Sem Compromissos
2 Capítulo 01 - É culpa da tatuagem
Notas iniciais
Capítulo 01 – É culpa da tatuagem
Trazendo uma pequena garrafa de vinho, batendo novamente no ombro de Dean, Castiel o aperta gentilmente balançando a cabeça um pouco.
– Você é um manipulador em potencial Dean.
– Obrigado. – ele dá um meio sorriso.
– Gostaria de uma taça de vinho?
– Ah... Não. Sabe do que eu preciso Cas? Um bom e velho whisky.
– Eu não bebo whisky.
– Qual é, eu sei que você tem aquela garrafa que te dei no seu aniversário!
Rindo, Castiel apoia a garrafa de vinho na pia.
– Você deu-me o presente com o intuito de consumir você mesmo.
– Ora, você me conhece bem, Cas.
Ambos os amigos realmente riram dessa vez, sentindo uma atmosfera mais tranquila crescendo no apartamento. Castiel realmente tem a garrafa de whisky, e ele apanha dois copos sentando na cadeira ao lado de Dean.
Depois do segundo shot, Castiel se declara um homem das cervejas, fazendo Dean rir um pouco mais, contente por ter o whisky apenas para ele. Cas sabe que é contra seu julgamento permitir que Dean consuma tanto álcool. Ele sempre o ajudou nas suas saídas noturnas, o ajudando a chegar em casa e tudo mais; mas pensando sobre isso, talvez essa noite seja um dia em que ele pode deixar passar. Dean precisa afundar um pouco em auto piedade antes de começar a se sentir melhor e coletar as peças quebradas. É como ele trabalha com perda, fingindo que não se importa.
Então já passa das duas da manhã e Castiel ainda tem de trabalhar de manhã. Dean só vai para a oficina as dez então ele, claro, implica com Cas sobre seu trabalho. Ele já está sorrindo feito um bobo, com uma cor avermelhada nas maçãs do rosto. Castiel não está muito atrás depois da sexta cerveja, mas ele se dá melhor com o álcool do que seu amigo – Cas sempre teve um estômago forte.
– Fala que ‘tá doente.
Dean fala após outra dose.
– Não posso... Muito trabalho.
– Cara, seush trabalhu é chaaa-to! – Dean cantarola as últimas letras sorrindo enquanto Cas gira os olhos.
– Meu trabalho paga minhas contas, Dean.
– ‘Cê sabe, eu vejo sua boouca sesh mexendo masi eu só escuto bla-bla-trabalho-chato-bla-bla.
Castiel o soca levemente no ombro.
– Você é insuportável.
– Nah, você go-gosta de mim! – Dean dá uma risada.
– Bem eu tenho de gostar. Afinal, são dezessete anos tolerando você.
Dean ri trancando os olhos na meia garrafa de whisky sobre a mesa, vendo o líquido marrom, caminhando por seus pensamentos num tempo muito distante no passado.
Eles se conheceram na escola, quando Dean tinha quinze e Cas dezessete, e ele havia acabado de se mudar para a cidade com a família.
No início eles se odiavam. Castiel nunca falava com ninguém e quando o fazia era sempre com alguma resposta direta e dura, parecendo um ar de grandeza, como se ele se visse como uma pessoa melhor que qualquer outro ser humano dali. Isso irritava Dean. Ele chamou Castiel de esnobe.
No mesmo dia eles acabaram trocando socos e meia hora depois o diretor os colocou de castigo no ginásio para limpá-lo depois do treino de basquete. Em silencio o ginásio foi limpo. Dean nunca olhava para Castiel e vice versa.
No estacionamento Dean ligou para seu irmão para ter certeza de que ele fora para casa sem nenhum problema, quando ele viu. Um cachorro estava andando no meio da rua com o sinal aberto. Não tinha como os carros pararem à tempo, mas no mesmo instante em que Dean pensou em correr até la ele viu uma figura acelerando para a pista, agarrando o pobre cachorro e se agachando na calçada com ele.
Surpreso, Dean piscou algumas vezes antes de se recuperar da cena. Pessoas estavam xingando o garoto e o chamando de estúpido por se arriscar por um cachorro. Quando Dean chegou perto ele ficou novamente chocado. O novato, Castiel Novak, estava acariciando a cabeça do cachorro com um sorriso calmante, antes de erguer a cabeça e encontrar os olhos de Dean.
Dean nunca achou que fosse possível que alguém tivesse esta cor azul elétrica nos olhos. O garoto ainda sorria quando notou quem estava o encarando, e repentinamente seu humor voltava a ser denso.
Ele deixou o cachorro, mas antes de começar a andar para casa Dean agarrou seu ombro e o girou, dizendo algo sobre seu braço, sangue e um corte. Castiel não queria ir a enfermaria, mas Dean bufou, insistindo que ele iria andando ou carregado.
A enfermeira o ajudou com a ferida, nada serio, só arranhões. Castiel a agradeceu, encarando Dean que ficou lá durante todo o processo.
Ele disse a Castiel, enquanto olhava para o chão, que o que ele havia feito tinha sido bem legal para um cara esnobe que não fala com as pessoas.
Os olhos de Castiel ganharam um novo brilho de raiva quando Dean riu, contudo logo fora trocado por uma feição contemplativa. Isto chamou a atenção de Dean, que parou com a brincadeira. O moreno na frente dele disse que era mais fácil lidar com cachorros do que pessoas que o julgam.
Dean nunca julgou o garoto. Quer dizer, não muito. Ele apenas achava que Castiel era uma daquelas crianças elitistas de famílias da classe alta que estava ‘tristinho’ por ter se mudado para uma escola pública.
Desta vez Castiel não o respondeu com um comentário sarcástico. Ele apenas parecia triste.
Por alguma estranha razão Dean sentia-se mal pelo cara, então ele acabou lhe dando uma carona até em casa, confirmando a Castiel que ele faria dezesseis anos em breve e que não tinha problema dirigir de casa até a escola. A surpresa foi que Castiel não vivia muito longe dele, num condomínio novo ao final da rua. Castiel o agradeceu numa voz baixa, saindo do carro com a cabeça baixa, e novamente, Dean começou a se sentir um babaca.
Castiel era o aluno novo, e só porque ele não falava com as pessoas ou era um pouco defensivo nas respostas não queria dizer que ele era uma pessoa ruim. Ou esnobe. Foi Dean quem o chamou assim, em primeiro lugar.
Na manhã seguinte ele estava determinado em ao menos tentar ser legal com Castiel. Não funcionou, entretanto, pois o garoto duvidava das suas intenções. Claro, Dean não o culpava. Pensando nisso agora, Dean percebe que ele foi meio que um idiota com Castiel – o garoto novo esquisito que tinha mania de realizar ‘concursos de encaradas. ’
Teimoso como é, Dean continuou tentando e tentando até encontrar um interesse em comum: fast food. Castiel sorriu na primeira mordida no hambúrguer da lanchonete local que Dean insistiu que fossem depois da aula. Foi como se uma barreira caísse naquele dia, e Castiel começou a falar sobre como seus pais não o deixavam comer este tipo de alimentos por causa da gordura e açúcar.
Isto, claro, levou Dean a uma missão de mostras a Cas – a maneira como ele começou a chama-lo – as maravilhas da comida gordurosa e doces.
A verdade é que, Castiel era um cara legal.
Ele tinha problemas para interagir com outros, muito por causa das suas enferrujadas ‘habilidades humanas’, como ele mesmo disse, razão pela qual Cas nunca teve muito amigos. Ninguém antes fora como Dean, insistindo por tanto tempo, sendo paciente com ele. Mas uma vez que Castiel sentiu-se confortável, eles se tornaram bons amigos.
O ensino médio parecia tão idiota agora. Ambos cresceram e se tornaram dois adultos bem estabilizados com nada de importante para se lembrar destes anos da escola que importasse; porque eles e todas as crianças se importavam com coisas pequenas. Amadurecer é uma coisa estranha mesmo.
Da escola as únicas coisas que Dean realmente gostava era o tempo livre e os amigos que carregou para a vida. Como Castiel, Charlie, Jo, e alguns outros mais.
E Dean agora percebe que ele é o tipo filosófico de bêbado, deixando seu cérebro maquinas essas memórias. Ele ri, coçando a ponta do nariz enquanto Castiel divertia-se o olhando.
– O que é tão engraçado?
– Nada. Só lembrando da escolah.
– Ah, sim, os anos dourados. – Cas comenta, irônico.
– Você não gostava.
– Verdade. Mas meus últimos anos não foram tão ruins.
– Oh, posso perguntar o porquê, senhor nota dez?
– Simples: tornei-me amigo de um aluno nota seis.
– Ei! – Dean suspira ofendido – Eu sou pelo menos um sete!
Castiel ri tão forte que há lágrimas começando a se formar no canto dos olhos. Ele as enxuga, balançando a cabeça.
– Nós éramos um par de tolos. – Cas diz, jogando a garrafa vazia de cerveja no lixo.
– E acho que ainda somos. – Pondo mais whisky, Dean levanta seus olhar até encontrar seu amigo – Fico feliz da gente ter mantido o contato nesses anos.
Sorrindo, Castiel apertou os lábios numa fina linha.
– Eu também, Dean. Você é meu melhor amigo.
– O mesmo aqui.
– Brindemos, então, a este testemunho?
– Sim, sim, capitão!
Abrindo uma nova cerveja enquanto Dean enchia um novo copo, eles brindaram um tanto quanto tontos, fazendo um pouco do whisky cair no chão. Entre risos, Dean começou a lamber seus dedos.
– Cara, não desperdiça!
– Há uma garrafa logo ali, Winchester. – Castiel implica, apanhando alguns pedaços de papel toalha do armário em cima da pia.
– Ainda assim issu é caaro!
– Não se preocupe. Eu tenho um amigo que irá me comprar mais depois.
Dean sorriu o chamando de ‘idiota’ enquanto Castiel terminava de limpar o líquido caído no chão. Dean não pode deixar de olhar seu amigo, pensando em como era fácil a maneira com a qual falavam, mesmo depois de tantos anos. Apesar de que não conversaram muito no último mês. Des passou os últimos trinta dias ocupado com Lisa e as constantes discussões.
Talvez a sua vida perfeita feita de ‘torta de maçã’ não fosse tão doce quanto ele achava. Seria muito mais fácil se ele achasse alguém como seu amigo; como Castiel.
Claro que ele reclama da bebida em excesso, mas Cas nunca gritou com ele, ou o comparou Dean com seu pai; algo que Lisa gostava de falar sempre que as brigas esquentavam, lembrando Dean do péssimo exemplo que era para Ben.
Não, Cas sempre se mostrava preocupado com Dean, dizendo como ele não precisava do álcool, que ele tinha amigos e família que o amavam. Cas cuidou dele em tantas ressacas, e aturou Dean vomitando e reclamando no dia seguinte.
Tirando seu irmão e Bobby, família e amigos, ninguém nunca mostrou este tanto de interesse por ele. Dean reconhece que tem uma bagagem grande de problemas envolvendo seu pai ausente, a maneira que ele nunca estava por perto durante sua infância, ou como ele saiu da faculdade depois de um ano, ou o temperamento explosivo, o alcoolismo.
Castiel nunca o comparou a John, não nesse aspecto ao menos. Ele diz que Dean tem a coragem e a liderança na sua personalidade, mas ele também lembra a Dean o quão ligado à família ele é – uma das melhores qualidades dele.
Num sorriso torto, Dean continua observando Cas, sem notar que seu amigo estava o olhando com a cabeça inclinada para o lado, franzindo o cenho.
– Algo de interessante que está olhando? – Castiel pergunta, o que faz Dean sentir uma leve vermelhidão nas bochechas.
– Não é nada… ‘Tô com sono.
– Nós devemos ir para a cama. Já está tarde.
– É, é. – Dean vira seu rosto, olhando para seu amigo com olhos pensativos outra vez – Ei-uh… Cas.
– Sim?
Dean bate no vidro em sua mão não certo do que dizer, como expressar sua gratidão. É difícil a ele deixar de lado o seu orgulho e o lado ‘super macho’ e expressar agradecimento a alguém depois de um termino. Ao menos ele não chorou.
– Uh... Obrigado, ‘cê sabe? E-eu não sou boom com esse troço de sentimentalismo, ‘cê sabe, uh... Vocêe sempre me ajuusdou e-
– Dean. – Cas o interrompe.
– Huh?
– Sem momentos água com açúcar.
Piscando surpreso, Dean começa a gargalhar, curvando seu corpo ao ouvir eu amigo citando uma de suas próprias frases.
– Boa jogada, Novak.
– Não há de que. Agora, você precisa de alguma outra coisa?
– Cara, eu tenho um sofah ‘pra dormir, ‘tô bêbado, ‘tô me divertindo com meu melhooor amigo... Eu não preciso de nada! – ele gesticula com as mãos no ar para cima e paa baixo bebendo o whisky enquanto inicia um monólogo – Eu não preciso duma mulher me dizendoh todos os dias como minha vida é ruim.
A face de Castiel fica mais branda conforme Dean começa a descarregar o peso que ele provavelmente estava carregando esse tempo todo.
– Ou, ou como eu faria melhor se terminasseh a Faculdade. Sam também estava estudando, ele precisava do meu dinheiro e ela sabe disso! E então ela quer que eu tome uma decisão! Dane-se isso! Eu tive a decisão de ficar com ela! É tudo uma desculpa, ela não vê isso?! E ela ainda falava mal do meu carro! Eu concertei aquela coisa do zero desde que eu tinha treze anos! E a maneira que ela fala do meu pai?! Eu sei, eu sei que ele é um cara fodido na vida, mas qual é! Ele ainda cuidou de mim e Sam!
– Eu entendo Dean.
– Você entende, certo? Claaro que você entende! Você é meu camarada! Meu melhooor amigo! – Dean ri torto – Eu posso sempre, seeempre contar com você!
– É claro Dean. – Castiel sorri um pouco, porque seu amigo está claramente muito bêbado se está falando essas coisas.
– Certo! Então dane-se aquela mulher! Eu vou achar uma melhor!
– Tenho certeza de que vai.
– Eeee vai ser uma gostosa! Inteligente também! Que gosta de mim por mim, e não o que ela quer me transformar ‘pra que eu me torne. Espera... Isso fez algum sentido?
– Acho que sim. – Castiel sorri a ele tirando o copo de sua mão – Agora, vamos descansar. Você pode ter essa garrafa embrulhada para viajem amanhã de manhã.
– Yey! Você é o melhor Cas!
– Obrigado, eu aprecio seus elogios.
– Não, não, é verdade! – Dean põe uma mão sobre o seu ombro e começa a gesticular a outra na frente de seu rosto enquanto tenta se concentrar nos três “Castiels” na sua frente – Você é engraçado e esperto, um pouco irritante, mas-mas legal, eeee você é meu amigo, e você, você-você, você tem uma tatuagem?!
Dean exclama após notar as formas em negro que estavam desenhadas sobre as costelas do lado esquerdo. Castiel estava usando uma calça de moletom pretas, assim como Dean, porém ele tinha o seu roupão azul o tempo todo. Ele deve ter aberto durante as altas risadas que ambos davam, porque agora Dean conseguia ver claramente a tatuagem em seu torso. E só para constar, Dean não se lembrava de Cas ter essa coisa ali antes.
– Sim? – Castiel respondeu sentindo a mudança de assuntos uma fina linha entre a sobriedade e o desmaio em Dean.
– Cara, quando você fez isso?
– Tenho quase certeza de que foi num par de meses atrás.
Dean ri, respirando fundo a fim de espantar a tontura da sua mente.
– Eu nunca pensei que você fosse o tipo de cara que teria uma tatuagem.
Castiel ergue uma sobrancelha, confuso.
– Posso perguntar o por quê?
Dando de ombros, Dean manteve os olhos presos na tatuagem, tentando decifrar o que as estranhas palavras eram.
– Porqueee você é tipo, o bibliotecário chato que gosta de ficar dentro de casa, lendo com um copo de vinho enquanto escuta mmúsica clássica.
– Primeiramente, vá à merda Dean. Eu sou um tradutor de literatura. Em segundo lugar, vinho é uma excelente bebida e é saudável ao coração, terceiramente, Bethoven é um ícone fenomenal da cultura do mundo.
– De novo: bibliotecário chaaato.
Dean recebe, então, um bem merecido tapa na cabeça.
– Tsk, tãaaao sentimental, Cas.
– Foi você quem provocou.
– ‘Tá, tá, okay. Posso ver?
Respirando fundo em busca por paciência com seu melhor amigo – não que ele estivesse funcionando cem por cento agora – Castiel remove seu robe azul o dobrando na mesa da cozinha, levantando seu braço esquerdo para permitir que seu amigo possa examinar melhor sua tatuagem.
É um design muito bem feito, Dean admite. Ele deixa sua cabeça inclinar para o lado enquanto seus olhos ficam fixos no pedaço de pele pintada. Num movimento involuntário, Dean levanta sua mão e traça com a ponta dos dedos a curvatura do desenho que forma diferentes letras sobre as costelas de Cas. Ela vai da parte de trás das suas costas um pouco acima do umbigo, e Dean escaneou cada detalhe da tatuagem, sentindo-se zonzo devido ao whisky, porém igualmente uma sensação quente estava crescendo nele, seguindo o caminho que sua mão fazia até seu antebraço, então seu peito – que estranhamente começou a bater mais rápido.
Castiel segurou a respiração quando Dean tocou seu flanco. Os dígitos dele estavam meio frios, mas é a intimidade do toque, com seu amigo repetindo o caminho da tatuagem, que causou sua respiração irregular. Algo como um pequeno embaraço se espalha por sua face enquanto ele sentia a mão sobre seu corpo se aquecer a cada segundo que se passava com ela acariciando a pele ali.
Nenhum deles notou que a distancia entre eles havia reduzido. Dean tinha uma mão sobre a cintura de Cas, usando-a para ficar próximo de seu amigo enquanto a outra palma continuava deslizando sobre o desenho nas costelas dele.
Castiel podia sentir o bafo quente saindo da boca partida de Dean batendo sobre seu pescoço, e sua proximidade – de outro corpo tão acerca – estimulava seus nervos, causando calafrios gostosos na espinha.
– É uma bela tatuagem... – Dean fala após longos minutos de silencio, de alguma forma não tão mais bêbado quanto antes, como se de alguma reação química tivesse feito seu cérebro recobrar alguma sobriedade. – Isso quer dizer alguma coisa?
– É... Enoquiano. Uma língua considerada ter sido criada por anjos. Eu encontrei num livro que traduzi. É um feitiço de proteção.
– Feitiço? Anjos... – Dean riu, sem remover as mãos de Castiel – Você é tão nerd, Cas.
– E você é um comediante de quita categoria, Dean. – Castiel deu um sorriso torto
– Hmm.
Estranhamente nenhum deles queria sair daquele meio abraço, onde Dean tinha seus dedos acariciando o físico quente à frente dele, e Cas acabou por colocar sua palma sobre o antebraço de Dean que tateava as linhas da tatuagem.
De repente, Dean está sorrindo, balançando sua cabeça um pouco ao segurar uma risada.
– O que foi? – inquire Castiel.
– Sei lá... Eu nunca pensei que você fosse fazer uma tatuagem. Aposto que você é tipo, uma daquelas pessoas que vai pela ‘diversão’ e acaba tendo uma penca de palavras sem sentido tatuadas em lugares estranhos.
– Como é? – Confuso, Castiel levanta sua cabeça para se encontrar com um muito próximos par de olhos verdes que continuam o encarando. A boca de Dean permaneceu curvada num meio sorriso petulante.
– Aposto que você em uma tatuagem num lugar bizarro. Como, na sua bunda.
– Novamente: como?!
– Com uma daquelas estúpidas frases de caminhão: buzine se você aprova minha direção, ou algo do tipo.
– Dean, eu posso lhe garantir que não há nada tatuado nas minhas nádegas.
– Ah, cara! Se você tiver uma tribal eu vou te zoar pelo resto da vida!
Perplexo, Castiel continuou parado encarando Dean e as baboseiras que ele dizia sem parar numa tentativa de piada, começando a se irritar um pouco.
– Dean eu não-
– É uma tribal não é?! Cara, isso é hilário! Espera até o Sam ouvir isso!
Bufando, Castiel deixou o estranho abraço que ainda acontecia entre eles. Sentindo-se um pouco culpado, Dean estava pronto para se desculpar, mas então – então – Castiel via de costas, vagarosamente inclinando sua cintura para trás fazendo cada banda redonda sobressair empinada. Esta mera visão fez Dean engasgar por algum motivo.
Logo em seguida Castiel causou um ataque cardíaco em Dean quando ele desliza suas mãos em cada lado de seus quadris, escaneando o tecido da calça de moletom, escorregando os dedões na barra e sem pressa alguma escorrega a roupa para baixo, mais e mais, com o material macio caindo no tenro par de nádegas, até que ele para o elástico da calça no início de suas coxas, tendo certeza de que a visão é clara para Dean ter uma perfeita vista das suas costas inteiras.
E, oh, Dean tem uma ótima vista, com certeza.
Não há pensamentos coerentes ou palavras se formando na cabeça de Dean. Ele só consegue olhar e olhar com seus orbes ficando maiores e uma linha negra começar a cobrir suas íris; uma onda de fome crescendo dentro dele por razões que Dean não consegue entender, e tudo o que ele quer agora é enfiar as mãos e a boca naquele delicioso pedaço de carne.
E ele não devia pensar essas coisas. Ele não devia sentir-se atraído por outro cara – por seu melhor amigo, pelo amor de Deus!
Mas Dean é apenas humano, e que batam na cara dele se Castiel não parece extremamente gostoso agora, mostrado uma perfeita bunda nesse mini show de strip-tease...
– Como pode constatar eu não possuo nenhuma tatuagem nas minhas nádegas.
Dean escuta o que Cas está dizendo, contudo seu corpo move-se por vontade própria quando suas mãos apertam os dois lados redondos de Castiel os apertando.
Porra, a pele é macia. E firme. Quente, macio e firme par de nádegas que Dean segura em suas mãos enquanto suga ar pela boca numa respiração faminta.
A ação assusta Cas, que quase cai para frente, mas consegue se equilibrar, apoiado uma mão na parede à frente dele. Quando entende o que está acontecendo uma vermelhidão cresce em seu rosto e Castiel arfa ao sentir mãos fortes que começam a acaricia-lo em doces movimentos circulares.
– D-Dean o que está fazendo?! – ele pergunta meio agressivo, meio excitado pelo toque.
– Hmm... Não sabia que você tinha uma bunda tão maravilhosa, Cas...
Dean pressiona seu peito contra a espinha de Cas se alinhando ali, ainda segurando as nadegas de seu amigo. Seus lábios pressionam um terno beijo na nuca do menor, lambendo e mordendo as laterais se seu pescoço até voltar dando beijos abertos em seu pescoço.
Algo grande está acontecendo, e Castiel não pode permitir que isso continue, mas ainda... Dean está atrás dele, o tocando e beijando, fazendo incríveis sons saírem da garganta quando ele ronrona. E a barba mal feita dele roça na coluna de Castiel causando um calafrio delicioso em cada canto de seu corpo. Entretanto, ele precisa retomar o controle.
– Por favor Dean. Você está bêbado. – ele tenta uma última vez com a ‘bom’ vencendo o ‘mal’ na batalha interior que ele está tendo.
– Você também está.
Não dando chance a Castiel de responder, Dean o gira e pressiona seu corpo na parede, juntando seus peitos e esfregando as peles para cima e para baixo enquanto mordisca a clavícula de Cas, sugando a pele ali.
Um pequeno grunhido escapa de Castiel, e ele nem consegue esconder o volume no meio de suas calças. Dean agarra os dois pulsos dele e os segura em cada lado da cabeça de Cas.
Perplexo, Castiel imita os movimentos que Dean começa a fazer quando avança a cabeça para frente, inclinando sua face para um lado depois o outro, brincando com os lábios de Castiel enquanto ele chega centímetros perto, mas não toca a carne saborosa. Ele encosta o bafo morno sobre a boca de Castiel enquanto assiste o peito de seu amigo preso na parede arfar descompassado. Oh, ele está tão a fim disso. Assim como Dean.
– Cas.
Engolindo seco, Castiel dá um pequeno choro, piscando seus olhos foscos para lutar contra a excitação que estas ações provocam nele. Não é justo. Isto não é nem um pouco justo!
Dean é hétero. Ele sabe como jogar esse jogo sem perder o controle. Castiel era aberto sexualmente desde seus vinte e poucos anos. Há claramente uma desvantagem em quem vai perder essa pequena aposta primeiro.
Que a realidade seja exposta aqui. Dean Winchester é um delirante pedaço de homem. A quantidade certa de músculos delineando cada lugar do seu corpo, com olhos verdes que podem te deixar hipnotizados por horas, uma voz que te compele a fazer o que ele quiser; os lábios carnudos e rosados que pedem para ser constantemente beijados, as pequenas pintas em suas bochechas e ombros, ou como o desenho de sua mandíbula é bem estruturado, sem mencionar o cabelo cor de areia arrepiada que combina com seu físico em um perfeito desorganizado arranjo.
Castiel é seu amigo, mas ele não é cego.
– Escute Dean... Nós deveríamos dormi agora. – Castiel tenta, contudo ele lambe seus lábios em querência – Você... Você não está funcionando adequadamente.
– Oh, acredite Cas – Dean responde apanhando um pulso de Cas e o pondo no meio da sua própria excitação, fazendo Castiel o sentir e soltar um gemido – Eu estou funcionando muito bem.
– Céus... – Cas suspira enquanto Dean faz sua mão apertar sua excitação, fazendo Castiel engasgar um gemido.
– Qual é, Cas... – Dean pede, bufando em sua orelha, aliviando a queimação do seu crescente volume com o toque induzido da mão de seu amigo.
Um ímpeto de adrenalina toma conta dos sentidos de Cas e ele não mais precisa da assistência de Dean para apertar sua mão sobre o tecido macio da boxer, começando a bombear a extensão de Dean. Castiel fecha seus olhos e geme, caindo sua cabeça para trás na parede num respiração profunda, permitindo a Dean mais espaço em seu pescoço. Dean suspira em alívio, dando beijos abertos no maxilar de Cas e o espaço extra na linha do pescoço é perfeita para Dean o atacar com mordidas e beliscadas.
Uivando, Cas move seus dedos para que tracem os deliciosos longos centímetros do membro que ele segura sobre a boxer. Dessa vez é Dean quem choraminga alto, pressionando suas pernas ainda mais contra Castiel, balançando os quadris para cima e para baixo usando a mão de Cas como bem entende.
– Hmm, sim!
Ele balbucia enquanto Castiel se enche de coragem e arrasta a calça de moletom para baixo, indo dentro do tecido da boxer e tocando a pele desnuda com sua palma. Está molhada com o pré-gozo enquanto ele usa essa umidade para escorregar os dedos, movendo da base à cabeça. Cas abaixa o queixo no seu peito e ele pode ver a fissura avermelhada da glande, gemendo leve com a visão da pele cobrindo e descobrindo a ponta, com novas pérolas líquidas brilhando fluindo para fora.
– Porra! ‘Tá tão bom! Tão bom, Cas!
O nome – seu nome – sendo dito por essa voz acorda Castiel do torpor. Merda. Aquele é Dean. Esse é seu amigo. Ele está com a mão lá embaixo; ‘batendo uma’ no seu melhor amigo! Ah, puta merda, o que eles estavam fazendo?! Engolindo seco, Castiel tenta escapar do pequeno espaço da parede em que está preso.
– Deus! Isso tem de parar Dean!
Ele grita, puxando sua mão das calças. Dean não concorda muito bem com a decisão dele. A mão de Cas é pega por Dean imediatamente, grunhindo em frustração ao lamber uma linha de saliva na mandíbula de Cas, então seu queixo, fazendo uma rota pela cútis, parando apenas no seu lábio inferior.
Os olhos se encontram após tanto tempo negligenciando suas visões e lá está um princípio de medo e desejo dançando a mesma musica, porém indo mais fundo naquele par de orbes azuis Dean consegue sentir afeição – assim como Castiel consegue notar uma nota de melancolia no seu amigo. Não é preciso muito mais para entender o que está acontecendo naquele momento, o que Dean está silenciosamente pedindo a Cas.
– Dean, você…
– Só, por favor Cas. Eu só… Só preciso que alguém fique comigo agora.
A voz dele soa quebrada, quase trêmula, com incerteza e um timbre cabisbaixo. Castiel joga a cabeça para um lado com um olhar resignado, e ele consegue enxergar nas feições de Dean um tom de tristeza, perda, em busca de alívio e segurança nos braços de alguém.
– Oh, Dean.
Castiel lamenta complacente, não prestando atenção a nenhuma hesitação. Dean precisa dele, seu amigo sofrendo precisa de Castiel para isso.
Não importa o que aconteça ele não irá permitir que nada estrague a amizade deles. Eles vão lidar com as consequências depois. Nesse momento, tudo o que necessitam é sentir a densidade de um diferente corpo para abraçar e tomar contar.
Numa inesperada demonstração de poder, Castiel libera suas mãos do aperto de Dean para que possa segurar seu rosto e o beijar com vontade.
Por um segundo Dean engasga em surpresa, no entanto não demorar muito para ele afundar no beijo, puxando a cintura de Cas para si e forçando sua virilha no meio das pernas do moreno. O menor geme em alívio na as excitação inchada.
As mãos de Cas massageiam gentilmente a barba mal feita na sua face, dedos afagando a pulsação do pescoço. Enquanto isso Dean o traz para mais perto, abraçando o meio das costas de Cas e o engalfinhando-se no calor de seu corpo que penetra Dean devagar em um abraço morno.
As línguas são um par de carnes derretendo e se misturado numa explosão de sabores, texturas e saliva, cm bocas escorregando uma na outra, com Dean buscando mais da polpa macia da boca de Castiel, enquanto ele se delicia com os lábios avolumados de Dean.
Cas tem o gosto de cerveja barata; Dean tem o cheiro forte do whisky...
Mordendo a ponta do lábio de Cas, Dean causa uma fraqueza nas pernas do menor, e Castiel grunhe sem vergonha um som que viaja até a o baixo ventre de Dean.
Sua boca se abre para beijar Dean com vontade, dando tudo dele para seu amigo sentir, porque se isso vai realmente acontecer, Castiel quer fazer Dean esquecer-se do mundo, esquecer que existe algo além dos dois. Ele quer apagar qualquer pensamento racional de Dean para que ele se concentre solenemente em Castiel.
E Cas alcovita Dean no calor de sua língua, com uma gentil sucção nos seus lábios, puxando um pouco a carne com beijos molhados, dando promessas fantasmas de um toque para que Dean entenda que aquilo é apenas o começo, que se eles realmente sigam adiante ele terá mais disso; toques descarados e sedentas lambidas, fortes puxões, um prazer pesado que vai os reduzir a nada.
Dean arfa quando ele percebe que Castiel está animadamente mostrando uma prova do que ele é capaz; apanhando a nuca de Cas com um choramingo baixo e o trazendo de volta ao beijo.
Não há volta, então.
– Mmm-Dean…
Castiel murmura no beijo e o prazer da sua voz rouca ativa todos os nervos em Dean. Ele desliza uma mão nos ombros de Cas, espalmando os seus braços, apertando as costelas nos flancos de sua barriga, finalmente tocando nas suas pernas para levantar as coxas de Cas e o tirar do chão em um único movimento, batendo suas costas na parede.
Sem perder tempo, Cas envolve suas fortes pernas ao redor da cintura de Dean enquanto ele começa a guia-los na direção do quarto, segurando Castiel pelas suas ancas, com o beijo nunca parando entre eles.
Deveria ser um fácil, excitante e sensual caminhar, porém no primeiro passo, Dean faz os dois enormes corpos masculinos quase cair, precisando usar suas mãos para garrar na primeira coisa que ele encontrou a fim de suportar seus pesos combinados.
Foi dali para a pior.
Eles esbarram nos móveis, algumas coisas caem no chão, como o telefone na sala, um retrato pendurado na parede. Beijar se torna algo bagunçado e seus dentes batem um no outro os fazendo silvar. As pernas de Cas quase caem inúmeras vezes enquanto Dean tenta as manter em volta dele, dizendo palavrões gratuitos como ‘merda’, ‘caralho’, ‘filho da mãe!’, conforme Castiel bufa em frustação.
O caminho até o quarto é preenchido com sons do corpo de Castiel sendo arrastado pelas paredes. Dean morde seu pescoço, o beijando com mais saliva do que necessário, sentindo o cabelo cor de areia ser puxado entre os dedos de Cas durante todo o trajeto.
Dean bate seus joelhos na cama e para. Caindo com um ‘oof’ sobre o colchão eles se encaram por alguns momentos; — arfando – com uma ardência sobre os lugares que ficarão cobertos com manchas roxas em breve.
Dean move sua cintura e acerta Cas ao lado de seu osso ilíaco onde há uma vermelhidão, fazendo Dean se erguer e girar para o lado enquanto xinga um milhão de impropérios antes de olhar Cas de novo.
O moreno está apertando os lábios tentando não rir. Suas bochechas estão vermelhas devido a cerveja e o ar que ele segura – Dean ergue uma sobrancelha completamente confuso – e com essa expressão o olhando, Castiel não aguenta muito mais, estourando numa alta risada, agarrando sua barriga e rolando na cama.
Porque sério, o que eles estavam fazendo? Dois amigos pelados na cama depois de beber...
Soava como um filme de comédia estupida, numa dessas histórias que Dean odiava.
Não muito depois da explosão de risos de Cas, Dean está o imitando, balançando na cama e esfregando seus olhos pra não chorar.
– Isso é engraçado! – Dean fala entre gargalhadas.
– Não me diga.
De repente, Dean senta na cama sobre seus joelhos e dá pequenos tapas no ombro de Castiel o chamando sem parar:
– Cas, Cas, Cas, ei, Cas!
– Sim?
– Quer ouvir uma piada?
– Uh... Okay?
– Nós estamos pelados na cama!
– Tecnicamente estamos meio-pelados.
Eles se encaram por um tempo e por alguma desconhecida razão isto é engraçado o bastante para os fazer rir mais – Dean cai no colchão com seus braços abertos, porque ele está na cama com seu amigo despido, e aquilo é todo e qualquer nível de graça, pensar que está num quarto com seu melhor amigo... Pelado!
– Eu tenho um meio-pelado Cas na caa-ma! – Dean canta as palavras, rindo.
– Pare... Eu não quero rir mais... – pondo uma mão sobre seu estômago, Castiel enxuga as pequenas lágrimas do canto dos olhos.
No entanto suas palavras apenas parecem acordar o lado endemoniado de Dean. Seus lábios mostram um sorriso malicioso ao sentar outra vez, chegando mais perto de Cas.
– Oh, não, não, não, Dean, não se atreva-
Tarde demais. Seu amigo já está em cima dele correndo suas mãos rapidamente sobre suas costelas, fazendo cócegas em Castiel.
– Pare-pare, Dean! – ele ri – Eu não respiro!
– Você ‘tava rindo de mim, agora você vai rir mais!
– Eu não estava!
A pequena briga dura alguns poucos minutos antes de Dean ficar muito cansado para continuar e ele libera seu amigo. Castiel respira fundo enquanto Dean deita ao seu lado, rindo.
– Eu te odeio, Winchester. – Cas diz com ainda um meio sorriso no rosto.
– Nah, não odeia não.
– Primeiro você me faz a promessa de me levar à cama e depois me faz cócegas? Você é irritante!
– Oh, você está triiiste porque eu não tirei suas calças? – Castiel rola os olhos para trás.
– Não fique se achando.
Dean lhe lança um sorriso torto antes de agarras os ombros de Castiel e o prender na cama, traçando seus dedos sobre o tronco dele, sentindo a protuberância sobre a pele tatuada nas costelas de Cas, imaginando como seria lamber ali.
Confuso, o menor inclina sua cabeça e aperta os olhos azuis, mas então... Então ele vê aquele brilho de querência retornando aos orbes verdes, o mesmo que Dean mostrou na cozinha. É o bastante para fazer Castiel sentir o volume em suas calças vibrando em concordância.
Uma pesada bufada sai de sua boca enquanto Dean desce sua mandíbula e a roça sua barba no pescoço de Cas, sua face, tentando alcançar qualquer pedaço sensível nele, começando a descer para seu peito, alcançando com seus lábios as linhas negras da tatuagem e lambendo as estranhas letras. Castiel não controla o gemido que a provocação causa.
É a tatuagem... É tudo culpa da sugestiva tatuagem.
Do nada, o clima entre eles retorna as insinuações calorosas que trocavam minutos antes. É estranhamente incrível como eles conseguem pular da brincadeira entre amigos para um impulso sexual. Estranho, mas igualmente prazeroso.
A fim de parar os toques fantasma, Castiel grunhe, apanhando um punhado de cabelo cor de areia e puxando Dean à um beijo – um de verdade – com bocas partidas, línguas encontrando o sabor um do outro, com a saliva dançando de um lado ao outro num molhado e lascivo beijo.
Ao quebrar contato em busca de ar, Dean lambe seus lábios, pressionando seu corpo para aliviar a queimação sobre seus membros inchados, finalmente usando sua voz mais rouca ao proferir:
– Tire a roupa, Cas.
Continua
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