Selecionada

26 Capítulo 27- Nem eu sei quem sou


Notas iniciais
Acho que esse capítulo ficou grande, enfim, não vou fazer o que ia... Mas acho que vou fazer algo que será meio que pior... Mas depois de terminar a fic, porque aí vai ter tipo um extra com alguns capítulos... Heahueh. Querem? Porque se continuar nesse ritmo a fic já vai terminar. Espero que gostem e desculpem se houver erros.

–Que droga! -Xingou Leonardo, e eu já estava com meu coração saindo pela boca.

Não tinha para onde fugir, o local era pequeno e eles abririam a porta a qualquer momento. E então do nada Leonardo me puxa contra ele, minhas costas batendo em seu peito e seu braço prendendo meu pescoço, não com muita força.

–Que raios você está fazendo? -Xingo entre dentes.

–Eu sim, você não. -Ele diz.

–O quê? -Mas não dá tempo de explicar, ele murmura um 'eu te amo' e então a porta se abre. Andrew, o Rei e dois Guardas chegam.

Merda!

Olho para eles espantada, mas eu realmente não ouço muita coisa, os olhos de Andrew estavam com muita raiva, e então eles se encontraram com os meus com preocupação.

Eu sou uma péssima pessoa!

Eu não sirvo para Andrew. Eu sou uma idiota! Como ele pode querer alguém assim?

Meus olhos se enchem de lágrimas mas eu não vou chorar ali.

–Solta ela. -Andrew manda, com uma voz autoritária.

E então eu entendo, quer dizer, Leo estava assim porque ele não queria que eu levasse a culpa de trair o príncipe e... Bem, vocês já sabem. A lei foi modificada, mas não tanto fora dos padrões, Maxon era rígido mas nem tanto. E se alguém tivesse que ser machucado, seria ele. Por isso o ''Eu sim, você não''. Entrei em estado de alarme e pavor. Que merda Leonardo estaria pensando, agora?

Eu olhei para Andrew quase que com súplica. Ele franziu a testa olhando para mim, como se não entendesse, e então eu movi meus lábios em um 'por favor' e olhei para os Guardas e para o Rei. Cutuquei Leonarno na barriga sem que ninguém visse e ele me soltou.

Andrew entendeu. Ele assentiu, engoliu e falou: -Pai, por favor, pode nos deixar a sós?

Maxon o olhou como se perguntasse se ele estava louco, Andrew o olhou com aquela cara que conseguiria tudo de todos, mas ao mesmo tempo séria, e então Maxon assentiu.

–Precisa de algum Guarda? -Questionou o Rei, já quase saindo.

–Não, estamos bem. -Ele olhou para mim e eu assenti meio desnorteada. Sim, eu contaria tudo, dane-se, ele merecia saber.

O Rei e os Guardas se retiraram, fechando a porta e nos deixando sozinhos.

Nós relaxamos, só então eu percebi o quanto estava tensa.

–Você está bem? -Perguntou Andrew para mim. Eu assenti

–Esse é o...Leonardo. -Falo meio sem jeito, apontando o polegar para Leo que estava atrás de mim.

–Imaginei que fosse aquele seu amigo, certo? -Questionou Andrew. Apertei meus lábios, fechei os olhos e os abri.

–É, é ele. -Falo. -Eu disse que tinha visto alguém conhecido, lembra? -Pergunto, eu estava muito nervosa e não sabia como agir.

–E o que faz aqui... -Ele pausa, não lembrava o nome, provavelmente.

–Leonardo. -Disse Leo.

–Rebelde. -Falou Andrew. Aperto os lábios e respiro fundo.

–Eu queria ver a Rafa. -Explicou Leo.

–E por isso se juntou aos Rebeldes? Você nunca parou pra pensar que talvez fosse tarde demais? Quer dizer, vir atrás da Els... Aqui...

–Els. -Riu Leo, ironico. Meu estômago estava se contorcendo. -Não foi o que me pareceu... Digo, que seja tarde de mais.

Eu me contive para não abrir a boca, acho que iria vomitar.

Eles continuaram falando algumas coisas e eu estava tão nervosa, quer dizer, eu não sabia no que daria e isso prejudicaria Leonardo... Mas ao mesmo tempo eu sabia que Andrew não faria algo que o machucasse e então eu estava passando mal porque não aguentava mais tantas dúvidas e eu só comi barra de cereal e bebi água o tempo todo... E então Andrew para:

–Você está bem? -Ele diz apertando meus braços. Eu assinto, mas eu estava tonta e provávelmente minha pressão tinha baixado porque eu estava suando frio, então isso não o convenceu,

–Não, não está bem. Quando vai parar de mentir pra mim? -Ele perguntou calmo, mas eu percebi algo em sua voz, desapontamento, raiva, tristeza... Tudo.

–Eu não menti pra você. -E então eu viro para o lado e vomito. Praguejando. -Exceto agora. -Consigo dizer. E vomito de novo -Por favor, saiam daqui. -Mas ele não sai, nenhum deles sai. Andrew se aproxima de mim e pega um balde que tem por perto, ele puxa e coloca o balde na minha frente. Andrew tira meu cabelo do rosto e me ajuda a sentar, sento em cima de minhas pernas, ficando meio que ajoelhada no chão.

Não consigo agradecer, eu vomito de novo.

–Faça algo de útil e vá chamar alguém. -Diz Andrew para Leonardo. Eu percebo que demora um segundo, mas ele sai.

Eu paro de vomitar.

–Está melhor? -Andrew questiona, passando as mãos em minhas costas. Eu assinto.

–Não está mentindo, está? -Ele questiona.

–Miha pressão deve ter baixado um pouco. -Admito. -Eu não menti pra você quando disse que te amava. -Falo e acabo me impulsionando para cima de novo, agarrando-me a ponta do balde. Mas nada sai.

–Você não deveria me ver assim! -Exclamo com uma voz meio manhosa.

–Haja o que houver, não vou deixá-la. -Ele disse com a voz calma.

Sorrio fraco.

–Eu também não. -Disse olhando para ele, que estava sentado no chão ao meu lado e coloco a cabeça em seu ombro.

–Você está suando frio. -Ele diz passando a mão em minha testa.

–É a pressão, eu disse. -E suspiro. -Andrew, me desculpa. -Falo com a voz fraca.

–Você não fez nada de errado. -Ele disse.

–Fiz. Eu fiz sim. Nós nos beijamos. -Senti ele contrair os músculos ao meu lado e engolir em seco.

–Eu também beijei a Sabrina, lembra? -Ele tentou manter a voz controlada.

–Mas eu não deveria ter feito isso... É que... É difícil, sabe? É... Estranho. Quer dizer, quando eu estou com você esqueço dele, só existe nós dois. Mas quando ele aparece... -Deixei a frase no ar.

–Você fica em dúvida, me esquece... Eu sei.

–Eu não esqueço você, eu só consigo me lembrar que o que estou fazendo é errado, Andrew. Eu não mereço você e o carinho que você me dá. Eu não sou boa o suficiente. -E nesse momento eu já havia tirado minha cabeça de seu ombro e o estava olhando.

–Não repita isso, você não tem ideia de quem é.

Ele estava certo, eu não me conhecia, eu podia ser pior que isso e não tinha ideia de quem eu era. Eu nunca imaginei que estaria nessa situação de agora... E então Day, Lizzy e Luci chegaram quase correndo trazendo panos e desesperadas.

–Rafa, a senhorita está bem?

–Ficamos preocupadas.

–Não se preocupe, nós limparemos tudo isso.

Elas diziam praticamente juntas, Andrew olhou para mim e sorriu.

Ele moveu a boca em um ''viu?'' e eu revirei os olhos. Nós sorrimos e então eu me virei para as garotas.

–Eu estou bem, agora, gente. Não foi nada de mais. -Sorri para elas e tentei me levantar, mas minha perna estava adormecida e eu caí por cima de Andrew que segurou minha cintura e riu. Eu corei. Leonardo já estava de volta. Andrew me ajuda a levantar e ele chega perto de mim.

–Acho então que isso é um adeus. -Diz Leo em minha frente. Eu pulo com apenas um pé, o outro ainda estava dormente, e o abraço. Ele retribui.

–Não devíamos ter feito tudo isso, você sempre será meu melhor amigo. -Eu me afasto e o olho, sorrio.

–Você também. -Ele sorri e me beija na bochecha. Ele me solta e olha para Andrew:

–Se você não cuidar bem dela aqui, eu volto pra te bater. -Ameaça-o.

Eu aperto os lábios e vejo-o partir.

Notas finais
Minhas aulas começam amanhã, então amanhã eu já não posto... Vamos ver como vai ser, mas de qualquer modo eu vou escrever no celular e depois quando estivem em casa eu digito aqui... Não abandonem a fic, adoro vocês. Obrigada!