Sem Compromissos

19 Capítulo 18 - Quando os dois idiotas deixam de ser idiotas


Notas iniciais
Eu tenho tipo, um zilhão de comentários p responder, mas eu ainda n tive vergonha na cara, então, meh, tenham paciência só mais um cadinho cum eu! EEEEE!! Voltei =3 Eu sou uma péssima pessoa que deixou todos vocês agoniados, não é mesmo -__- Sorry! Tive um bloqueio sério! Acho q foi pq comecei a assistir a 11º temporada de SPN e, CARA! Estão maltratando o Cas, e acho q isso me deixou meio p baixo! Não entrarei em detalhes p n dar spoiler =3 enfim, finalmente eu respirei fundo e voltei a sentar no pc p escrever! Esse cap. eh MTO FOFO Basicamente os dois se reconectando depois da briga e da resolução deles, e de descobrirmos o que o "Projeto Reconquistar Cas" era xD Boa leitura ;)

Capítulo 18- Quando os dois idiotas deixam de ser idiotas

Eles resolveram sair no próximo fim de semana, o que daria cinco dias para se desesperarem, ficarem nervosos e preocupados com o que aconteceria no encontro. Nada fora do normal.

Oh, é claro, para Dean nada acontecia da maneira tradicional.

O primeiro empecilho foi decidir aonde ele levaria Castiel. Quer dizer, ele podia muito bem deixar o moreno escolher, mas foi ele quem convidou, a surpresa era dele e francamente havia um pouco do seu orgulho sendo jogado ali. Precisa ser algo interessante e diferente, mas que agradasse a Cas de uma maneira.... Única.

Dean estava perdido.

Ele não sabia pensar em nenhum desses atrativos. Por ele os dois podiam ir até um bar – o Roadhouse, talvez – beber, comer coisas gordurosas e conversar, e passar o resto da noite em casa vendo televisão, ou debaixo dos lençóis, quem sabe....

— Credo, você não tem nem um pouco de criatividade. — Jessica falou apanhando a sua gelatina e comendo, fazendo uma careta logo depois — Odeio comida de hospital...

Dean bufa da poltrona, revirando os olhos.

— É fácil ‘pra você falar! – retruca, cruzando os braços – Não é você quem precisa reconquistar o cara.

— Ah, olha só você, todo bobo e apaixonado!

— Cala a boca!

Rindo um pouco, Jessica coloca o pote rosado de volta na bandeja e entrelaça os dedos sobre sua barriga

— De verdade Dean, não consegue pensar em nada que o Castiel goste?

— Penso em muitas coisas.... Mas, sei lá!

Suspirando, ele esfrega ambas as mãos no rosto, deslizando seu corpo pela poltrona até quase deitar nela.

— Como ‘tá sua perna? – pergunta, desviando do assunto, até porque ele não quer mais discutir sobre suas ideias fracassadas.

— Melhor. – Jessica responde após revirar os olhos frente a incapacidade de Dean em se manter numa única discussão – Quer dizer, eu acho que está melhor. Os médicos disseram que precisamos aguardar.

— Pff, aguardar mais o que?

— Por isso que eles fizeram medicina e não eu. – a loira rebate, vendo Dean se frustrar com ela.

— Você não é divertida.

— Você me adora e sabe disso!

Dean dá um meio sorriso concordando em silêncio com ela. De verdade, não fosse por Jessica ele não teria as bolas de ter levantado da cama e ido resolver seus problemas. Ele esperava, de fato, vir até aqui e visitar a cunhada, além de conseguir algum conselho sobre o encontro com Castiel – que por sinal, seria dali a dois dias – no entanto nenhum deles foi capaz de bolar algo realmente único.

— Posso arrumar uma reserva naquele restaurante francês que o Cas nunca conseguiu ir.

A voz de Sam chama a atenção de Dean e Jéssica. O mais novo Winchester entra no quarto bebericando um café e entregando um outro á Jessica.

— Sabe que não posso tomar essas coisas. – a loira diz, mas bebe assim mesmo do chocolate quente. Sam sorri.

— Uh, alô, Sam, irmão desesperado aqui? – Dean fala balançando um braço e despertando os dois daquele transe romântico e cheio de corações pairando sobre a cabeça no qual gostavam de se embrenhar sempre que possível.

— Desculpe, o meu momento com minha noiva que está se recuperando de um acidente te atrapalha? – implica Sam com sarcasmo.

— Cara, você não pode usar a carta da “noiva no hospital” ‘pra sempre, sabia?

— Acredito que você tenha usado essa desculpa hoje, querido. – Jessica entra na brincadeira apoiando o lado de Dean para a surpresa de seu noivo.

— Achei que você gostasse de implicar com meu irmão! – Sam exclama, fingindo surpresa.

— Gosto, mas agora ele realmente precisa de ajuda.

— Isso, vamos ajudar o irmão mais velho que está solteiro e a beira de um colapso porque tem um encontro com o melhor amigo dele!

Dean fala, realmente frustrado com toda aquela situação estranha. Quer dizer, com garotas e casos de uma noite só parecia ser diferente. Ele sabia o que fazer, onde tocar – não que ele desconhecesse os lugares certo para tocar Cas, longe disso – mas de qualquer forma seria oficialmente o primeiro encontro com outro cara.

Com seu melhor amigo.

Deus, ele estava fodido!

Percebendo o nervosismo crescente em seu irmão pelas feições que se contorciam sem pausas em sua face, Sam teve pena dele e, por fim, continuou sua fala de antes:

— Lembra que há uns cinco ou seis meses um restaurante francês abriu perto do centro, com uma lista de espera enorme? E que o Cas comentou como ele gostaria de experimentar a comida de lá? – Sam indaga, sentando-se na cama ao lado de Jessica.

— Acho que sim.... – Dean dá de ombros — Sei lá, não me lembro dessas coisas!

— Santo Deus.... Enfim Dean, a questão é que: eu posso te arrumar uma reserva ‘pra sexta à noite.

— E como você vai conseguir isso? – pergunta, curioso.

— Um dos chefs de lá me deve por ter ganho um processo no tribunal de pequenas causas. Nada de mais, um cliente que alegou passar mal com a comida dele, mas acabou sendo por conta dos remédios que tomava. De qualquer forma, posso ligar ‘pra ele e tentar alguma coisa.

— Você tinha essa carta na manga e nunca me chamou para ir a esse restaurante? – Jessica interroga, sentindo-se um tanto quanto ofendida.

— Porque eu sei que você não gosta muito desses lugares chiques.

— Unf, okay, vou deixar passar.

— Ei, gente, um problema por vez! – Dean pediu, pela terceira vez, já ficando cansado de tantas interrupções. Sério, esses dois tinham de se casar logo.

— Certo, certo. – Sam diz, envergando os lábios para baixo – O que me diz? É um bom encontro, e vai surpreender o Cas.

— Hm, sei lá, restaurantes são meio.... Comuns.

— Dean, você deu um jardim de presente para o Cas! – Jessica o lembra, e o comentário faz Sam voltar-se a ela e arregalar os olhos em surpresa.

— Sério?! – inquere ele, incrédulo.

— Sério, sério.

— Uau Dean, você ‘tá mesmo de quatro pelo Castiel! – provoca o mais novo.

Levantando-se da poltrona, Dean começas a praguejar andando para fora do quarto enquanto resmunga:

— Eu odeio vocês dois, odeio de verdade!

— Você quer a reserva ou não Dean? – seu irmão pergunta, começando a rir com Jessica assim que escutam um alto “SIM!” vindo dos corredores do hospital. Seguidos das represálias de enfermeiras pedindo por seu silêncio.

(...)

A sexta feira veio depressa, como é o costume de se acontecer quando existe a possibilidade de tudo ser um completo fracasso em sua vida. Não que Dean acreditasse em superstições ou mesmo na lei de Murphy (obrigado a Charlie por lhe explicar isso também), mas até mesmo ele tinha de admitir que as coincidências eram muitas.

Ele teve uma forte alergia na quarta-feira por causa de um cliente da oficina que esqueceu de mencionar os pelos de gato espalhados pelos bancos do carro. Dean precisou tomar dois comprimidos de antialérgico na hora, ficando metade do dia de cama.

A parte boa foram as longas mensagens que ele trocou com Castiel. O moreno queria ir cuidar dele, mas Dean garantiu que estaria melhor da irritação em breve.

Contudo aquilo foi apenas a ponta do iceberg. Na quinta-feira, Dean descobriu que iria precisar usar roupas um tanto quanto chiques para ir ao tal restaurante. Ele bufou junto de Sam, contudo seu irmão insistiu que era o traje exigido pelo lugar. Tudo bem, Dean podia aguentar mais essa. Uns pares de camisa social e calças jeans escuras estão guardadas no fundo do armário, e ele pode tirar a poeira e fazer esse esforço.

Isso se ele não tivesse deixado um frasco de óleo de motor cair perto delas.

Realmente, Dean não acreditava em destino ou azar, nem nada desse tipo. Mas o mundo com certeza trabalha de uma maneira quase impecável para o convencer disso!

O que o leva à tarde de sexta-feira – dia do encontro – a usar seu horário de almoço para achar algo que lhe sirva numa loja qualquer.

Dessa vez ele decidiu tomar precauções prévias, chamando Charlie para o acompanhar, porque era óbvio que cada vez que estava sozinho com pensamentos voltados ao encontro, algo de ruim acontecia.

— Você está paranoico Dean. – Charlie implica, mexendo no varal de alguns blazers da loja.

— Um gato Charlie, de todos os animais que aquela mulher podia ter, foi logo um gato! – retruca, passando depressa os cabides. Sério, quem usa uma camisa de botões laranja?!

— Gatos são animais bem dóceis.

— Só no seu mundo! – Dean bufa, terminando de analisar o terceiro varal de roupas sem achar nada que lhe agrade – Urg! Esse lugar não tem anda que preste!

— A sua cabeça que não presta! – Charlie rebate, pondo uma mão na cintura – Toma, experimenta este aqui.

Empurrando um punhado de roupas contra o peito de Dean, o loiro vai resmungando para o provador e começa a colocar peça por peça.

Ao fundo, ele escuta Charlie pondo uma música em seu celular que o lembra aqueles filmes de comédia romântica, no momento da transformação de guarda-roupa.

“Im walking on sunshine, woooah

Im walking on sunshine, woooah

And it's time to feel good!!”

— Se você não desligar essa bagaça eu vou quebrar seu celular! – Dean grita de dentro do provador.

— Foi mal, foi mal! Só achei que precisávamos de um clima!

— Não faz isso mais estranho do que já é Charlie.

A ruiva riu baixinho pondo a mão na frente da boca, aquietando-se por alguns segundos, até que Dean afasta a cortina do provador e dá dois passos à frente.

A blusa social branca contrastava perfeitamente com a calça de material escuro e justo nos lugares certos, acentuando as panturrilhas e laterais das coxas de Dean. O blazer preto, igualmente bem cortado, ressaltava os ombros largos sem o deixar desproporcional. Charlie o analisou dos pés à cabeça, deixando a boca um pouco aberta.

— E então? — Dean pergunta afastando os braços na lateral do corpo – Pareço um idiota, não é?

Charlie fecha a boca, cruzando os braços e entorta os lábios para baixo, ainda em contemplação:

— Estou com um pouco de inveja do Cas.

Diz a ruiva, e Dean fica com uma expressão incrédula, chegando o pescoço para trás enquanto pisca diversas vezes:

— Você é lésbica. – rebate ele, franzindo ainda mais o cenho.

— Uma lésbica com um par de olhos, obrigada. Só porque não gosto da carne não quer dizer que ignoro o que é esteticamente atraente.

— Uh, okay, informação demais.

Charlie nada pode fazer a não ser rir descontroladamente da expressão confusa de Dean. Ele acabou levando a roupa escolhida por sua amiga, agradecendo pela ajuda e torcendo — quase rezando de fato, e Dean não era nem um pouco religioso – para que nada mais desse errado naquele dia.

(...)

À noite, um pouco desconfortável com as roupas justas sobre seu corpo, Dean volta e meia afastava a gola, esticando o pescoço para respirar, bufando frustrado e acabando por deixar o primeiro botão da camisa aberto. Bem melhor. Ele detestava aquele tipo de roupa, detestava ter de se fantasiar com coisas que não eram, bom, ele!

Até que Charlie, Jéssica e Sam juntaram-se num complô o fazendo se lembrar da razão daquilo tudo: Cas.

Bufando, Dean estacionou o Impala na frente do prédio do moreno por volta das seis e meia. Ele se perguntava se devia ir até a portaria e acompanhar Cas até o carro, ou se apenas aguardava.... Deus, encontros são sua especialidade! Porque diabos estava com tantas dúvidas? Foco Winchester, você sabe fazer isso; experiência de anos explodindo pelos poros de seu corpo e....

E seu cérebro desliga no segundo que Cas desce as escadas da portaria e começa a andar na direção de Dean.

Ele já havia visto seu amigo usando ternos, gravatas e todo o tipo de roupa de gala. Porém tinha algo há mais naquela noite – diferente.

Foi como se Dean notasse cada detalhe apelativo na aparência de Castiel. Na maneira adequada e firme que suas pernas se moviam por debaixo da calça escura, ressaltando a grossura das suas coxas e panturrilhas, ou mesmo nas mangas compridas da camisa social branca ajustada sobre seus pulsos, apertadas ao redor dos braços malhados.

Ou ainda no colete azul escuro justo em cima da blusa, desenhando o torso de Cas como se fosse uma tinta caminhando por entre uma tela em branco.

Dean engoliu seco pela trigésima vez até notar que Cas havia parado na sua frente:

— Olá Dean. – fala no costumeiro cumprimento.

— Ei.

Ótimo, Dean conseguiu responder sem gaguejar ou parecer um idiota – apesar da sua voz ter saído um pouco fraca.

— Qual será o nosso destino hoje? – Cas pergunta curioso, e nesse instante Dean consegue esboçar um largo sorriso.

— Você vai ver. Anda.

Dean ficou satisfeito com olhar inquisidor de Castiel, entrando no carro junto dele e começando o trajeto. Ele não deixou de notar a visível pergunta crescendo nos olhos do moreno, mas assim que o carro parou na frente do tal restaurante Le Fler.... Alguma coisa em francês, que Dean não havia decorado, Castiel voltou os olhos arregalados depressa na direção do loiro:

— Dean, nós vamos—

Sem nada responder, Dean apenas envergou os lábios para baixo, saindo do carro e entregando as chaves a manobrista.

Castiel continuava chocado, inerte na frente de um dos lugares dos quais mais tinha vontade de visitar. Saber que Dean havia se preocupado até mesmo com esse detalhe o fazia sentir-se.... Querido. Importante, de certa forma, e com certeza reforçava sua mente a se esquecer daquela discussão estúpida. Verdade seja dita, as palavras de Dean pairavam na sua cabeça de vez em quando, o fazendo sentir-se.... Inútil.

Mas ele estava se esforçando. Ele queria mudar, explicar à Castiel não com palavras, mas sim gestos que se importava imensamente com ele.

Ouvindo Dean dar um pequeno sermão na manobrista sobre como cuidar do seu carro, Castiel tratou de desligar seu modo surpresa para dedicar-se ao encontro. O primeiro encontro de verdade, não apenas uma fachada como o foi daquela vez.

— Eu juro, se ela arranhar meu bebê... – Dean murmurou ao parar ao lado de Castiel, olhando enquanto seu carro era levado ao estacionamento.

— Os empregados daqui são profissionais Dean. – Castiel o assegurou, ganhando um leve suspiro do maior.

— ‘Tá, okay. Vamos comer antes que meu estômago devore meu fígado.

— Ah sim, e viver sem um fígado seria mesmo uma tortura, não é mesmo? – implicou o moreno.

— Não sei viver sem meu whisky, Cas.

Dean falou num tom sério, mas o moreno soltou um pequeno riso da mesma maneira.

— Boa noite cavalheiros, qual o nome da reserva?

O recepcionista perguntou com sotaque fajuto francês, e Dean lançou um rápido olhar na direção de Castiel que dizia tudo: os dois com certeza ririam disso juntos mais tarde.

— Reserva no nome de Dean, Winchester.

— Ah, oui*! Mesa para dois, luz de velas, um toque muito especial. Sigam-se s'il vous plaît*.

Outra rápida troca de olhares, e Castiel apenas abaixou sua cabeça enquanto Dean esforçava-se para manter a compostura diante do sotaque forçado.

O restaurante parecia simples, mas era nessa sutileza que residia a graça do local. Tudo muito bem organizado, limpo, em tons de branco e verde escuro, repleto de ornamentos florais e dourados. Nada parecido com o tipo de lugar que Dean frequentava. “Pomposo demais” ele pensa, mas aí, ah! Aí ele virava para o lado e enxergava os olhos iluminados de Castiel, e o mundo parava na mesma volta ao redor de si mesma, existindo naquele único momento.

Como num surto, Dean compreende pela primeira vez – sendo acertado por uma pedra gigante em sua cabeça – de que aquilo é um encontro; com seu melhor amigo. Homem e melhor amigo. Há pessoas observando rapidamente os dois e, merda, aquilo não é nem mesmo o problema.

O que incomoda a Dean é notar como muitas das mulheres (e caras, uma penca de caras) olham para Castiel querendo o despir. Ele sempre recebeu esse tipo de atenção? Quer dizer, Dean nunca havia notado o quão... Delirante Cas é, e wow, da onde essas palavras estão surgindo?! “Delirante”, Dean pensa, “esses lugares chiques mexem mesmo com a cabeça de uma pessoa. ”

Ainda assim Dean não consegue parar de notar os inúmeros admirares e, bom, Cas é atraente, porém jamais ele cogitou que havia tanta atenção voltada ao moreno. E pensar que Cas está saindo. Com ele.

— Dean algum problema? – Castiel pergunta uma vez que se sentam.

O loiro levanta sua cabeça e o encara, realmente notando como os olhos dele são azuis pra cacete, ou como.... Como tudo parece certo em Cas – com Cas.

— Você está muito bem. – Dean fala abruptamente com um meio sorriso nos lábios cheio de ternura, fazendo o seu encontro (é, ele disse encontro) sorrir em retorno.

— Obrigado. Você está igualmente elegante.

Era nesse momento, esse jeito no qual Castiel nunca abandonava a sua visão, ou não prestava atenção em mais nada essa noite a não ser Dean que o assegurava de que ele já estava mais do que apaixonado por Cas; que seu amigo na frente dele sentia o mesmo, e não importava que outras pessoas olhassem para o moreno, porque Castiel era seu.

Dean não queria um encontro, ele não gostava de se meter em situações públicas, tão pouco tinha tato algum para ser minimamente gentil. Ainda assim, lá estava ele, disposto a fazer tudo isso por Castiel.

Apaixonado era pouco mesmo.

Uma vez acomodados, o menor tomou seu tempo para apreciar o ambiente. A mesa era distante do centro do restaurante sem os esconder, mas sim os deixando com maior espaço para relaxar.

— Este lugar é muito agradável. – comenta Castiel.

— Talvez eu tenha subornado a garçonete quando pedi a reserva.

— Será que você só sabe subornar garçons? – implica o menor.

— É um dom!

Erguendo o canto de seu lábio, Castiel ajustou o guardanapo sobre seu colo, vendo Dean fazer o mesmo sem ter de ser pedido. Ele nada diz, procurando pelo menu na mesa, porém antes que consiga o apanhar, Dean o puxa rapidamente e abre o cardápio. Castiel apenas franze o cenho:

— Dean esse restaurante usa francês no seu menu. – comenta ele.

— Eu sei.

— Eu leio francês, Dean.

— Também sei disso, espertinho.

Castiel queria discutir mais, contudo assim que ele abre sua boca, Dean já chamou por seu garçom:

Bonsoir monsieur*. — o homem alto cumprimenta a Dean.

Bonsoir. Nous tenons à prouver la salade Waldorf, suivie par le rôti de boeuf avec une sauce tartare, et pour accompagner un Bordeaux*.

Oui monsieur*.

Assim que o garçom os deixa sozinhos de novo, Dean se vira recebendo uma encarada atônita de Castiel, incapaz de desviar o olhar. Dean tão somente entorta um sorriso e pisca rapidamente ao moreno de uma maneira atrevida.

— Dean. – ele o chama num tom baixo e questionador.

— Sim?

— Em qual ponto da sua existência você aprendeu francês?

O loiro quase gargalha, precisando por uma mão sobre sua barriga. Deus, se ele tivesse uma câmera agora para gravar a expressão de Cas!

— Bem, nunca. – responde , dando de ombros.

— Você acabou de pedir nosso jantar em francês, Dean, incluindo o vinho.

— Uh.... Certo, foi bom?

— O que?

— Meu francês, quer dizer-uh.... – ele esfrega sua nuca em meio a um pequeno nervosismo – Você achou que foi bom?

Castiel não entende nada, abrindo sua boca e a fechando, ponderando um bocado, até finalmente suspirar, olhando para ele:

— Foi uma boa pronunciação, sim. – atesta.

— Você gostou?

Ah, lá estava. A razão daquele pequeno jogo. Castiel compreende num piscar de olhos: Dean queria o impressionar, assim como faria com qualquer pessoa de seu interesse e, merda....Cas está assolado pela revelação de que Dean está interessado nele. O pequeno esforço, apesar de ínfimo nos olhos de Dean o afetava imensamente. Ele não pôde evitar a felicidade brotando no rosto, ternamente mirando o loiro.

— Eu gostei imensamente, Dean.

Diz num tom baixo e afetuoso, e Dean sente uma queimação em suas bochechas, tossindo de leve e murmurando “bom, muito bom” sobre sua mão.

(…)

Horas mais tarde, um tempo no qual nenhum deles havia percebido passar, o restaurante começou a ficar vazio, e assim como na primeira vez, Dean insistiu em deixar tudo por sua conta. Castiel conseguiu vencê-lo quanto a garrafa de vinho, afinal, Cas havia bebido a maior parte dele, uma vez que Dean ainda precisava dirigir – a mesma história de sempre se repetindo.

No entanto, Castiel não precisava se incomodar em parecer um casal junto de Dean. Os dois eram, ou ao menos estavam tentando ser.

— E aí? – Dean o chamou ao colocar seu casaco de volta na saída do restaurante – Pronto para a segunda parte?

Castiel entorta a cabeça para o lado, franzindo levemente o cenho com certa surpresa:

— Há uma segunda parte?

— Claro! – Dean abre os lábios num largo sorriso, apontando para a direção do estacionamento – Vem, vou te levar até lá.

— Okay.

Os dois chegaram ao Impala depressa tamanha era a animação. Mesmo já passando das onze da noite, nenhum deles se via com coragem o bastante para se despedir.

O passeio no carro dessa vez durou menos tempo, com Dean estacionando ao lado de um pequeno píer. Castiel o encarou erguendo uma sobrancelha em questionamento, porém o loiro apenas abriu a porta, esperando que Castiel fizesse o mesmo.

Segurando o pulso do moreno ele o puxa na direção oposta ao píer e lá, ah, lá sim está a pequena surpresa. Um parque iluminado com inúmeras luzes parecidas com as de natal, porém em diferentes cores vibrantes. Algumas pequenas lojas de rua estavam abertas oferecendo os mais diversos doces e salgados feitos na hora, junto de uma música alegre, porém serena que tocava em autofalantes presos nos postes.

— Dean.... – foi tudo o que Castiel conseguiu proferir, deixando que a luminosidade de diversas cores arrematasse sua visão.

— Descobri esse lugar num panfleto essa manhã lá na oficina. É um festival, ou algo assim. – fala o loiro – Um dos clientes deixou lá e, bom, achei que valia a pena dar uma conferida. Sei que você curte esses passeios.

— Eu adorei.

Castiel responde, virando-se na direção de Dean e mostrando o mais sincero e largo sorriso do mundo, e céus, só falta Dean cair no chão tamanha é a falta de sustento nas pernas.

Quando foi que ele ficou tão molenga assim?

Ele nem se lembra qual foi a última vez que pensou em si mesmo, em ter algo bom ao invés de tentar fazer dos outros a sua prioridade.

Foi um grande problema com Lisa, achar que se ela estivesse bem ele também estaria. Ledo engano. Dean também queria uma fatia dessa torta e, bom, Cas conseguia – e muito – o fazer se esquecer de qualquer coisa ruim, de o deixar sem ar apenas por ficar ao seu lado.

De fazer-se sentir-se amado enquanto também ama em retorno na mesma intensidade, se não mais.

— Vamos caminhar? – o moreno pergunta, e Dean meneia a cabeça o acompanhando por entre as lojas.

Os dois levam pouco mais de dez minutos apreciando o local até que Castiel encontra pequenas bugigangas antigas num dos quiosques, ouvindo interessado as histórias do senhor.

Depois disso, pararam numa venda de doces amanteigados artesanais comprando dois biscoitos decorados.

Enquanto caminhavam pelo parque iluminado, Dean se perguntava se podia beijar Cas. Deus, com ele queria apenas ter certeza de que estavam bem o bastante para seguir em frente com toda essa questão do “estou saindo com meu melhor amigo”.

Após aquilo que sobrevieram, Dean tinha uma questão frequente em seus pensamentos: Castiel queria passar por todo o processo de um encontro, ou eles já tinham, uh, como avançar para a próxima etapa?

Quer dizer, eles já dormiram juntos mais vezes do que Dean consegue contar em seus dedos, e já haviam deixado bem claro quais suas intenções eram. Ainda assim um ar de incerteza pairava sobre a mente de Dean.

Determinado a sanar essa dúvida ele estica um braço curioso para o lado, querendo segurar Cas pela cintura e o virar para si, buscando um beijo. Sua ação ficou perdida pela metade, quando o próprio se voltou na sua direção:

— Está ficando um pouco frio. Quer tomar um café? – ele pergunta, e Dean precisa rapidamente levar a mão meio esticada até sua nuca, fingindo que a coçava.

— Okay, uh, mas não acho que tenha algum lugar aberto a essa hora.

— No meu apartamento tem café, Dean.

Implica Cas, arrancando um grande “oh” da boca do loiro, que meneia a cabeça inúmeras vezes até começarem a fazer o caminho de volta ao carro, ambos em completo silêncio, porém aproveitando a quieta presença um do outro.

A confusão se dá na entrada da casa do moreno.

Castiel atrapalha-se com as chaves, incapaz de evitar uma leve vermelhidão em seu rosto, conseguindo entrar na quarta tentativa. Dean apenas sorri, pendurando o casaco e retirando seus sapatos, esperando Cas fazer o mesmo e o acompanhar até a cozinha.

A água está fervendo na cafeteira elétrica com o cheiro do pó de café subindo aos poucos enquanto eles se olham sem trocar nenhuma palavra.

Era um tanto quanto estranho voltar ao apartamento de Castiel depois da briga; ainda que Dean só conseguisse se lembrar das coisas boas. Como quando ele e Cas se atracaram no balcão, empurrando as bocas uma na outra em beijos famintos, ou como eles iam para o sofá ver maratonas de seriados e filmes, acabando por deixar a televisão ligada enquanto dormiam um sobre o outro.

Sem contar no quarto de Castiel.

A memória de Dean o leva a enxergar cada uma dessas imagens como hologramas se desenrolando na frente dos olhos, apoiando seus cotovelos no balcão da cozinha e encarando o ambiente inteiro.

Até sentir a mão quente e suave de Castiel tocando seu ombro.

Virando-se, Dean encontra a mesma expressão nostálgica adornando as feições do moreno, como se ele pudesse acompanhar exatamente cada um dos momentos que se repetiam na mente do loiro.

O café foi esquecido tão logo as bocas se colaram numa carência desesperada. Dean envolveu os braços na cintura do menor enquanto ele segurava a blusa de Dean e o empurrava contra a parede, chocando seu corpo no dele.

Eles só queriam saber de tocar, sentir a pele por sobre os dedos, abocanhar os lábios em beijos lânguidos e doloridos de tão sôfregos ao ponto de fazê-los arder em chamas de houvesse uma ínfima distância entre eles.

Foi mais ou menos como a primeira vez; cada qual arrastando ao outro pelo corredor, batendo em mesas e objetos, xingando quando o faziam. Num determinado momento, Dean puxou Castiel pelas coxas o fazendo dar um pequeno pulo e enlaçar as pernas ao redor dele. Os dois sorriram na lembrança combinada apossando-se deles.

Uma vez no quarto, Dean colocou Castiel na cama e voltou ao trabalho de beijá-lo – em toda a parte. Ele parou por um único segundo apenas para encará-lo, e um pequeno suspiro ficou preso em sua garganta:

— Nós deveríamos, uh, sei lá, ir devagar? – ele pergunta mordendo o lábio inferior em meio a sua recorrente dúvida.

— Devagar?

— É, bem.... Sei que não começamos da maneira certa, mas hoje foi nosso primeiro encontro e, ouf—

O pesado beijo que Castiel lhe dá corta sua fala. O moreno o agarra pela frente da blusa e começa a desabotoá-la, não deixando Dean escapar.

— Nós nos conhecemos por dezessete anos Dean, já nos vimos nus, sabemos cada segredo sujo, dançamos esse dueto por muito tempo, e francamente? Eu não me importo em como nós começamos.

Castiel o beija de novo, descansando sua testa na de Dean.

— Só quero saber se isto irá durar.

— Cas....

Deitando-se sobre ele, Dean esfrega a ponta do nariz sobre o cabelo de Castiel, o beijando gentilmente no topo da cabeça, deslizando os lábios sobre os macios e carnudos dele numa moção lenta, não para provoca-lo, mas para tentar passar através dele todas as suas emoções guardadas.

— Eu não me vejo mais sem você. – Dean fala ao buscar por ar, estalando os lábios de Cas – Não aguento ficar perto de você e não te tocar, não posso.... Essas semanas longe de você foram as piores da minha vida!

— Para mim também.

— Eu só.... Não posso não ficar com você.

— Eu sei, mas não tínhamos certeza de nada no último mês....

— Não estou falando desse último mês.

— Não?

Castiel indaga com uma expressão confusa. Dean encara os olhos azuis, levantando seu peso e o apoiando nos antebraços ao lado da cabeça de Cas.

— Não. Estou falando daquela vez, dois anos atrás.... Quando te apresentei a Lisa.

Oh sim, Castiel se lembra. Ele disse a Dean que não havia notado química entre ele e a morena, achando que não era a certa pessoa para Dean. Eles brigaram, e Dean falou que não precisava de um amigo que não apoia quem ele namora. Ficaram sem se falar por duas semanas inteiras, até que Castiel se desculpou por seu comportamento.

— Naquelas semanas eu fiquei emburrado, sem falar com ninguém, sendo a pessoa teimosa que sou. – o moreno riu, concordando – Sério Cas, ninguém queria ficar perto de mim. Eu estava rabugento.

— Posso imaginar isso.

— É.... – ele entorta um sorriso – Mas depois de duas semanas foi impossível não te ver ou falar com você. Me deixou louco. Então eu estava pronto ‘pra te procurar e me desculpar.

— Sério? – isto surpreende Castiel.

— Sim, mas você o fez primeiro, e eu estava meio puto comigo por ter ficado ‘pra trás, mas também tão, tão aliviado.

— Dean....

— Não, me deixa terminar.

Ele interrompe sabendo que só terá coragem para permanecer nesse estado de torpor sentimental por pouco tempo, respirando fundo para falar tudo de uma vez – essa era a sinceridade que ele devia a Castiel.

— Sei que me levou anos de relacionamentos ruins ‘pra perceber que eu tinha tudo o que precisava perto de mim por grande parte da minha vida, mas a verdade é: daquele dia em diante eu entendi que você é uma das poucas pessoas na minha vida que não posso deixar ir. E agora.... Agora que eu entendo o que sinto, que eu posso ter você de todas as formas possíveis pode ter certeza que não vou te deixar. Não vou permitir isso.

Sorrindo ternamente, Castiel puxa Dean para um novo beijo, o abraçando depois.

— Dean você é piegas. – implica o menor.

Dean queria refutar, mas ele não encontrou a força para fazê-lo. Ao invés disso ele aperta seus lábios num largo sorriso, pondo sua boca na testa de Cas:

— Posso ser piegas por você. – Dean pensou por alguns segundos – E dentro de quatro paredes onde ninguém pode me ouvir.

Castiel piscou duas vezes antes de explodir numa gargalhada. Dean o seguiu pouco depois, rolando no colchão junto de Cas. Quando inalaram oxigênio de volta, Castiel girou a cabeça até ficar cara a cara com Dean, ambos esparramados na cama com sorrisos nos rostos.

— Dean?

— Sim?

— Você está mesmo apaixonado por mim?

Dean se volta para o teto e toma um longo suspiro:

— Eu não sabia antes; não sabia o que significava. Eu só comecei a sentir essa.... Estranha conexão entre nós que vai além de qualquer outra relação que já tive.

— Como uma.... Ligação profunda?

— Uh, essa é uma terrível analogia cara.

— Eu não ia mencionar.... – Cas dá de ombros – Só pareceu certo.

— Okay engraçadinho.

Dean se senta na cama cruzando suas pernas enquanto encarava Castiel sem piedade:

— É o seguinte: eu estou apaixonado por você. Não sei quando começou, só que levou muito tempo para perceber e eu só.... Quero muito você Cas. De verdade cara, não estou brincando. Quero você como nunca antes quis ninguém.

Castiel se senta também, pondo as mãos na mandíbula de Dean:

— Também quero você. Enquanto você me quiser.

— Caramba Cas, cuidado com suas promessas. – Dean se aproxima dele pondo as palmas sobre sua cintura, o puxando até sentar-se sobre seu colo – Eu posso te prender a elas ‘pra sempre.

— Por favor, me prenda.

Dean o beija com mais vontade dessa vez, segurando o meio das costas de Cas, acariciando sua coluna e deleitando-se na maneira perfeita que seus corpos se unem.

— Acho que nós deveríamos conversar mais. – Cas expira as palavras.

— Eu construí um jardim ‘pra você para não precisar conversar. – Dean rebate embicando os lábios.

— Essa não foi a razão pela qual você me deu um jardim.

Dean ergue uma sobrancelha:

— Não é?

— Não. Você construiu um jardim porque você está apaixonado por mim.

Brinca ele com uma petulância sem igual, e Dean nada mais faz além de mostrar os dentes, rolando Castiel para deitar-se debaixo de si na cama, acariciando o seu rosto.

— Estou mesmo.

Dean concorda, e os dois idiotas apenas riem em conjunto, finalmente com tudo arrumado nos devidos lugares, sem mais desculpas ou más interpretações. Eles podiam apenas.... Seguir em frente!

Terminando de remover suas blusas, os dois voltam a se divertir com beijos e lambidas, explorando os corpos seminus sem pressa alguma. Castiel nem sabia que sentia tanta falta do toque de Dean daquela maneira. Tê-lo sobre seus dedos era algo quase divino. Ele respira fundo em alívio, mas logo entorta seu nariz quando um distinto cheiro vem até ele.

— Sente cheiro de queimado? – o moreno indaga em meio ao beijo, e aquilo soa como um alerta para os dois.

— Oh, merda! O café!

Dean grita, desvencilhando-se de Castiel e correndo junto dele até a cozinha, onde encontram a chaleira com o fundo já chamuscado sobre a chama do fogo –c a água completamente evaporada.

Os dois respiram aliviados ao perceber que havia apenas muita fumaça, mas nenhum estrago permanente ou sinal de algum acidente. Apoiando os braços no balcão, Dean abaixa a cabeça e se volta para Castiel, notando agora como os olhos deles estavam arregalados, talvez do mesmo jeito que ele devia estar.

Os risos explodem instantes depois. Castiel pondo uma mão na sua testa enquanto Dean enverga o corpo ainda mais sobre o balcão.

— Nós parecemos dois adolescentes excitados! – Dean fala, enxugando o canto dos olhos.

— Mmm. – Castiel murmura, apanhando duas xícaras e as pondo no micro-ondas com um pouco de água – Estamos longe de ser adolescentes.

Enquanto Castiel coloca um pó solúvel de café – que Dean odeia, mas é a única opção no momento para os acalmar do susto – o loiro entorta um sorriso ao notar que ambos estavam quase completamente despidos, salvos pelas calças desabotoadas e as meias.

— Mas ainda somos bem excitados.

— Verdade.

O micro-ondas apita, e logo o aroma artificial do café solúvel inebria o ambiente. Dean ainda não gosta nem um pouco daquilo, ainda assim toma um gole, fazendo uma pequena careta. Ele observa como Castiel encosta devagar os lábios na borda da caneca, deixando o líquido assentar em sua língua antes de engolir.

O pomo de Adão de Dean move-se pesado quando ele engole seco.

— Ei.

Dean aproxima-se do menor envolvendo sua cintura, parando na frente dele ainda com a caneca quente em uma das mãos. Castiel tem os dedos na sua própria caneca vermelha, assoprando de leve o café enquanto olha a Dean por cima da fumaça com um olhar quase inocente.

— Quando terminarmos aqui.... Vamos continuar da onde paramos no quarto?

Pergunta, envergando a cabeça para o lado e beijando abaixo da orelha de Castiel. O moreno fecha os olhos e beberica do seu café.

— Você lava a louça depois.

Diz, ouvindo Dean bufar enquanto rola os olhos para trás, mas sem discordar com a resolução do menor. Lavar uma louça suja em troca dos afagos gostos de Castiel? Oh, é, definitivamente valia a pena.


Continua

Tradução do Francês em ordem:

* Sim

* Por favor

* Boa noite senhor.

* Boa noite. Queremos provar a salada Waldorf, seguido por carne assada com molho tártaro e para acompanhar um Bordeaux.

* Sim senhor.

Notas finais
Garanto a v6 que o próximo cap. será uns 3k de smut smut, beijo, beijo, e outras coisitas mais hehehehe vai ser divertido =DDD Eu gostei demais das cenas entre Dean e Jessica, e com a Charlie tb xD Espero q tb tenham curtido =3 kissus e até breve!