— Está bem menina, mas antes me diga tudo o que sabe, vamos! — Disse Sergei, sem muito sucesso se manter paciente.

— Antes por gentileza, pegue o lápis e o bloquinho de papel que estão guardados na segunda gaveta da direta, embaixo de uma pedra de crack.

Embora resistente Sergei atendeu o pedido de Selena.

— Para que você quer isso garota? Não é hora de realizarmos anotações. — A paciência dele estava se esgotando, Selena podia ver isto claramente e cada movimento de seu corpo.

Com uma velocidade sobrenatural, Selena pós gentilmente a ponta do lápis sobre o papel e começou a desenhar um rosto fiel de um rapaz.

— Pronto, aqui está nosso assassino — Falou Selena, satisfeita com o serviço e entregando o bloquinho ao Sergei – Estranho este rosto me parece familiar, ele se parece com o que eu vi hoje no elísio.

— Este bastardo é um novo membro dos Ravnos.

— Entendi – Selena começou a olhar fixamente o desenho — Acho que sei como termina está história. — Dando as costas para Sergei, Selena se pôs a andar — Vamos, aqui não tem mais nada para nós.

Quando saíram, avistaram debruçada sobre o parapeito da Janela, a senhora que a ajudou fumando, por educação Selena apenas acenou e foi ao seu carro.

— Nós encontramos no Central Park garota — Disse ele, colocando o capacete em sua cabeça.

Mas como de rotina, antes de entrar usei minha velha habilidade de olhar o passado, e para minha infelicidade Luiz estava nele deitado em baixo do carro.

— Sergei, antes de ir poderia olhar um negócio aqui em baixo, por favor.

— Não.

— Por favor! – Selena começou a utilizar os seus dons.

Saindo de cima da moto, ele se deitou e começou a olha por debaixo do carro, Renoir foi e encostou na moto.

— Agora eu entendo o porquê a Katty tem tanta atração por você. — Soltando uma risadinha maliciosa.

Voltando sua atenção a moto, começou a ver novamente Luiz mexendo no motor.

— Menina, cortaram o seu freio, terá que pegar um táxi. — Falou Sergei limpando a roupa.

— Nós, teremos que pegar um táxi. — Disse Selena o corrigindo-o e apontando para o motor da motocicleta.

— Quem foi o bastardo que fez isso?

— Foi nosso querido e novo delegado, Luiz Ramirez, mas por que ele faria isso?

— Pode ser porque o garoto que você desenhou é assistente dele e para salva ló de acusações, ele mata todos que estão perto da verdade.

— Precisamos ir ao Elísio o mais rápido possível, preciso tirar algumas dúvidas com Michaella e as demais harpias.

— Teremos que fazer isto amanhã, já está quase amanhecendo. — Falou Sergei olhando no relógio.

O taxista não demorou para chegar, fomos calados até nossas respectivas residências, o taxista não entendeu o porquê Sergei queria ficar no Central Park e a mim, temporariamente, a minha era a casa de Michaella. Quando cheguei peguei algumas folhas de sulfite e comecei a ligar os pontos que eu havia descoberto, mas uma dúvida ainda pairava sobre minha mente, porque será que Luiz e seu assistente estão fazendo todos estes assassinatos, o que eles ganhariam com isso?

Notas finais
Apresento-lhes Sergei.