Seize The Day
3 I hate this boy
Notas iniciais
Quando senti uma mão grande pousar sobre meu ombro.
- Não acredito, você cara? – disse apertando o passo e andando mais rápido para aquele idiota não me alcançar. Era o cara do corredor que me fez derrubar refrigerante na minha roupa
.- Calma ai estressadinha, eu só vim conversar – ele disse sorridente.
- Agente tem alguma coisa para falar? – eu disse irritada.
- Sim e muita – ele disse sorrindo maliciosamente.
- Ah vai se foder cara – disse mostrando o dedo do meio
— eu tenho nome gata, é Brian, mas pode me chamar de Syn, e não fica brava eu só estava brincando com você – ele disse com um sorriso muito sexy, que me deixou meio alucinada
– me desculpa, vamos começar de novo – ele disse estendendo a mão como um comprimento.
- tudo bem, me desculpa também, meu nome é Glendha – disse apertando suas mãos.
- posso te acompanhar? Aonde vai? – ele disse tentando puxar assunto
- hãn, eu estou indo buscar meu pai no aeroporto – disse torcendo para ele dizer que tinha que ir para casa dele e que não poderia mais me acompanhar, não é porque ele era gato, gostoso e muito sensual que eu tinha parado de achar ele um idiota.
- ah, eu te acompanho estava indo para aquele lado mesmo – ele disse com um sorriso gigantesco.
Dei um sorriso mega sem graça com gosto de decepção.
A gente não conversou no caminho. Chegando ao aeroporto, pensei que ele iria ir para casa dele mais ele foi atrás de mim, estava com muita raiva querendo socar aquela cara de anjo.
- Cara, quer dizer Brian você não tem que ir pra casa? – disse tentando parecer a mais educada possível.
- Sim, só tenho que comprar uns CDs ali, de lá já vou – ele disse sorrindo percebendo a minha irritação
- Ah sim, então tchau até amanhã eu acho – disse saindo apressada
Ele acenou já de longe, parei na porta de desembarque do meu pai e fiquei esperando, quando dei por conta que meu celular não estava mais comigo.
- QUE MERDA – disse um pouco alto demais que as pessoas olharam para mim – depois dou um jeito nessa droga — disse olhando para porta e lá estava meu pai parado com várias malas.
Corri para abraçá-lo e ele retribuiu.
- Pai que saudade – disse o abraçando forte.
- Também filha – ele disse sorrindo e retribuindo o abraço
De repente ouvi uma maldita voz que me fez ficar emburrada.
- Valmir é você mesmo tio? – Brian sorria para meu pai incrédulo
Meu pai se soltou de mim e foi ao encontro daquele idiota chamado Brian.Eles estavam conversando muito empolgados, quando eu muito educada interrompi entrando no meio dos dois.
- QUE MERDA ESTÁ ACONTECENDO AQUI? VOCÊ CONHEÇE ELE E ELE CONHEÇE VOCÊ?– apontava para um e para outro, incrédula.
- Sim filha, lembra do Brian (pai) que está morando no França? O Brian (filho) é filho dele — meu pai dizia feliz explicando aquela barbaridade
- é Glendha, meu pai pescava com o seu – Brian dizia feliz, vendo a minha irritação.
- Ah legal isso, agora vamos pai — disse pegando o carinho e puxando meu pai.
– Tchau Brian – eu disse tentando ser educada
- espera filha – meu disse me parando – Brian não quer vir almoçar conosco? Depois te deixo em casa – meu pai disse sorridente para Brian
Eu olhava para Brian fazendo não com a cabeça freneticamente, mais foi em vão.
- Claro tio – Brian disse sem pensar duas vezes e olhou para mim- Não é mesmo Glendha? – ele disse olhando para mim sinicamente.
- Claro querido Brian – disse bufando e saindo pisando forte no chão.
Meu pai alugou um carro, e nos fomos para um restaurante qualquer.
- Glendha – Brian dizia sorridente, atrás de mim feito um cachorro
- Sim – disse com ar cansado o fitando
- O seu celular gata – ele disse me mostrando o aparelho, em suas mãos.
- Meu celular seu louco – disse tomando o aparelho daquelas mãos, furiosa – e meu nome é Glendha, não gata idiota – disse me virando e me sentando à mesa
- De nada gata – ele disse se sentado de frente para meu pai e sorrindo
O resto do dia foi bacana, ficamos conversando civilizadamente sobre bandas, carros, shows, tribo, índios, doenças, instrumentos e tudo o que mais tem direito.
- Bom, acho que eu tenho que ir – Brian dizia se levantando e deixando uns 40 reais mais ou menos na mesa
– Obrigado tio e tchau gat...Glendha – ele disse sorrindo.- Não moleque para com isso, eu te convidei eu pago – meu pai disse se levantando e devolvendo o dinheiro para Brian.
Brian sorriu sem graça, se dando por vencido e meu pai foi pagar a conta. Não conversamos mais e descobri que o imbecil do Brian mora de frente para meu pai. Que legal, fui dormir desejando que aquele dia acabasse logo.
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