Seja feita Vossa vontade!
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Após Grissom e Lindsay buscaram Catherine na Universidade, a família seguiu para casa e almoçaram a juntos. Ao término do almoço Lindsay subiu para o quarto para fazer os deveres de casa, enquanto Gil e Catherine arrumavam a cozinha e conversavam.
—[...] Mas no final de tudo, ela acabou confessando...- Dizia Grissom e Catherine escutava tudo atenta, ela amava ouvir Grissom falando dos casos.- mulheres são tão obsessivas...
—Ah! Gil, eu acho que o marido teve culpa tanto quanto a amante, afinal, ele tinha uma AMANTE!- Ela disse.
—É... mas tem umas mulheres que são bem oferecidas...- Ela falou, enxugando um prato e quando o guardou se deparou com um Catherine incrédula o incarando.- O que foi?
—Então você está querendo me dizer que se qualquer mulher vier se oferecer para você, você vai aceitar na hora? Vai me trair?- Ela disse ainda séria e com um feição de incredulidade.
—Não, amor, não foi isso que eu quis dizer!- explicou ele calmo, já sabia o que iria levar bronca.
—Mas foi o que deu à entender! Pois eu creio que se um homem é casado ele deve ser unicamente da esposa delr, e isso independe de mulher ofericida ou não!- Ela dizia subindo as escadas e ele ia atrás dela.
—Sim, eu concordo com você, amor!- Ele falou com o objetivo de encerrar ali aquela mini discussão, mas Catherine não parou de falar e a cada fala ela aumentava o tom de voz.
Lindsay escutava tudo do seu quarto, ela odiava quando os pais brigavam. Ela se pôs sentada sobre as próprias panturrilhas, atou as mãos e começou:
—Papai do Céu, o papai e a mamãe estam brigando de novo... eu não gosto quando isso acontece, e eu sei o que o Senhor também não gosta!- enquanto ela orava, Catherine já estava praticamente gritando com Grissom. Ela parou um instante de orar e ouviu que eles continuavam a briga, a pequena Lindsay fechou os olhos e continuou.- Faz com que eles parem, faz com que eles parem, faz com que eles parem...- ela repetia, de o olhos fechados, quando parou de repetir a frase, ela abriu os olhos devagar e notou que eles já não brigavam mais. Ela olhou para o céu, pela janela, e continuou.- Obrigada, Papai do Céu, você é o melhor!
Na realidade, Grissom e Catherine quase nunca brigavam, isso geral mente acontecia quando ela estava nos dias dela. Já eram duas e trinta e dois, eles Catherine estava preparando a Palestra da quinta-feira e Grissom tirava um cochilo.
Catherine já estava se cansando daquilo e acabou dormindo em cima do notebook. As horas passaram rápido, já eram quatro e cinquenta e sete, Grissom acordou e viu Catherine sentada na cadeira em frente a escrivaninha dormindo com a cabeça sobre o notebook, os cabelos lhe cobriam o rosto. Ele sorriu e foi até ela, cutucou-a chamando:
—Amor? Acorda, vai para a cama!
Ela se acordou assustada e demorou um pouco para se lembrar que estava no seu quarto.
—Que horas são?- Ela perguntou.
—Agora falta um minuto para às cinco.- Gil respondeu.
Ela gemeu ao se levantar, por ter cochilado de mal jeito, conseguiu uma bela dor no pescoço e na coluna.
—Vou tomar banho, vou para o trabalho daqui a pouco.- ele avisouentrando no banheiro.
—Okay!- Ela disse se jogando na cama. Nem bem Catherine fechou os olhos, Lindsay entrou no quarto. A menina puxou o dedão do pé direito de Catherine que se levantou sobressaltada. E disse:
—Lindsay? O que foi meu amor?
—Eu tô com fome...- a menina respondeu pondo as mãos sobre a barriga. Catherine sorriu, desistiu de retomar o cochilo e desceu com Lindsay para a cozinha, preparou dois sanduíches e enquanto elas comiam, conversavam. Num dado momento, Lindsay perguntou:
—Por que a senhora e o papai estavam brigando hoje?
Catherine se assustou com a pergunta da filha, mas respondeu:
—Bobagem, Lindsay...
—Por que vocês brigam por bobagens? — Lindsay perguntou de novo.
—Ah! Filha, isso é normal, faz parte e vida de um casal.- Catherine explicou.
—Credo mamãe, então eu não quero ter um casamento normal. Não vou querer brigar com o meu esposo, quando eu conhecer ele, para quê ficar brigando com alguém que eu amo?- dizia Lindsay enquanto ajeitava as folhas de alface dentro do pão de fôrma.
Catherine sorria boba, ela admirava tanto a pureza e a inocência da filha, que ao mesmo tempo era inteligente e perspicaz, era a junção perifeita de Grissom e Catherine.
Catherine foi tirada de seus pensamentos por Grissom que chegou na cozinha.
—Uau! Tá muito bonito e cheiroso para ir para o trabalho!- Catherine disse indo em direção à ele e depositando um selinho nos seus lábios.
—É papai, tá muito bonito!- Lindsay disse também indo em direção a Grissom.
—Vocês são as mulheres e minha vida, mas não me iludam.- Ele disse.- Tchau, mais amores!- disse a deu um beijo na testa de Lindsay e outro selinho e Catherine e foi para o trabalho. Lindsay foi assistir televisão e Catherine ficou varrendo ao redor e mesa onde ela e Lindsay tinham lanchado.
De repente o telefone da casa começa a tocar, Catherine corre o para atender.
Ligação on:
—Alô?- Falou Catherine.
—Alô, aqui é o Tommy, da Oficina, é a senhora Grissom?
—Sim! Algum outro problema com o carro?- Ela perguntou
—Não, na verdade estou ligando para avisar que o carro já está pronto. A senhora pode vir busca-lo.- Tommy respondeu.
—Tá okay, Tommy, obrigada!- Ela falou.- Tchau.
—Tchau.
Ligação off.
Catherine enganchou o telefone e seguiu até o sofá.
—Meu dengo, quer passear com Mamãe, quer?- disse Catherine com voz de criança, inclinado-se para frente e dando um cheiro no pescoço de Lindsay.
—Claro, mamãe!!!- respondeu Lindsay animada.- onde vamos?
—Vamos primeiro na Oficina pegar o carro da mamãe e depois você escolhe.- Catherine respondeu.
Elas foram se arrumar, a em menos de quarenta minutos as duas já estavam prontas. Lindsay usava uma jardineira jeans clara com uma blusa estampada, uma sapatilha branca e os cabelos presos em um rabo de cabelo. Já Catherine usava um macacão preto de crepom larguinho que marcava apenas a cintura, deixando suas belas pernas à mostra. Uma rasteirinha dourada nos pés, os cabelos soltos e no rosto pouca coisa: apenas rímel nos cílios e um batom róseo bem leve nos lábios.
Saíram de casa e caminharam por menos de dez minutos, já que a oficina era próxima à faz dela.
—Olá!- Ela disse adentrando o local, logo um moço que mexia no motor de um carro se virou, ambos se surpreenderam ao ver quem eram. Ele mais do que ela. Era aquele mesmo aluno que tentara conversar com ela mais cedo.
—O-oi... profes-sora...quer alguma coisa?- Ele perguntou limpando as mãos no paninho que estava no seu ombro.
—Vim buscar meu carro!- Ela falou, se perguntando se ela era sempre nervoso ou era só com ela. Lindsay puxou Catherine até sua altura e perguntou:
—Ele é seu aluno, mãe?
—É sim!- respondeu Catherine.
—Ele é estranho...- Sussurrou Lindsay para que o rapaz não escutasse.
—Lindsay!- repreendeu Catherine, mas não segurou o riso.
Logo Tommy chegou.
—Allan, fecha a boca e para de olhar para as pernas da nossa cliente! Você não tem treabalho para fazer?- Catherine deu um meio sorriso e o menino se atrapalhou com o material, ficou nervoso ao levar uma bronca do chefe na frente de Catherine, acabou derrubando uma caixa de ferramentas, ele se abaixou para ajuntar, mas continuou a olhar para as pernas de Catherine.
—Senhora Grissom!- disse sorrindo. Tommysr um quarentão, baixinho, gordinho e muito simpático.
—Ora Tommy, pode me chamar de Catherine.- disse a ruiva.
—Okay, Catherine...- Ele disse sorrindo.- bem, nós arrumamos o motor e o parabrisas que você pediu, aprobeitamos e concertamos o painel.- Ele falou.
—E por quanto fica agora?- perguntou ela tirando a carteira da bolsa, mas Tommy a parou.
—Nada não, essa é cortesia da casa!-Ele falou sorrindo. Ela retribuiu o sorriso. Pegou o carro e Lindsay e ela seguiram para a sorveteria que Lindsay escolheu. Quando deu oito horas, as duas retornaram para a casa.
Enquanto isso, Grissom estava trabalhando com Nick e Sara em um Assalto seguido de morte. Já haviam encontrado o suspeito, o resto foi muito fácil. Um jovem viciado em drogas, resolveu roubar um supermercado sozinho, percebeu que a moça do caixa um tentava ligar para a polícia ele se alterou a disparou três tiros contra a moça que morreu na hora, vendo que ela a tinha matado, largou a arma no chão e fugiu, levando tudo que pode na sua mochila. O trio conseguiu encerrar o caso antes de acabar o turno. E conversavam na sala de descanso. Quando Hodges chegou na sala ofegante.
—Grissom, o Eckley está te chamando na sala dela.- informou Hodges.
—Boa sorte, cara!- desejou Nick.
—Obrigado!- Agradeceu Grissom e seguiu para a sala do seu superior.
Ao chegar lá, bateu na porta e ao escutar a permissão para entrar ele o fez. Entrando se deparou com Brass também lá. Ela estranhou e perguntou:
—Aconteceu algima coisa?
—Sim!-Respondeu Conrand.
—Você lembra que eu havia te dito que te indiquei para ser supervisor?- Brass perguntou. Grissom, esperto como era, percebeu e ficou sem reação. E então Contas Eckley disse:
—Parabéns Grissom, você é o novo supervisor do turno e noite!
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