel soubesse o quanto fica tentador envergonhado dessa maneira ele com certeza usaria isso contra Dean em momentos oportunos.

— Você é incorrigível. – refuta o menor, mas Dean consegue ver a pontinha do lábio de Cas ser quase engolida pela boca.

— Isso é um sim? – brinca ele, dando um rápido beijo abaixo da orelha de Castiel, que ri.

— Já entendi a sua argumentação, agora vamos pagar as roupas duma vez!

Ainda abobalhado, Castiel se desvencilha do namorado e o deixa livre para ir trocar de roupa. Antes de entrar no provador Dean avista a atendente de antes com uma expressão de surpresa e, para não perder seu costume, implica com a mulher no seu melhor estilo: lançando lhe uma piscada e apontando o dedo na direção dela, imitando o formato de uma arma com o polegar e indicador. Imediatamente ela disfarça, procurando o que fazer pela loja e, bem, Dean não pode deixar de sentir um pouquinho de satisfação com aquilo. A infantilidade que se dane!

Com a trouxa de roupas em mãos Dean foi ao caixa sentindo-se e perambulando com os olhos nas estantes viu pela primeira vez um pequeno espaço cheio de acessórios e roupas femininas. Era o único ponto da loja toda assim, o que o fez ter curiosidade o bastante para olhar. A surpresa veio quase como um choque.

Eram blusas finas e calças delicados, ou mesmo vestidos meigos, mas a maioria da estante tinha lingeries de todos os tipos e gostos, das mais delicadas as mais ousadas e bem, Dean só conseguiu erguer uma sobrancelha, apanhando por impulso uma das peças a mostra.

O cetim azul claro da calcinha de renda era estranho por entre seus dedos. Quer dizer, Lisa nunca foi de usar esse tipo de roupa, e pouquíssimas vezes ele se preocupou com o que estava por cima do corpo que ele queria tocar. No entanto, parando para sentir o tecido agora não lhe era tão mal a ideia de apreciar esse tipo de visão.

Se bem que ele não imaginava esse cenário com Castiel, quer dizer, era uma calcinha e.... E.... E seu cérebro se comunicou mais rápido dessa vez, provendo suas mais profundas e guardadas fantasias com um material de primeira.

Como imaginar o corpo torneado, porém bem distribuído de Castiel vestindo apenas a calcinha azul clara, com as costas esparramadas na cama e, preso por entre a renda do tecido, o volume de seu sexo pedindo para sair e ser tocado. Deus.... Sua cabeça pervertida conseguiu até mesmo imaginar as nuances no rosto do moreno, no tom diferente das suas bochechas vermelhas e cheias de vergonha, mas ao mesmo tempo tão, tão carentes de desejo.

— Dean o que está fazendo?

— N-n-nada! – ele gagueja a resposta, colocando a calcinha azul de qualquer maneira no lugar. Castiel envergou a cabeça para o lado, confuso, vendo um Dean sem graça evitar seus olhos e praticamente correr até o balcão onde faziam embrulhos.

De costas a Castiel, Dean encontrou tempo para respirar. Ele nem queria saber o que passaria pela mente do moreno se ele soubesse dos seus pensamentos pervertidos. Era melhor deixar guardada essa informação para futuros e possivelmente infinitos materiais para seus momentos solitários. Porque é claro que Cas jamais se sujeitaria a algo desse tipo. Roupas de mulher, quer dizer, uma ex de Dean já o pediu para usar calcinha cor de rosa uma vez e até que foi divertido, mas.... Não, chega, era hora de voltar ao mundo real Winchester.

Esquecendo-se do mundo a sua volta, Dean continuou esperando por seu embrulho enquanto Castiel vinha até ele com poucas sacolas em suas mãos. Mantendo a compostura o loiro foi capaz de ter uma conversa sem maiores acidentes:

— Pronto para irmos? – pergunta.

— Sim, e o smoking?

— Tudo certo.

— Obrigado por fazer isso. – o moreno sorri, apertando discretamente dois dedos sobre a palma de Dean.

— Relaxa Cas, faz parte do pacote de namorado do ano.

— Oh, não sabia que você estava competindo.

— Sempre estou competindo!

Revirando os olhos, Castiel foi na frente sendo seguido por Dean. O loiro por sua vez saiu da loja dando uma última espiada na estante feminina balançando a cabeça. Deixe que outro cara sortudo veja a sua mulher usando essas roupas.

Uma vez em casa Dean começou a ponderar que. Okay, o dia foi o mais atípico possível para ele, mas duma certa forma conseguiu se divertir. E o melhor de tudo era saber que Cas estava contente. Quando você se preocupa mais com o outro do que si mesmo é sinal de que a coisa é séria.

Dean só tinha esse cuidado com Sam ou mesmo Bobby e Jess. Charlie, é claro, e desde sua adolescência conturbada, Castiel.

Mas tudo parecia diferente agora, melhor e único. Cas não é só seu amigo de anos. É também sua família, e é tão mais do que um corpo quente para se aninhar a noite.

Aquela palavra assustadora pairava na cabeça de Dean com frequência, quatro letras que quase não saíam da sua boca. Deus, a última pessoa para quem a disse foi Sam, logo depois da morte de Mary....

Esfregando o rosto sobre a pia da cozinha, Dean terminou de lavar seu copo se preparou para uma boa maratona de cerveja e seriados no sofá – Sam que o desculpe, mas isso sim é que é vida.

— Cas você vem ou não? – chamou o moreno uma vez que nada respondeu – Cas?

A saliva de Dean fica presa dentro da garganta. Sua boca torna-se seca e o peito permanece estufado com o oxigênio preso.

— Cacete….

É a única coisa que ele murmura, perplexo enquanto encara a Castiel.

Cas, com o rosto um pouco avermelhado de vergonha.

Cas, abraçando à própria barriga desnuda enquanto muda o peso dum pé ao outro em incerteza.

Cas.... Usando a porra de uma calcinha de cetim azul transparente.

— Te vi segurando isso na loja mais cedo. – diz Castiel com a forma mais natural do mundo – Não havia entendido o porquê até que a atendente me ajudou a.... Escolher um modelo.

Dean nada fala, engolindo seco, confuso, perdido demais no que está diante dele para responder – nas linhas dos quadris de Castiel descendo para dentro da calcinha, na maneira suave que a pele se destaca na cor azul da renda. Deus, esse tipo de perversão devia ser proibida porque Dean estava prestes a desmaiar por falta de sangue no cérebro.

Ganhando a primeira onda de nervosismo, Castiel sente o corpo tremer um pouco, e suas mãos suam frio com pensando que interpretou todos os sinais errados, que aquela foi uma péssima ideia e Dean o acharia um bobo por ter colocado aquilo sobre seu corpo masculino, sobre curvas que não eram nem um pouco atraentes ou similares aos de uma mulher.

— Achei que seria.... Você falou que queria uma “recompensa” em casa e eu pensei....

E então, as mãos de Dean param sobre a cintura de Castiel de tal maneira que o moreno nem teve tempo de perceber quando ele se aproximou. Arregalando os olhos, Castiel ergue o queixo e encara as írises de Dean: negras, tremendo em êxtase, com a respiração quente batendo contra seu rosto o fazendo parecer um animal voraz prendendo por entre as garras sua inocente presa.

Dean lambe a lateral de sua boca e desce o nariz sobre o cabelo do moreno, respirando fundo o perfume dele. Os dedos de Castiel se prendem a barra da blusa de Dean e se enroscam ali, arranhando a pontinha das unhas na pele quente do seu abdômen.

— Foi isso que você imaginou? – o moreno pergunta um tanto quanto tímido, ainda balançando a cintura dum lado ao outro. A garganta de Dean continua seca e seus olhos ficam presos no movimento dos quadris do moreno.

— Uh? – a voz de Dean demora até mesmo para sair.

— Quando viu isso na loja. Foi.... Assim que você imaginou?

— Não.

O loiro fala, aproximando-se de Castiel que tem um olhar um tanto quanto cabisbaixo pela resposta. Apanhando bruscamente a cintura do menor, Dean o faz olhar para cima. Os lábios de Castiel resvalam sobre os seus quando ele sussurra acerca deles possessivo:

— É dez vezes mais sexy do que eu imaginei.

As pupilas de Castiel dilatam, indo do azul brilhante para um negro de desejo, perdendo todo o acanhamento de antes. Os braços antes tímidos são lançados ao redor do pescoço de Dean, trazendo seus corpos mais perto um do outro.

— Bom. – murmura ele — Porque eu quero que você me foda nessa calcinha.

— Porra!

Dean morde a boca de Castiel, esfregando as mãos para cima e para baixo sobre o tronco do moreno, pensando que não é o bastante, não é uma quantidade boa de pele – ele precisa de mais. Apanhando as nádegas do menor de uma só vez, Dean arranca de Castiel um profundo gemido, puxando pelo apartamento seu namorado, que dança junto dele em passos céleres, até que chegam no quarto.

Sendo jogado na cama, Castiel deita de barriga, sentindo Dean se lançar sobre ele já sem a sua camisa, beijando sua nuca, seus ombros, o meio de suas costas, tudo isso enquanto Castiel rebola a cintura, sentindo pelo tecido fino da calcinha o volume no meio das pernas de Dean roçando sobre suas nádegas.

— Você está tão.... Sexy.... Porra! – Dean murmura com a boca colada na base da coluna de Castiel, apertando com as mãos as laterais de suas coxas. Dean arrasta os dedos sobre o tecido macio da calcinha, grunhindo cada vez que Castiel rebola junto dele.

— Depressa!

O moreno pede, mordendo o lábio inferior enquanto espera ansioso por mais dos toques de Dean.

— Shh....Calma. Eu vou cuidar de você, Cas.

— Ngh.... Dean!

Soltando um breve riso Dean continua a ministrar beijos suaves sobre sua coluna. Há uma parte dele que quer simplesmente arrancar aquele pedaço de roupa tão bem costurada e atacar a carne tenra de Castiel, mas ao mesmo tempo a calcinha adorna sublime a pele alva do moreno. Dean fica em um dilema.

Grunhindo, ele decide por fazer o óbvio: afastando as coxas de Castiel, ele consegue espaço para mover o tecido de renda para o lado, revelando o róseo anel que brilhava com um líquido translúcido sobre a fina cútis. Castiel grunhiu baixinho, deitando a cabeça de volta no travesseiro quando a mão deparou de massageá-lo e dois dedos passaram a circular seu anel.

— Porra, Cas! – exclama o maior – Você andou brincando sozinho, uh?

Suspirando, Castiel ergue seu peso sobre os cotovelos olhando Dean por cima de seu ombro:

— No banheiro. Eu queria... Ngh! – suspira o menor com a mordida que recebe na banda direita – E-eu queria estar pronto e, e te esperando só para....

— Para o que? – pergunta Dean, vendo como as pupilas de Castiel ficam dilatadas. Suas pálpebras batem depressa, provocando ainda mais o loiro com esse seu ar inocente.

— Para você me foder de uma vez!

Alargando um sorriso, Dean aperta mais a cintura do moreno, massageando-o bem acima da barra da calcinha azul. O dedão de Dean começa a descer pelo meio da fissura das nádegas de Castiel, e ele mal consegue conter o suspiro de satisfação ao sentir a pontinha da falange afundando sem dificuldade na abertura molhada e relaxada dele. O moreno sacudiu os quadris de encontro ao anelar de Dean sem nem perceber.

Era realmente uma magnífica recompensa pelas horas gastas naquela loja de roupas. Com os dedos Dean sentia Castiel aberto, quente; o anel latejando ao redor de seus dígitos como se estivesse procurando por algo mais que o satisfizesse.

— Já que é assim, acho melhor atender as suas expectativas.

Afirma Dean, e antes que Castiel possa entender algo ele abre bem os olhos em surpresa e apenas permite um longo grito de prazer ecoar rouco da garganta ao ter as nádegas afastadas pelas palmas de Dean, revelando ainda mais sua entrada para que pudesse beijá-lo bem ali.

— O meu Deus!

Castiel entrelaça os dedos nos lençóis da cama ao sentir a língua flácida e complacente de Dean lambendo, beijando estalado seu anel e o adorando como se fosse um delicioso manjar disposto à sua frente. A renda suave da calcinha resvalando sobre sua pele causa um frisson delicioso quando os dedos de Dean a puxam para o lado para enterrar sua face no meio de suas pernas.

O rosto de Castiel fica amassado contra o colchão abafando sua voz, mas ainda assim Dean consegue ouvir os soluços de incentivo dele, bem como o tremular do corpo concupiscente aos toques do loiro. O membro de Dean se incha cada vez mais com estes pequeninos sons graves, e ele sabe que Castiel estava no mesmo limite perigoso dele; de explodir em gozo a qualquer instante. Afinal, Dean sentia o tecido da calcinha ser esticado pelo volume estufado de Castiel. Era imoral a forma com a qual os desenhos da extensão roliça de Cas eram contornadas pela renda azul. Imoral e pecaminosamente delicioso.

Se Dean não estivesse ocupando sua boca com as lambidas e chupadas no anel do moreno, com certeza ele abocanharia o falo do menor enquanto usava aquela calcinha.

— Dean, Dean, por favor!

Castiel arfou desesperadamente, suplicando a Dean que aquiescesse a sua necessidade. Sorvendo-o uma última vez, Dean afasta seu rosto e ergue o tronco. Respirando fundo ele mal abaixa a barra da calça de moletom e seu membro bate firme contra as nádegas do menor.

Grunhindo, Castiel balança os quadris de novo e sente a glande de Dean resvalar na sua fenda. Dean suspira e apanha a base de seu membro e o guiou até a entrada de Castiel.

O moreno chegou a suspirar, arqueando as costas num convite silencioso — que Dean com prazer respondeu.

A primeira estocada foi fundo, dura e sem aviso algum. Castiel abriu bem os olhos e sentiu a ponta do membro de Dean se enterrando nele, escorregando facilmente pela abertura e, numa única velocidade pareceu parti-lo em dois, esticando as laterais de seu anel, deixando a pele ao redor do períneo fina e sensível a qualquer tipo de toque.

— Deus, você está molhado e tão aberto! — Dean fala, agarrando as duas bandas das nádegas de Castiel e as afastando, vendo do melhor ângulo possível o seu falo ser engolido pelo guloso canal do moreno.

Castiel gemeu, entortando os dedos do pé, agarrando os lençóis da cama e revirando os olhos. Ele foi sentindo o membro do loiro açoitar sua abertura, usando e abusando dela como se não passasse de um faminto e delicioso buraco que servia apenas para ser fodido por Dean.

Foi exatamente da maneira que ele havia imaginado.

— M-mais! Dean mais! –suplica o menor, chacoalhando sua cintura sem parar, sentindo Dean intensificar as estocadas.

— Vou--ah! Foder você até amanhã!

— SIM!

Castiel respondeu já sem ar. Seus quadris sobrevoam o colchão. Seu gasto membro roçava depressa sobre os lençóis cada vez que Dean saía com a carne pulsante de seu falo — nunca indo além da metade, para poder voltar rapidamente até o talo para dentro de Castiel.

Dean afundava agarrando as coxas do moreno e as deixando vermelhas tamanha era a força de seu aperto sobre elas.

Os sons de pele batendo contra pele era abafado apenas pelos grunhidos e altos gemidos que ambos soltavam pelo cômodo. Castiel sentia saliva escorrendo pelo canto de sua boca, quase sem ar. Dean, por sua vez rebolava sua cintura para os lados ao sair e entrar no moreno, procurando atingir o ponto certo de prazer de Castiel. Ele alcançou seu objetivo quando estava bem perto de se derramar dentro do menor.

— AH! D-Dean! DEAN!

— Achei.... — sorri o loiro malicioso, parando de se aprofundar em Castiel. O moreno reclama, mas não se mexe.

Dean, então, se posiciona, mantendo metade do falo dentro do moreno e, duma só vez o acerta direto em sua próstata.

Os olhos de Castiel reviram na mesma hora. Os lábios se afastaram e ele sente como se

estivesse sendo partido em dois pelo roliço membro de Dean, abrindo seu canal que se encaixava perfeitamente ao redor da carne quente e dura que acertava e pulsava nos seus mais íntimos e prazerosos locais.

Deus, como era delicioso o interior do moreno! Macio, aconchegante e tão guloso. Cas devora o maior, engolindo Dean por inteiro e não deixando nenhum pedacinho para fora. O anel róseo chegava a ficar estufado, circulando o falo de Dean e o chupando em cada estocada.

Era demais para ambos aguentarem.

Num som gutural vindo do fundo de sua garganta, Dean encontra forças perdidas dentro de si que o fazem açoitar Castiel, quase não saindo de dentro do moreno — apenas o bastante para a base do seu membro sentir o ar gelado do quarto e então de afogar novamente em Cas.

No vai e vem incansável dele, Castiel sente sua extensão vibrando. Cada empurrão contra o nódulo de tecidos lá dentro de seu canal o levava à insanidade, porque ele queria, precisava gozar, e Dean conseguia o trazer perto desse estado de nirvana.

E não tardou muito. Bastaram mais algumas violentas estocadas e Castiel sentia a glande expulsar o orgasmo num único e potente jato quente sobre os lençóis da cama.

Dean respirava fundo ao sentir as vibrações do menor debaixo dele, sabendo que conseguira deixar Castiel acabado – bem como arruinava a calcinha de renda azul.

— Nghg.... Não pare....

A voz acabada e baixinha de Castiel chegou aos ouvidos de Dean o fazendo estremecer.

O menor ainda rebolou seus quadris de leve, o bastante para fazer o loiro voltar imediatamente a ação.

Agarrando os flancos de Castiel, Dean prendeu-se firme ao moreno, tendo o suporte necessário para se perder nos longos e desesperados golpes de suas coxas ainda vestidas dentro do moletom nas coxas de Castiel.

Eles gemiam juntos, o moreno baixinho e cansado, quase se entregando ao sono, e em contrapartida Dean tinha suor caindo da testa, suas mãos firmes prendiam o moreno no lugar conforme ele empurrava mais e mais sua extensão, procurando por seu próprio prazer.

Mais, mais, mais, entra e sai, puxa e volta, quente; molhado! Dean quase urrava feito uma besta selvagem. Até que ele se entrega ao próprio clímax.

Os dedos se afundam nos quadris do menor, sua cintura vai para dentro e fora, dentro e fora, e enfim dentro mais uma vez ao se enterrar até o talo com seu membro dentro de Castiel.

— Porra!

Grita Dean, tremendo seu corpo por inteiro ao sentir o gozo quente entupir o anel de Castiel.

Ambos se soltam do enlaçar de corpos e caem sem energia sobre a cama, arfando o fôlego perdido.

— Acho que você estragou minha calcinha.... – Castiel comenta, segurando as laterais do tecido azul inteiramente alargadas.

Dean ri consigo mesmo do quão natural e perfeita aquela frase parecia saindo da voz rouca e desgastada de seu namorado. Virando o rosto para encara-lo, Dean o puxa até seu peito e recosta a ponta da boca na orelha do menor:

— Então vou ter que comprar mais calcinhas.

Os lábios de Castiel se esticam, e ele prontamente rebate a esperteza do loiro, o deixando boquiaberto:

— Talvez. Se você continua sendo um bom menino.

Ah, Dean sabia que era impossível, mas ele podia jurar que sentiu o fogo crescer de novo no seu baixo ventre.

— Filho da mãe.

Murmura, antes de beija lentamente o menor.

—Preciso de u copo d'água. — Dean fala se levantando — Quer alguma coisa?

— Hmmm.... Um pouco de água também.

— Te deixei cansado, né? — Dean sorri, rindo ao sair do quarto e evitar que o travesseiro arremessado por Castiel o acertasse.

Sorrindo, o moreno se espreguiça na cama, sentindo suas costas arderem um pouco. Uma cor avermelhada adorna suas bochechas, no entanto ele não podia estar mais feliz.

Antes que pudesse se enfiar debaixo das cobertas, seu celular toca na cômoda, e desajeitado Castiel o apanha. Na mesma hora ele franze o cenho, vendo a chamada piscar na tela do aparelho com um "número privado". No seu cansaço ele nem ao menos pensa quando desliza o dedo e atende a ligação.

— Alô?

Nada. A linha fica em silêncio como se ninguém estivesse do outro lado, e logo Castiel escuta o som de ocupado. Confuso ele encara o celular pensando se realmente tinha o ouvido tocar, ou se sua exausta mente lhe havia pregado uma peça quando Dean retorna ao quarto:

— Quem era? — pergunta Dean lhe entregando o copo de água.

— Não sei, desligaram.

Dean dá de ombros se aconchegando na cama junto de seu namorado:

— Melhor para mim. Tenho mais tempo com você. — Dean fala, beijando a testa do moreno, que concorda enfaticamente com ele.

(...)

Alfie ainda sentia-se um absoluto idiota. Dois dias atrás tudo o que ele conseguia pensar era no tipo de roupa que deveria usar no seu “encontro”. Agora o jovem só queria esquecer da humilhação.

Deus, Benny nem devia ser gay – ou Bi, ou qualquer outra coisa que pudesse lhe dar algum tipo de chance!

Ele só queria um amigo para conversar e achou que Alfie estava oferecendo isso. Que estúpido, que imaturo.

Suspirando, Alfie termina de grampear uma enorme pilha de documentos e deixa seu queixo relaxar sobre a palma da mão.

Será tão difícil assim encontrar um cara legal e atraente como Benny? Quer dizer, mesmo que ele não queira nada além de amizade, Alfie não podia negar que o mecânico era extremamente bonito.

Chega. Basta desse clima tenso e de desesperança. Chorar sobre o vexame não irá adiantar de nada, e o melhor a se fazer é esquecer da cara de Benny.

O celular vibra em cima da mesa de trabalho fazendo um grande estrondo. Alfie o apanha desajeitadamente sem nem olhar o nome no visor.

— Alô?!

— Ei Alfie.

Congelando do outro lado do telefone, Alfie fica estático. É a voz de Benny, ele tem certeza. Droga! Porque ele estava ligando?! O que diabos ele queria?! Será.... Será que ia rir da cara do garoto?

— Uh, você ainda está aí?

— Ah, er.... Estou.

— Desculpe por não ter ligado antes.

— N-não, eu.... Tudo bem. – sério, o cérebro de Alfie deve ter resolvido dar um passeio! Onde estava a raiva? Onde estava a vergonha de antes?!

— Queria falar com você sobre o que aconteceu na cafeteria.

Pronto, lá estava. Iam começar as piadas as custas de Alfie. Ele já estava cansado disso.

— Eu entendi o que aconteceu. – Alfie diz antes que Benny tenha alguma chance de continuar – Quem tirou conclusões precipitadas fui eu, então vamos encerrar por aqui.

— Espera!

Benny grita, como se soubesse que Alfie estava prestes a desligar. Espera, ele gritou? Como um grito de desespero? O garoto franziu o cenho, esperando que ele continuasse.

— Fui eu quem tirou conclusões precipitadas. – explica o maior – Não sabia que no café poderia haver algo há mais e, bem... Nunca pensei que alguém tão jovem se interessaria por um velho feito eu.

— Você não é velho! _ Alfie retruca, pondo uma mão sobre a boca logo em seguida, achando que tinha falado rude demais. Mas do outro lado da linha ele consegue ouvir um breve riso, o que ameniza seu nervosismo.

— Se você diz.

Mordendo o lábio inferior, Alfie procura por uma boa resposta, juntando todo o ar que consegue:

— Porque, porque me ligou Benny? – indaga arisco o garoto, ainda mordendo o lábio.

Há um longo suspiro vindo de Benny, deixando Alfie apreensivo. Ele imagina o mecânico passando a mão pelo rosto sem nem mesmo o ver.

— Podíamos esquecer o que aconteceu naquele dia....

Pronto. O rosto de Alfie se despedaça e cai no chão por inteiro. Ele engole seco, sentindo a saliva espessa passar pela garganta. Ele podia desligar, dizer um muxoxo “sim” e se livrar do restante da humilhação....

—.... E quem sabe se, se você quiser, sair outro dia.

—.... Uh?

Alfie pisca algumas vezes, descrente. Seus ouvidos devem sofrer de algum mal repentino que o deixou surdo, alucinando com palavras que não existiam. E talvez a doença esteja se espalhando, pois a voz de Benny continua a sair do outro lado da linha:

— Sair, Alfie. Nós dois, er.... E não precisa ser no café. Num restaurante talvez.

As pálpebras de Alfie batem freneticamente.

— Tipo.... Tipo em um encontro? – arrisca o garoto.

— É. — Benny ri de leve — Tipo em um encontro.

—.... Oh. Okay.

— Alfie? – Benny o chama, pois a resposta veio quase em um cochicho. Alfie pirragueia e repete:

— Sim. Sim, eu acho que... É, vamos sim.

— Ótimo. É um encontro. De verdade.

A linha fica muda logo depois. Alfie se recosta devagar na sua cadeira, ainda tentando entender o que acabou de acontecer. Bem, talvez ele pudesse perguntar à Benny no encontro.

Espera.

Ele tinha um encontro. Com Benny. Um encontro de verdade, com todas as letras e pingos nos “is”.

Em meio a pequena euforia formando-se em seu peito, Alfie sente o borbulhar da adrenalina se juntando e acaba por dar um salto da cadeira, esticando um braço no alto.

— Isso!

Exclama o garoto, recebendo uma vaia de “shhs” do escritório. Alfie se abaixa devagar com as duas mãos sobre a boca, mas é incapaz de conter o seu sorriso.

Continua

Notas finais
hehe Finalmente, um sex time gostosinho entre esses dois! Eu queria fazer o Cas usando uma calcinha, me julguem u.u BTW, aproveitem a onda de fofura, pq o ptol principal com todo o drama está chegando, hehehe kissus amorecos!