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11 Capítulo 12 - Você está com ciúme?
Notas iniciais
–Que pergunta e essa, Andrew? -Indigno-me.
–Preciso saber, Rafaela. Hoje mandei cinco garotas irem embora. Sobraram vinte e eu preciso saber se deixa-la aqui... Se me apegar mais a você... -Ele não completa. Mas logo joga a pergunta: -Nós temos chances, Rafa?
E sim, por mais que eu soubesse que ele iria perguntar ela me pega de surpresa, essa pergunta.
Eu não sei o que responder e acho que meu coração parou de bater.
–Responde. -Pede ele, suavemente.
–Eu... -Começo a falar, mas hesito e acabo dizendo: -Isto é estranho para mim. Eu nunca falei de meus sentimentos para outra pessoa, Andrew.
–Isso não responde á minha pergunta.
Sento-me na cama.
–O que você sente por mim, Andrew? -Pergunto a ele.
Isso o pega de surpresa, posso perceber.
–Me diz. -Peço.
Ele hesita.
–Gosto de você. -Diz ele, depois de abrir a boca duas vezes e não deixar as palavras saírem de sua boca.
–Quanto? -Insisto.
–Isso não vem ao caso.
Eu rio ironica.
–Vem, vem ao caso sim. -Digo.
–Muito. -Ele murmura.
–Eu também. -Sussurro com a cabeça baixa.
Por que tenho que ser tão tímida e insegura?
Isso é o suficiente para Andrew se aproximar de mim, tirar o cabelo de meu rosto e colocar suas mãos a cada lado de minha face. Meu rosto está entre suas mãos.
Eu sei o que ele vai fazer.
Ele sabe.
Aproximamos nossos rostos, aos poucos.
Estou de olhos fechados.
E então sinto seus lábios nos meus.
De primeira nós apenas deixamos nossos lábios juntos, delicadamente separados. Depois nos beijamos.
Andrew colocou seus braços em volta de minha cintura e puxou-me contra sí.
Por um momento fiquei com as mãos em seu peito, agarrada à sua camisa. Depois deixei que meus braços se enrolassem em volta de seu pescoço e minhas mãos ficassem entre seu cabelo.
E então a porta se abre.
Afastamos-nos ofegantes e surpresos.
–Oh, perdoe-nos. -Diz Day.
Apesar se estar ofegante, consigo rir. Talvez de alívio.
Ela fecha a porta e eu olho para Andrew.
Ele vem até mim, e como antes, sela nossos lábios com ternura.
E então eu percebo o quanto o amo.
Ele se afasta de mim com um suspiro no rosto. Levanto a cabeça um pouquinho, apenas para ver seus olhos e sorrio também.
Minutos depois, deitados de costas na cama, viro-me de lado, apoio meu cotovelo na cama e minha cabeça em minha mão fechada e solto a pergunta:
–Você já namorou, Andrew? -Não, não entendo o por que mas é esta a pergunta que saí de minha boca.
Ele se vira para mim, do mesmo jeito. E franze a testa.
–Ahn? -Ele pareceu-me confuso e depois riu. -Você está com ciúme, Els?
Ele acabou de me apelidar ou é impressão minha?
–Não... Quer dizer, é idiota que eu fique com ciúmes com o fato de que estou aqui com mais não sei quantas garotas que ficam correndo atrás de você o tempo todo e que me olham de cara feia porque já estão desconfiando que passamos tempo de mais juntos e... -E ele me cala com um beijo.
–Como você aprendeu a beijar tão bem assim se não na prática? -Murmuro quando seus lábios já não estão nos meus, mas estão próximos o bastante para que eu possa sentir sua respiração e quase sentir seus lábios levemente.
–Pergunto o mesmo sobre você. -É o que ele responde.
Confusa, franzo a testa.
–Você realmente acha que eu tive tempo de conhecer alguma garota dentro desse castelo, Rafa? Você acha que alguma vez eu fui até alguma casta? Qualquer que seja?
–Você pode ter conhecido alguma princesa. -Insisto.
–Só algumas garotas fúteis e sem conteúdo. As quais eu jamais me interessaria.
Ele dá um pequeno sorriso e eu o beijo, em um impulso.
E, novamente, a porta se abre depois de dois toques na porta e eu me separo de Andrew praticamente o empurrado com força e olho.
É Renata.
Espanto-me.
Ela parece surpresa, não a julgo, ontem mesmo havia dito a ela que não havia nada entre Andrew e eu, que éramos apenas amigos e que eu não queria nada com ele.
–Oh... Oh, desculpe. -Ela falou, fechando a porta.
–Renata! -Chamo-a e ela abre a porta novamente.
Levanto-me da cama e viro-me para Andrew.
–Já volto. -Falo para ele e então saio com ela.
–Uou. -Ela diz.
Rio nervosa.
–Desculpe... Por ter entrado assim. -Pede ela.
–Capaz, você bateu... Não está brava comigo? -Pergunto.
–Por que estaria?
–Porque... Bem, estávamos nos beijando e...
–Rafa, nós todas estamos competindo por ele. Você também está, por mais que negue.
E então percebo que sim, eu vou lutar por ele e quem vai decidir se vamos ou não ficar juntos será ele.
Eu assinto.
–Mas eu disse que não havia nada entre nós. E não havia... Eu acho. Eu não queria. E...
–O.k, isso está bastante confuso. -Ela ri.
–Eu sei, nem eu me entendo. -Digo.
–Tudo bem, Rafa. Não importa. Agora volte lá porque o príncipe a aguarda. -Ela sorri.
–Obrigada. -Digo percebendo que Renata é a melhor amiga que eu nunca tive, de verdade.
E então volto para meu quarto.
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