Seleção da Sorte
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Alya e eu sentamos no mesmo sofá de ontem depois do café da manhã.
-Mari, me conta tudo sobre o seu encontro.
-Sabe Alya... foi um encontro normal, nós conversamos e essas coisas. Nada demais.
-Você tá com vergonha de falar, — ela deu uma cotovelada de leve no meu braço — mas tudo bem. você viu o que aconteceu... — ela parou e olhamos para a garota que tinha parado na nossa frente e bloqueado o Sol. Chloé.
-Olha o que temos aqui Sabrina, Marinette Boboca-Cheng. — a ruiva riu.
-Chloé, por favor, não arrume encrenca. — disse a kwami, Bee, voando sobre o ombro da loira.
-Agora não Bee. Sabe Mari, — não te dei essa afinidade — não se sinta tão especial só por que teve seu encontro. O príncipe só estava com dó e logo irá te mandar fazer companhia para Aurora. — Não é Sabrina?!
-Claro Chloé. — Sabrina seguiu Chloé para longe de nós segurando a bolsa de maquiagem da loira.
-Me segura ou eu vou... — disse Alya levantando e serrando a mão. Segurei ela.
-Não vale a pena. — a rainha entrou no Salão das mulheres — Senta aí.
-Bom dia senhoritas, — o sorriso dela refletiu o Sol — hoje vocês participarão do Jornal, mas não se preocupem, não terão que falar nada. Além disso vocês terão agora sua primeira aula de geografia e história, certo Natalie. — a mulher concordou.
Todas nós nos levantamos e seguimos Natalie para uma sala onde já havia sido a cozinha do palácio, apesar dos fogões e geladeiras cobertos por panos, a sala era gigantesca. Todas nós nos sentamos e ouvimos Natalie falar por horas sobre o Palácio do Louvre, o Trocadero e outros monumentos fantásticos de Paris, foi uma aula tranquila, tranquila demais, não foi difícil descobrir que Chloé não estava lá e menos difícil ainda descobrir que ela estava num encontro.
*
—Eu me sinto de volta a escola. — reclamou Alya — Eu já fiz umas duzentas vezes uma redação sobre meu monumento favorito de Paris, e acho que vou ter que fazer de novo. — ela caiu na cama dela.
-Você ouviu a Natalie ela vai entregar os papeis para o príncipe e depois vai haver um sorteio e a sortuda vai ter um encontro no lugar favorito com o príncipe. Mas agora me explica direito o negócio da Aurora.
-Você não soube? Ela foi mandada para casa ontem mesmo. Parece que ela roubou um colar de pérolas da Chloé, você não notou que ela não estva no Café da Manhã? — neguei — Bem... vamos começar a redação quero passar o resto do dia me preparando para o Jornal.
A Alya seria uma ótima rainha, até melhor do que eu e isso dói bastante de falar. Talvez seja hora de eu mostrar para mim mesma que sou digna do príncipe e da coroa. — coro só de pensar.
Meu monumento favorito é: a Torre Eiffel. Com seus 324 metros de altura, ela se destaca na cidade e ilumina como um farol. A Torre Eiffel foi construída no ano de 1889 para a Universal Exposition. E quase foi derrubada. É, mas se manteve de pé. E acho que é isso que eu mais gosto nela. A Torre Eiffel é indestrutível.
-Terminei. — falamos juntas.
-A minha é sobre o Palácio do Louvre, foi lá onde fiz minha primeira reportagem.
-A minha é sobre a Torre Eiffel.
-Vou tomar um banho agora, e aconselho você a fazer o mesmo.
-Mas, falta duas horas para o jornal. — ela deu de ombros e me levou até a porta.
-Eu sei, mas tenho muita coisa para fazer, você não tem ideia. Tchauzinho.
*
—Você entendeu o que aconteceu no quarto da Alya? — perguntei a Tikki, enquanto ela preparava a banheira.
-Ela só está concentrada na Seleção, vocês são amigas, mas não podem esquecer o por que estão aqui.
-Eu sei. — bufei.
*
—Sai do banheiro e Tikki estava concentrada encarando um manequim.
-O que você está fazendo? — ri.
-Tentando imaginar o vestido perfeito, hoje as pessoas terão a primeira impressão de você. E ela tem que ser boa.
-Um vestido básico está bom.
-Não, não está. Eu ouvi da Bamboo que as selecionadas vão copiar o seu estilo básico, já que você foi a primeira a ter um encontro. Seu vestido tem que ser fantástico.
-O que tem em mente?
-Isso.
O roupão que eu usava foi substituído por um vestido branco e rosa, com renda cinza e flores rosa por toda parte branca. O vestido era segurado por duas alças finas e as costas eram abertas. Meu cabelo preso por duas maria-chiquinhas formaram um coque perfeito.
-Perfeito Tikki, onde você tirou essas ideias de desing?
-Do seu livro de rascunho boba. Quer ir agora?
-Claro, é bom chegar cedo.
O salão onde sempre acontecei o jornal era do lado da biblioteca, Denis, o apresentados lia suas falas, os criados arrumavam as cadeiras e as selecionadas ficavam numa espécie de camarim. Alya ficava perto da porta me esperando.
-Oi Mari... wow que vestido fantástico.
-O seu também Alya. — era com vários tons de verde.
-Eu vou pegar água você quer? — neguei.
-Eu vou dar uma volta.
Andei o bastante para ficar longe do olhar de todas as selecionadas, mesmo pensando estar sozinha, eu não estava. O sorriso malicioso, o olhar invejoso, Chloé.
-Olá Marinette, que vestido lindo, cheio de detalhes, cores. — ela disse passando a mão no vestido completamente amarelo — Eu vou te dar duas opções, ou você me dá seu vestido agora, ou eu arranco ele do seu corpo. — rosnou.
Virei de costas e tentei correr, mas os saltos não ajudavam. Ela pôs a boca na minha ,mão para abafar meu grito, puxou minha cabeça pelo coque, desmanchando ele. Sem tirar a mão da minha boca, ela tentava tirar o vestido pelas alças, sem dar a mínima importância aos botões. Mesmo me sentindo imobilizada, giro meu copo atirando ela para longe.
-Meu trabalho foi feito, — ela mostrou o braço com marcas de arranhões, que eu sem querer tinha feito — se falar qualquer coisa eu te denuncio por agressão. — ela saiu rebolando.
-Marinette, seu vestido, seu cabelo.
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