Sem Compromissos
6 Capítulo 05 - Aposta de amigos com benefícios
Notas iniciais
Capítulo 05 – Aposta de amigos com benefícios
Com o jantar seguindo devagar e quieto, Dean suspira, sem saber o que fazer para tranquilizar seu amigo. Ele vira os olhos por todas as direções menos em Castiel, parando no relógio acima da geladeira. Já são quase oito da noite.
– Ei, Dr. Sexy começa em quinze minutos.
Ele comenta e é a perfeita saída da zona de silêncio – ao menos uma que ele consegue elaborar. Castiel gira a cabeça fitando o relógio e dizendo um baixo ‘oh’, então retornando a comer.
– Devemos nos apressas então.
Concordando, Dean começa a falar dos episódios que Castiel perdeu nas últimas semanas, e a atmosfera esquisita é logo dissolvida com o magnífico tópico do seu mútuo interesse pelo seriado. A conversa de mais cedo é completamente esquecida.
– Você quer pipoca? – Castiel pergunta enquanto põe um saco de pipoca no micro-ondas.
– Cara, a gente acabou de comer. – ele diz do sofá, já ligando a televisão.
– Gosto de comer durante filmes e seriados.
– Bem, quem sou eu para recusar comida!
Castiel traz, assim, uma tigela ao sofá a pondo na mesinha de centro conforme a característica música tema de Dr. Sexy MD começa. A primeira metade do show é ótima. Castiel senta no lado esquerdo do sofá enquanto Dean permanece perto, mas numa distância grande o suficiente para que suas pernas não se toquem.
No meio do programa esporádico de televisão eles trocam comentários entusiasmados, brincadeiras e piadas que apenas Dean entende, mas que fazem Castiel rir de qualquer jeito da maneira com a qual ele fala delas.
Numa determinada hora, porém, Dean bate no ombro de Castiel chamando sua atenção a algum ator, notando que continuava a segurar seu ombro apenas depois. Por alguma razão Dean não compreende porque ele retrai sua mão sentindo-se envergonhado do nada.
Mas a verdade é que ele teve um flash em sua mente da noite passada – ele, abraçando Castiel para se deitar na cama enquanto ele afundava em suas coxas... Deus; é uma bem viva memória para Dean aguentar a pequena proximidade com seu amigo sem ficar minimamente envergonhado e excitado ao mesmo tempo. Malditas emoções conflitantes.
A pequena dança de pernas quase se tocando, braços batendo ao passo que Dean retrai eles instantaneamente alerta Castiel de que algo não está certo entre eles. No segundo comercial do show, Dean pega a tigela de pipoca ao mesmo tempo que Castiel fez. Dean engole seco e se joga para trás em sua posição anterior sem olhar para seu amigo.
Suspirando, Castiel coloca a tigela na mesa e vira a cabeça para enfrentar Dean com o rosto sério.
– Dean você ainda está perturbado pelo o que aconteceu ontem?
Perturbado não é a palavra mais incorreta; mas é longe do que Dean está realmente pensando. Claro que a proximidade das duas pessoas que ficaram horas se divertindo no “tango horizontal” pode ser um pouco embaraçoso; no entanto dentro de seu cérebro Dean sabe que há outro verdadeiro motivo para sua vergonha.
Balançando a cabeça, ele retorna o olhar de Cas.
– Não. Não, Cas, não é isso.
– O que é então?
Dean abre e fecha a boca, de novo e de novo, suspirando em derrota. É tarde demais para dar para trás agora.
– Quero dizer... – Dean suspira, esfregando nervosamente sua nuca – É nós estávamos bêbados e tal, mas você não faz isso com um amigo.
– Então você se arrepende. – Castiel parecia batido por um momento.
– Não! Merda; isso saiu errado. – Dean se levanta, andando até a cozinha, mas não encarando Castiel – O que quis dizer foi: você não trata um amigo desse jeito. Eu sinto como se tivesse te usado.
– Lembro-me de ter dito “sim” mais de uma vez. – Dean tosse, sentindo seu rosto esquentar.
– É... Okay, Cas. O que estou tentando dizer é isso: se eu fosse, em qualquer hipótese, dormir com um amigo eu faria pela diversão, não porque eu estava... Infeliz depois de terminar com alguém. – Ele, finalmente, olha para Cas, movendo suas mãos para cima e para baixo – Eu teria ficado sóbrio, consentindo e... Merda, eu estou sendo estúpido; esqueça que eu falei alguma coisa.
Nisso, Castiel ri.
– Eu compreendo o que está tentando dizer, Dean. Sei que se importa.
– Que?! Eu não-
Castiel arqueou uma sobrancelha olhando para ele e, okay, ele pode ler seu amigo muito bem.
Sim, Dean estava se sentindo um babaca por vindo à casa de Cas, afundar no sofá reclamando da sua vida como um velho, bebendo muito e então o fodendo apenas porque estava triste. Para Dean, mesmo que Castiel tenha o aceitado, era como se ele tivesse o levado a isso, com os toques e as carícias sobre um Cas bêbado e mais desinibido, e não, você não usa um amigo para afogar as mágoas desse jeito.
– Dean, fico feliz com suas preocupações, mas, por favor, como eu disse, nós dois concordamos. Mesmo em condições intoxicadas.
Dean dá de ombros.
– Ainda assim eu fui egoísta de te pedir isso naquela hora... Acho que sexo, entre amigos, digo, deveria ser mais por diversão e essas coisas, não triste e... Essas coisas!
– Bem no fundo você é um romântico, não é Dean?
– Sou nada! – replica ele, franzindo o cenho.
– É sim. – ele sorri conforme Dean ficava vermelho – Apesar de que eu o entendo.
– Entende?
– Sim. Nós teríamos apreciado mais se não estivéssemos sendo movidos por depressão, cerveja barata e whisky.
Dessa vez é Dean quem não consegue segurar o riso frente as análises do amigo, falando sem pensar.
– É cara. Quer dizer, se você tivesse pedido direito eu não recusaria. – brinca, já imerso num clima mais amenos e tranquilo.
Porém a piada faz Castiel apertar os olhos num misto de surpresa e descrença.
– Está insinuando que seria eu quem “pediria” por isso?
Sentindo-se confidente da sua própria lábia – e mais ainda da sua própria capacidade de enfrentar piadas de duplo sentido – Dean responde:
– Oh, você imploraria, Cas.
Isso soou como um desafio. Dean sempre gostava de estar certo sobre as discussões e apostar se ele tem razão ou não. Castiel pressiona os lábios num leve sorriso, sentindo-se apto para entrar nessa pequena provocação – e elevar o nível dela.
– É mesmo?
Castiel levantou-se do sofá em um único movimento, mas o fez lentamente, com os olhos fixos no verde de Dean. Ele se aproximou de seu amigo tentadoramente, balançando seus quadris em um ritmo lento. Dean teve a sua visão petrificada sobre eles com as calças de Cas penduras de leve sobre a sua virilha; a cintura se movendo sob a pele de acordo com a caminhada, não de da maneira que uma mulher faria, mas o suficiente para fazer mover os ossos sob a pele apenas dando a ideia do que seria deslizar os dedos sobre eles. Dean engoliu seco.
Um corpo quente vinha cada vez mais perto, fazendo Dean ir um passo para trás para apoiar-se na mesa da cozinha. O pomo de Adão desceu num gole rápido quando Cas parou algumas polegadas longe de seu peito, esfregando as mãos sem pressa sobre seu tórax, dígitos fantasmas em seus bíceps, lábios inclinadas para o lado sob o pescoço de Dean, mas não tocando a pele de lá, mas a linha de ar quente que Dean sentiu o fez imaginar todo a caminho que a boca de Cas fez.
Uma pequena mordida no lóbulo de Dean, em seguida um beijo debaixo de sua orelha causa arrepios na sua espinha. Castiel cantarolava em concordância com essas respostas, e a voz áspera murmura gemidos em cada mordida, fazendo as calças de Dean ficarem apertadas no meio de suas pernas. Ele respira fechando os olhos, e o ar deixando suas narinas começaram a se despedaçar.
– Dean... – a voz é rouca esfomeada, num tom de comando. Dean treme novamente.
–... Sim? – ele tenta parecer presunçoso, mas soa mais necessitado que nunca-merda! Tanta falácia ao querer parecer audacioso e é Castiel quem tem Dean em suas mãos.
– Você iria querer?
Cas faz a pergunta perto do pulso de seu pescoço para fazer as palavras reverberarem na pele e correrem até sua orelha.
–Querer?... – Dean repete confuso, lambendo seus lábios.
– Sim, querer.
– O-o que? – merda, ele gaguejou?!
– Eu. Em você, com as pernas em volta da sua cintura enquanto eu deixo seu pênis me penetrar enquanto movo meus quadris.
Dirija como sempre, Castiel descompõe seu amigo em uma única tentativa, ouvindo Dean respirar com dificuldade, em seguida, jogando a cabeça para trás na parede conforme Cas explora a pele oferecida a ele, beliscando-a com mordidas.
– Deus, Cas… — Dean respire para for a, lutando para não se entregar e obviamente perdendo a batalha – Como você consegue dizer ‘pênis’ soando tão sexy?
Ele diz sem pensar. Porém era verdade. Cas tinha uma voz ponderosa o bastante para fazer uma pessoa gozar só de ouví-la. E o filho da mãe sabia disso.
– É um talento.
“Metido”. Dean pensa, mordendo o lábio inferior.
– Mas Dean, você ainda não me respondeu.
– R-responder o que?
Dean silvou, quase caindo no chão, pois as pernas tornam-se fracas e ele não encontrava um lugar para colocar suas mãos. Ele queria tocar Castiel, mas não tinha certeza do quanto essa insinuação de seu amigo era parte de um "jogo" para provar seu ponto ou uma interação válida... Ótimo, agora Dean estava soando como Cas.
Com uma lambida suave com a ponta da língua, Castiel desenha uma linha no pescoço de Dean, murmurando em seu ouvido enquanto ele puxa o cabelo cor de areia com a mão e força o suficiente para fazer Dean virar o rosto, mas não completamente o machucando.
– Se você apreciaria ter seu falo dentro de mim enquanto eu rebolo em cima de você.
– Deus; Sim! – Dean fala num único sopro não precisando pensar duas vezes e igualmente incapaz de esconder sua excitação. Dizer que a voz de Cas era excitante é uma afronta. Dean poderia gozar só de ouví-lo o guiando a um orgasmo.
– Você gostaria que eu balançasse sobre seu colo enquanto enterrado em mim?
– Cas! Porra! Sim, sim, eu quero isso!
Dean não consegue mais se segurar, pondo ambas as mãos na cintura de seu amigo, apertando para sentir a pele debaixo da blusa.
– Tanto assim? – Cas implica conforme Dean o puxa para mais perto.
– ‘Pra caralho” – ele respira sobre a clavícula de Cas, beijando ali com a boca aberta.
Castiel envolve seus braços ao redor de seu pescoço, mordendo devagar a orelha de Dean, os músculos de seu pescoço, o pomo de adão, e de volta ao pescoço, lambendo e fazendo Dean gemer docemente.
– O que você quer Dean?
Engolindo seco, Dean descansa a testa no ombro de Cas e estremece, já admitindo sua derrota na aposta silenciosa.
– Foder; Foder você!
Cas ri, com Dean praticamente escalando sua perna.
– Oh, verdade? Como? – ele provoca mais um pouco, arranhando uma linha na base da coluna de Dean.
– V-você no meu colo...
– Fazendo o que.
Dean prende a respiração.
– A-afundando... Em mim…
– No seu ‘o que’, Dean? Preciso de uma especificação.
– Porra Cas! – Dean dá um passo à frente e o bate contra a parede sem muito trabalho, escorregando uma perna no meio das de Castiel – No meu pau, okay?! Eu quero você montado nele!
Castiel enfiou os dedos no cabelo de Dean de novo para fazer a cabeça dele se alinhar com seus olhos.
Dean tem uma expressão tão linda e carente, quase como um cachorrinho pedindo por um agrado. E Castiel queria dar a ele.
– Aqui, no chão? – Cas pergunta, mordiscando o lábio de Dean – Ou no sofá? Talvez na cama...
– Merda! Qualquer lugar-em todo lugar! Só vamos, por favor!
Com isso Castiel mostrou a ele um largo sorriso.
– Quem está implorando agora?
Piscando diversas vezes, Dean abre e fecha a boca antes de murmurar:
– Filho da mãe.
Dean riu, e então começou a beijar Castiel. Jogando ou não eles foram longe demais para voltar. Mesmo que Dean tivesse sido manipulado. Não importa: ele iria fazer Cas implorar agora.
Empurrando-o na parede, Dean esfrega uma perna no meio de suas coxas, forçando-a a friccionar contra o membro rijo escondido na calça de moletom de Cas. As mãos de Dean apertam suas costelas enquanto Castiel envolve seu pescoço com ambos os braços. O beijo é feral, com um lado animal deles fervendo para a superfície. Os toques são quase naturais, uma vez que eles já fizeram isso antes.
Quão ruim poderia ser uma segunda rodada?
Dean vai torná-la inesquecível; para Cas saber sempre que ser atrevido tem suas conseqüências — que Dean está mais do que feliz em aplicar.
Seus lábios se juntam apressados após tanto tempo sendo impedidos de ter a sensação da pele de veludo afundando num beijo. Linguas cercavam e seus corpos se encaixavam como se fios invisíveis os costurassem num único ser.
Dessa vez eles conseguem andar até o quarto sem destruir nada, no entanto Dean nunca perde a chance de prender Castiel nas paredes, o beijar com vontade enquanto jogam as peças de roupa pelo apartamento, caindo na cama já nus. É tão mais fácil fazer isso sem o álcool para distrais seus pensamentos.
Ou talvez tivesse sido melhor se eles tivessem tomado alguns drinks, porque a seriedade do que estavam fazendo atinge os dois olhares uma vez que Castiel é ajeitado debaixo de Dean. Os lábios se tocam num encontro sutil, em busca de alguma permissão. Dean fita seu amigo não certo se essa foi uma ação prudente.
Cacete, não era, mas esta sensação apenas torna tudo mais instigante. A ideia de uma proibida – ou não tão proibida assim – ação que cruza a linha da amizade excita Dean e Castiel, especialmente porque se recordavam pela memória do peso do corpo de cada um, os gemidos e deliciosos sons de quando perdido em prazer...
Que se dane todo o resto, eles são dois homens excitados querendo se aliviar. Porque não quebrar algumas barreiras para aquietar a querência por um toque.
Despido de qualquer incerteza, Castiel toma a iniciativa ao rolar Dean para o lado e o beijando com uma poderosa pressão de seus lábios, e ele podia sentir o sabor da língua de Dean sobre a dele.
Dean grunhiu surpreso, batendo as mãos nos ombros de Cas e as escorregando por seus braços, indo até a base de sua coluna e o acariciando ali, finalmente agarrando cada banda carnuda e apertando. Castiel suspirou, deixando a boca de Dean para plantar doces beijos em seu pescoço, mordendo o pulso conforme ouvia macias exaladas vindas da garganta de Dean.
Descendo, Castiel lambia e beijava seu peito, circulando uma língua tentadoramente sobre o mamilo. Isso faz Dean pular em surpresa, mas ele não se retrai com a sensação.
Ao invés disso, seus dedos vão para o cabelo negro de seu amigo, se envolvendo ali e puxando de leve. Castiel apenas geme, gostando da maneira que Dean o mandava em silêncio continuar a lamber seus mamilos; ele não era tão sensível quanto Cas, mas a delicada pele rosada causava calafrios na sua espinha quando Cas colocava os dentes dele ali.
Há um par de mãos espalmando o torso de Dean, pressionando e agarrando qualquer parte de seu corpo, parando no flanco de suas coxas. Castiel correu as mãos sobre elas, ganhando um engasgo de Dean. Então, ele gostava de coisas mais brutas, uh?
Determinado a alienar Dean de suas preocupações sobre o sexo casual entre amigos, Castiel levanta o queixo apenas o suficiente para olhar Dean com a feroz luz azul de seus olhos. Globos verdes só conseguem cintilar com um brilho de desejo quando Castiel sorriu — sim, o filho da puta sorriu — descendo a cabeça ainda mais e lambendo a ponta do comprimento de Dean.
– Merda!
Ele exclama jogando a cabeça para trás na cama e segurando firme no cabelo de Cas, sentindo com a ponta de seus dedos os pequenos movimentos feitos por Cas conforme ele lambia as laterais de seu membro, sobre as veias, com o latejante músculo na expectativa.
Cas respirou um ar quente sobre a glande e Dean estremeceu, e para completamente o destruir ele chupou a cabeça da ereção, empurrando-o profundamente em sua garganta.
– Puta-merda!
Dean gritou enquanto puxava o cabelo de Cas. Ele podia sentir ser rolado por todo o caminho na boca de Castiel, os lábios e o lado de sua bochecha direita tocava a virilha, e, em seguida, Cas chupava apenas a cabeça, lambendo em torno dela, pressionando a fenda com a língua com contas de pré-gozo inundando para fora.
Houve também uma mão segurando a base de seu membro, tornando-se escorregadia com a quantidade de saliva que fluiu para baixo até a fenda de suas nádegas.
– Cas, Cas-merda! Para!
Uma onda de calor estava se formando em seu baixo ventre, e Dean não queria terminar as coisas tão rápido. Oh, não, ele ia deixar Castiel fazer exatamente o que ele disse que iria: montá-lo.
Com um indecente som de 'pop',Castiel soltou o falo dele e arrastou-se pelo corpo de Dean com as mãos sobre cada um de seus lados sobre o colchão, parando apenas quando suas pernas estavam sobre o osso ilíaco de Dean, e Cas arqueou as costas de beijá-lo.
O volume sólido de Cas estava esfregando suavemente no lado de sua virilha satisfeito de finalmente ter um pouco de toque sobre ele.
Não quebrando o beijo, Dean habilmente abriu a gaveta que memorizou ser o lugar que Castiel guarda o lubrificante, agarrando-o e certificando-se de que Cas ouviu o som da tampa; o líquido transparente fluindo em sua mão — antecipando o sentimento.
– Vou te abrir bem para mim, Cas. – Dean murmura antes de lamber sua orelha, e Castiel geme, enrolando as mãos no lençol, não querendo mais nada além daquilo.
Com uma mão coberta do líquido, Dean começou a guiar seus dedos em volta da extensão de Cas a segurando, enquanto o moreno grunhia em concordância. Os dedos escorregadios facilitavam o movimento de cima e baixo, relaxando Castiel que começou a balançar as coxas sem nem ao menos notar.
Seus olhos cerrados e a boca semiaberta com um ar entrecortado saindo levava Dean ao extremo limite da paciência, e ele não podia mais aguentar não ter este homem.
– Ah! Dean!
Ele gritou começando a perder sua compostura – de uma maneira que Dean descobriu: adorava ver – ao ter o primeiro dedo massageando sua abertura, entrando devagar com a facilidade do lubrificante sobre ele. E Cas queria tanto aquilo, ter a ardência passando por ele e o preenchendo, que Dean se assusta com a rapidez que consegue encaixar o anelar por inteiro.
– Cas... – ele murmura seu nome, mordendo o lábio tamanha é a antecipação, dos seus pensamentos o lembrando de que em breve estaria com algo maior e mais grosso ali dentro.
Devagar Cas balança as pernas, ainda levitando sobre a cintura de Dean, tendo o membro dele batendo sobre seu períneo conforme o faz. Numa certa hora, Dean tem de envolver as costas de Cas com seu outro braço ou o moreno iria acabar caindo, incapaz de suportar seu peso e a maravilhosa invasão de Dean ao mesmo tempo.
Quando sente o maior o abraçando, Castiel põe a mão sobre seus ombros, mordendo o pescoço de Dean e resvalando os lábios sobre a pele dele até parar sobre sua orelha.
– Mais...
Ele pede, e Dean apenas suspira, pondo um segundo digito e os mexendo lentamente, sentindo todos os lados do apertado canal e se preocupando minimamente em encontrar aquele ponto maravilho que faz Castiel se remexer incontrolável, sabendo que está perto, bem ali dentro...
– De-Dean!
– Achei. – Dean fala num meio sorriso, roçando no mesmo lugar.
Castiel geme, move sua cintura, encaixa ainda mais os dedos de Dean dentro dele o querendo ter a todo instante batendo na mesma parte; naquele delicioso ponto de prazer que o leva ao delírio.
– Você quer mais, Cas? — ele pergunta, puxando Castiel a um beijo e divertindo-se ao vê-lo tentando coordenar sua boca com os espasmos involuntários de seu corpo.
– Q-quero!
Ele diz tremendo já, ouvindo os sons molhados dos dedos de Dean que entram e saem ainda cobertos com o líquido viscoso. Então um terceiro dígito entra, e Castiel precisa jogar a cabeça para trás e gritar.
– Gah-Dean! Dean! – ele começa a subir e descer sobre a mão dele, o que faz Dean sorrir e morder a boca ao mesmo tempo.
– Calma, Cas, guarde para o evento principal.
– Hmm! Agora! Dean, eu quero-
– Relaxe, Cas. Eu disse que ia te abrir bem ‘pra mim, não disse?
– D-Dean! – ele quase choraminga o nome dele, provocando um novo sorriso no outro.
– Quero pôr mais um... Posso?
Castiel suspira, concordando depressa com a cabeça, e logo depois sente sua entrada ser alargada ainda mais nas laterais quando Dean encaixa um quarto dedo.
– Ah-ah! Uh! Dean-Gah!
O lubrificante quase todo entra em Castiel, e Dean sente com quase sua mão inteira o seu interior quente, o calor que é esse músculo tão pronto, hiante, pedindo por mais mesmo já estando tão cheio! Agora é Dean quem não se aguenta, tendo seu membro oscilando no meio de suas pernas para querer fazer parte daquela quentura de Cas.
Castiel geme quando Dean remove devagar seus dedos e continua a massagear o anel do lado de fora – que está estufado, rosado e pronto. O moreno entende que aquela é finalmente sua deixa, e apoiando as mãos sobre o peito de Dean o faz voltar a se deitar na cama.
Engolindo seco o maior assiste enquanto Cas afasta as coxas sobre sua cintura, empinando um pouco a coluna para trás e, segurando a sua extensão, encaixa a ponta na entrada, descendo devagar.
De boca aberta Dean assiste Castiel o engolir centímetro por centímetro; quase tão largo quanto os quatro dedos que antes ali estavam, porém mais longo, acertando todas as paredes do canal de Cas que arfa pesado, afundando e descendo, jogando o corpo para a direita e a esquerda, até que Dean se ajeita por completo e Castiel se senta em seu colo.
Os dois grunhem em uníssono.
Dean ao ser envolto até a base por Cas.
Castiel pela sensação de ser cheio por Dean.
O primeiro balançar das ancas de Cas para cima, que remove metade de Dean dele para logo depois o colocar de volta para dentro, faz os dois abrirem as bocas e soltarem sons desconexos, repletos de respirações pesadas e incompletas; com bocas secas e gargantas roucas ambos gemem e estremecem.
Dean leva as mãos ás coxas do menor, subindo e descendo com ele, apertando a carne macia delas e se arrastando até chegar a parte de trás. Lá ele segura cada uma das bandas e, com calma para não machuca-lo, as afasta, empurrando Cas para cima e abaixando junto dele.
– A-ah! Ah! Isso-Dean!
Gritando, Castiel sente seu corpo ser levado pelas mãos do outro, começando realmente a ir para cima e para baixo, com Dean o observando se tornar essa criatura pura de luxúria, ligando todos os nervos de Dean numa onda contínua de prazer.
Deus foi uma revelação. Como Dean não percebeu? Como ele pode viver por quase vinte anos conhecendo este homem e não ter percebido uma ínfima nota da sexualidade de Castiel antes? E mesmo com a personalidade mais fria e centrada de Cas, como pôde Dean não olhar para ele e pensar, sim, dada a chance, eu pegaria ele. Teria ele sido cego esses anos todos?
Ou talvez a grande questão fosse: como, depois de mais de vinte anos desfrutando de mulheres, exclusivamente, ele poderia agora estar ão incrivelmente ligado e tão perfeitamente, feliz por estar sentindo outro homem?
Foda-se, ele não se importava.
A verdade era que Castiel foi o mais belo ser humano que Dean já teve sendo tomado por ele. Ele era incrivelmente ágil, e parecia querer Dean tanto quanto alguém antes o quisera. E por isso Dean fechou-se a estes pensamentos e apenas agradeceu sua estrela da sorte por lhe proporcionar isso.
O fato de que Castiel também era o homem mais brilhante e convincente que Dean já conhecera, e também seu melhor amigo, foi uma conmcepção um pouco densa demais para se pensar no momento; não sem que ele caísse em uma espécie de sentimentalismo que não serviria a tarefa em mãos, e assim Dean não o fez.
Em vez disso, ele se concentrou em dar prazer a este belo corpo com o melhor de suas habilidades, derramar o seu apreço e sua devoção com suas mãos e boca, mostrando a Castiel o quanto ele era desejado, como ele era perfeito.
Apoiando-se num cotovelo Dean puxou Castiel pela nuca, fazendo-o parar um pouco de se mexer e, assim, lhe roubou um beijo, sugando o ar dele num único movimento. Castiel parou sentado sobre o colo de Dean e deixou-se desfazer em meio ao ósculo, tremendo levemente com os leves balanços do membro de Dean, mas ainda assim saboreando o gosto que seu amigo tinha; algo familiar e ameno, um sabor que agradava Castiel imensamente, e que ele se perguntava num nível quase inconsciente porque ele não provara desse gosto antes.
Estalando um último beijo em Dean, Cas o empurra até que se deite de novo, e em seu olhar quase negro, Dean vê toda a determinação do moreno preso naquele segundo em que Cas passa a língua sobre os lábios, endireitando a coluna até voltar a sua posição de antes sobre o seu colo. Engasgando, Dean se sente despido frente ao olhar desejoso dele.
Pondo as mãos sobre o peito de Dean, Castiel encontra o perfeito apoio para rebater contra a cintura dele, quase pulando em cima do maior e gemendo cada vez que o volume de Dean sai e entra, enterrando-se até o talo, com Cas sentindo a virilha de Dean tocando o início de suas coxas. Sua própria ereção rebate entre apele de Dean e a sua num resvalar tentador e agradável.
E então ele começou a realmente sentar em Dean.
– Ca-Porra! CAS!
As unhas de Dean se cravaram na carne de suas coxas, querendo encontrar um mínimo de sustento ao violento sacolejar de Castiel, que faz Dean escorregar para dentro e para fora num ritmo frenético e sem pausas. Dean torce os dedos do pé como que para deitar o corpo firme, pois se não o fizesse, ele temia que flutuaria daquela cama junto do moreno.
Cas chega metade de seu corpo para trás, arqueando as costas até achar o ângulo perfeito – a melhor posição imaginável — que faz Dean bater contra sua próstata sempre, sempre, sempre; e isso o faz gritar “sim!” mais de uma vez em alto e bom som.
O corpo suado de Cas acima do seu, os seus quadris se mexendo, a voracidade com a qual Castiel o sorvia por inteiro... Era a visão mais incrível que Dean já tivera em toda a sua vida. E ao mesmo tempo demais para aguentar.
– C-Cas. Ah! E-eu não posso! Vou gozar!
– Não! – Castiel grita numa voz grave o bastante para Dean entender que aquilo não foi uma ideia, mas sim uma ordem. E isso faz Dean engasgar.
– Caaaas! – ele chia, engolindo seco para não se deixar levar pelo prazer cozinhando no baixo ventre.
– Dean... – Castiel continua sentando em seu colo inclinado para trás, respirando em arquejos – Só mais um pouco! E-eu estou quase lá!
Castiel sacudiu os quadris para cima e para baixo usando a cama para alavancar a si mesmo, afundando e chupando o volume de Dean fundo, esfregando-o contra o seu ponto sensível toda vez que ele permite que o membro inchado o invada. Cas gemeu e ajustou sua cintura sobre o colo de Dean, grunhindo numa voz trêmula, e o loiro o fitou boquiaberto.
– Porra! Cas, v-você vai gozar assim?!
– Mmmm! S-sim! Dean! T-tão bom!
– Porra... –
Dean silva, sugando ar pela boca e lançando a cabeça no travesseiro com a ideia de que Castiel está tão perto quanto ele apenas por sentir seu falo, e isso é o bastante para acabar com qualquer inibição sua.
– Cacete; Sim! Você g-gosta de sentar em mim Cas?!
Dean move seus próprios quadris agora, levantando-o da cama e se estocando depressa.
– Siiiim! – Castiel grita, sentando nas coxas de Dean cada vez que se abaixa, e este sorriu com a incrível visão; de Castiel suando e arfando sobre ele, se libertando completamente com um desejo latente por mais, por prazer. É a coisa mais linda que Dean já viu. Ele lambe sua boca com um olhar lascivo e negro em seus verdes olhos. Ele só precisa ouvir e saber mais daquilo, por uma razão esfomeada, Dean quer saber o que Castiel está sentindo.
– Você gosta de usar meu pau como um brinquedo, hm Cas?
Grunhindo, Castiel se agita, parando por alguns segundos para sentir o gordo volume alargando seu interior, rendendo-se ao momento de deleite – o Castiel comportado e sério guardado dentro de sua mente.
– G-gosto! – Castiel responde gaguejando — Mm-meu brinquedo; sim, sim!
– Merda... C-Cas isso é sexy ‘pra cacete!
– Ounh! Dean! Sim, S-sim! B-bem aí!
A comoção de ver Castiel destruído sobre ele, afogando-se em prazer, deu mais forças para Dean se refrear.
A cada vez que Castiel sobe e desce ele pode sentir o comprimento sólido bater na protuberância de tecidos dentro dele que faz seus olhos rolarem em delírio. Cas oscila seus quadris, permitindo que a sensação incrível corra por seu corpo, ouvindo a voz de Dean debaixo dele, e então, sim, o seu baixo ventre queima, sua bunda vai para baixo em movimentos rápidos, e ele aperta os dedos no peito de Dean arranhando a pele lá, e logo um grande grito escapa de sua garganta.
– D-Dean! E-eu vou! Ah-mm-Aaaah!
Cansado demais para qualquer outra reação, todo o seu peso cai sobre Dean, sentando-se em sua virilha. O volume é enterrado dentro de Castiel, comprimindo o seu ponto delirante ininterruptamente enquanto Cas esguicha jorros quentes em sua extensãoe na barriga de Dean. A primeira linha de branco bate no peito de Dean em uma onda quente, viajando para baixo em gotas translúcidas ao seu abdômen conforme Castiel continua a lançar mais de seu orgasmo, gemendo enquanto sacode de leve os quadris.
Estão ambos arfando, mas é Dean quem se sente estupefato com o que acaba de testemunhar.
– Puta merda, Cas! V-você gozou sem se tocar!
Suando, e respirando pesado, Castiel gira suas ancas uma vez mais, grunhingo, pois Dean ainda estava rijo dentro dele.
– Você super-estimulou um ponto bastante específco de prazer em mim.
– Você já fez isso antes? – ele pergunta atônito.
– Hmm... Para me satisfazer, sim.
– Isso é... Porra! – Dean pragueja, pois não há palavras para descrever o quão pasmo e deslumbrado ele se sente.
– Como você disse… — Castiel lambe seus lábios sentindo o gosto salgado do suor, encarando Dean numa turva expressão conforme ele aperta as pernas ao redor da cintura do loiro o fazendo silvar com a repentina pressão – Meu brinquedo.
–… Merda.
A visão de um Castiel extasiado em seu colo com olhos tão escuros e cheio de sede, mesmo depois de seu orgasmo, está destruindo todos os sentidos da realidade que Dean tem.
– Porra!
Ele agarra Castiel por sua cintura e obriga-o a ir para cima. O movimento é inesperado, e Cas deixa o peso de seu corpo cair novamente sem aviso, gemendo em uma voz grossa quando Dean começa a forçar mais de seu gozo para fora ao bater uma e outra vez sobre seu ponto de prazer.
– Dean! Dean! Ouah! D-Dean!
– Porra! Tão bom! Tão bom; Cas!
– Sim, sim! Dean; mm-mais! Me dê mais!
Castiel sóbrio era tão ansioso quanto bêbado. Suas inibições se dissolvem e há apenas o prazer que rege seu corpo. Ele até mesmo pragueja; o que Dean não pode negar ser algo que ele gosta de ouvir. Ouvir a voz gemendo obscenidades vibra nas orelhas de Dean como um desafio, como se Cas o provocasse, pedindo mais.
– Me faz gozar Cas! E-eu quero gozar em você!
– Sim, sim! E-em mim Dean!
Como Dean suspeitava, Castiel tinha um poder oculto em sua voz. Em conjunto com os movimentos rítmicos de suas deliciosas bandas redondas, Dean veio em um único fluxo dentro de Cas, martelando seus quadris para cima para encontrar os preguiçosos movimentos do moreno, satisfeito demais com a sensação úmida e quente em seu interior.
– ...Wow
Foi tudo que Dean disse depois de recuperar um pouco de ar. Castiel apenas balançou a cabeça dando rápidas arfadas, levantando de forma vacilante da cintura de seu amigo e caindo de costas no colchão. Podia sentir a umidade começar a escorrer em suas coxas, mas ele não se importava com isso agora — ele até mesmo gostava da sensação, saber que ele estava cheio era tão bom que sua mente se esqueceu do mundo em torno dele por longos minutos. Foi incrível.
Dean arqueja na cama, com Castiel igualmente cansado. Eles estão suados e cheirando a sexo, mas é maravilhoso! Ele foi — é — incrível! O sexo, o calor do momento, o ajuste perfeito de seus corpos. Dean não tem exatas palavras para descrever. Era como caminhar no céu...
– Era isto o que você tinha em mente relacionado a “sexo entre amigos”?
Castiel pergunta quando parte de suas forças retornam. Dean gira sua cabeça para encará-lo pelo canto dos olhos.
– Com certeza. – diz numa única respiração.
– Ótimo. – O sorriso petulante de Castiel pode ser muito bem lido como ele dizendo “eu te disse”; e Dean está dividido entre dar um soco para retirar esse riso dele, ou beijá-lo de novo.
Continua
Fale com o autor