Selecionando A Curtição
4 Cap. 4
Todas se encontraram e resolveram que era a hora de ir embora, só não encontravam Kaio. Ligaram várias vezes e só dava na caixa de mensagem. Deduziram que ele havia ido embora e resolveram ir também... O problema era: como iriam?
Não havia mais ônibus e não tinham dinheiro pra taxi. — Vamos apé. – Marlee sugeriu. E foi o que fizeram, não tinham outra opção. Afinal, elas queriam perder alguns quilinhos mesmo. O caminho não parecia ser tão longo enquanto conversavam. Marlee continuava encalhada, não que ela ligasse. — Só fui a caça, porque caçar que é bom nada. – Falou calma, não era nenhuma novidade. — É eu vi a sua caçada. Que tipo de caçador fica esperando a presa vir?
Apesar de rir com as amigas, América ainda estava com raiva.
— Eu até tentei me divertir, mas acabava olhando para Maxon. Se bem que também vi ele olhando pra mim algumas vezes, e nem desviava o olhar. – Falou com um sorrisinho bobo.
Amberly nem estava prestando a atenção, e as duas logo perceberam.
— No que esta pensando? – Marlee cutucou a barriga da irmã.
— Ou em quem? – América cutucou o outro lado.
— No 3B.
As duas olharam com cara de interrogação e soltaram um “Ahn?”
— Bonitão que Beija Bem. Acho que estou apaixonada.
— Também conhecido como: estou bêbada. Faz um quatro com as pernas! – Marlee brincou.
— Só bebi um copo. – Amberly se defendeu.
— Como? Achei que não tinha dinheiro.
— E não tinha, o 3B que comprou para nós.
— E como você sabia que lá dentro não tinha um “boa noite Cinderela” ? Você agora poderia estar no mato, mortinha.
Com cara de espanto Amberly disse. – Credooooo! Cade a madeira? Bate três vezes! Pensei que eu fosse a irmã mais velha aqui.
Na metade do caminho, um carro se aproximou, as três estavam tremendo, mas não era de frio. Estavam com medo. Continuaram agindo normalmente e apressaram os passos, o carro ia andando lado a lado com elas quando a janela do vidro se abriu.
— Entrem no carro. – Uma voz grossa falou.
Nenhuma das três olhou.
— É sério, querem uma carona?
Amberly abriu um largo sorriso quando o reconheceu, era o homem que ela havia beijado e nem sabia o nome.
As três, cansadas, pularam para o banco de trás.
— Ei... se for pra eu ir de taxista vou ter que cobrar.
Todos olharam para Amberly. Ela sacou a indireta e passou para o banco da frente.
— Qual é o destino, senhoritas?
— Casa. – Marlee respondeu chateada por sua única opção.
— Não querem ir comigo para a casa de um amigo? – Fez o convite esperançoso.
— Gato e solteiro? – Se animou.
— Fica para proxíma. Está tarde. – Pediu América.
— Na verdada está cedo. Olha! O sol está até aparecendo. – Brincou o homem.
— Bela tentativa, mas fica para outro dia – Amberly piscou.
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