Sem Compromisso
24 A decisão
Notas iniciais
Temari estava de volta. Quando Sasori anunciou a chegada da loira, Pain deixou de raciocinar. Ele só conseguia pensar que finalmente poderia beijá-la. Fazia seis meses que eles não tinham um contato mais intimo. Whatsapp, facetime, e-mail, telefone ou qualquer outra coisa não era igual a sensação de um encontro de peles.
Ao ouvir que ela estava ali porque queria surpreendê-lo, Pain esqueceu que Konan estava na sala e apenas beijou a namorada. Sentia falta dela, dos lábios, do corpo, da voz ao pé do ouvido, da sensação do arrepio que ela lhe causava. Quando matou esta primeira urgência, a namorada falou que precisavam conversar. Quando lembrou de Konan, a moça já não estava mais na sala. Deidara e Suigetsu já estavam indo embora juntos e Sasori os avisou que precisavam deixar o local.
— Quer ir lá para casa? Podemos conversar tranquilamente lá. – Disse Pain e a loira concordou.
— Acho uma ótima ideia! – Temari beijou Pain e eles saíram da lá de mãos dadas.
No entanto, a conversa foi adiada para a manhã seguinte. Quando chegaram a casa de Pain, Temari e o namorado trataram de matar um pouco da saudade. Eles tinham assuntos para resolver? Tinham, mas ainda eram apaixonados um pelo outro. A distância não tinha apagado o sentimento. Na manhã seguinte, ela o observou até que Pain acordasse. Ele então se arrumou e após o café da manhã o grande momento havia chegado.
— Pronto para a nossa conversa? – Selou os lábios do namorado.
— Pronto. Por onde começamos? – Disse Pain.
— Que tal pela sua traição? – Disse com um semblante mais sério.
— Eu já te disse que não foi por mal. – Acariciou o rosto dela.
— Você e ela voltaram a sair? – Perguntou curiosa.
— Não. Eu conversei com ela que ia te esperar.
— Pain, eu fiquei muito magoada com essa sua atitude.
— E por isso me traiu também?
— Pain, o Shikamaru é um amigo. Acabou rolando porque eu tava carente e triste com você. – Justificou a loira.
— Então, o que nós fazemos?
— Eu não quero terminar. Você quer?
— Ah Temari... é claro que não. – Ao ouvir a resposta, a loira o agarrou e encheu de beijos.
— Tudo vai voltar a ser igual, meu amor. – Jurou.
— Eu espero que sim. – Sorriu.
[...]
Dia 10 de junho, sexta-feira, 11h30
Em Takigakure...
— E aí, Itachi... – cumprimentou Pain ao ver o amigo chegando para a passagem de som.
— E aí, como foi com a Temari? – Perguntando tirando sua guitarra da case e plugando no amplificador.
— Nos acertamos. Você sabe o que aconteceu com a Konan?
— Ah... Lembrou que ela tava no camarim quando você beijou a Temari?
— Lembrei. Eu não fiz aquilo por nal. Foi impulso. – Explicou-se, mas Itachi recriminou o amigo com o olhar.
— Não precisava ter feito aquilo na frente dela. A garota gosta de você.
— Eu sei que errei, mas não pude me conter. Vou conversar com a Konan outro dia.
— A Temari sabe que foi com ela que você a traiu?
— Não. Ela sabe que eu fiquei com uma menina no Carnaval e só.
— Melhor não contar mesmo que é a Konan para protegê-la. Afinal, ela é fã da banda e amiga da namorada do meu irmão. Ela continuará nas nossas vidas.
— Eu sei.
— E a Temari confessou que te traiu também?
— Confessou, mas a gente se ama... Foi coisa de momento.
— Eu posso investir na Konan agora? – Itachi perguntou e Pain se surpreendeu com aquilo. Sabia do interesse do amigo, mas não queria que ele ficasse com a moça.
— Talvez fosse melhor você esperar um pouco...
— Você já decidiu, não?
— Decidi, mas ia ser estranho vê-la com você. Quer que o clima fique chato como tá entre o Deidara e o Suigetsu?– Pain disse isso e, em seguida, o vocalista e do baterista chegaram juntos para a passagem de som.
— Olá pessoal! – Disse Deidara radiante.
— Oi. – Disse Suigetsu.
— Fizeram as pazes? – Perguntou Pain.
— Não brigamos. – Falou Suigetsu.
— E aquilo ontem no camarim foi o que? – Perguntou Itachi.
— Tá, nós brigamos. Mas Deidara me obrigou a fazer as pazes com ele. – Falou Suigetsu.
— Nós somos família, gente! É uma merda ficar brigado com um amigo por causa de mulher. Além do mais, foi só uma aposta! – Deidara afirmou e Itachi pensou no que Pain o havia dito. Não queria brigar com o amigo por causa de Konan. O ruivo decidiu por Temari, mas ainda pensava em Konan. Resolveu esperar. Até porque Konan ainda era apaixonda por seu amigo.
[...]
O show daquela noite aconteceu da forma como esperavam. Casa lotada. Fãs gritando como loucos. Na saída, Karin estava esperando para falar com Suigetsu, mas ele a evitou. Já Deidara a cumprimentou como se nada tivesse acontecido. Itachi quando viu a ruiva com cara de choro pediu para que ela desse um tempo, que ficasse um pouco afastada porque poderia provocar uma nova briga.
— Você não quer separar a banda, certo? – Falou Itachi.
— Não! Claro que não! – Respondeu Karin.
— Então se comporte! Dê espaço para o Suigetsu e não dê trela para o Deidara! – Itachi sorriu Karin o abraçou. Naquele momento parecia indefesa.
— Eu tomei a decisão errada. Jamais deveria ter ficado com o Deidara. – Disse chorosa.
— Karin, escuta bem... todos nós cometemos erros. Você não é a primeira e não vai ser a última a se levar pelas emoções. Mas talvez seja a hora de pesar suas atitudes. Você ficou com todos os caras da banda. Você pegou até o meu irmão! Eu não julgo isso, mas é uma coisa perigosa de se fazer. O Suigetsu gostava se você. Ele agora tá magoado. Se para você era diversão, tinha que ter deixado claro pra ele... – Aconselhou Itachi ainda abraçando a ruiva.
— Acho que descobri tarde demais que estou apaixonada pelo Suigetsu... – Agora ela chorava e Itachi a largou e secou suas lágrimas.
— Agora você tem que arcar com a consequências! Você pegou o Deidara porque quis... Ele contou para o Suigetsu que foi você que o agarrou ou ele mentiu?
— Ele me beijou primeiro, mas depois eu me envolvi e agarrei sim. Eu tinha curiosidade. – Confessou a ruiva.
— Já disse. Eu não vou julgar você.
— O que o Suigetsu acha de mim agora?
— Sinceramente, ele acha que você não é a garota certa para ele.
— E o Deidara?
— Primeiro: fique longe do Deidara. Ele só pegou você para mostrar ao Suigetsu que você não o amava.
— Aquele loiro imbecil! – Karin xingou.
— O loiro imbecil só queria proteger o amigo. Ele sabe da sua fama. Sabia que você lá no fundo tinha curiosidade sobre ele. Deidara só usou isso a favor do que ele acredita ser o certo.
— O que é o certo pra ele?
— Manter os amigos longe de mulheres como você.
— Como eu?
— Sim, que são curiosas demais. Mas agora é melhor eu ir. Temos que ir para o hotel porque amanhã temos um novo show. Você estará aqui?
— Sim, mas acho que não na grade.
— Ok. Tchau. – Itachi deu um beijo na testa de Karin e entrou no carro com Sasori. Os amigos já tinham ido na frente.
Durante o caminho, pensou sobre a situação complicada em que Karin se metera. Ela não era uma má pessoa, mas era muito afoita com os homens. Ele não gostava de julgá-la como uma qualquer como Deidara fazia, mas não admirava a postura da ruiva.
Ele foi o primeiro da banda que caiu nos seus encantos, depois foi o seu irmão, aí Pain e depois Suigetsu. Ele sabia que Karin achava Deidara interessante e que o queria em sua lista. A única coisa que a ruiva não calculou bem foi que pegar o loiro a faria perder a confiança de Suigetsu.
[...]
De volta a Konoha...
Dia 14 de junho, terça-feira, 10h42
Naquela manhã, o food truck Guloseimas da Konan estava ancorado na entrada do Museu Estadual de Konoha. Pain havia mandado uma mensagem para a moça, pedindo para que conversassem e ela disse que seria melhor que se encontrassem em um lugar público. Quando o baterista chegou até onde o food truck estava parado, Konan pediu para que Tsunade continuasse atendendo os clientes para que ela falasse por alguns minutos com o Pain.
— Fiquei feliz de ter aceitado conversar comingo. – Disse Pain assim que se sentaram num banco próximo ao museu.
— Só quero por um ponto final nisso tudo. Já sei qual a foi sua decisão, não é mesmo? – Falou serena e Pain assentiu.
— Sinto muito pela forma como aconteceu, mas você sabia que era provável que eu me entendesse com a minha namorada, não é mesmo?
— Claro. Eu entendo. Quantos anos estão juntos mesmo?
— Um ano e oito meses para ser mais exato.
— Desejo que seja feliz. Só isso.
— Obrigado pela compreensão. Sei que te machuquei, mas eu não desejava isso. – Afirmou Pain, enquanto Konan se controlava para não chorar.
— Eu sei. – Konan se levantou – Preciso voltar ao trabalho!
— Nos vemos logo? – Perguntou Pain.
— Sinceramente, eu não queria ter ver tão cedo.
— Você não vai conseguir me evitar pra sempre, Konan.
— Eu sei, mas, pelo menos até te esquecer eu gostaria. – Konan virou as costas e foi andando até o food truck chorando. Pain então fez o caminho contrário e foi embora.
— Konan, que chororo é esse? – Estranhou Tsunade.
— Acabou, Tsunade. – Konan então secou as lágrimas.
— Esse menino não te amava, garota! Você vai encontrar um cara legal. Viu a Sakura? Ela pensava que ia morrer sem o Sasori e ta aí feliz com o Sasuke agora!
— Verdade! – Konan voltou a trabalhar e pensou nas palavras de Tsunade para ela. Ainda se lembrava do quanto a amiga tinha sofrido com o fim do namoro com Sasori. Talvez fosse até demais comparar sua dor com a da amiga. Afinal, Sakura ia casar com Sasori quando ele a magoou. Já ela e Pain não tiveram nada mais do que uma transa no Carnaval e dois encontros posteriores. Ele a avisou que não era sério, por mais que gostasse dela, existia uma namorada que voltaria um dia para ele. Talvez tivesse sonhando demais.
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