Sekai

9 IX - O Fim ... e o que vira depois ?


Notas iniciais
Bom Leitores mais uma vez eu o " Divo " das Chamas do Céu vim aqui agradecer a todos que leram Sekai durante esse tempo todo e vim informar que esse é o Ultimo capitulo T_T ... MAIS TEM 2° TEMPORADA !!!!!!!!!!! COM MAIS AÇÃO !!!!!!! DRAMA !!!!! AKUMAS !!!! E EMOS SENDO SURRADOS !!!!!!!!!!!

Anteriormente em Sekai...

– É o seu fim, Okumura. — falou ele com um sorriso sínico.

– Não, não podem levá-la! — falou Misaki.

– Não? — falou Kid. — Como defende alguém que tem um pacto com Satã? Você realmente conhece bem ela, Senju ?

– Claro que eu conheço! — respondeu o Senju. — E sei que ela não tem um pacto!

– Tem certeza? — perguntou Kid enquanto ia na direção de Yumi e retirava a luva, mostrando o pentagrama — Viu ? Você mais do que ninguém sabe o que é isso, Senju.

– Yumi... — olhava Misaki espantado para Yumi, enquanto notava que seus olhos mudaram de cor.

– Eu... Sinto muito. — respondeu Yumi.

– Agora podem levá-la — falou Kid. — O julgamento dela não vai demorar mesmo.

Então os exorcistas levavam a Akuma e Misaki se sentia confuso enquanto ela partia. Por que será que ela havia feito aquilo ?

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Passaram-se três dias desde a prisão de Yumi e o julgamento aconteceria na semana seguinte. Teria sido imediatamente, mas Tsunade conseguiu adiar o julgamento a pedido de Misaki, que estava completamente arrasado com a notícia. Mal comia e dormia, só pensava em como Yumi estava e no que aconteceria a ela.

– Será que ela está bem ? — perguntou ele para Yui.

– Não sei dizer, Misaki. — dizia ela com uma falsa tristeza. — Vamos torcer para que esteja.

– Nee-chan... — se lamentava Rin — Por que ela fez isso ?

– Vai ver ela não ficou completamente do nosso lado — continuou Yui. — Vai ver ela nos enganou e queria continuar matando e para isso resolveu fingir que se aliaria a nós.

– NÃO DIGA ISSO! — gritou Misaki — Posso não conhecer ela bem, mas eu sei que isso ela não faria.

– Misaki... — falou Rin. — Sei que a ama, mas temos que considerar que ela fez mesmo um pacto com Satã e que a Yui pode estar certa.

– Prefiro acreditar que ela não queria matar mais ninguém. — falou Misaki, que saiu de perto e foi andar por aí.

Misaki foi em direção ao ginásio de lutas, onde ficou na arquibancada pensando. Se lembrou que foi ali que havia conhecido ela, que ela, por mais estranho que pareça, tinha o feito sentir algo mais profundo e intenso.

Se contassem pra ele que seis meses atrás ele se apaixonaria por uma Akuma desse jeito, ele não acreditaria e riria na cara de quem lhe dissesse tal coisa. O ruivo ficou ali por mais um tempo pensando na Akuma que deveria estar ao lado dele.

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Enquanto isso, em um lugar bem distante, uma determinada Akuma seguia presa e entediada.

– O carinha!!! — falava a Akuma para o carcereiro. — Me deixa saiiiiiiiiiirrrrrr!!!

– Nem pensar, Akuma Imunda! — respondeu ele, cuspindo no chão. — Sua filha de Satã nojenta que só traz o mal para esse mundo. Acha mesmo que vou cair nessa?

– A intenção não era você cair nessa. E eu tenho direitos como qualquer pessoa sabia ?

- Você não é uma pessoa. Pessoas são felizes e normais. Você é só mais uma Akuma que pra piorar fez um pacto com Satã. O Kid fez bem em descobrir a verdade antes que você matasse alguém novamente.

– Não entendo os humanos, num momento eu sou uma heroína que ajudou e que deteve o Tsuna. No outro sou uma vilã horrível que fez um pacto com Satã.

– Eu menti? — olhava ele com ironia para ela.

– É, não mentiu não.

– Yumi Okumura. — falou uma voz masculina.

– Sim sim, sou eu! — falava ela, sorrindo com sarcasmo.

– Vamos, você tem uma audiência com o Papa. — continuou ele.

– Ui! Vou ver o Papa!! — ironizava ela.

– Não começe com gracinhas, Okumura.

Então retiraram Yumi da cela e a levaram para fora da prisão. Ela seguia pelo corredor e por umas escadas até chegar a uma porta enorme dourada e com alguns detalhes vermelhos. Os guardas a escoltavam até que a porta se abriu e revelou umas 5 pessoas e um homem de cabelos brancos sentado atrás de uma mesa.

– Okumura Yumi? — falou o senhor.

– Papai Noel? — começou Yumi. — É você mesmo ?

– Olha como trata a Sua Santidade, sua filha de Satã. — falou um dos guardas.

– Deixe-a Findor -prosseguiu o Papa e em seguida apontou para uma cadeira a sua frente — Sente-se mocinha.

Yumi se sentou e ficou receosa. Apesar de toda essa ironia, ela estava diante da segunda coisa que mais a assustava no mundo. Só perdia para o próprio Kami.

– Então Yumi, sabe qual o motivo de você estar presa ? — perguntou ele.

– Etto... Porque eu tenho isso aqui? — perguntou ela, retirando sua luva.

– Exatamente. Por que fez isso com ele ? Pra que esse pacto ?

– Eu não posso contar. — falou ela, olhando para o chão.

– Por que não ?

–Tem certas coisas que as pessoas não precisam saber.

O Papa a olhava com pena. Sabia que ela tinha bom coração, mas isso não mudava o fato de ela ser uma Akuma e que precisava ser exorcizada, principalmente agora.

– Como não precisamos saber ??! — se exaltou um dos cardeais — Sabe o que podemos fazer com você? PODEMOS ACABAR COM VOCÊ AGORA!

– Chega ! Sabe que não podemos — falou um Paladino — Tsunade e Misaki pediram mais tempo para ela.

– O... Misaki? — falou Yumi, ainda olhando pro chão.

– É, aquele seu namoradinho besta ainda acha que não é perigosa? Ele sabe que seu objetivo inicial era matar ele? Que arrancou o braço dele porque queria chamar a atenção dele ? — falava o cardeal.

– Não. — falou Yumi

– Ele sabe que tudo aquilo que disse para ele era mentira? Que fazia parte do seu plano para mata-lo? Hein?

– Não. — Ela olhava pro chão.

– Sua Akuma imunda! Iludindo Humanos em troco de que? Você enganou ele, disse que o amava, mas na verdade não passa de uma mentira para deixar ele distraído né ? Sua marca no braço prova que você tem sangue imundo do seu pai...

– CHEGA! — explodiu Yumi, ativando as chamas azuis e avançando em direção a ele — NÃO FALE ASSIM DO MEU PAI!

Yumi se levantou da cadeira e correu em direção ao cardeal com as mãos com as chamas azuis. Os guardas foram em direção a Yumi e tentaram detê-la, o que não conseguiram e ela continuou indo. Então, quando ela estava chegando perto, o Cardeal a jogou longe e começou a tentar exorcizá-la enquanto ela estava caída.

– Não quero uma seção de exorcismo aqui nessa sala. — afirmou o Papa, deixando a Yumi se levantar — Ela ainda não foi julgada pelos seus erros.

– Hn, ela tem sorte do "namoradinho" dela ainda se importar. Se bem que ele ainda não sabe da verdade né? — continuou ele.

Ela ainda se levantava aos poucos e não dizia mais nada, pensava em tudo que havia feito com o Misaki. Se ela explicasse, ele entenderia? Será que ele sabia do que ela havia feito ?

– Levem-na daqui. — ordenou o Papa.

E assim a levaram de volta para a cela. O Papa ainda a olhava enquanto a mesma saía e via sua tristeza estampada em seu rosto cabisbaixo. Ao voltar para a cela, Yumi olhou para a parede e começou a pensar no que poderia fazer para se distrair lá. Olhou... olhou e viu que daria um bom lugar para desenhar. Ela olhou para a parede e se lamentou por não ter qualquer coisa que desse para escrever nem que fosse um "Yumi esteve aqui"

– Me pergunto por que eu resolvi me meter nessa. — se lamentava Yumi.

– Olha só... A boa filha à casa retorna. — falou uma voz familiar.

– M-mephisto?! — gritou ela, que foi em direção a grade — O que tá fazendo aqui?!

– Ué, não posso ver minha Imouto não? — falava ele, com sua costumeira ironia e sarcasmo.

– Poder pode, mas você veio aqui me tirar daqui?

– Não... O tou-san quer que fique aqui mais um pouco até ele conseguir distrair os humanos.

– Mas e o...

- Claro, pode deixar que ele vai cumprir a parte dele, se você cumprir a sua.

– Hai! Eu vou cumprir! — Yumi afirmava confiante.

– Não acredito que mudou tanto nesses 7 meses... O que aconteceu?... — ela olhou para o chão.

– Aconteceram coisas, só isso.

– Sei... — olhava ele. — E essa coisa se chama "Misaki Senju" ?

– Isso não vem ao caso. — se irritou ela.

– Claro que vem. Você desonrou a todos fazendo o que fez, Cometeu o pior erro que um Akuma é treinado para jamais fazer, Você é a vergonha dos Akumas e agora está pagando pelo que fez, vai ser exorcizada e o tou-san vai ficar feliz.

– Ele prometeu que não faria isso! — se irritou mais ainda.

– Ele prometeu, mas se você morrer, ele não precisaria cumprir, né? — ele começou a rir.

– Ora seu... — ela se esticava para tentar alcançá-lo.

- Bom, acho que o meu horário acabou, Ja ne Yumi-chan — e ele se foi do mesmo jeito que veio, do nada.

Yumi ficou com raiva e socou a parede com tanta força que a parede rachou. Mas ela viu que não valia a pena tentar fugir, iriam perseguir ela e seria inútil. Se deitou no chão e olhou para o céu pela única janela que dava para isso ser possível e adormeceu.

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Enquanto isso na K.C.S.A, Misaki olhava para o céu e pensava na Akuma que estava do outro lado do mundo. Ele se levantou e foi em direção a sala da Tsunade o mais depressa possível.

– Eu vou tirar a Yumi de lá. — falou ele assim que abriu a porta e ignorando o fato de Tsunade estar sentada na mesa bebendo Sake — Não é justo levarem-na sem uma justificativa aceitável.

– E o que pretende fazer? — falava ela. — Vai entrar lá e pedir pro Papa libertar ela porque você a ama ? — ela riu. — Não funciona assim Misaki e você sabe disso. Faça como todos aqui e espere o julgamento dela daqui a 2 dias.

– Lamento, mas não posso esperar. — falou firmemente. — Vou para o Vaticano ver ela e tirá-la de lá. — ele seguia rumo a porta.

– Sabe que não vou poder cobrir se você fizer alguma besteira. — continuou ela. — Se sair sem ser a minha ordem, vai estar por conta própria, Sem contar que os Paladinos são muito mais fortes que você.

– Eu sei me virar, pinguça. — falou ele com um sorriso confiante e saiu da sala — Ja ne.

Então o Senju seguiu rumo ao Sekai para arrumar algumas coisas e decidiu que iria ao Vaticano salvar Yumi.

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– "O pior erro que um Akuma é treinado para não fazer..." — falava Yumi olhando para o teto escuro e para suas mãos. — Me sinto idiota. Uma grande idiota.

Ela então olhou para um espelho no fim do corredor aonde ela estava e viu como estava sua aparência. Suas roupas estavam meio sujas e seu cabelo estava meio embaraçado. Ela tentava esboçar um sorriso, mas não conseguia. Fazia muito tempo que ela sorria, então ficar sem sorrir era uma novidade. Principalmente agora, que necessitava de sorrir para não surtar com tudo o que estava acontecendo.

– Só espero que o que eu fiz valha a pena. — falou ela quebrando o espelho com as chamas.

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E assim se passaram os dois dias que faltavam para o julgamento de Yumi. Misaki tinha chegado ao Vaticano um dia antes, mas não foi sozinho. Levou a Yui e o Rin junto com ele.

Yui mantinha Kid informado de tudo o que o Senju fazia e Kid dava instruções a ela do que fazer.

– O VATICANO! — falou Rin. — Um lugar onde eu sempre quis conhecer como turista, não como Akuma.

– Também queria. — falou Yui. — Aqui parece que Kami está mais perto de você.

– Não sei o que veem aqui. — falou o Senju, indiferente — Aqui só têm igrejas e mais igrejas. Kami não ficaria aqui, pelo menos se eu fosse ele não ficaria aqui.

Então os três continuaram andando procurando alguma pista de onde Yumi estaria presa. Rin olhava para todos os lados na esperança de que não o reconhecessem e não o levassem também. Os três seguiam rumo a uma catedral quando Misaki foi estranhamente arrastado por um homem encapuzado que parecia meio familiar.

– EI! ME LARGA! — gritava o Misaki.

– ... — o homem nada disse e continuou a carregá-lo até um lugar mais vazio.

Quando o homem soltou Misaki, o Senju parou e olhou para cara dele. Achou estranho isso.

– Quem é você? — perguntou o Senju.

– Se sabe o que é melhor para você, não salve a Yumi. — respondeu ele.

– Pra que não a salvaria ? Foi por isso que eu vim,E FALA LOGO QUEM É VOCÊ!

– Não acreditaria se eu dissesse Misaki. — continuou o homem.

– Você não faz ideia do que eu já vi nessa vida e... Peraí, como sabe meu nome ?

– Digamos que eu te conheço.

– Isso não responde a pergunta.

– Tá! Nossa, como eu era enjoado e irritante.

– Como assim? — perguntou ele.

Então o homem tirou o capuz e parecia o Misaki, só que mais velho. Continuava com o cabelo vermelho e meio jovem.

– Eu sou você daqui a 10 anos. — respondeu o homem.- Feliz ?

– NANI??!! — se assustou Misaki — Não é possível! Ok, quem é meu melhor amigo ?

– Você não tem muitos amigos pra considerar um como melhor amigo. Mas nesse caso acho que é o Rin que você se familiariza mais.

– Hnf. Maior sofrimento da minha vida ?

– Todo o dia quando você acorda e percebe que o mundo não mudou.

– Você... me conhece bem. Agora me diz uma coisa que só eu sei.

– Quando você bebe demais, você fala o que não deve, Principalmente para garotas.

– ... Tá, isso ninguém precisa saber! — ele se irritou — Tá, você sou eu daqui a 10 anos, eu acredito!

– Sei que acredita. — o Misaki do futuro se sentou em um banco.

– O que veio fazer aqui? — perguntou o outro Misaki. — E o mais importante: COMO CHEGOU ATÉ AQUI ?

– Como eu cheguei aqui não é relevante. E eu vim dizer que você não deve salvar a Yumi.

– Por quê?

– Não posso falar.

– Então não tem como eu saber por que eu não posso salvar a Yumi, mas eu não devo salvar porque você, que sou eu daqui a 10 anos, disse que não devo ?

– É mais ou menos isso. — resumiu o Senju do futuro.

– Eu vou salvá-la. Não importa o que aconteça a mim, eu a amo e vou tirar ela de lá. — o Senju do presente começou a andar em direção aonde estavam seus amigos.

– Vai se arrepender se salvá-la! — gritava o outro. — Não diga que eu não avisei se eu estiver certo.

Misaki mal prestou atenção no que o outro Misaki disse. Achou uma perda de tempo e maluquice ele dizer que a Yumi não valia a pena. Encontrou a Yui e o Rin em meio a tantas pessoas naquela praça e foi em direção a eles.

– E então? — perguntou Misaki para os dois. — Acharam alguma coisa ?

– Olha lá para frente, criatura! — falou Rin, aflito.

Misaki olhou para frente e viu Yumi andando em direção a igreja acompanhada de muitos Paladinos. As pessoas sabiam o que ela era e gritavam comemorando.

– Misaki... — falava Rin. — O que vamos fazer ?

– Vamos voltar — falou Yui. — Deve ser tarde para ela e nem vai mais adiantar salvá-la,Chegamos tarde demais...

– Eu não vim até o outro lado do mundo pra voltar sem ela! — falou ele. — Se quiserem voltar, podem. Nem devia ter metido vocês nessa.

– Esqueceu que ela é minha irmã ? — falou Rin. — É claro que eu vou salvá-la!

– E eu não vou voltar sem ter uma boa história pra contar. — falou Yui, sorrindo.

– Então vamos lá! — falou Misaki indo em direção a igreja onde Yumi estava.

E assim seguiram eles, sem saber se valeria a pena ou não.

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Enquanto isso, dentro da Igreja...

– Vamos começar logo esse julgamento! — falou o Cardeal — Senhorita, se apresente.

– Etto... Meu nome é Yumi Okumura, tenho 16 anos e sou filha de Satã.

– respondia Yumi, com calma.

– Sob qual acusação ela está aqui ? — perguntou o juíz.

– Assassinato e envolvimento com Satã. — respondeu o Cardeal, com uma confiança imensa — Matou 750 pessoas inocentes ao redor do mundo, além de esquartejar as vítimas e não deixar sangue nos corpos das mesmas, tudo isso em nome da sede e do "pai" dela.

– A Ré tem algo a declarar sobre as acusações ? — perguntou o Juíz.

– Nenhuma. Eu fiz o que eu fiz e assumo tudo o que me acusam.

– respondeu a Akuma, sem nenhuma vontade de estar ali.

– Uma confissão! — falou Kid, se levantando da cadeira onde estava — Temos mais do que motivos para exorcizar esse monstro.

Misaki estava do outro lado da porta, ouvindo tudo e pensando no que fazer para salvá-la. Foi quando abriu a porta e entrou.

– Ela não é um monstro. — falou Misaki, bem sério. — Eu posso provar que não é.

Todos olhavam o Senju, inclusive Yumi, que estava surpresa e feliz com o fato de ele ter vindo, mas ao mesmo tempo triste por ele ter ido e ela sabia que iriam contar a verdade a ele.

– Ora... Se não é Misaki Senju, vulgo "namorado" de Yumi Okumura. — falou Kid. — O que veio fazer aqui ?

– Vim dizer que é um absurdo o que fez com ela e vim salvá-la. — dizia ele.

– Hnf, acha mesmo que ela não é o que eu disse ? — continuou ele, olhando para o Senju de forma desafiadora. — Eu sei mais que você sobre ela. Sei que ela mente pra você faz 7 meses.

– ELA NÃO MENTIRIA PARA MIM! — gritou Misaki — ELA ME AMA! E EU A AMO!

Yumi ouvia a discussão e ficava com a cabeça abaixada, se segurando para não chorar diante do que acontecia.

– Essa é mais uma das mentiras dela. Se não acredita em mim, pergunte pra ela. — Kid apontava para a garota no banco dos réus.

– Yumi... — perguntava o Senju. — Você mentiu para mim?

A Akuma nem se mexia, olhava para o chão e não dizia nenhuma palavra sequer.

– Quem cala consente. — falava Kid, confiante.

– Vamos Yumi, diga pra esse idiota que você não mentiu! Diga que tudo o que vivemos foi verdade. Diga !

Na praça, Yui e Rin assistiam ao julgamento e tudo o que estava acontecendo lá graças ao telão que colocaram para as pessoas verem uma Akuma ser julgada, coisa que não ocorria há 250 anos.

– Vamos Yumi... — falava o Rin, vendo tudo — Você o ama, não é ? Diga e ele vai ter como te salvar!

– Não sei não Rin.. — falava Yui — Ela parece confusa, como se fosse verdade o que o Kid disse.

No tribunal, Yumi continuava olhando para a mesa onde estava.

– Eu... — começava ela — Nasci em um mundo onde o amor não existe. Não tenho ele em mim, muito menos sinto isso por ninguém.

Misaki ficou perplexo com o que Yumi dizia. O que ele viveu era uma mentira? As coisas que ele passou eram ilusões dela ?

– Mas... não é possível, Yumi! — falava Misaki. — Você não seria capaz disso!

Yumi chorava sem que ninguém percebesse. Odiava fazer isso, mas era necessário. Ele não entenderia se ela falasse a verdade.

– Viu? — falava Kid. — Essa é a prova que ela mente para você! Vá embora e deixe esse julgamento acabar!

– Não vou sem ela! — gritou Misaki, que pegou a mão de Yumi e saiu correndo do tribunal, passando por todos os guardas usando as Chamas do Céu.

Os dois seguiam em direção a lugar nenhum. Só corriam até chegar a uma ponte que passava o rio principal do Vaticano. Os dois pararam e o Senju olhava diretamente nos olhos dela e segurava suas mãos.

– Yumi, diz que mentiu naquela hora. — dizia ele. — Diz que não fez tudo isso! Diz que não me iludiu e que podemos voltar para casa como um casal feliz!

Yumi olhava para ele com a certeza de que ele não entenderia os motivos dela. Era melhor falar tudo, por mais que ele não entendesse.

– Misaki... Eu não menti. — afirmava Yumi — O plano original do meu pai era esse. Distrair os Humanos e os outros, e isso incluía você. Não tenho amor, nem nunca me importei com você nem com ninguém naquela escola.

– Mas...

– Mas o quê, Senju? — ela se soltou das mãos dele. — QUER QUE EU DIGA O QUÊ? Que eu quero voltar e "Ser feliz" ? Felicidade não existe! Nenhum sentimento como Amor, Felicidade ou Alegria existem! Tudo não passa de invenção dos humanos para tentarem sobreviver as coisas que acontecem.

– Para você os sentimentos podem até não existir, mas se eles existem é para que possam aguentar o mundo que você e seu pai criaram. E eu vou destruir ele, não se esqueça disso.

– Haha! Acha mesmo que pode? — dizia ela, com um olhar terrivelmente assustador. — Estamos falando de Satã, o ser mais horrível e tirano que existe!

– "Poder" não, eu "vou" destruir ele e provar que está errada. — falava ele. — E vou fazer isso por você.

– Não se importe com quem nunca se importou com você. — continuava ela. — Agora eu vou voltar de onde eu não devia ter saído, vou voltar pra Gehenna. — ela começou a andar.

– YUMI, NÃO! NÃO VAI! — ele a seguia.

– Misaki, entenda uma coisa: EU NÃO TE AMO! NUNCA TE AMEI E ME DEIXE EM PAZ! COM CERTEZA VAI ACHAR ALGUÉM QUE TE AME E QUE SE IMPORTE COM VOCÊ! — ela falava enquanto abria um portão para Gehenna — Adeus, Senju. Tomara que me esqueça, porque eu não vou voltar.

E Yumi se foi em meio ao portão e o deixou lá, sozinho. Remoendo as tristezas que voltavam aos poucos, se sentindo do mesmo jeito que era antes de conhecê-la. Mas ele sabia que seria pior que antes.

– Misaki! — gritou Yui, assim que o viu. — Você está bem ?

– ... Não... — falava ele.

– Cadê a Yumi ? — perguntava Rin.

– Ela... Se foi. — respondeu ele. — Se foi para sempre.

– Calma Misaki. — Yui tentava consolar ele. — Vamos voltar para Sekai que temos muito o que fazer. Principalmente agora que os Akumas sabem coisas demais.

E os três começaram a seguir para casa. Enquanto isso Yumi observava de longe e seguia seu caminho rumo ao palácio de seu pai.

Kid estava feliz comemorando o sumiço de Yumi junto com Sasuke e Yui, porque sabia que mais cedo ou mais tarde ele conseguiria a única parte que faltava para seu plano dar certo e dominar o Sekai.


Notas finais
Bom gente esse é o fim da primeira temporada ... agradeço a todos e lembrem-se de ler a 2° temporada que sai na Semana que vem... é só isso e ATE MAIS !!!!!!!!!!!!! ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!