Sekai no Sozokujin: Laços mais que eternos.
5 Aquilo que ainda nos resta.
Notas iniciais
“Não fique
Esqueça nossas recordações
Esqueça nossas possibilidades
No que você estava me transformando?
Apenas faça-me voltar ser o que eu fui
E não fique
Esqueça nossas recordações
Esqueça nossas possibilidades
Leve toda sua infidelidade consigo
Apenas faça-me voltar ser o que eu fui
E não fique”
—Don't Stay, Linkin Park.
•
—Eu não quero vê-la. -A Uchiha pronunciou para si mesma, ainda sentada de forma impotente no chão. Seus olhos ardiam pelas lágrimas seguradas, e tinha as mãos postas sobre o rosto, como se estivesse com vergonha de si mesma. Ainda que não entendesse, provavelmente estava. Tinha seus ex's companheiros de time porta afora. Todos eles. E aquilo a deixava inquieta, incapaz de processar quaisquer possibilidades para contornar aquela situação.
Um breve, confuso e extremamente baixo diálogo ocorreu no lado de fora, abafado pelo nervosismo da Uchiha. Ouviu a porta abrir e fechar rapidamente e, numa reação um tanto quanto repentina, fechou os olhos apertadamente. Não queria ouvir. Não queria.
—Se não quiser visitas, eu digo. -Seu coração tranquilizou-se um pouco. Era Mitsuki quem falava, segurando-a delicadamente pelos braços, ajudando a garota a se levantar. Hitomi respirou fundo, deixando-se ficar de pé e caminhando de volta à maca. Cansada, mas perfeitamente bem. Saudável, mas em constante destruição. — Posso dizer que não está se sentindo bem.
"Não seria uma mentira." Suspirou, dando um breve sorriso ao menino de cabelos azuis.
—Valeu, Mit. — Com o agradecimento, o menino encarou-a de forma preocupada.
—Sabe que ela só está preocupada, não sabe?
Hitomi evitou olhá-lo, deixando parte do cabelo escuro cair sobre o rosto. Olhou para a janela, quase desejando que a claridade exacerbada a cegasse.
—Eu não me importo.
Mitsuki calou-se, e a Uchiha não mais voltou a vê-lo, nem mesmo ao ouvir a porta abrir e se fechar novamente.
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—Tudo bem. -Boruto suspirou. Não podia negar que sentia-se um tanto quanto decepcionado com a notícia dada pelo colega, mas não poderia fazer nada em relação àquilo. Se Hitomi não se sentia bem e era de seu desejo que a deixassem só, então deveria respeitá-la. Levantou-se com facilidade, embora sentisse o corpo pesado, e seus olhos voaram de encontro à irmã, que sentava-se ao seu lado, exibindo uma postura pensativa. Tinha os cotovelos apoiados nas pernas, e os cabelos caíam como uma cascata rosada, ocultando seu rosto. Sentada daquela forma, tão silenciosa quanto uma alma e vestindo o uniforme, parecia ter cerca de vinte e cinco ao invés de quinze.
—Hokuto. -Chamou, encarando de forma séria a figura feminina, que teve por reação apenas um abaixar de cabeça. Boruto sabia que ela encarava o chão esbranquiçado do hospital. -Hoku, vamos.
—Eu já vou. -A voz deu-lhe um calafrio. Havia saído rouca, baixa, arrependida. — Já vou…
—Ela vai ficar bem. -Declarou Mitsuki, numa tentativa de abrandar a situação, sorrindo de forma gentil.
—Eu sei. -Respondeu a garota, soando um pouco magoada, talvez rude; provavelmente não era sua intenção. -Ela sempre fica bem.
Dito isso, levantou-se, desviando dos colegas e dirigindo-se à saída. Observada pelo irmão durante todo o trajeto, fora possível notar que não olhara para nada e nem ninguém. Tinha o rosto fechado e inexpressivo, como numa estátua, e as mãos, estrategicamente escondidas nos bolsos da blusa, traziam as formas de punhos.
Não precisou confrontá-la para saber que havia raiva dentro daqueles olhos exageradamente azuis tão parecidos com os seus. Apenas deixou que ela fosse. Havia se cansado de fazer perguntas sem respostas.
—Ela não parece bem. -Destacou Mitsuki. Boruto olhou-o de canto, incrédulo.
—Algum de nós parece? -Pelo momento de silêncio que se seguiu, o loiro imaginou que sequer era necessária uma resposta; Entretanto, sentindo o olhar do amigo sobre si, virou-se para ele.
—Não. Não parece. -Apesar de já imaginadas, as palavras pareceram doer e marcar como ferro em brasa sobre sua pele. Fechou os olhos por um instante, absorvendo aquela confirmação densa e respirando fundo uma vez.
—Estava com ela, não estava? -Questionou o Uzumaki, referindo-se a Hitomi. Mitsuki confirmou com um aceno de cabeça, parecendo cansado. -Ela falou… algo… pra você?
—Sobre vocês? -Boruto assentiu. O azulado suspirou, voltando a falar em tom franco. -Eu sei pouco. Não tenho uma ideia exata do que aconteceu entre o seu time antes que eu chegasse aqui, mas machucou. Se quer saber, Bolt, ela mal falava enquanto estava lá. -Seus olhos amarelos desviaram-se do amigo para observar a porta fechada do quarto. -Sugiro que vá. Eu também irei embora.
Daquela forma súbita, ele saiu também. Boruto pegou-se encarando o corredor exageradamente branco do hospital, os olhos entre a porta que o impedia de ver quem fazia seu peito apertar-se de saudades e o piso e paredes claras, que, naquele momento, pareciam cegá-lo. Nada daquilo lhe fazia bem, e muito menos trazia-lhe as respostas de que precisava. Muitas vezes se sentira perdido; mas nunca da mesma forma que sentia desde que todo o seu passado parecia ter voltado para assombrá-lo.
Sozinho, decidiu ir também. Atravessou os corredores do hospital num caminhada lenta e distraída. Sua cabeça já não estava ali; viajava entre lembranças de um tempo onde suas maiores preocupações resumiam-se em ramen e em como irritaria Hokuto na manhã seguinte.
Chegou à rua. Não notava o rosto de ninguém, nem mesmo os conhecidos. De volta ao tempo atual, encarava o chão enquanto chutava pedrinhas.
“Ela mal falava enquanto estava lá”Recordou-se de Mitsuki. Aquela afirmação lhe soava estranha; Hitomi nunca tivera papas na língua. Era expressiva oralmente, nunca temera as palavras, chegando às vezes a lembrar Inojin e sua sinceridade exacerbada. Aquilo… Aquela informação dada pelo filho de Orochimaru parecia não encaixar. Era como se fosse outra pessoa.
Merda… Só conseguia confundir-se mais! De que adiantaria aquelas dúvidas inúteis? Pessoas mudam! Ela poderia apenas ter mudado. Poderia ter se tornado mais reservada, quieta. Poderia ter querido aquilo. Era normal, fazia parte do crescimento. Ele também tinha mudado, afinal.
Não tinha?
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Não!
Não; Definitivamente não.
—Vai embora, Boruto. -Do outro lado da porta, silêncio. E Hokuto desejou que continuasse assim; mas, como a maioria das coisas em sua pouca vivência, aquilo não permaneceu.
—Só quero saber se está bem.
Suspirou, chateada. Não era do irmão tagarelando ao pé do ouvido o que precisava naquele momento.
—Já disse que estou.
—Não está. Sei que não está.
Gruniu de irritação. O que diabos ele queria, afinal? Chegara repentinamente, e não parara de bater à porta do quarto da rosada desde então.
—Me chamou de mentirosa, por acaso, ‘ttebane? -Jogou-se para trás na própria cama, onde estivera sentada até aquele momento. -E, se acha que sabe, por que ainda pergunta?
Um instante de silêncio se seguiu. Do lado de dentro do quarto, Hokuto pôde ouvir um suspiro vindo do irmão.
— Porque eu quero ouvir isso da sua boca.
A Uzumaki tapou os olhos com o braço, suspirando pesadamente. Só queria ficar sozinha, era pedir demais? Parecia que sim naquele momento.
— Vai embora, Boruto. -Repetiu, deixando o cansaço emocional atravessar sua voz.
—Não. -A porta foi aberta, pôde deduzir pelo barulho. Nunca estivera trancada. -Eu quero respostas.
Rolou na cama, deitada, virando-se de costas para o irmão. Os cabelos longos, soltos, estavam espalhados por parte do colchão.
—Eu não sou sua resposta, dattebane.
Clique. Fechada novamente. Sentiu o coração palpitar com a ansiedade.
—Me ignorar não é a sua. — Rebateu o gêmeo, e ela ouviu-o caminhar até a borda de sua cama. Fechou os olhos com força.
—Não estou te ignorando.
—Não? — Sentiu o garoto sentar-se na cama, e então jogar-se para trás da mesma forma que fazia em seus momentos de relaxamento. A menina poderia apostar que os braços do irmão apoiavam a cabeça, também. Conhecia aqueles gestos como a palma de sua mão.
—Não.
—Está se ignorando, então.
—Não estou me ignorando. ‘Tô bem.
—Ah, claro. E o papai trabalha pouco, dattebane. — As mãos dele brincaram com alguns dos fios de seu cabelo. Apesar da imensidade de sentimentos ruins que sentia, ela sorriu de canto. — Não vai poder negar a existência desses sentimentos para sempre, mana. Sabe disso.
—Sei.
Num curto instante quieto, eles apreciaram os sons das respirações um do outro. Paz, mesmo em meio àquela bagunça.
Hokuto virou-se, encarando o irmão. Num gesto acolhedor, o loiro envolveu-a com um dos braços. Azul com azul, os olhos transbordavam uma sinceridade pura, e, junto à ela, muita força.
—Hokuto. — Ele chamou, voltando a questionar em seguida. -Você está bem?
Ela respirou fundo uma vez.
—Não.
Não houveram lágrimas, e nem sorrisos. Apenas as lembranças foram expostas no véu mudo da manhã.
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Naruto estava cansado.
Não que fosse alguma novidade, de fato. Mas sentia-se exaurido, quase vazio. Não suportava mais olhar para as paredes de madeira do próprio escritório por aquele dia, e tudo o que queria era uma boa pratada de ramen e os lençóis de sua cama.
Levantou-se, encarando as intermináveis pilhas de papéis em cima de sua mesa e em volta dela. Tinha plena consciência de que trabalhava em demasia, e de que nunca fora um exagero das crianças sua ausência exacerbada.
Apesar de saber, nada podia fazer para mudar. Caso contrário, já teria feito.
Espreguiçou-se, decidido a sair, andar um pouco pelo prédio do Hokage, fazer uma pausa. Mais cinco minutos naquela cadeira e seria capaz de entrar em um cochilo até o ano seguinte.
“Você é um dramático.” Ouviu Kurama murmurar, provocando-o. Era fácil pra ele dizer aquilo, uma vez que cochilava o dia inteiro, todos os dias.
“E você é um folgado,‘ttebayo.” Respondeu internamente, irritadiço. Em resposta, a raposa suspirou como quem diz “tanto faz”.
Passou as mãos pelos cabelos, que já começavam a precisar de um corte, bagunçando-os um pouco. Virou-se, andando até a porta e abrindo-a. Mal havia dado seu primeiro passo para fora, quando a voz séria surgiu.
—Deveria convocá-los.
—Bem-vindo de volta, Sasuke. Bom ver você, também. — Entoou de uma forma chateada, sem de virar. Era sempre bom ter o Uchiha de volta à vila, mas tinha mesmo que chegar no exato momento de sua pausa? -E eu vou convocá-los.
—Não te falei dos motivos ainda.
—Está me subestimando, teme. — Não precisava olhar para saber que Sasuke ostentava um sorriso de canto em respeito aos velhos tempos. — Quer colocá-los em missão, não quer? Para investigarem.
—Vejo que continua apegado aos velhos termos, usuratonkachi. -Ouviu Sasuke respirar fundo. -Precisamos andar com a investigação. Em nada sirvo nisso. Seja lá quem for, não está atrás de nós. Não da nossa geração, ao menos.
—Quer usá-los de isca? — Era uma pergunta arriscada, mas o tom subjetivo do Uchiha havia dado algo do tipo a entender.
—Quero acabar com quem os está ameaçando e dar para eles paz. Não são mais crianças, Naruto.
—Não são? Éramos crianças na nossa época. Não éramos?
Por um instante, Sasuke manteve silêncio. O hokage entendeu o recado: “Não mais.”
O Uzumaki suspirou, vencido. Odiava quando o Uchiha estava certo, sobretudo quando o certo não era de sua concordância.
—Tudo bem. -Consentiu, e repreendeu-se mentalmente por dizer aquilo em voz alta. Hmpf! Como se o outro não soubesse que aquela era sua decisão desde o início. -Aliás, ela está de volta.
—Eu sei.
Naruto deu um passo porta afora, parecendo levar mais olheiras do que tinha antes de atravessar. Faria um descanso.
Sasuke já se fora.
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Se estivesse ainda mais distraído, Boruto provavelmente teria se esborrachado no chão em frente à irmã e Inojin. Por sorte, seus reflexos agiram mais rápido que sua mente, e a pedrinha que parecia ter a intenção de derrubá-lo tornou-se apenas mais um obstáculo chutado.
Não que a pedra tivesse culpa de sua distração ou mau-humor, é claro. Acreditava que ela não era uma pedra malvada.
Pedras poderiam ser malvadas?
Estava perdido em pensamentos e aquela sensação já o incomodava. A raiva do pai, que pareceu ter se abrandado em sua chegada à vila meses antes, voltara com toda a força; provavelmente por conta de sua absurda empatia com Hokuto. Seu pai era outro dos que não lhe falava nada, e estar sem respostas deixava-o absurdamente irritado. Droga! Custava a alguém cessar suas dúvidas?
“Maldito velhote, dattebane.” Voltou a praguejar mentalmente, utilizando todo o esforço do mundo para manter a postura e a expressão amena que carregava. A verdade é que sequer olhava para o caminho que estava seguindo, e não ouvia palavra alguma dos diálogos da irmã e do amigo, se é que eles conversavam.
Chutou mais algumas pedrinhas no chão poeirento da rua. Gostou de pensar que elas tinham cabelos curtos e loiros, capas de Hokage e trabalhavam demais.
—Hoku. -O nome da irmã chegou fraco aos seus ouvidos, facilmente ignorável. Era a voz de Inojin. -Eu estava pensando em sairmos um dia desses. Para jantar, talvez. — “Oi?!” o convite pareceu despertar sua mente. Olhou para o Yamanaka e a irmã ao seu lado pelo rabo de olho.- Você topa?
—Vamos ver, loiro-azedo. -A Uzumaki respondeu em tom brincalhão. Boruto não admitiria, mas ficara aliviado com a resposta amena da irmã. Se o que entendia sobre garotas valia, aquela resposta havia sido um “não” disfarçado de “talvez”.
Até mesmo pensou em bronquear Inojin, mas desistiu. Não valia à pena e, além disso, ele era o responsável por estarem ali, indo diretamente à barraca de ramen. No início até pensara em não ir; entretanto, estava com fome, e além disso era um ótimo argumento para tirar Hokuto de casa por algum tempo.
Hokuto... A irmã era outro de seus mistérios. Ainda não conseguira extrair nada dela, nem o mínimo que fosse. Além disso, pressioná-la demais parecia trazer problemas, e definitivamente não queria vê-la pior do que já estava. Apesar de tudo, a conversa daquela tarde parecia ter aproximado-o mais da rosada; era bom saber que aquela intimidade ainda existia.
Voltara a se perder em pensamentos; daquela forma, sequer notou já ter chegado numa das pequenas franquias do restaurante de ramen, cujo havia crescido muito com o passar dos anos. Ainda era capaz de se lembrar de ser levado ali, quando Teuchi ainda estava por lá, enquanto ele e Hokuto eram crianças pequenas. Talvez nunca fosse admitir, mas aqueles poucos momentos com o pai faziam-lhe certa falta.
—Qual será o seu pedido? — A voz feminina questionou, parecendo distante. Só então Boruto sentiu-se sair do topôr que o dominava novamente. Olhou para Ayame, filha de Teuchi e atual dona do restaurante, apenas para responder em tom desanimado:
—Tradicional, por favor. -Apesar do olhar questionador, a mulher nada disse. Já tinha por volta de seus quarenta e poucos, entretanto ainda preservava traços joviais. Dirigiu-se à Hokuto e Inojin, em seu maior sorriso de agradar-os-clientes, e anotou os pedidos, saindo rapidamente.
A irmã e o amigo iniciaram uma conversa qualquer sobre treinamentos e estudos, da qual ele estava totalmente desinteressado. Em outro caso, talvez estivesse disposto a buscar nas palavras de Hokuto algum significado escondido, ou apenas discutir sobre treinos, porém não sentia-se disposto sequer a isso. Parecia incrível; Sua manhã está ótima. Seu fim de tarde, uma droga.
Ao menos Hokuto parecia estar se divertindo. Ria de forma verdadeira, acompanhada pelo Yamanaka, que a encarava de forma admirada. Tudo certo, por enquanto. Aquele furacão rosa precisava mesmo de um descanso.
Talvez Boruto precisasse também.
—Com licença... -A voz, tão respeitada quanto conhecida, fez-se presente no local. Hokuto foi a primeira a se virar, fechando a cara, e o irmão tinha plena consciência de que era por conta de sua habilidade. Virou-se também, apenas para dar de cara com a figura aparentemente exausta do pai. O sétimo Hokage tentava sorrir de mal-jeito, e suas profundas olheiras apenas reforçavam a teoria de que talvez todos os membros da família Uzumaki precisavam de um descanso genuíno.
Não sabia o motivo de tamanha exaustão, e preferia pensar que também não se interessava por saber.
—Senhor Hokage! — Ayame exclamou, surgindo, entregando com delicadeza os pedidos aos jovens. -É sempre um grande prazer tê-lo aqui.
—É só uma passada rápida, Ayame. — Respondeu Naruto, de forma amena. — Devo admitir que não me resta muito tempo para vir. Apareci por ter alguns assuntos a tratar.
Dando uma olhada para os três junto ao balcão, a mulher pareceu compreender o dito, enfiando-se novamente para dentro do estabelecimento. Naruto suspirou.
—Procurei por vocês por toda a vila. — Iniciou ele.
"Mentiroso. Deve ter mandado clones pra nos buscar até que algum achasse, dattebane."Frustrado, Boruto respirou fundo. Não estava ali para travar uma guerra com o pai.
—Que bom. — Respondeu a menina, indiferente. Naruto olhou-a de forma desconcertada.
—O que queria conosco? — Perguntou Boruto, enfim. Naruto voltou-se à ele.
—Na verdade, queria convocá-los. Haverá uma reunião amanhã, cuja importância faz necessária a presença de vocês.
—Só nós dois? — Tornou a indagar o mais novo.
—Não. Inojin, Shikadai, Mitsuki e Hitomi também serão chamados.
—O que quer dessa vez? -Hokuto afrontou-o, quebrando o silêncio mantido por sua própria vontade até ali. — Por que precisa de nós?
—Há uma missão pra vocês. -Declarou o Hokage.
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