Sem Compromissos
3 Capítulo 02 – Quando corações partidos e álcool sobrepõem à consciência
Notas iniciais
Capítulo 02 – Quando corações partidos (e álcool) sobrepõem à consciência
Tirar a roupa. Essa foi a ordem, a qual Castiel responde sem reservas. Havia poucos trajes, então enquanto Dean mordisca seu pescoço, Cas levanta sua cintura e escorrega o moletom para baixo. Quando Dean sentiu essa movimentação ele para as maliciosas carícias, erguendo-se da cama, ficando na borda do colchão encarando um Castiel confuso.
– Continue Cas. Eu quero ver. – Dean ergue seu queixo e dá a Castiel um olhar enevoado carregado de autoridade, numa voz que dizia eu-com-certeza-vou-te-foder.
Engolindo seco conforme a cerveja ferve no seu estômago e bloqueia suas inibições, Castiel concorda, pondo os dedos dentro do cós do moletom, escorregando-o devagar do seu corpo, ainda que numa velocidade deliciosa, adorando a maneira que Dean morde seu lábio quando o tecido resvala sobre o baixo ventre de Cas; oferecendo uma visão dos pelos negros sobre um volume muito bem ereto e excitado com a ponta vermelha – molhada com o pré-gozo que cai sobre as veias pulsantes, fluindo a cada segundo sobre o membro que vibra em antecipação.
Uma vez na altura de suas coxas, Castiel sente o moletom ser forçadamente puxado para fora e jogado em algum canto do quarto, e Dean faz a mesma coisa com suas roupas, obviamente chegando ao limite da sua paciência.
Ele continuou de pé, sua ereção rígida exposta à Castiel, quase arroxeada pelo desejo e o fluxo intenso de sangue, mostrando o quão ávido estava por aquilo.
Cas entreabre os lábios e as maçãs do rosto aquecem; confuso, de certa forma. Dean nunca pareceu interessado em homens antes, ao menos não para iniciar uma atividade sexual. Entretanto, lá está ele, pronto par devorar Castiel; outro cara — seu amigo.
Talvez fosse a necessidade de conforto, ou o whisky. Mas a verdade é que Castiel não podia se importar menos. Ignorando as implicações que uma noite de sexo pode causar, ele sabe o quanto Dean está sofrendo, o quanto ele necessita ser mimado e tomado conta. E se Castiel é aquele quem Dean escolheu para fazê-lo, então Cas está mais do que feliz em ajudar.
Adicionando o fato de que Dean é gostoso.
As luzes estão apagadas, mas da janela vem o brilho da noite adentrando no quarto e iluminando cada músculo no excelente pedaço de homem encarando Castiel. O rosto delineado cheio de pequenas sardas que dá a Castiel vontade de beijá-las uma a uma; o cabelo castanho claro. Seu peito e abdômen bem definidos, os bíceps treinados, o volume que tem maravilhosos longos e grossos centímetros ereto no meio de suas pernas.
E Dean fazia uma mesma análise no corpo do menor esparramado na cama à frente dele.
O cabelo negro com alguns fios caindo sore a testa que completava seus olhos azuis elétricos, uma cor capaz de fazer qualquer safira no mundo invejosa. Seus perfeitos lábios carnudos, tão macios e quentes. O físico de Cas não era muito forte, mas definido e muscular nos lugares certos, como sua barriga e as estonteantes coxas onde Dean queria se enfiar.
O que ele faz após o que pareceram anos a ambos, mas que na verdade duraram segundos.
Dean retornou à cama engatinhando, inserindo-se entre as pernas de Cas, e ele as separa enquanto deita seu peso, percorrendo suas mãos nos braços do amigo até os levar ao cabelo negro, agarrando as melenas e as puxando para trás a fim de inclinar o seu queixo para cima, o beijando com vontade.
Castiel abraçou os ombros na frente dele, gemendo, abrindo suas pernas para fazer Dean afundar ainda mais. Num grunhido, Dean mordeu a linha de seu pescoço, sugando gentilmente uma marca vermelha, mordendo a clavícula, mordiscando o peito e parando sobre um mamilo, o lambendo.
– Ah! – Cas sufoca um gemido, fechando seus olhos com o contato inesperado.
– Sensível, uh? – implica Dean, mordendo devagar a pele rosada.
– Eu sou... – afirma o moreno — Eu... Gosto quando… Sugam… Os mamilos…
Dean para por alguns segundos, grunhido. O incentivo cru que Castiel lhe dá na sua voz grossa fez o membro de Dean oscilar numa resposta prazerosa conforme sua boca se abre ao redor do mamilo e começa a sugar, rodopiando e chupando, dando uma mordida provocativa aqui e ali com os dentes roçando na ponta; para então retornar a lamber.
– Ah-ouuh! Dean! M-meu mamilo! Mnn!
– Sim, seu lindo e rosado mamilo. – ele lambe a saliência firme, girando a língua ao redor dela – Olhe ‘pra isso. Tão inchado e brilhante...
Castiel não responde, mas meramente choraminga ao ter Dean atacando seus mamilos ao mesmo tempo em que suas mãos caminhavam para baixo de seu corpo, espalmando sobre sua cintura e passeando até as coxas, as apertando.
– Dean... Oh, De―
Dean então começa a chupar com ânimo.
– Gah! Deannn! Eu-Não! Sua boca- m-meu mamilo! Por favor! Droga! Não pare! Não pare…
Esta parte do sexo era fácil. Dean havia feito antes com muitas garotas. Também fizeram nele, mas suas respostas nunca foram tão energéticas quanto as de Castiel. Ouvindo o homem tão centrado e sério lamentando-se e pedindo por mais era algo que Dean apreciava enormemente.
Inclinando a cabeça para um lado, Dean escorrega a carne rosada ao redor de sua boca, sugando, deixando a cútis ficar macia quando ele parava de sorver, para então voltar a pegá-lo dentro da boca num poderoso puxão — ele fazia sons altos e promíscuos ao sugar, fazendo Castiel tremer debaixo dele, presenteando seus esforços com a constante sucção ao gemer em lindos pequenos choros.
– Ouuh! Céus! Dean-mm Droga, Dean! Eu vou- Eu não posso! Não dá-
Dean o ignorou, sorrindo pela maneira que seu amigo perdia o controle de suas palavras, querendo conter o palavreado mesmo num momento desses ao tentar evitar um palavrão. Tão típico dele — Dean queria o arruinar ainda mais.
Ajustando sua cintura na cama, Castiel sentiu uma pequena umidade na lateral de sua virilha. Baixando a cabeça ele vê a ponta do falo de Dean encostando-se à pele e derramando o líquido do pré-gozo. Se antes ele pensava que Dean possuía algum problema em estar com outro homem, suas dúvidas acabaram agora.
Grunhido, ele alcança a face de seu amigo, agarrando seu maxilar e o trazendo a mais um beijo.
– Depressa Dean.
Castiel ordena numa voz uma oitava mais baixa, sua boca arfando um ar denso sobre as bochechas de Dean. O maior geme com essa demanda, fazendo seu caminho de volta pelo corpo do moreno, lambendo o peito de Cas, seu abdômen, aconchegando o nariz na sua virilha até alcançar sua deliciosa ereção.
Está tão pronta e brilhante, com uma pérola transparente saindo da fissura enquanto pequenas trepidações nas veias movem a extensão que espera desesperadamente por alguma fricção.
Inalando o magnifico cheiro almíscar vindo da carne rígida, Dean não sabe da onde a vontade surge – talvez do álcool, ou do fato de querer ver o tão bem comportado Castiel se desfazendo – mas ele não se contém ao esticar a língua para fora dando pequenas lambidas na cabeça da glande, e Castiel arqueia suas costas em resposta.
– Gosto... Engraçado. Mas bom.
Dean murmura num meio sorriso. É igual a como lamber um picolé, pensa. Sua boca se parte em um grande ‘O’ e ele pega a glande primeiro, experimento suga-la, rolando a língua, chupando gentilmente a ponta, apenas a ponta, mordendo de leve a carne aveludada.
Castiel sufoca um gemido tencionando as pernas, e o topo de sua cabeça bate no colchão. Uma mão agarra o cabelo cor de areia, encorajando Dean a continuar.
Com isso, o maior afunda até a metade, movendo sua cabeça para cima e para baixo junto da mão de Cas, apanhando o máximo que consegue do músculo. Ele engasga; claro, não acostumado a fazer isso, mas Dean percebe que a sensação de um peso roliço pressionado em sua garganta não é algo que lhe desagrada. Tem um gosto salgado e meio agridoce até, mas bom, muito bom de fato.
Mulheres não causavam esta sensação – e é uma boa – de sua boca ser preenchida com um gostoso músculo conforme o homem debaixo dele se contorce em prazer, soluçando incentivos e agarrando seu cabelo em procura por mais daquilo.
– Sim... Dean, assim mesmo...
O estímulo faz Dean envolver uma mão ao redor da base do falo de Cas e bombear a macia pele, ganhando mais grunhidos e pedidos. Dean pensa que ele nunca teve alguém tão sedento na cama, respondendo ao seu toque, quase como se ele tivesse sido feito para dar prazer a esse corpo.
– Tão bom...
Dean rumoreja enquanto respira fundo, então ele volta ao trabalho de sugar o membro e uma nova gota do líquido transparente escorrega sobre sua língua, dando a sua boca mais desse maravilhoso sabor.
É tão quente e bom — a maneira que Dean o toca. Além disso, há a cerveja, e tudo gira tão rápido... Castiel só quer continuar, e continuar, até que esse calor tenha aniquilado sua psique por inteiro.
– Ouh! Dean-eu vou... Não aguento! E-eu… M-mm; me fode!
Ao ouvir estas palavras, Dean levanta do ‘V’ das coxas de Cas, e um fio de saliva segue sua boca antes de se partir. Ele está absorto, no mínimo, porque Castiel tão raramente pragueja.
Dean escala seu torso para se encontrar com olhos azuis, apoiando os antebraços em cada lado da cabeça do moreno, começando a encarar a linha negra que contorna os orbes azuis elétricos. Os peitos se expandem numa respiração irregular, o suor grudando seus corpos.
– Sim... – Dean murmura, como se estivesse pensando em ter Cas o tempo todo, mas ainda estivesse hesitante se teria permissão para fazê-lo – Sim. Eu quero isso.
Castiel aquiesce, ronronando quando Dean o beija de novo, dessa vez num toque mais macio em seus lábios, à ponta da língua lambendo a parte superior de sua boca à fim de abri-la, encontrando a carne molhada para dançar com a dele.
– Eu... Como você?... – Dean rumoreja a pergunta em meio ao beijo. Castiel tem um meio sorriso no rosto, porque Dean, o mestre do sexo, não sabe o que fazer.
– Você tem que me preparar. – Castiel lambe a boca dele, tocando gentilmente a face de Dean – Com os seus dedos.
As palavras parecem provocar uma nova onda de luxúria em Dean, que grunhe e rebola sua firme ereção nas coxas de Castiel.
– Okay... Okay...? – Dean pergunta entre respirações pesadas, seus lábios ainda pressionados em Cas.
Ele permanece no lugar não fazendo nada além de beijar Castiel, e o moreno já está cansado de ficar apenas nos toques gentis, sem fricção.
– Dean, você precisa do lubrificante.
– Oh… — Dean fala a monossílaba palavra, porque obviamente eles precisavam de lubrificante – É, uh... Onde?...
– Na cômoda, à esquerda.
Apesar dos efeitos do álcool terem abrandado, Dean se move torto, esticando um braço até a gaveta, não querendo ficar muito longe de Castiel como se o estranho feitiço pairando sobre eles fosse desaparecer e essas ações tornar-se-iam um grande erro causado pelo momento de furor – e induzido pelo poder de um coração partido e álcool.
Contudo, em menos de cinco segundos Dean está de volta com o pequeno pacote em mãos, já o abrindo. Ele derrama uma boa quantidade do produto viscoso numa palma – na verdade ele lambuza a mão inteira – e devagar brinca com os dedos grudentos sobre o peito de Cas, circulando um mamilo.
– Ah! Dean! N-não!
– Porque não? – ele ri, apertando o mamilo entre dois dedos, rodando a pele e puxando um pouco.
Castiel choraminga numa voz baixa, com a pélvis arqueando em busca de algo para acalmar sua negligenciada rigidez.
Há uma cor vermelha em seu rosto. Os olhos de Castiel estão mareados, como se ele estivesse com muito esforço tentando se controlar. Ele começa a espalmar seu peito, escorregando as mãos sobre sua barriga, depois a virilha, parando ali para respirar num engasgo em meio a sensibilidade de seu corpo que atinge níveis imensos. Ele continua, escaneando os dedos finos na extensão após o baixo ventre, segurando a sua base inchada, tanto para aliviar a tensão quanto para impedir que atingisse seu próprio orgasmo.
Ele parece devastado; a pele queimando ao engolir outro soluço, fitando Dean.
– Po-por que... V-vai me fazer gozar...
Os dois dedos brincando com o mamilo param no mesmo instante conforme Dean deixa a boca aberta – os olhos arregalados e negros com a nova onda de desejo passando por seu corpo.
Merda... Merda. Merda. Merda!
Como… Como Dean nunca… Percebeu isso?! Quão incrível; delirante e sexy ‘pra cacete Castiel é. Até parece que era cego esse tempo todo!
Dean sabia que Cas é atraente, até esse ponto ele é capaz de admitir sem problemas. Mas ele nunca, nem uma vez sequer imaginou que um homem podia ser desse jeito. Cacete, ele nunca imaginou que Castiel pudesse ser desse jeito! Maleável, carente e querendo Dean tão densamente. Quando foi que Cas se tornou esse lindo pedaço de ser humano? E porque diabos Dean está tendo esse tipo de pensamento sobre seu amigo? Esse mesmo cara na cama que ele está prestes a-
–... Cacete.
Ele diz em voz alta, incapaz de se controlar. Com outra mão cheia de lubrificante ele a espalma no meio das pernas de Cas, fazendo uma grande bagunça úmida que cai sobre os lençóis, mas ainda cobrindo onde deveria cobrir.
Dean senta sobre seus calcanhares, puxando as pernas de Cas para levitar sobre o colchão enquanto elas envolvem a cintura de Dean. Ele sente o líquido gelado pingando do períneo de Cas à suas próprias coxas. Dean segue o caminho do líquido com uma de suas mãos, e a outra aperta a carne redonda e macia atrás de Cas a puxando para o lado, afastando as nádegas dele e dando melhor acesso ao meio da fenda onde está a abertura franzida que Dean sente na ponta do anelar.
– Um só, primeiro. – Cas instrui calmamente, respirando fundo – Quando estiver relaxado você pode colocar outro.
Dean meneia a cabeça por algum tempo – boca parcialmente aberta – antes da sua mente e corpo trabalhem juntos em busca de uma réplica.
–... Okay. – ele diz, enfim, arfando a resposta.
Castiel enrosca uma mão nos lençóis enquanto a outra segura o pulso de Dean e começa a se mover junto dele, guiando o maior quando a primeira falange entra duma maneira exploratória, espalhando o lubrificante sobre o seu... Bem, seu buraco. A palavra soava melhor na cabeça de Dean...
Em seu estado inebriante Castiel não encontra resistência alguma para relaxar, adicionando ao fato de que ele geralmente fica por baixo. Contudo, Dean é cuidadoso. Ele está bêbado e meio zonzo, mas ainda atua como ele mesmo, tentando não machucar Cas, demorando-se ao colocar lentamente a ponta do dedo, circulando o dedão do lado de fora do músculo para amaciá-lo enquanto o dígito empurra sem pressa, abrindo Cas com o líquido viscoso facilitando cada movimento escorregadio.
Ele sabia que Dean era um completo bruto, meio indelicado ou mesmo desligado em todos os aspectos de sua vida, mas ao dar e sentir prazer ele gostava se de entregar por inteiro.
Mas chega de gentileza. Castiel está realmente precisando de alguma fricção, e Dean entrando e saindo nesta agilidade branda está abusando da paciência do moreno.
– Dean, você também tem de movê-los. – Castiel levanta um dedo fazendo um gesto circulatório.
– Oh... É, certo.
Dean gira seu dedo para um lado, depois o outro.
Cas inala uma boa quantidade de ar, aproveitando a gostosa sensação pulsando em seus nervos. Cada lado de sua entrada começa a abrir mais e mais numa queimação moderada conforme Dean massageia sua nádega direita, a ajeitando para admitir mais acesso.
Num longo suspiro, Cas abre seus olhos encarando Dean quando sua mão afunda até a base. A sensação desconfortável se torna um toque prazeroso, e Cas não consegue conter um grunhido gutural.
Num meio sorriso, Dean continua a mover seu dedo em Castiel, e com uma nova cobertura de lubrificante, Dean encaixa o segundo dígito sem dificuldade alguma, afundando até o talo numa velocidade rápida. O canal devagar se expande, e Dean é capaz de processar apenas a quentura daquele lugar, antecipando a sensação de quando algo mais do que seus dedos entrará ali.
A ideia causa tremores em sua espinha, e Dean geme ao rodopiar os dedos e empurrá-los.
– Aaah! Dean-Sim!
– Sim? – ele pergunta divertindo-se – Bom assim?
– Mmm-Sim, bom! Mais, mais!
– Mais? Já? Que sedento você é, uh, Cas?
Bufando em descontentamento com a brincadeira provocativa, Castiel empurra suas ancas para baixo encontrando os dedos o massageando. Num alto suspiro, Dean abaixa seu peito deitando metade do corpo sobre o de Cas, o beijando. Seus dedos continuam a girar, começando a se separar um do outro, distendendo a entrada em brasa e vibrante.
– Mais, Dean. Eu não sou uma princesa. Faça como digo de uma vez!
Mordendo o lábio inferior de Dean, Castiel o ouve soluçar, apartando – então – as pernas de Cas ainda mais, finalmente encaixando um terceiro dedo, e a posição garante a Dean uma visão dos seus dígitos submergindo na abertura.
Na nova invasão Castiel sente uma ardência desconfortável, contorcionando a face e silvando. Dean para por um segundo em preocupação, beijando Cas ternamente numa distração do evento principal, enquanto ele continua a prepara-lo com movimentos tranquilos, guiando seu amigo a um estado de calma.
Dean morde o peito de Cas devagar e num experimento rápido, curva os dedos que estão pela metade dentro dele, ouvindo uma respiração entrecortada do moreno que se entorta na cama.
– Ounh! Céus-Dean!
Ele geme agarrando o pulso de Dean, puxando os lençóis e rebolando a cintura em busca do mesmo prazer que acabou de sentir. Não é fácil achar a próstata de alguém na primeira tentativa, mas Castiel não podia estar mais feliz pelo fato de Dean ter conseguido.
– O que... – Dean para, dúbio, tentando remover seus dedos, no entanto Castiel não solta seu pulso.
– Só-mova, mova seus dedos! – Castiel fala quase numa súplica em uma voz rouca cheia de pequenas arfadas.
– O-onde?! – Dean está um pouco confuso com a demanda de Castiel de algo que ele não tem a menor ideia de como fez.
– Gire os seus dedos; forte... – Castiel suspira – Friccione-fundo! É tão, tão bom!
Engolindo seco, Dean sente suas bochechas queimando um pouco quando ele tenta achar a protuberância de antes, cuidadosamente arranhando os dedos na pele de veludo do músculo, até que ele sente o mesmo nódulo de tecidos arrastando na ponta de um dígito, pressionando o local.
Castiel urra e geme com todos os nervos e músculos da sua pélvis se contraindo numa necessidade dolorida, batendo as mãos nos ombros de Dean e cravando as unhas.
Dean nem se importa com a dor dos arranhões, porque seu membro pulsa em concordância com o prazer estampado na face de Castiel, em como seu corpo se torce de uma maneira que não devia ser humanamente possível, gemendo alto, cantando seu nome e pedindo por mais, mais, mais.
– Cas… Tão sexy, Céus… V-você é incrível…
Dean o elogia desconexo em meio à ação, rodopiando a mão e esfregando o mesmo lugar dentro de Cas de novo e de nono vendo o quadril do menor rebolando junto, as ancas empurrando para baixo para se encontrar com seus dedos os enterrando ainda mais fundo nele, e então os ombros de Dean são puxados, com a boca de Cas procurando a sua num beijo sôfrego.
– Dean-Dean, mm-me fode, estou pronto, faça agora!
Engolindo seco, Dean deixa os olhos verdes sobre azuis por um tempo vendo todas as permissões que precisa bem ali – e se surpreendendo com a quantidade de palavrões que Cas está usando naquela noite.
Castiel poderia gozar apenas com os dedos de Dean sobre o ponto sensível dentro dele, já que seu corpo estava molenga e relaxado, além do mais ele sentia-se muito mais livre e desinibido no sexo. Porém ele queria algo mais forte, maior, para alargar ele e encher seu interior. Castiel queria Dean dentro dele.
Num engasgo, porque Dean consegue ver todo esse desejo na linha negra nos olhos de Cas, Dean meneia a cem por cento de acordo com esse plano, removendo seus dedos e usando o lubrificante sobre suas coxas para espalhá-lo sobre sua extensão.
Castiel separa suas pernas num convite, pondo ambos os pés no colchão e abrindo a visão do meio de suas coxas, sentindo-se vitorioso quando Dean grunhe e sua boca se enche de água. Lambendo seus lábios, Dean põe uma mão atrás do joelho de Cas e o curva para cima até seu peito, com a outra perna do moreno fazendo o mesmo.
Dean deita sobre ele, e com a cintura de Cas levitando o colchão Dean não tem problema para ver a abertura avermelhada pulsando em carência por algo a preenchendo – o períneo vermelho e inchado com a entrada quase pulando em antecipação.
Segurando a ponta de seu falo, Dean o alinha no anel de Cas, erguendo seu queixo para encará-lo uma última vez antes de grudar seus peitos.
– Vou colocar. – ele diz soando rouco, com lábios fantasmas na boca do menor.
– Vá em frente.
Castiel responde com certa paixão em sua voz, dando permissão a Dean para ter esta gentileza, um instante que ele precisa para aplacar seu sofrimento. E Castiel, seu amigo, está disposto a fazer isso por ele, para envolver Dean neste ato carnal. O mínimo que Dean pode fazer é dar a mesma ternura e prazer à Cas.
E, oh, como ele o faz, ao começar a entrar gradualmente, guiando a ponta do avermelhado volume através da apertada passagem que começa a se abrir, sugando Dean sem pressa para que ele entre no interior escaldante de Cas, trazendo a glande para submergir dentro dele.
Juntos eles gemem em sussurros. Dean não fecha seus olhos, pois ele quer ver o quão devastado Castiel vai ficar.
Sem desapontá-lo, Cas abre sua boca, apertando as mãos nos ombros de Dean conforme suas coxas o envolvem, trazendo sua cintura para mais perto para tomá-lo por inteiro.
Cada centímetro que entra é seguido por um par de gemidos e beijos desgovernados, com Castiel puxando o cabelo de Dean enquanto ele sente as mãos do loiro agarrando suas nádegas e as afastando para que a maravilhosa extensão dele possa passar.
– Oh-merda! P-porra! – Dean xinga quando afunda por inteiro.
– S-sim!
Cas choraminga, jogando a cabeça para trás e deleitando-se na sensação da ereção gorda e maciça que o preenche completamente.
– Quente... Apertado, cacete Cas! V-você ‘tá me s-sugando!
– Por favor, se mova Dean!
– Mover...
Ele repete o comando num estado de mente confuso, preso na única palavra que ele compreende no meio dos pensamentos difusos.
Jogando os quadris para trás, Dean sente o músculo da abertura roçar sobre seu membro quando ele sai até a metade, e Dean grita ainda mais ao forçar o caminho de volta, começando a empurrar lentamente, mas ganhando velocidade conforme Castiel continua a pedir que ele vá mais fundo com uma respiração entrecortada em sua orelha.
– F-fundo! Dean! Ah-ouuh!
– Cas; droga, Cas! V-você-bom!
– Sim, sim, sim! Bom, tão bom Dean! Me dê mais!
– V-vou dar tudo!
Eles estão balbuciando incoerências, arquejos e grunhidos, sem pensar direito uma vez que o prazer é muito extraordinário para palavras coesas, bloqueando seus sentidos que apenas processam a suplicante ordem de dentro-quente-fora-sugar-fundo.
O falo de Dean está inchado e sólido estocando Castiel e a entrada apertada que comprime o músculo, o fazendo entrar numa força moderada. Dean, em cada golpe, acerta o perfeito ponto no interior de Cas que o faz se contorcer e gemer. Os seus vizinhos vão reclamar, com certeza, pela manhã, mas ele não podia se controlar. É muito intenso e caótico ao mesmo tempo, os cérebros meio acordados, meio letárgicos pelo álcool, contudo Castiel pode perfeitamente sentir a grossura da extensão de Dean vibrando e engordando ainda mais, batendo dentro e fora, rápido, rápido, rápido.
Castiel engasga, balançando a cabeça dum lado a outro ao sentir uma gostosa sensação queimando do seu peito e indo à virilha. Ele suga ar pelos dentes, apertando os ombros de Dean num abraço apertado, murmurando na ponta da orelha do maior palavras de puro prazer.
– Dea-Dean! T-tão bom! Eu preciso! Dean-me toque!
Grunhido em meio a um beijo, Dean escorrega uma mão até a barriga de Cas, afagando a pele quente, escaneando a palma para baixo até encontrar uma carne sólida molhada de pré-gozo e lubrificante. Dean desliza a mão sobre a glande, acariciando as veias sobressaltadas nas laterais, e então envolvendo a base a bombeando para cima, ouvindo uma respiração contente vinda de Cas que o instiga a continuar.
Num beijo languido, Dean segura com a outra mão a cintura de Castiel, a movendo junto das novas investidas, e entre as bocas grudadas Castiel arfa, partindo os lábios, incapaz de dar qualquer outra resposta que não sejam deliciosos gemidos.
Castiel está perto de um estado de nirvana. Ele está apertado, puxando Dean de volta para dentro dele cada vez que a virilha dele bate contra suas coxas. As duas bandas redondas de Cas sacodem com os golpes, fazendo sons de batidas no contato pele com ele. É tudo mais pornográfico do que ele imaginou – e ainda melhor.
A mão de Dean bombeava a extensão de Cas no mesmo ritmo das estocadas, metendo sem misericórdia o largo membro abrindo Castiel para recebe-lo, para aceitar a invasão. O falo de Cas está tão rígido e vermelho que mesmo Dean, sem experiência alguma com homens, é capaz de apreciar um belo membro quando vê um.
– Você está tão... Inchado, cheio... Lindo, Cas.
Castiel engasga, mordendo o lábio inferior para conter um choro, porque Dean está acertando aquele lugar magnifico dentro dele de novo e de novo conforme os quadris dele rebolam dum lado a outro – girando a pélvis e se enterrando – explorando Castiel em pancadas erráticas, batendo o ponto de prazer em Cas, e é ali, ali, ali, de novo e de novo, estocando desenfreadamente!
Uma pesada respiração escapa de Castiel, e sua garganta fica seca.
– D-Dean! Tão bom, é tão bom! M-mm-me faz gozar, eu quero gozar Dean!
– Você quer? – pergunta Dean entre respirações descompassadas no pescoço do menor.
– Siiim! – Castiel grita sua frustração, jogando a cabeça para trás.
– E-eu quero também!
– Vamos! Forte-rápido, Dean!
– Cas-porra!
Envolvendo a mão na ereção de Cas, Dean iguala o ritmo da sua pélvis que afunda nas coxas de Cas; metade de seu falo saindo e empurrando com a cor vermelha se tornando uma mistura de roxo, inflando em antecipação do jorro que Dean tem pronto para descarregar.
Há pernas fortes enlaçando a cintura de Dean, mãos o abraçando docemente e lábios carnudos procuram os seus num beijo. Dean deita por completo em Cas, barriga contra barriga, peito contra peito, e eles se beijam em meio aos movimentos irregulares.
Dean consegue sentir o membro de Cas pressionado em seu umbigo, ainda o segurando numa tentativa de controle ao escorregar para cima e para baixo os dedos. No entanto sentir sua ereção enchendo Castiel, tão molhado e quente, está tirando toda a sua atenção.
Parece que o segundo congelou no tempo quando Dean sente um redemoinho se formando no baixo ventre em seu próximo golpe. Ele para, respirando fundo para aproveitar mais dessa sensação. Dean grunhe com sua boca escorregando no maxilar de Cas numa procura cega por seus lábios que estão partidos – mas sem nenhum som saindo.
Dean engole seco quando ele empurra seu membro dentro e fora de novo, arfando as palavras com a boca colada em Cas.
– E-eu vou gozar!
– Sim-eu também!
Castiel aperta suas coxas ao redor de Dean como se fosse possível trazê-lo mais perto para se afogar na calorosa troca de sensações incríveis eriçando os pelos do braço, da nuca, cada músculo é acionado por uma onda de eletricidade demandando ser liberado no ápice de deleite que os completará, por fim.
Dean martela mais rápido com gritos inumamos reverberando da garganta, as estocadas os unindo, forçando essa conexão da maneira mais profunda possível. No próximo segundo tudo o que Castiel sente, além do prazer escalando sua espinha, é a forte onda do membro de Dean pulsando dentro dele conforme ele aperta sua cintura e a empurra para baixo, a fim de que sua abertura envolva o falo de Dean até o talo.
A sensação latejante faz Dean gritar ‘Cas, Cas, Cas’ inúmeras vezes ao gozar — tanto que ele pensa que o líquido quente irá fluir para fora da deliciosa abertura que ele acabou de arruinar.
Praguejando quando sua virilha relaxa, Dean se lembra com olhos enevoados de Castiel ainda debaixo dele e numa outra investida ele escuta o menor gemer. Dean também segura sua ereção, escutando os grunhidos de aprovação e ele continua bombeando e se enfiando em Cas mecanicamente, com ele fodendo seu jorro inteiro dentro.
– De-eean!
Castiel grita sem nenhuma vergonha, afundando as unhas nos ombros de Dean e o jato branco cobre sua barriga e a mão do loiro. Arfando inconsistente, tudo o que ele consegue fazer é sentir o membro parado dentro dele, com Cas atravessando um intenso orgasmo.
Não muito longe está Dean, que está apenas muito cansado e impressionado para pensar em algo além do homem de olhos azuis que ele inteiramente esgotou. A energia é sugada de ambos os corpos deitados na cama fazendo movimentos preguiçosos.
Dean respira fundo ao sair de Cas, movendo as pernas para se desenlaçar dele e rolando no seu lado da cama, com o cérebro não funcionando nem processando o que acabou de acontecer.
– Dean...
Castiel o chama com uma voz letárgica que faz Dean rir e o puxar a um rápido beijo.
– Dormir… — Dean fala, mas continua o lento beijo, até que eles desmaiam; com Cas apoiado sore seu peito e o topo da cabeça se deita no vão do pescoço de Dean.
Quando eles acordarem pela manhã, terão um ótimo de um torcicolo.
Continua
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